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quarta-feira, dezembro 19, 2018

ITALO SVEVO, ROBERTA SÁ, NATHAN OLIVEIRA, CONFISSÃO & COLÓQUIO ESCRITA, SOM E IMAGEM


CONFISSÃO – Imagem: Spring nude (1962), do pintor, gravurista e escultor estadunidense Nathan Oliveira (1928-2010). - Falar o que se tem pra dizer: um diapasão entre a cabeça e o coração, num arco-íris emtre o que sou de Terra, água, ar e fogo, o que mais tiver de ser. Ouvi das estrelas os mistérios dos céus e o que se fez mistério dos mistérios, a se revelar do iniciático pra enxergar o que deve ser visto além das aparências: o imo das coisas e seres, o Sal do chão das raízes e mortos, o que encobre uma atitude entre o soez e o escrupuloso, o acerto improvável e os múltiplos erros da ignorância. A mim me dei e persisto, persevero com entusiasmo diante dos desafios para atender o chamado: nenhum laivo de angústia ou apelo de socorro. No meio da escuridão a Rosa desabrochou da alma e acendeu minha Cruz, recolhi a luz que veio da vela e me dispus à Natureza: o trânsito na correlação dos contrários, a Lei de Amra entre a graça e a gratidão. Das minhas mãos brotou o infinito, o alcance da essência de tudo e todas as coisas, pra fazer o que deve ser feito: vou sair daqui, encontrar o rumo da vida, a travessia do limiar e me entregar ao meu mito com serenidade espiritual: voo ao abrigo da doação. Revi o passado e futuro, vivo o presente e me retiro sem alarde, em paz e silêncio. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

DITOS & DESDITOS
[...] Rever minha infância? Já lá se vão mais de dez lustros, mas minha vista cansada talvez pudesse ver a luz que dela ainda dimana, não fosse a interposição de obstáculos de toda espécie, verdadeiras montanhas: todos esses anos e algumas horas de minha vida. [...] Na minha sonolência, recordo que o compêndio assegurava, por este sistema, ser possível recordarmos a primeira infância, a dos cueiros. De repente, vejo uma criança de fraldas, mas por que tem de ser eu? Não se parece nada comigo; na verdade, acho que se trata do bebê de minha cunhada, nascido há poucas semanas e que ela mostrava a todos como se fosse um milagre, porque tinha as mãos tão pequenas e os olhos tão grandes. Pobre criança! [...] Quando chegarás a saber que seria bom se pudesses reter na memória a tua vida, até mesmo as partes que te possam repugnar? E, no entanto, inconsciente, vais investigando o teu pequeno organismo à procura do prazer, e as tuas deliciosas descobertas te levarão à dor e à doença, para as quais contribuirão até mesmo aqueles que mais te querem. [...] Cada minuto que passa, lança-lhe um reagente. Há demasiadas possibilidades de doenças para ti, porque não é possível que sejam puros esses minutos. E além disso – pequerrucho! – és consanguíneo de pessoas que conheço. Os minutos que agora passam até que podiam ser puros, mas tal não foram decerto os séculos que te prepararam. [...] Estou analisando a sua saúde, mas não consigo fazê-lo, pois acode que, ao analisá-la, converto-a em doença. E ao escrever sobre ela, começo a duvidar sobre se aquela saúde não careceria de cura ou tratamento. Vivendo ao seu lado durante tantos anos, jamais me ocorreu essa dúvida. [...] A dúvida: eu era bom ou mau? A recordação, provocada repentinamente pela dúvida que não era nova: via-me em criança e vestido (estou certo) ainda de calças curtas, erguendo o rosto para perguntar à minha mãe sorridente: “Eu sou bom ou sou mal?” Essa dúvida devia ter sido inspirada ao menino por todos que o achavam bom, e por tantos outros que, de brincadeira, o qualificavam de mau. Não era, portanto, de admirar que a criança se sentisse embaraçada por tal dilema. Oh! Incomparável originalidade da vida! Era extraordinário que a dúvida já infligida por ela à criança, de forma tão pueril, não fosse resolvida pelo adulto depois que transposta metade de sua existência. [...] Nesta cidade, depois que rebentou a guerra, a vida é mais enfadonha do que antes e, para me recompensar da psicanálise, volto-me novamente aos meus caros escritos. Havia um ano que não consignava nenhuma palavra aqui, nisto como em tudo o mais seguindo obedientemente as recomendações do médico, que achava indispensável durante o tratamento fossem as minhas reflexões feitas ao seu lado, pois sem a sua vigilância eu estaria reforçando os freios que impediam a minha sinceridade, a minha entrega. Empregarei o tempo que me resta livre para escrever. Por isso escreverei sinceramente a história de minha cura. Toda a sinceridade entre o doutor e mim havia desaparecido e hoje respiro aliviado. [...] Foi assim que, à força de correr atrás daquelas imagens, eu as alcancei. Sei agora que foram inventadas. Inventar, porém, é uma criação, não uma simples mentira. As minhas eram invenções como as nascidas da febre, que caminham pelo quarto para que possamos vê-las de todos os ângulos, inclusive tocá-las. Tinham a solidez, as cores, a petulância das coisas vivas. [...].
Trechos da obra
A consciência de Zeno (Nova Fronteira, 2006), do escritor e dramaturgo italiano Italo Svevo - pseudônimo de Aron Hector Schmitz, depois italianizado para Ettore Schmitz (1861-1928).

