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sexta-feira, agosto 11, 2017

SARAMAGO, FRITJOF CAPRA, HERMILO, INCLUSÃO, ENTRE VERSOS, FLÁVIO MIRANDA & VILMAR CARVALHO

BRINCANDO DE MORRER – Zé-Corninho deu uma banguela na vida e logo engatou primeira numa paixonite nova pra cima duma reboculosa que revirou o seu quengo de pernas pro ar. Oxe, o cabra amorcegou as abundâncias colossais da distinta, de quase vê o tampo voar de tanto alvoroçamento da gamação. Coisa mais parecida com a primeira vez, abestalhado de ficar com os bicos dos beiços às beijocas pra ela. Coitado, logo ele já casado e ajuntado de muitas mancebias tortas e desajeitadas, o que tinha de tapeado na leseira de corno, tinha de bruguelo chamando pai prali e pracolá, douto de safadeza, sobrecarregado de todo tipo de moléstia, fosse blenorragia, gonorréia, cancro, abscessos nos testículos, afora furúnculos e perebas a fole distribuídas a granel do pau da venta ao solado dos pés, coisa de fazê-lo já inoculado para se remediar. Mas lá estava ele no cangote dela, quando, na horagá, o cabra começou a deslizar o disco de embreagem, envernizou e não deu prosseguimento, coisa de incapaz de cumprir seu dever. A mulher abusou-se, chamou na grande e reclamou como é que é. O cara lá, em cima no maior impado, dela perder a paciência e cuspir: ou fode, ou sai de cima! A coisa engrossou dela sair virada na pata choca, ele todo macambúzio, desconfiado e sacando todo mundo só de esguelha pra banda dele. Sai pra lá comboio de enxeridos, sou homem muito machão. Hummmm. Ainda dou no couro, magote de fresco. Hummmm. Um mês, dois, os familiares dela: e aí, quando vai aparecer o neto? Seis meses, um ano, como é, esse neto sai ou não sai? Ih! Pra emprenhar, mô fio, tem que dá umas três peiadas boa por dia. Ou você virou gala rala, hem? Sei não... a desconfiança já andava na geral. Ah, está caiando, é? Vem cá, desgraçado, você tocou na intimidade de mulher menstruada, foi? Se tocou, está impuro, aí nem Jesus do céu que dará jeito nocê, meu amigo. Que nada! Tenho certeza que isso é coisa da mulher, ela nunca me cheirou bem, toda avançadinha! Esse negócio de trabalhar, não dá pra mim, todas são muito donas do nariz e isso é meio caminho andado pra dor de cabeça e pro trupé dar errado. Vá ver, é isso mesmo. Como dizia minha mãe: a boa mesmo, pra valer, tem que se sujeitar ao marido, senão vira titia, uma vitalina de ninguém querer nem pra brincar. Já dizia Catão: mulher é um animal teimoso e descontrolado, tem partes com o diabo, tem que ser mantida na rédea curta, ali, no certinho e apurado, caqueou, pau no lombo ou deixa pra lá que serve mais não. Além do mais, mulher que não embucha, não presta! Mulher pra mim tem que ser virtuosa, casta e sensata. Mas me diga uma coisa: era virgem? Sangrou? É aquela é? Aquilo é um súcubo! Cruz-credo! Pior que Xantipa! Os pecados daquilo não tem penitência, chicoteado ou autoflagelo que dê jeito! Ligue pr’ele não, isso gosta de enredar, vá me conte. Sim? Ah, meu amigo, tome garrafada de melancia triturada com leite de mulher parida de filho homem. Dê pra ela também, se ela vomitar, conceberá; se arrotar, aí, meu, só com outro serviço que esse gorou. E onde achar leite de mulher parida numa hora dessas, hem? Tô frito! O negócio é sério, olhe só: coloque sementes de trigo e cevada em bolsos separados e depois mande a mulher passar nas partes pudendas dela. O que? Isso mesmo, lá nela. Se dois dias depois germinar, ela dará à luz. É tiro e queda. E se o trigo brotar, é menino; cevada, menina. Danou-se! Nem reza forte, despacho, mesa branca, catimbó dos brabos, cueca na caçola pela encruzilhada, não havia jeito. Quando alinhou as ideias, foi providenciar solução definitiva: Ah, doutor Zé Gulu, o senhor que sabe de tudo, pelo amor de Deus, me alumia que estou todo entronchado numa quizília que não tem mais fim. O que já tomei de cachete, chá de todo tipo de coisa que presta e imprestável, já tive troço e num só dia tive dois infartos, afora outros três que quase me mata de morte morrida assim no desassossego. O que o senhor me diz, hem, doutor? Zé-Corminho, se assunte, você tá brincando de morrer, desgraçado? Parece né, doutor? Tome tento, seu menino, isso é lá coisa que se faça! Pois é, doutor, eu não durmo mais, é um azucrinamento dos infernos no meu juízo, passou a fome, num cago mais, mijar até esqueci, estou encruado, enturido e com todo mundo dando pitaco na minha vida, sem falar na desgraçada da mulher assanhada como a praga a praguejar porque o brinquedo aqui não quer dar sinal de vida pra banda dela, como posso com tudo me azoando, me diga, como posso? Ou você manda tudo pra puta que pariu ou vai morrer de tanto azuretamento! Juízo, moço. Sorria, penteie as gaias e vá ser feliz, se puder. Segura a onda, Zé-Corninho, senão o pencó pega e aí babau! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


