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segunda-feira, agosto 31, 2015

WILLIAM BLAKE, HUMBERTO MATURANA, ARRIETE, CARLITO LIMA, BRUNO GAUDÊNCIO, PROFFA, A NEGAÇÃO DO BRASIL & FENELIVRO


 
A NEGAÇÃO DO BRASIL – O documentário A negação do Brasil: o negro na telenovela brasileira (2000), de Joel Zito Araújo, destaca o preconceito camuflado da sociedade refletido na produção novelística, discutindo a ideologia dominante na mídia e vários temas éticos como preconceito, respeito, violência, dignidade humana, direitos humanos, entre outros.

A LINGUAGEM – [...] A linguagem como fenômeno, como um operador observador,não ocorre na cabeça nem consiste num conjunto de regras, mas ocorre no espaço de relações e pertence ao âmbito das coordenações de ações, como um modo de fluir nelas. Se minha estrutura muda, muda meu modo de estar em relação com os demais e, portanto, muda meu linguajar. Se muda meu linguajar, muda o espaço do linguajem no qual estou e mudam as interações das quais participo com meu linguajeio. [...]. Trecho extraído da obra Emoções e linguagem na educação e na política (EdUFMG,1998), do neurobiólogo chileno e criador da teoria da autopoiese e da biologia do conhecer, Humberto Maturana. Veja mais aqui, aqui & aqui.

UM POEMA - Vi uma capela toda de ouro; Ninguém passava os seus umbrais; Muitos lá fora em pé choravam, Com orações e prantos e ais. Vi levantar-se entre os pilares Brancos da porta uma Serpente; Após forçar, forçar, forçar, Rompe ela os gonzos de ouro à frente, E pelo chão que recamavam Rubis e contas a brilhar, Toda a extensão viscosa arrasta, Até chegar ao branco altar. E lá vomita o seu veneno Por sobre o Vinho e o Pão divinos. Voltei-me então para um chiqueiro, E me deitei entre os suínos. Treho do Manuscrito Rosseti, extraído da obra Poesia e prosa selecionadas (Nova Alexandria, 1993), do poeta, tipógrafo e pintor inglês William Blake (1757-1827). Veja mais aqui.


VAMOS APRUMAR A CONVERSA? NOITE ALAGOANA NA FENELIVRO – Aconteceu neste domingo, dia 30 de agosto, na Sala Ariano Suassuna do Centro de Convenções, em Olinda – PE, as Noites Nordestinas: Alagoas, na programação da Feira Nordestina do Livro (Fenelivro). O evento contou com a minha participação na abertura das palestras, apresentando a minha trajetória artística, destacando o meu trabalho de pesquisa, no qual alio as minhas áreas de atuação, Direito, Educação e Psicologia, reunidas nas atividades que desenvolvo nas linguagens de Teatro, Música & Literatura. A sala ficou repleta com o público comparecente que prestigiou as exposições até o término das atividades.


ARRIETE VILELA – Após a minha palestra, foi dada a palavra à escritora alagoana Arriete Vilela que realizou exposição de suas obras publicadas e falou de seu trabalho literário, destacando o lançamento do seu mais recente livro de poesia Teço-me (Poligraf, 2014). Veja mais aqui. 


CARLITO LIMA – O escritor, agitador cultural e secretário de cultura de Marechal Deodoro, Carlito Lima, fez exposição de suas obras, destacando a realização da Festa Literária de Marechal Deodoro – VI Flimar, que se realizará entre os dias 11 e 15 de novembro de 2015, em Marechal Deodoro –AL. Veja mais aqui.



EDUARDO PROFFA – O poeta, professor e compositor Eduardo Proffa falou da sua poesia, do projeto Nó na Garganta e do projeto Nós Poetas – A Confraria, recitando seus poemas e destacando o seu livro Hospedaria (2015), lançado recentemente pelo autor.Veja mais aqui.


PARA ALÉM DA LEITURA – Após a realização das palestras cada autor fez novas exposições, destacando-se a distribuição de livros aos presentes, destacando-se a obra Para além da leitura (GrafMarques, 2012), organizada pela poeta Arriete Vilela e reunindo trabalhos de Maria Heloisa Melo de Moraes, Adalberto Souza, Clarrissa Veiga, Eliana Cavalcanti, Gilvaneide Mota, Hamilton Lessa, Janira Lucia A. Couto, Mairalice Loureiro, Mônica Oliveira e Patricia Gatto.


ACASO CAOS – Entre os comparecentes na noite, o escritor, jornalista e historiador paraibano Bruno Gaudêncio, que nos presenteou com o seu mais recente livro de poesias Acaso Caos (Ideia, 2013). Acompanhando nossas atividades, tomamos conhecimento que o autor estará logo mais, dentro da programação da Fenelivro, lançando mais um de seus trabalhos, desta feita, voltado para a obra de Ariano Suassuna. 


