sexta-feira, setembro 16, 2016

O AMOR TODO DIA E O DIA TODO


O AMOR TODO DIA E O DIA TODO - (Imagens: fotos da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez).- É ela a festa do amanhecer com o canto de todos os pássaros e fulgor das cores da vitalidade de todas as coisas e que ferve ao meio dia e mormaça além do entardecer para ser abrigo anoitecido com todas as estrelas brilhantes no céu da sua boca reluzente com seu versos do amor maior. É ela que se faz o mais exuberante arquipélago do carinho e da ternura onde eu mergulho e me perco nas águas profundas e não quero mais me encontrar jamais pelas correntezas de seus desejos que explodem no que sou de tudo e nada do que quero além de mim mesmo e de tudo que seja perceptível e intangível na existência de todas as coisas de real e irreal. É dela o que não tenho e me completa com a totalidade plena da sua mais ampla e plena emanação inspiradora do que é de seu no meu e me totalizo na sua difusa forma de sermos um e todas as coisas além de nós e em nossa entrega comungada. É nela que me realizo menino grande que se jogou pra vida e tudo se apronta a me descobrir maior que o infinito e menor que um grão de areia, partícipe da unidade maior da vida que é de cada coisa no universo e somos nós inteiros no nosso abraço terno e festivo. É pra ela que canto e recito a trilha do paraíso na plenitude da paixão para sermos todo dia e o dia todo, a eterna poesia do amor em paz. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.

UMA MÚSICA
Curtindo o álbum Careless Love (Rounder Records, 2004), da cantora e compositora de jazz estadunidense Madeleine Peyroux.

PESQUISA: O HOMEM ATIVO & O INTELECTUAL - [...] O homem ativo de massa opera praticamente, mas não tem uma clara consciência teórica deste seu operar, que é também um conhecer o mundo enquanto se transforma. A sua consciência teórica, antes, pode estar historicamente em contraste com o seu operar. Pode-se dizer que há duas consciências históricas (ou uma consciência contraditória), uma implícita no seu operar, e que realmente o une a todos os seus colaboradores na transformação prática da realidade, e uma superficialmente explícita ou verbal. [...] uma luta de hegemonias, primeiro no campo da ética, depois, da política, para atingir uma elaboração superior da própria concepção do real. [...]. Trecho extraído da obra Cadernos do cárcere (Civilização Brasileira, 1999), do filósofo, cientista político e comunista italiano, Antonio Gramsci (1891-1937), são ao todo vinte e nove cadernos reunidos em seis volumes, escritos no período em que o autor esteve prisioneiro na Itália, constituindo-se no legado mais significativo do pensador, abordando temas como filosofia, a questão dos intelectuais, a educação, a política moderna, o passado e o presente, o Risorgimento italiano, a literatura e a vida nacional. Veja mais aqui e aqui.

UM LIVRO: 
[...] Onde, onde encontra um apoio para tudo aquilo que está além da possível harmonia de um som ou uma ideia? Onde a carapaça para salvar algumas ficções? [...] Um outro sinal de partida de navio surpreendeu-o na informe redescoberta de um lugar comum. Percebeu uma sutil diferença, não era bem sua descoberta, nem sua aceitação. Era a conquista. [...].
Trecho da obra Contos e novelas reunidos (Civilização Brasileira, 2004), do escritor, dramaturgo, ensaísta e engenheiro Samuel Rawet (1929-1984), reunindo contos e novelas que tem como base o tema de imigração e do deslocamento, e a estranheza do homem no mundo. 
PENSAMENTO DO DIA: A DIALÉTICA DO CONCRETO -[...] No trato prático-utilitário com s coisas – em que a realidade se revela como mundo dos meios, fins, instrumentos, exigências e esforços para satisfazer a estas – o indivíduo em situação cria suas próprias representações das coisas e elabora todo um sistema correlativo de noções que capta e fixa o aspecto fenomênico da realidade. [...] Captar o fenômeno de determinada coisa significa indagar e descrever como a coisa em si se manifesta naquele fenômeno, e como ao mesmo tempo nele se esconde. Compreender o fenômeno é atingir a essência. Sem o fenômeno, sem a sua manifestação e revelação, a essência seria intangível. [...]. Trecho extraído da obra Dialética do concreto (Paz e Terra, 1986), do filósofo marxista tcheco Karel Kosik (1926-2003), analisando as mistificação da pseudoconcreticidade que é o mundo da reificação das aparências enganadoras, dos preconceitos, da práxis fetichizada, observando-se os múltiplos aspectos fenomênicos da realidade. Veja mais aqui.

UMA IMAGEM
Imagens recolhidas do ensaio fotográfico Still not asking for it, da fotógrafa australiana Rory Banwell, sobre a violência sexual e questionando a cultura do estupro.

Veja mais sobre A criança, Vygotsky e o Teatro, Norberto Bobbio, Eduardo Mallea, B. B. King, Andréa Beltrão, Sandra Werneck, Lucebert, Teatro Infantil, Fagundes de Menezes & A Poesia Potiguar aqui.

E mais:
Por que Brasil, hem? – A verdadeira origem do nome Brasil aqui.
Cordel Tataritaritatá – Vamos aprumar a conversa aqui.
Como é que é, hem? – Trela farola aqui.
Fecamepa & o Descobrimento do Brasil aqui.
Proezas do Biritoaldo: quando os anjos pagam o pato pela bagunça no céu aqui.
Doro & o Cobrador, Mário Quintana, Martin Heidegger, Charles Richet, Katia & Marielle Labeque, Mauro Mota, Neil Labute, Zhang Yimou, Carlos Zéfiro, Piero della Francesca, Deborah Evelyn, Zhang Ziyi & Manuel Ribeiro de Pavia aqui.

DESTAQUE: 
A arte do pintor russo Serge Marshennikov. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Quando sinto da sua pele o toque macio e das suas mãos a tortura ah, alucinada eu me dou, sou sua. Sinto a pele queimar os mamilos enrijecem os seios avolumam a vulva lateja úmida quente florescendo escorrendo o néctar que a sua boca pede e ao toque da sua língua mais me alucina e te arranho as costas e falo indecências tudo que me atormenta e me alimenta ah, eu imploro que você me beije, me lamba e me chupe me torture e me penetre me foda me coma e me faça gozar alucinadamente gozar com você. Ah, eu me dou você me entrego me abro sou sua fêmea rendida aos seus caprichos e desejos participo no seu jogo antevejo o gozo e te recebo em mim sou sua e você é meu num orgasmo que transcende e somos___um só
Erótica, poema/desenhos & foto da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez.
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra, pintura da artista plástica Amélia Toledo.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


FAULKNER, PIVA, BOURDIEU, FUREDI, LIA CHAIA, VITOR DA FONSECA, PALHAÇOS, SOCORRO DURÁN & AMANDA DUARTE

POETASTRO METE AS CATANAS SEM ENTENDER DO RISCADO – Imagem: Xilogravura de Amanda Duarte. - Nada dava certo mesmo pras bandas do Doro, tud...