Com o Diretor da Pública Municipal Fenelon Barreto, João Paulo e alunos da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) João Vicente de Queiroz – Água Preta – PE, conversando sobre Hermilo Borba Filho.

POR UMA PALMARES SEM TRABALHO INFANTIL - Quanto mais oportunidade o aluno tiver de ouvir, ver, sentir e escrever, maior será o seu repertório e a sua sensibilidade para compreender o mundo em que vive. Essas produções, sejam elas um poema, um conto de fadas com príncipes, princesas e castelos, uma noticia de jornal, uma reportagem, uma prosa, etc., são experiências fundamentais par a formação do leitor, base para o exercício da cidadania e também para a construção de valores indispensáveis para a vida em sociedade. Ao relembrar Paulo Freire, que nos chamou atenção para a “leitura do mundo”, que antecede a leitura da palavra, podemos afirmar que é por meio da linguagem que o indivíduo reconhece os significados da cultura em que vive, estabelece relações entre as informações e constrói sentido para si e para o mundo [...]. Trecho da apresentação escrita pelo Professor Flavio Miranda de Oliveira para o livro Por uma Palmares sem trabalho infantil: coletânia de poesias de crianças e adolescentes (Instituto Brasileiro Pró-Cidadania/Tenda da Cidadania, 2015).

A TEIA DA VIDA - [...] Defrontamo-nos com toda uma série de problemas globais que estão danificando a biosfera e a vida humana de uma maneira alarmante, e que pode logo se tornar irreversível. Temos ampla documentação a respeito da extensão e da importância desses problemas. Quanto mais estudamos os principais problemas de nossa época, mais somos levados a perceber que eles não podem ser entendidos isoladamente. São problemas sistêmicos, o que significa que estão interligados e são interdependentes. Por exemplo, somente será possível estabilizar a população quando a pobreza for reduzida em âmbito mundial. A extinção de espécies animais e vegetais numa escala massiva continuará enquanto o Hemisfério Meridional estiver sob o fardo de enormes dívidas. A escassez dos recursos e a degradação do meio ambiente combinam-se com populações em rápida expansão, o que leva ao colapso das comunidades locais e à violência sistêmica e tribal que se tornou a característica mais importante da era pós-guerra fria. Em última análise, esses problemas precisam ser vistos, exatamente, como diferentes facetas de uma única crise, que é, em grande medida, uma crise de percepção. Ela deriva do fato de que a maioria de nós, e em especial nossas grandes instituições sociais, concordam com os conceitos de uma visão de mundo obsoleta, uma percepção da realidade inadequada para lidarmos com nosso mundo superpovoado e globalmente interligado. Há soluções para os principais problemas de nosso tempo, algumas delas até mesmo simples. Mas requerem uma mudança radical em nossas percepções, no nosso pensamento e nos nossos valores. E, de fato, estamos agora no princípio dessa mudança fundamental de visão do mundo na ciência e na sociedade, uma mudança de paradigma tão radical como o foi a revolução copernicana. Porém, essa compreensão ainda não despontou entre a maioria dos nossos líderes políticos. O reconhecimento de que é necessária uma profunda mudança de percepção e de pensamento para garantir a nossa sobrevivência ainda não atingiu a maioria dos líderes das nossas corporações, nem os administradores e os professores das nossas grandes universidades. [...] Nos ecossistemas, a complexidade da rede é uma consequência da sua biodiversidade e, desse modo, uma comunidade ecológica diversificada é uma comunidade elástica. Nas comunidades humanas, a diversidade étnica e cultural pode desempenhar o mesmo papel. Diversidade significa muitas relações diferentes, muitas abordagens diferentes do mesmo problema. Uma comunidade diversificada é uma comunidade elástica, capaz de se adaptar a situações mutáveis. No entanto, a diversidade só será uma vantagem estratégica se houver uma comunidade realmente vibrante, sustentada por uma teia de relações. Se a comunidade estiver fragmentada em grupos e em indivíduos isolados, a diversidade poderá, facilmente, tornar-se uma fonte de preconceitos e de atrito. Porém, se a comunidade estiver ciente da interdependência de todos os seus membros, a diversidade enriquecerá todas as relações e, desse modo, enriquecerá a comunidade como um todo, bem como cada um dos seus membros. Nessa comunidade, as informações e as idéias fluem livremente por toda a rede, e a diversidade de interpretações e de estilos de aprendizagem - até mesmo a diversidade de erros - enriquecerá toda a comunidade. São estes, então, alguns dos princípios básicos da ecologia - interdependência, reciclagem, parceria, flexibilidade, diversidade e, como consequência de todos estes, sustentabilidade. À medida que o nosso século se aproxima do seu término, e que nos aproximamos de um novo milênio, a sobrevivência da humanidade dependerá de nossa alfabetização ecológica, da nossa capacidade para entender esses princípios da ecologia e viver em conformidade com eles. Trechos extraídos do livro A teia da vida: uma nova compreensão científico dos sistemas vivos (Cultrix, 1996), do físico e escritor austríaco Fritjof Capra. Veja mais aqui e aqui.