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor, gravurista e escultor estadunidense Nathan Oliveira (1928-2010). Veja mais aqui & aqui.

AGENDA:
Escrita, som, imagem - II Colóquio Internacional 21 a 25 de maio de 2019, na Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG - Belo Horizonte, Brasil & muito mais na Agenda aqui.
&
Tanto juntou & babau!, Friedrich Nietzsche, Francesco Petrarca, Teilhard de Chardin, Antonio Callado, Euclides da Cunha, Nathan Oliveira, Brian Booth Craig, Mapa Cultural de Pernambuco, Al di Meola & Alisa Weilerstein aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje curta na Rádio Tataritaritatá a música da cantora Roberta Sá: Que belo estranho dia para se ter alegria, As melhores, Segunda Pele & Palco MPB & muito mais nos mais de 2 milhões & 990 mil acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir. Veja mais aqui, aqui e aqui.


segunda-feira, janeiro 08, 2018

AMARTYA SEN, ZILDA ARNS, ARNALDO ANTUNES, DORINA COSTRAS, KLEDIR RAMIL, ROBERTA SÁ, ELIZABETH PERKINS & JUSTINITA

JUSTINITA & A CABRITA BRABA – Imagem da artista plástica romena Dorina Costras - Justinita amanheceu toda empiriquitada, cabelo alisado pela chapinha, maquiagem de sombra nos olhos e bochechas róseas, beiços de batom encarnado vivo, blusa acochada com decote realçando o rego dos peitos salientes, calça justa pronunciando o ventre acuscuzado e os glúteos reboladores e sorridentes, as toras das coxas volumosas, panturrilhas roliças, salto altíssimo de quase um palmo, pressa andadeira para não perder a hora e, atrás dela, só fiu-fiu e hum ah u-ru eita! – Vais pra onde, mulher, assim toda reboculosa? Vou pruma entrevista de trabalho. Só acredito por que tais dizendo, pra mim tu vai mesmo é pra sem-vergonheza, mulher! A-há! Danada de jeitosa como tu tá, só pode, né? Tomara, mulher, tomara. Mas não, vou atrás de emprego mesmo que a vida está difícil. E fiu-fiu, olhares marmanjos acompanhando a sua passada altaneira. Quando dobrou a esquina, ouviu-se um estrondo! Que é que houve? Danou-se! Um caminhão desgovernado subiu pela calçada e invadiu uma casa porta adentro. Teibei! O maior rebuliço. Alguém gritou: - Lascaram a Justinita! Valha-me Deus! Deu-se a maior correria. Foi-se ver, por pouco, ela não fora realmente recolhida pelo desenfreado veículo. Antes disso, parece que mandado dos céus ou ação do anjo da guarda dela, uma cabrita braba e odienta que abusava dumas chifradas pra cima e pra baixo nos transeuntes desavisados, sapecou-lhe uma cornada dela cair estendida numa poça de lama, emputecida! Isso é uma cabra chata da porra! Que foi que houve, mulher? Essa desgraçada dessa amolestada que me deu uma cabeçada de me deixar estendida aqui, desarrumando meu penteado e me melando toda! Vixe! E agora? Como vou arranjar trabalho lascada desse jeito, hem? Calma, mulher, deixe de aperreio. Isso é coisa que se faça? Ninguém mata essa cabrita intrometida não, é? Como é que pode? Juntou gente, ninguém sabia se olhava pro estrupício do autocarga com o povo gritando por socorro dentro de casa ou pra Justinita toda sensualmente enlameada e desajeitada aos berros. Os