INCLUSÃO E TRANSVERSALIDADE - [...] Ao falarmos de inclusão social, portanto, não estaremos nunca nos referindo apenas a um dos lados desta moeda de inestimável valor. A inclusão é dirigida a todos – abolidos aí os “normais” e os “diferentes”. A inclusão é direcionada aos seres humanos. Até porque, os denominados “normais” e “diferentes” possuem os mesmos direitos perante a sociedade, catalogados por leis e declarações universais. Mas a inclusão, como todas as transformações sociais em torno dos direitos humanos que ganharam corpo principalmente a partir da segunda metade do século XX, não pode ser assimilada e assegurada apenas por fatores externos. Ela deve nascer da conscientização, da mobilização e da sensibilização de cada um. Então, o primeiro passo é dentro de nós mesmos. E começa pelo questionamento do que consideramos normal e diferente, para chegarmos ao essencial – o ser humano. Trecho extraído da obra Transversalidade e inclusão: desafios para o educador (Senac, 2009), organizado por Nely Wyse Abaurre, Mônica Armon Serrão et al. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

ECONOMIA DO BRASIL - [...] O Brasil estará incluído, como não podia deixar de ser, entre as vítimas dessa brusca reviravolta da conjuntura internacional. Vã0-lhe faltar os recursos suficientes de créditos e inversões externas que vinham estimulando e assegurando o processamento normal de suas atividades econômicas. E o pais se verá na iminência de situação gravíssima, de conseqüências finais ainda imprevisíveis, mas que começam a despontar e de que já estamos sofrendo o antegosto. Será o resultado de uma inconseqüente política econômica – em termos das reais necessidades do país e da massa de seu povo – que iludida com as facilidades proporcionadas pelo abundante afluxo de recursos externos que uma conjuntura internacional muito mais especulativa que outra coisa qualquer tinha determinado, julgou – ou quis julgar, preferivelmente – que o Brasil entrara em nova etapa de sua evolução econômica, um take-of rostoviano, isto é, a decolagem descrita nos textos ortodoxos da teoria econômica, que em breve período elevaria o país à categoria de grande potência.... A dependência em que se encontrava e se encontra ainda o funcionamento normal da economia, tal como se acha estruturada, do financiamento do exterior, já não para alcançar qualquer coisa que mesmo longinquamente se assemelhe aos enganadores índices especulativa e artificialmente atingidos nestes últimos anos – pois isso nem pode entrar em cogitação -, mas simplesmente para subsistir normalmente, uma tal dependência do financiamento externo pode-se avaliar pela maneira como vem evoluindo e a situação a que chegaram nossas contas externas [...]. Trecho extraído da obra História econômica do Brasil (Brasiliense, 1979), do advogado, historiador, geógrafo, escritor, político e editor Caio Prado Junior (1907-1990). Veja mais aqui.

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA – [...] Estavam muito perto do supermercado, em algum destes sítios se deixou ela cair, a chorar, naquele dia em que se viu perdida, grotescamente ajoujada ao peso de sacos de plástico por fortuna cheios, valeu-lhe um cão para a consolar do desnorte e da angustia, este mesmo que aqui vai rosnando às matilhas que se chegam demasiado, como se estivesse a avisá-las, A mim não me enganam vocês, afastem-se para lá. Uma rua à esquerda, outra à direita, e a porta do supermercado aparece. Só a porta, isto é, está a porta, está o edifício todo, mas o que não se vê são pessoas a entrar e sair, aquele formigueiro de gente que a todas as horas encontramos nestes estabelecimentos, que vivem do concurso das grandes multidões. [...]. Trecho extraído da obra Ensaio sobre a cegueira (Companhia das Letras, 1995), do escritor, teatrólogo, jornalista e dramaturgo português José Saramago (1922-2010). Veja mais aqui, aqui & aqui.

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PALMARES
 
Traça o tempo no teu rosto
esta ruga : velhos engenhos,
casarões e ruas são as marcas
da tua história centenária,
louvada incessantemente
por quem te vê,
pelo ângulo de teu suor e sangue,
pelo mistério de tuas entranhas
e simplicidade.
Soturna, tua voz grita de repente,
como num repente de viola,
a sábia rima popular.
Refugia-se o folclore
nas mãos estigmadas
de quem te faz continuar,
quando cultiva fazendo florescer,
quando da navalha busca a doçura
neste ofício tão anônimo
que alimenta tuas raízes mais profundas!
És teu próprio canto.
És tua própria poesia.
Tua rima mais concisa.
Tua consciência.
Teu povo mantendo,
nesta ruga do tempo,
a marca talvez triste,
mas legítima, pois se eterniza
no açúcar que tudo te custa :
paisagens, almas e crenças !
Poema do escritor e professor Vilmar Carvalho, autor dos livros Escritos: história, literatura e cultura letrada (Scortecci, 2008), Bordel Barroco: alegoria de Epicuro Soares (Bagaço, 2011), Letrados e ufanos: história do Club Litterario de Palmares 1882-1910 (Bagaço, 2011), O poeta que virou estante (Bagaço, 2011), entre outras obras, editor do blog História, prosa e poesia. Veja mais aqui & aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
ENTRE VERSO DE LUCIAH LOPEZ
Também neste sábado, 12/08, das 15 às 17hs, no Solar do Barão, lançamento do livro Entre Versos: a palavra branca é nua, da poeta, artista visual & blogueira Luciah Lopez, no sarau Café, poesia & canção, de Siomara Reis, em Curitiba - PR. Veja mais aqui, aqui & aqui.

terça-feira, março 28, 2017

SARAMAGO, ESCHER, EDGAR DUVIVIER, EUGÈNE DURIEU, DORYS TELES, APRENDIZ & ESTUDANTE

ESTUDANTE SOU, ETERNO APRENDIZ NA VIDA – Tenho sempre em mim um coração de estudante. Desde menino sempre me dediquei aos estudos: o que aprendi ou foi por iniciativa própria noites a fio queimando a pestana em páginas e volumes de livros, ou com as experiências da vida. Raramente ou quase nunca os conteúdos ministrados em sala de aula foram relevantes: serviram quando muito para nada - do jeito que vieram, muitos, senão todos, se desfizeram na inutilidade. O que mais adoro da sala de aula até hoje é poder interagir, afora isso é um verdadeiro reino da chatura. E o pior é que os livros não valem nada, o que vale é decorar cada frase das apostilas dos docentes, para responder uma prova escrita de múltipla escolha, com seis respostas análogas, cada qual com um ou outro sinal gráfico, conjunção ou preposição por diferenciação. Vá entender. Apesar disso, sou estudante. Há quem diga: se eu soubesse quem inventou escola ou estudo, eu mandava matar! Esses são muitos, muitos mesmo! Tem até quem não sabe o que é escola, nem para quê ela serve. Educar, para a imensa maioria, é tomar conta, disciplinar e dar jeito nos filhos; ou, melhor dizendo, endireitar. Tem muito professor que está e não é, como aluno que vai só por obrigação: tudo entra por um ouvido e sai pelo outro – papai que paga, ora. Também tem secretários nos gabinetes municipais ou estaduais que só sabem fazer meleca de politicalha, afora seus interesses pessoais mais escusos. Mais ainda: ministros e gabinetólogos de bunda quadrada que só fazem usar o cargo em proveito próprio ou com projetos que desconhecem o que é educação e as características regionais, querem fazer dos muitos Brasis um só – e para inglês ver! Por conta disso, como sempre digo: a tragédia é a mesma, tanto na rede pública, como nos negócios educacionais propostos pela rede privada – esta só serve para ser lucrativa ou manutenção da fé religiosa. Além do mais, as escolas aqui parecem mais presídios: deformam, corrompem e desumanizam. Pudera, para um país que vive de golpe em golpe, ser discente é arejar as possibilidades de vida arruinadas pelos interesses e ideologias. Enquanto isso, estudo, eterno aprendiz e não posso esperar que a escola brasileira chegue a bom termo, por isso sou estudante na minha heutagógica pesquisa eterna. E se há uma coisa por creditar nessa bagunçada vida do país, uma delas é não se ter o mínimo de respeito com a formação e o desenvolvimento humano. Por isso e muito mais, o brasileiro finda só mesmo é virando Fabo para sair deixando rastro no eterno Fecamepa. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

Curtindo os álbuns Música-Imagem (1990), Sax Brasileiro (Kuarup, 1999) e Sopro do Norte (2001) do músico e escultor Edgar Duvivier.