afoitos socorriam-na com aquela gentileza de aproveitadores que só queriam mesmo era ganhar a simpatia dela. Isso é uma ingresia dos diabos, ainda mais essa amaldiaçoada cabra me derrubou e me deixou nesse estado! Pode? Cala boca, mulher, tu findasse salva pela malvada, não fosse ela, tu tinha sido rebocada pelo caminhão e se espragatado toda no meio do maior salseiro naquela casa, espia, veja só o desmantelo! Valha-me meu Jesuisinho, que eu não tinha reparado nisso, que coisa! Pois foi, a cabra branca salvou sua vida! Não fosse ela, tu tinha morrido, reclamona. É mesmo. Que será que houve, hem? Está lá, caminhão e o povo gritando dentro da casa, não tais ouvindo, mulher? E ninguém vai socorrer não? Arreda cabrueira, vão salvar o povo e deixem ela que está recuperada, arreda! Ah, mulher, vou voltar pra casa pra me arrumar de novo, acho que hoje não é o meu dia de arrumar emprego mesmo. Tanto trabalho pra espichar o cabelo, tanto capricho na maquiagem, na escolha da roupa, tudo, veja só o que restou de mim: toda fedendo a lama e imprestável, ixce, maior catinga. Olha não, mulher, bota as mãos pro céu que a tua salvação veio antes do dia. Foi a santa Cabra Branca que todo mundo odeia, Taís vendo só? Tô. Amém. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo & mais aqui & aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especiais com a música do poeta, músico e compositor Arnaldo Antunes: Saiba & ao vivo em estúdio; a cantora Roberta Sá: Que belo estranho dia pra se ter alegria & Segunda pele & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA - [...] Estou convencida de que a solução da maioria dos problemas sociais está relacionada com a redução urgente das desigualdades sociais, com a eliminação da corrupção, a promoção da justiça social, o acesso à saúde e à educação de qualidade, ajuda mútua financeira e técnica entre as nações para a preservação e restauração do meio ambiente. [...] Ao fortalecer os laços que ligam a comunidade, podemos encontrar soluções para os graves problemas sociais que afetam as famílias pobres. A sociedade organizada pode ser protagonista de sua transformação. [...]. Extraído de O último discurso (Folha de São Paulo, 2010), da médica pediatra e sanitarista brasileira Zilda Arns (1934-2010).

A RIQUEZA & O QUE FAZER COM ELA - [...] Se temos razões para querer mais riqueza, precisamos indagar: quais são extamente essas razões, como elas funcionam ou de que elas dependem, e que coisas podemos “fazer” com mais riqueza? Geralmente temos excelentes razões para desejar mais renda ou riqueza. Isso não acontece porque elas sejam desejáveis por si mesmas, mas porque são meios admiráveis para termos mais liberdade para levar o tipo de vida que temos razão para valorizar. [...] Os indivíduos vivem e atuam em um mundo de instituições. Nossas oportunidades e perspectivas dependem crucialmente de que instituições exitem e do modo como elas funcionam. [...]. Trecho da obra Desenvolvimento como liberdade (Companhia das Letras, 2000), do filósofo, escritor e economista indiano, Prêmio Nobel de Economia de 1998, Amartya Sen. Veja mais aqui e aqui.