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A educação por água abaixo pra farra dos mal-educados, o cenário escolar, Friedrich Nietzsche, Gilles Deleuze & Félix Guattari, Santiago Nazarian, Pierre Salvadori, Henri Cartier-Bresson, George Segal, P com P de Teatro, Eulalia Valldosera, Roger de La Fresnaye, Jussara Silveira, Crânio & Quando ciuço pacaru embarcou no maior revestrés aqui.
Educação & formação do professor, Psicologia Ambiental & a arte na educação e direitos das comunidades, Probidade Administrativa & outras coisitas mais aqui.
O umbigo no cultuo da avareza, Denise Levertov, Johan Huizinga, Philippe Ariés, Camargo Guarnieri, Lauri Blank, Emil Nolde & Kim Thomson aqui.
O sonho de Orungan, James Joyce, Ayn Rand, Lenine, Elisa Lucinda, Enrique Simonet, Alina Zenon, Ekaterina Krysanova & Paula Burlamaqui aqui.
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Maceió, uma elegia para os que ousam sonhar, Luis da Câmara Cascudo & a burrinha de padre, Máximo Gorki, Mario Vargas Llosa, Autran Dourado, Sarah Vaughan, Suzana Amaral,Carl Barks & Dianne Wiest aqui.
Aos quatro cantos e ventos minha vida, Jacob Boehme, Esther Scliar, Jo Ansell, Tamara de Lempicka, Jonathan Charles & Dene Ramos aqui.
Solilóquio na viagem noturna do sol, Sêneca, Educação, Maria Esther Pallares, Paula Águas, Terry Miura & Amenaide Lima aqui.
A lição de cada amanhecer, A lenda da origem do Solimões, Anne Schneider, Alice Soares, Lorenzo Quinn, O Lobisomem Zonzo & Edla Fonseca aqui.
O cordão dos a favor & os do contra, Água, Jorge Ben Jor, Hélio Oiticica, Vampirella & Forrest J. Ackerman, Eliane Queiroz Auer & Lia Kosta aqui.
O certo & o errado no reino das ideologias, Nobuo Uematsu, Hélio Pellegrino, Mat Collishaw, Raoul Dufy & Danicleci Matias Souza aqui.
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A arte do fotógrafo francês Jean Louis Marie Eugène Durieu (1800-1874).

DESTAQUE: JOSÉ SARAMAGO
[...] é dado ter nas mãos sóbrias a felicidade, em um momento dá-la ou retirá-la, como se acredita que Deus a vida. [...] não que a generosidade nos canse, mas uma vez, não são vezes, e ostentação é insulto aos pobres. [...] é o caso que as classes subalternas não ficam a dever nada em agudeza e perspicácia às pessoas que fizeram estudos e ficaram cultas. [...] um fazedor de versos que deixou a sua parte de loucura no mundo, é essa a grande diferença que há entre os poetas e os doidos, o destino da loucura que os tomou. [...] e aí temos o resultado, quem nos viu e quem nos vê, se melhor ou pior, depende de estar vivo e ter viva a esperança. [...] E as pessoas nem sonham que quem acaba uma coisa nunca é aquele que a começou, mesmo que ambos tenham um nome igual, que isso só é que se mantém constante, nada mais. [...] as pedras têm uma vida longa, não assistimos ao nascimento delas, não assistiremos à morte, tantos anos sobre esta passaram, tantos hão-de passar [...].
Trechos do romance O ano da morte de Ricardo Reis (1984), do escritor, teatrólogo, jornalista e dramaturgo português José Saramago (1922-2010) – Prêmio Nobel de Literatura de 1998. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do artista neerlandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972)
Veja mais aquiaqui e aqui.

DEDICATÓRIA:
A edição de hoje é dedicada à amiga professora & pedagoga Dorys Teles.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: The impossible world, do artista neerlandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972)
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.

segunda-feira, novembro 16, 2015

DRUMMOND, SARAMAGO, DUBOC, ZANCHETT, TEDESCHI, MEIO AMBIENTE & TATARITARITATÁ!

VAMOS APRUMAR A CONVERSA: NAS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ – “Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu, a gente estancou de repente ou foi o mundo então que cresceu...” Pois é, sabe aquela de enjeitado, cheio de nó pelas costas, com o pé na goela e língua de fora na apertura do quengo ficar no imprensado de sufoco, tipo figurinha carimbada da desdita? É, tem que aprender a somar pra ver como é que se divide e administrar o que se diminui, porque a operação de multiplicar tá difícil pra dedéu. As coisas andam meio tronchas, tudo de ovo virado, quando até os a favor se viram do contra, deixando o bocó enganchado num mata-burro no maior esculacho. Até mesmo a namorada chega a hora que lhe vira as costas de não querer vê-lo nem pintado a ouro. É, meu, maré das brabas com aquela nuvenzinha negra que vai cagando raio na perseguição sobre a cabeça. Se olhar direitinho a situação, tá endividado até o tampo, liso de não ter um tostão furado no bolso e fugindo numa carreira de credores com o tolote cobrindo a fedentina, deixando tudo a distância e na maior pacutia. É nessa hora que até o retrato cai da parede, a foto sume do documento e aquele monóculo de estimação está que só filme estragado, tudo bufento, desbotado. Pois é, situação braba de metido em camisa de onze varas, todo fogueteiro, montado no porco e morrendo da cura pela boca. Pode? É hora de mudar a pelanca, se cuide. Veja que está caindo os dentes e o cabelo. A coisa não anda, mesmo que mova céus e terra. Tenha fé, suas orações estão mais fracas que caldo de biloca. É preciso saber viver. Se está atormentado de braguilha virada, não adianta cair no desespero. Se está pior, vai piorar, saiba disso. Isso é perturbador, mas é a verdade. Veja só: se pede informação, leva fora; se vai dar entrada, é barrado; se procura, se perde; se achou, é roubado; se seguiu o destino, perdeu a viagem; se vai, tá sozinho; se volta, todos vão no sentido contrário; quando pensa que tá certo, está redondamente enganado na contramão; se segue um mapa, tá de cabeça pra baixo; se cai de costa, quebra o pau; se faz direito, sai tudo errado; vai sacar dinheiro, só vê saldo devedor; se vai pagar, o código de barras está errado; se chega educado, só leva porta na cara; quando pede favor, leva bronca; quando pega carona, erra o caminho; se faz de bonzinho, é tratado por mala sem alça; quando chama na reputação, oxe, é o mesmo que mercadoria sem nota; mesmo sendo ficha limpa, é tido por sujíssima persona non grata. Peraí, assim não dá! Ah, meu! Ou você deu na mãe ou pisou em rastro de corno. A gente sofre que nem sovaco de aleijado, limado de todas as benesses, escanteado de todas as oportunidades e até aquela velha promoção está lá no fundo da última gaveta do birô do chefe beirando já o arquivo morto. Não adianta esquentar, remédio pra biruta é outro na porta, e nada de zureta na horagá feito os pés da doida, pança vazia não enche sono. A vida não é pau de dar em doido. Se tá caipora, segure o trupé, não deixe o cachimbo cair senão você tá frito, mô fio! Lembre-se: só tem direito a aposentadoria daqui uns duzentos anos. Tenha paciência sempre! E se é o último da fila quilométrica e chegou sua vez, não esquente se o sistema sair do ar. Não vá sair do sério se faz a mira no alvo e acerta nos culhões, oh nãããããããooooooooooo! Doeu, né? Tente outra vez. Se o advogado virou promotor, releve; se chutou embaixo do gol e inda dá bola fora, não perca a cabeça; se topou encruzilhada, se livre do despacho e vá na doida, vai que dá certo. Errou? Volte e conserte tudo, não deixe cagada por rastro senão a malsina lhe persegue e pra pagar o pato é na conta justa, não tem isenção, quita no tantinho, sem tirar nem pôr, preto no branco. Você deveria saber que não se deve acordar a má sorte quando está dormindo, pois que a vida pega pesado. Dê seu jeito, dê seus pulos que você não é quadrado! Não vá dar uma de mula de Tales, pegando bigu; Procure reza forte. Se o dente queiro dói, arranca essa droga. Queixar amolado? Ajeite o colarinho, as abotoaduras, massagem na mandíbula, aprume a fivela, bote no muque a força da munheca, bata na caixa dos peitos e não se afrouxe senão a merda rá. Nunca é demais um galhinho de arruda na algibeira, ou pé de coelho com um trevo no abanhado e no cós da calça. É preciso tirar todas as crecas e mucuncas e, pra isso, dê uma geral na rodia, não pise em falso nem vacile, não deixe rastro, não peide, pelamordedeus não peide, nem dê sinal de vida, fique de mutuca, tocaia não é pra aparecer, se faça de morto, se livre da cruzeta. Depois tome um banho de sal grosso e vá levar uns passes na mesa branca, assista um culto inteirinho, reze a missa toda, baixe um santo no terreiro, dê o ar da graça e a cara à tapa, passe vergonha, se humilhe, fique de joelhos e ande digitígrado. Por favor, não faça barulho; quando der respire fundo, bem fundo e deixe a poeira sentar. Se não deu dessa vez, tente de novo, ou espere pro ano que vem, quem sabe a coisa abranda e vai dar pra você fazer carreira de volta pras coisas boas. O que vale de mesmo é que fique sempre respirando. Se escapar, viva! Se puder se manter vivo, melhor; saiba, você é mesmo um sujeito de sorte e vamos aprumar a conversa & tataritaritatá aqui.


Imagem: Nu, da artista plástica Catherine Abel.


Curtindo o álbum Sweet Face of Love - Jane Duboc sings (2010), da cantora e compositora Jane Duboc.