REGRESSÃO A VIDAS PASSADAS – Tenho várias amigas que fizeram um trabalho de regressão a vidas passadas e coincidentemente todas foram Cleópatra em alguma de suas encarnações anteriores. O que mais me intriga nessa história de gente que começa a remexer no passado metafísico é que ninguém quer ser o Zé-povinho. Todo mundo foi um grande rei, uma diquesa, um artista genial.e se atualmente está levando uma vida de dificuldades e sofrimentos, é apenas a lei do karma, está pagando pelas maldades que cometeu quando respondia pela identidade Napoleão Bonaparte. Liam Gallager, o encrenqueiro cantor do Oasis, declarou que é a nova encarnação de John Lennon. Só que o imitador do ex-beatle esqueceu de fazer as contas, pois nasceu em 1972 e John morreu em 1980. A contabilidade não fecha. A não ser que ele tenha nascido sem alma e tenha ficado esperando na fila, enquanto o ídolo terminava de usar a sua. Corroído por dúvidas e curiosidades, resolvi conjugar meu pretérito para ver se também era mais que perfeito. Descobri que fui Noel Rosa uns anos atrás, ao mesmo tempo em que acumulava as funções de Charles Chaplin e Greta Garbo. O fato de eu ter tido três encarnações simultâneas é explicável, pois certas almas são tão grandes que às vezes precisam de mais de uma embalagem. Conforme se viu no filme sobre a vida, ou melhor, uma das vidas do Dalai Lama. Não fui Cleópatra, como vocês poderiam imaginar, fui Júlio Cesar e comi todas elas. E eram várias. Lá pelos idos do sec. XV voltei Leonardo Da Vinci, mas só fiz consciência disso durante uma recente visita ao Museu do Louvre. Fou um insight, uma revelação. No momento em que exerguei o quadro da Mona Lisa, me lembrei exatamente por que ela estava sorrindo enquanto posava. Coisa que não revelo nem morto. Tive minha fase de navegador na pele de Cristóvão Colombo, mas depois pedi para não me darem mais essa atividade de homem do mar. Peguei um tal enjôo de navio que hoje em dia só viajo de avião, aliás, veiculo que inventei quando encarnei Santos Dumont. Houve uma época em que estive faraó e reinei sobre o Egito com o nome de Queops. Durante esse período acumulei uma fortuna considerável e, respeitando a sabedoria popular, segundo a qual “da vida nada se leva”, arquitetei um plano para burlar a alfândega celeste e poder usufruir desse patrimônio nas encarnações seguintes. Mandei construir a enorme pirâmide de Gizé (modéstia à parte, a maior obra de engenharia da história da humanidade) e ordenei que, junto com meu corpo mumificado, fosse enterrada boa parte de meu tesouro. A ideia era voltar na próxima etapa, tomar posse dos bens a que tinha direito e gozar de uma aposentadoria digna. Até hoje não consegui convencer ninguém de que tudo aquilo me pertence. Ocupei a presidência dos Estados Unidos em mais de uma oportunidade e, apesar de haver sido assassinado duas vezes, não desisto, eu sempre volto. Inclusive existe um grupo de médios norte-americanos insistindo para que eu programe minha próxima vinda como filho de uma família texana. Não sei, ando cansado de política, tô pensando em viver novas emoções. Talvez um cantore de rap ou um piloto de F´romula-1. Tenho provas consistentes dessa minha trajetória existencial aqui na Terra, mas não quero me estender em mais detalhes para não lhe aborrecer. Só gostaria de encerrar dizendo que viajar pelo meu passado foi uma experiência fascinante. Voltar no tempo, através de uma regressão, é muito bom porque a gente vai revendo os velhos amigos, despertando antigas paixões, mas infelizmente chega uma hora em que bate um cansaço e a memória começa a ficar embaçada. A última coisa que consegui enxergar foi o momento de uma das minhas mortes, há mais ou menos uns 2 mil anos, quando eu estava de braços abertos numa cruz gritando por meu pau. E não vou nem dizer o nome do velho pra vocês não pensarem que eu tô querendo me exibir. Extraído da obra Tipo assim: Crônicas (RBS. 2003), do escritor, compositor e cantor Kledir Ramil.