DIREITO AO MEIO AMBIENTE SAUDÁVEL – No livro Direito ambiental brasileiro (Malheiros, 2014) de Paulo Affonso Leme Machado, traz a inscrição do art. 225 da Constituição Federal vigente, dando conta que Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defende-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações, assim, é um direito de cada um, como pessoa humana, independente de sua nacionalidade, raça, sexo, idade, estado de saúde, profissão, renda ou residência. Assinala o autor que: A sadia qualidade de vida só pode ser conseguida e mantida se o meio ambiente estiver ecologicamente equilibrado. Ter uma sadia qualidade de vida é ter um meio ambiente não poluído [...] A Constituição diz que incumbe ao Poder Público promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização para a preservação do meio ambiente (art. 225, parágrafo 1º, VI). Promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino é inserir a transmissão dos conhecimentos sobre meio ambiente no ensino escolarizado. [...] A Lei 9.795/99 dispôs sobre a educação ambiental e instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental. Entre seus princípios básicos está a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, o socioeconômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade. Como um dos objetivos da lei está o incentivo à participação individual coletiva. [...]. Veja mais aqui, aqui e aqui

TODOS OS NOMES – O romance Todos os nomes (Companhia das Letras, 1997), do escritor, teatrólogo, jornalista e dramaturgo português José Saramago (1922-2010) – Prêmio Nobel de Literatura de 1998, conta a história de um escriturário do principal cartório de registro da cidade que resolve arranjar um hobby para distrair-se do trabalho monótono, começando por colecionar recortes de pessoas famosas. Quando descobre que são todas semelhantes - meras imagens - passa a buscar detalhes da vida da gente simples e desconhecida, até enredar-se em um labirinto intransitável de informações e números, sugerindo que, se a vida se resumiu a números e documentos, é preciso refazê-la. Da obra destaco o trecho: [...] Ao princípio, um princípio que vinha de muitos séculos atrás, os funcionários residiam na Conservatória Geral. Não propriamente dentro dela, em promiscuidade corporativa, mas numas vivendas simples e rústicas construídas no exterior, ao longo das paredes laterais, como pequenas capelas desamparadas que tivessem ido agarrar-se ao corpo robusto da catedral. As casas dispunham de duas portas, a porta normal, que dava para a rua, e uma porta complementar, discreta, quase invisível, que comunicava com a grande nave dos arquivos, o que naqueles tempos e durante muitos anos foi tido como sumamente beneficioso para o bom funcionamento dos serviços, porquanto os funcionários não eram obrigados a perder tempo em deslocações através da cidade nem podiam desculpar-se com o trânsito quando chegavam atrasados à assinatura do ponto. Além destas vantagens logísticas, era facílimo mandar a inspeção verificar se eles estavam a faltar à verdade quando se lembravam de dar parte de doente. Infelizmente, uma mudança nos critérios municipais acerca do ordenamento urbanístico do bairro onde estava situada a Conservatória Geral forçou a deitar abaixo as interessantes casinhas, com exceção de uma, que as autoridades competentes decidiram conservar como documento arquitetônico de uma época e como recordação de um sistema de relações de trabalho que, por muito que pese às levianas críticas da modernidade, também tinha as suas coisas boas. É nesta casa que vive o Sr. José. Não foi de propósito, não o escolheram a ele para ser o depositário residual de um tempo passado, se calhou assim foi só por causa da localização da vivenda, encontrava-se ela num recanto que não prejudicaria o novo alinhamento, logo não se tratou de castigo ou de prêmio, que não os merecia o Sr. José, nem a um nem a outro, permitiu-se que continuasse a viver na casa, nada mais. Em todo o caso, como sinal de que os tempos tinham mudado e para evitar uma situação que facilmente seria interpretada como de privilégio, a porta de comunicação com a Conservatória foi condenada, isto é, ordenaram ao Sr. José que a fechasse à chave e avisaram-no de que por ali não poderia passar mais. Esta é a razão porque o Sr. José tem de entrar e sair todos os dias pela porta grande da Conservatória Geral, como outra pessoa qualquer, ainda que sobre a cidade esteja a cair a mais furiosa das tempestades. Há que dizer, no entanto, que o seu espírito metódico se sente desafogado obedecendo a um princípio de igualdade, mesmo indo, neste caso, em desfavor seu, ainda que, a falar verdade, preferisse não ter de ser sempre ele a subir a escada de mão para mudar as capas dos processos velhos, sobretudo sofrendo de pânico das alturas, como já foi dito. O Sr. José tem o louvável pudor daqueles que não andam por aí a queixar-se dos seus transtornos nervosos e psicológicos, autênticos ou imaginados, e o mais provável é nunca ter falado do padecimento aos colegas, caso contrário estes não fariam outra coisa que mirá-lo receosos, quando ele estivesse lá no alto, com medo de que, apesar da segurança do cinto, se despencasse dos degraus e lhes viesse cair em cima da cabeça. Quando o Sr. José regressa enfim ao chão, ainda meio atordoado, disfarçando o melhor que pode os últimos mareios da vertigem, aos outros funcionários, tanto os iguais como os superiores, não lhes aflora sequer ao pensamento o perigo em que haviam estado. [...] Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

PARA O SEXO EXPIRAR & OUTROS POEMAS ERÓTICOS – No livro O amor natural (Record, 1992), do poeta, contista e cronista Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), destaco inicialmente Para o sexo a expirar: Para o sexo a expirar, eu me volto, expirante. / Raiz de minha vida, em ti me enredo e afundo. / Amor, amor, amor — o braseiro radiante / que me dá, pelo orgasmo, a explicação do mundo. / Pobre carne senil, vibrando insatisfeita, / a minha se rebela ante a morte anunciada. / Quero sempre invadir essa vereda estreita / onde o gozo maior me propicia a amada. / Amanhã, nunca mais. Hoje mesmo, quem sabe? / enregela-se o nervo, esvai-se-me o prazer /antes que, deliciosa, a exploração acabe. / Pois que o espasmo coroe o instante do meu termo, / e assim possa eu partir, em plenitude o ser, / de sêmen aljofrando o irreparável ermo. Também O que se passa na cama: (O que se passa na cama / é segredo de quem ama.) / É segredo de quem ama / não conhecer pela rama / gozo que seja profundo, / elaborado na terra / e tão fora deste mundo / que o corpo, encontrando o corpo / e por ele navegando, / atinge a paz de outro horto, / noutro mundo: paz de morto, / nirvana, sono de pênis. / Ai, cama, canção de cuna, / dorme, menina, nanana, / dorme a onça suçuarana, / dorme a cândida vagina, / dorme a última sirena / ou a penúltima... O pênis / dorme, puma, americana / fera exausta. Dorme, fulva / grinalda de tua vulva. / E silenciam os que amam, / entre lençol e cortina / ainda úmidos de sêmen, / estes segredos de cama. Ainda o Sugar e ser sugado pelo amor: Sugar e ser sugado pelo amor / no mesmo instante boca milvalente / o corpo dois em um o gozo pleno / que não pertence a mim nem te pertence / um gozo de fusão difusa transfusão / o lamber o chupar o ser chupado / no mesmo espasmo / é tudo boca boca boca boca / sessenta e nove vezes boquilíngua. Por fim, De arredio motel em colcha de damasco: De arredio motel em colcha de damasco / viste em mim teu pai morto, e brincamos de incesto. / A morte, entre nós dois, tinha parte no coito. / O brinco era violento, misto de gozo e asco, / e nunca mais, depois, nos fitamos no rosto. Veja mais aqui, aqui e aqui.

O TEATRO & A TELEVISÃO - A trajetória da atriz, cantora e bailarina Sheila Matos foi desenvolvida no teatro, no cinema e na televisão. No teatro ela atuou em musicais como "Evita", "Charity Meu Amor", "South American Way", "Tribobó City", "Ópera do Malandro", "As Robertas - Loucas pelo Rei", "Cleópatra?", entre outros.  Em 2007/2008, participou do elenco da remontagem de "Gota D'Água", de Chico Buarque e Paulo Pontes. Em julho de 2008, estreou o musical "Eu sou o Samba". Em 2009, Sheila voltou a integrar o elenco do musical "Gota D'Água" na turnê do espetáculo em Portugal. Obteve duas indicações para o Prêmio Mambembe; uma por sua atuação como atriz coadjuvante no musical infantil "A Bossinha Nova" de Karen Accioly e no Musical de enorme sucesso "Teatro Musical Brasileiro II" de Luiz Antonio Martinez Correa. Ela hoje está em cartaz com a peça "Na Rotina dos Bares", de Marcos França, com direção de Ana Paula Abreu, que tem no elenco Antonio Pedro Borges, Édio Nunes, Letícia Nedella entre outros. Também participou de diversas novelas e dos programas como Escolinha do Professor Raimundo (1990), A Diarista (2004) e Carga Pesada (2005). Veja mais aqui.

AMOR EM CINCO TEMPOS – O drama Amor em cinco tempos (5x2, 2004), dirigido pelo cineasta e escritor francês François Ozon, conta em ordem cronológica inversa a história de um jovem casal nos cinco momentos-chave de suas vidas em conjunto: o divórcio, brigas, nascimento de seu primeiro filho, casamento e o encontro. Os capítulos são separados por canções românticas italianas e é estrelado pela atriz, roteirista e cineasta ítalo-francesa Valeria Bruni Tedeschi, ganhadora do Premio Pasinetti de Melhor Atriz. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do desenhista e ilustrador Niceas Romeo Zanchett.
Veja mais aqui.



DIDI-HUBERMAN, LINDA DEANE, ADALYN GRACE & MARINÊS

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Das loas & toadas no cavalo-marinho... - O afamado artesão Tirésia já nasceu assim: cego e vaticinado...