QUERO SER GRANDE
O file Quero ser grande (Big, 1988), dirigido por Penny Marshall, trata da história de uma criança que, para conseguir ter todos os prazeres da vida de adulto, pede a uma máquina mágina que o faça ficar grande. Ele consegue dinheiro, carros, mulheres, mas, como criança em um corpo de adulto, passando por diversos conflitos. Isso acontece depois de ter sido humilhado por ter altura suficiente para entrar em uma montanha-russa de um parque de diversões, tornando-se em um adulto de trinta anos, e ao tentar contar a verdade pra sua mãe, ela o expulsa de casa achando se tratar de um invasor. Ao iniciar um relacionamento com uma colega de trabalho, teve de escolher entre viver como adulto com ela ou retornar à sua família como uma criança. O destaque do filme fica por conta da lindíssima atriz estadunidense Elizabeth Perkins.

Veja mais:
Gato escaldado pra se enturmar é um pé na frente e outro atrás, a música de Sonia Bach, a fotografia de Mariana Beltrame & a pintura de Umberto Boccioni aqui.
Quando te vi na Crônica de amor por ela, Marques Rebelo, Eduardo Giannetti, Luzilá Gonçalves, Francis Poulenc, William Shakespeare, Patrícia Petibon, Anatol Rosenfeld, Anésia Pinheiro Machado, Marcela Rafea, Franz von Bayros, Asztalos Gyula & Magda Zallio aqui.
Marguerite Duras & Todo dia é dia da mulher aqui.
Pagu – Patrícia Galvão & Todo dia é dia da mulher aqui.
Serenar na Crônica de amor por ela, Dinah Silveira de Queiroz, Jacques Prévert, Validivar, Paulo Santoro, Arieta Corrêa, Wong Kar-Wai, Manuel Puig, Peter Greenaway, Elisete Retter, Shirley Kwan, Agi Strauss, A educação e seus problemas & Lilian Pimentel aqui.
A árvore de Humberto Maturana & Francisco Varela, Darel Valença Lins, Luiz Melodia, Terra Oca & Lady Francisco aqui.
Debussy, Pierre Bonnard, Laurindo Almeida, Carl Rogers, Emily Greene Balch & Pós-Modernidade aqui.
Projeto Tataritaritatá aqui.
Educação, Sexualidade & Orientação Sexual aqui.
Big Shit Bôbras: Ói nois aqui traveiz aqui.
Big Shit Bôbras: o despranaviado geral aqui.
A campanha do Doro Presidente aqui.
Tolinho & Bestinha: Quando Bestinha enfiou-se na bronca da vida e num teve quem desse jeito aqui.
O que deu, deu; o que não deu, só na outra aqui.
Aprendi a voar nas páginas de um livro aqui.
Canção de quem ama além da conta aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da artista plástica romena Dorina Costras.
Veja mais aqui.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

GRUTA DO CÉU, PLATÃO, MONTALBÁN, AMOS GITAI, ROBERTA SÁ, BENVINDA PALMA, SEXUALIDADE, ZINE TATARITARITATÁ & MUITO MAIS!!!



UMA VEZ NA GRUTA DO CÉU (Imagem: Beijo cósmico, do artista plástico Bruno Steinbach) – Visitei teus aposentos, tua tenda, gueixa minha, uma fragrância calmante de delírio no ar. Adentrei fervendo de paixão e te desnudei, Oh! Não se esquive, Oh! Não se esquive, vou te conquistar e como vou! Inteiramente, totalmente. E vou capturar o teu olhar faminto, a tua sede mulher quando me debruçar no teu corpo e devorar tua oferenda: a gruta do céu! Vou invadir teu território acariciando teu rosto, a tua expressão imaculada. Vou invadir teu hangar e deslizar impune escancarando tuas pernas e provando de todo sabor do teu fruto exposto à comida para pecaminosas mordidas de amor. E vou fustigar com afago tuas entranhas, o teu desejo sedento e toda tua exaltação. E vou lamber teu umbigo, chupar tua América do Sul, alcançar teu profundo poço e me afogar enaltecido de ti, minha odalisca tão lasciva. E vou eriçar teu pelo e te montar, égua minha, no pleno domínio com meu talismã de Sigefredo, o meu poder sobre o teu, o teu sob o meu, com toda a tua beleza, tua prodigalidade. Verás o meu dardo empurrando a espada rija no vai-e-vem do remexido dos quadris, arrepiando tua alma, revolvendo tuas entranhas e te fazendo mulher amada. Vou sorver todo o teu néctar, Hero minha, entregar-te com toda inquietude para que meu dna possa te fecundar na fúria louca do prazer. E suaremos juntos, e gozaremos mútuos e desfaleceremos iguais e saberemos unidos a plenitude e a agonia do amor, qual Filemom e Baucis, eu feito Abelardo condenado de heresia pelo amor de Heloísa, tal qual Endimião morto pelo amor à deusa Selene, feito Dáfne e seus versos à Cloe. O teu nome ficará para sempre na tarja do meu coração, preso ao sortilégio do amor, a morar para sempre no Monte Latmo, totalmente minha. E quando eu morrer, me salvarás, Minha Ísis, juntarás meus pedaços de Osíris e eu serei todo teu ressuscitado, refém eterno de tua delícia. Minha alma a ti se revelou, és meu amor. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui. 


 Imagem: Nômades amantes do tempo, do artista plástico Bruno Steinbach. Veja mais aqui.

Curtindo o álbum Braseiro (2005), da cantora Roberta Sá, com participação especial de Ney Matogrosso, MPB-4 e Pedro Luís. Veja mais aqui.
   
EPÍGRAFE – A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento, do filósofo e matemático grego racionalista, realista, idealista e dualista Platão (428-347aC). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

SEXUALIDADE HUMANA – O termo sexualidade é bastante amplo, envolve vários fatores da personalidade, do comportamento e do sentimento humano. O sexo genético, através dos cromossosmos XY para o homem e XX para a mulher, os hormônios inerentes a cada sexo e a genitália formada de pênis e testículos para caracterizar o homem e vagina para caracterizar a mulher, não são os únicos fatores que encerram o termo sexualidade humana. Os papéis sociossexuais, impostos pelos valores culturais, absorvidos desde a infância, também caracterizam e moldam cada sexo. Os elementos são aspectos que integram o conjunto de características que se chama sexualidade. A sexualidade própria de cada pessoa, a meiguice, carinhos, carências, afetos, impulsos sexuais, socialização, agressividade, a forma cortez ou grotesca de se comunicar com os outros, a colocação da voz através do timbre, tonalidade e velocidade, o nível de simpatia ou antipatia, a maneira de se vestir e se produzir, o grau de inivição e a capacidade de atrair o outro, as preferencias sexuais, desesjos, fantasias, as manifestações de excitação e do orgasmo, a beleza física e a disposição anatômica das formas do corpo, entre outras, caracterizam a sexualidade. O termo, portanto, é bastante amplo, dinâmico, mutável e pode ser empregado em vários sentidos, variando desde o educativo ao pornográfico, do terapêutico ao erótico. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

O QUINTETO DE BUENOS AIRES – O livro O quinteto de Buenos Aires (Companhia das Letras, 2000) do escritor e jornalista espanhol Manuel Vásquez Montalbán (1939-2003), conta a história de um detetive que ao procurar um primo desaparecido em Buenos Aires, redescobre os vestígios do regime militar argentino que deixou um rastro de morte no país. Da obra destaco o trecho: [...] Estava deprimido e sempre guardo o que sobra. Na Espanha, eu conzinhava para um vizinho, Fuster, um amigo. Quando estou sozinho, esta casa se enche de convidados imaginários. Já joguei no vaso paranelas de comida que custaram horas de trabalho. [...]. Veja mais aqui.

COMEDIA & AMO VOCÊ – Entre os poemas da paranaense Benvinda Palma, editora do blog Canto do Bemtevi, no qual ela mesma se apresenta da seguinte forma: Sou uma pessoa que ama viver! Ama a música, ama a poesia! No mais, deixo que os sonhos me levem.... me conduzam ....me direcionem para lugares distantes....onde possa brincar com as estrelas, falar com a lua...amar, simplesmente amar!, destaco inicialmente o seu Comédia: Ver você assim Me faz rir Afinal... Esta paixão De(mente) nasceu Sob Os lençóis quentes Do nosso Amor... E o mundo Gira O coração pira A esperança não Estou na mira Do teu perdão... Também o poema Amo você: Amo você Assim como você é louco estrambelhado bandido cheio de pecado e de amor por mim. Também o seu Você: Você, / pão / que sacia / minha fome / Homem / Da minha vida / Flor que / Perfuma meu ser / Rei Midas / Faz brilhar o meu viver! Veja mais aqui.

POBRE SUPER-HOMEM – A peça teatral Pobre super-homem, do dramaturgo, roteirista e comentarista cultural canadense Brad Fraser, conta a história de cinco personagens que se expõem e se enfrentam em suas enormes dificuldades afetivas: um transexual, uma jornalista, um pintor e um casal jovem, apresentando uma visão dura e cósmica da vida contemporânea canadense, incluindo representações francas sobre sexualidade, drogas e violência. Veja mais aqui.

KADOSH – O drama Kadosh (Laços sagrados, 1999), do diretor Amos Gitai, conta a história de um casal num bairro ortodoxo de Jerusalem, que sofre por não conseguir ter filhos. A comunidade acaba se envolvendo na situação e um rabino determina que o marido deve ser casas com outra mulher para garantir a linhagem, contando a perspectiva secular israelense sobre a situação das mulheres na sociedade Haredi. O destaque fica por conta da atuação da atriz israelense de oriem marroquina Yael Abecassis. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
Todo dia é dia da atriz Yael Abecassis.



Veja mais sobre:
Se o mundo deu o créu, sorria!, Maria Clara Machado, Fridrich Witt, Bram Stocker, Susanne Barner, Darren Aronofsky, Aldemir Martins, Artur Griz, Ellen Burstyn, Claudia Andujar & Holismo, ecologia e espiritualidade aqui.

E mais:
Dicionário Tataritaritatá aqui.
A arte de Silvili aqui.
Validivar, Psicanálise, Miolo de Pote & Zé-corninho aqui.
As trelas do Doro, o bacharel das chapuletadas aqui.
Cordel A moça que bateu na mãe e virou cachorra, de Rodolfo Coelho Cavalcanti aqui.
Fecamepa & Fabo Esporte Clube aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá.
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá
Veja aqui.


ZINE TATARITARITATÁ - Gentamiga! Já está circulando o zine impresso Tataritaritatá! Este é o segundo número do zine impresso Tataritaritatá que está circulando este mês de dezembro. Vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!!

RAQUEL VARELA, OMAIMA AL-KHAMIS, OLIVE SENIOR & SANDRA RIBEIRO

  Imagem: Contornos da ubiquidade , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Ressaca aluada de panacei...