CONFRATERNIZAÇÃO – No final das atividades, os escritores se reuniram para confraternização no restaurante do Recife Praia Hotel, acompanhados pelo escritor Bruno Gaudêncio e sua esposa Tuca, nos festejos que comemoraram a participação alagoana nesse importante evento. 


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CRÔNICA DE AMOR POR ELA

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domingo, agosto 30, 2015

ALEIJADINHO, GANDHI, BIA BEDRAN, ELITA, FENELIVRO, ZOLAN, BIOÉTICA, ARTE, PSICODRAMA & BRINCARTE DO NITOLINO.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? A ARTE: INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL (Imagem: edições nº 9 e 10 da Revista A Região, 1985). Ninguém se liberta sozinho; ninguém liberta ninguém; os homens se libertam em comunhão (Paulo Freire, Pedagogia do Oprimido). A arte é imitação da natureza, diz Platão, por ela ter uma função ao mesmo tempo prática e mística. É um caminho pelo qual o homem pode conquistar uma forma de explicação do mundo penetrando no real que corresponde à ascensão ao mundo das essências, das ideias e, consequentemente, de comunhão com a Beleza Absoluta. No latim como nas línguas em que o étimo existe, significa a arte: o que é feito pelo homem; o oficio; o saber; a experiência; a instrução; etc. Para Karel Kosik, a arte, no sentido próprio da palavra, é ao mesmo tempo desmistificadora e revolucionária, pois conduz o homem desde as representações e os preconceitos sobre a realidade até a própria realidade. Ao ser imitação da natureza, entendamos que por natureza revelamos toda manifestação cosmogônica, obviamente a arte é o espelho de circunstâncias eventuais inerentes ao ser humano de caráter social, econômico, religioso, cultural e político de um determinado espaço e tempo. Deduzindo-se isso, a arte é a micro-macro expressão do homem e do mundo. Distingue-se por arte toda revelação criativa de um homem quer seja concebida intelectual ou espiritualmente. A arquitetura, a escultura, a pintura, a música, o teatro e a literatura são as manifestações artísticas que representam, espelham e expressam um processo de criação e trazendo em si sempre uma renovação de propostas que remodelem o homem e a vida. A conceituação de arte já foi muito debatida por filósofos e estudiosos na sede de esclarecer os vórtices e labirintos da existência humana, inclusive a própria natureza e aquilo que o cerca para chegarem a uma conclusão platônica: a arte é uma imitação da natureza. E a razão disto é a concomitante busca de respostas que lhe anseia a vida resultando, assim, em seus diversos parâmetros até a descoberta das potencialidades exclusivas que são inatas ao gênio humano, pois o gênio e a genialidade se revelam através do processo criador que enterra a indigência intelectual. A arte por ser criativa e criadora, além de ser espelho dotempo em que ela é execida, deve integrar-se na compulsoriedade de transformar seu meio, não sendo apenas um processo de criatividade pura e gratuita com relação à beleza, mas, ter sempre uma preocupação de utilidade prática, sendo de um modo prático, concreto e belo de tornar acessíveis às nossas concepções religiosas, políticas e filosóficas de natureza abstrata. Existem duas correntes que determinam o único fim da arte: para uns, a arte tem por fim único, a criação da beleza pura; para outros, a arte só se legitima quando se engaja, quando se alista, quando se põe a serviço de uma ideia, de uma causa, quando desempenha uma função social, educativa, tornando ideias abstratas acessíveis às massas. Ariano Suassuna, porém, nos mostra o risco dessas duas correntes: a arte gratuita pode cair na desumanização, na frieza esteticista da torre de marfim e do formalismo estéril; a arte participante termina levando o artista para os caminhos da propaganda. Entre a alienação e o engajamento há o atemporal e o temporal. Vivemos numa época de automação em que o sentimento humano é colocado à margem e constamos que vivemos sob um regime de “ideologia da segurança nacional” e de parafernálias jurídicas que acobertam legalmente o arbítrio, numa posição policultural que assume todas as tendências do colonial ao humanismo, e entre estas tendências o que há de intermediário é soberbamente incognoscível. O homem cria, inventa, procura seu aprimoramento e, à medida que o processo entre em vigor, tornam-se inevitavelmente humano. Se olharmos em volta e analisarmos nossa participação dentro da era da automação, do avanço tecnológico, das guerras nucleares, da simbiose homem/máquina, da mistificação política, então vemos que não sobra lugar para o sentimento humano, o ser humano, o sujeito, e sim um bocado de pedaço de carne pensante numerada como mais um fusível para a manutenção da engrenagem. Não há lugar para a autenticidade do retrato do povo e de duas manifestações, por isso precisamos desmitologizar a realidade, porque se conhece um povo pela sua cultural, pela sua arte, pela sua memoria e contribuição nos rumos de seu país. E muitos já se engajaram nesse aspecto. Schnaase foi quem encontrou na arte uma possível reflexão preocupando-se exclusivamente com o problema das relações da própria arte com o conjunto de vida social e espiritual, sobretudo o povo e a raça. Se se tem uma luz criadora levantando questões que poderiam possibilitar aos povos e nações maiores consonâncias de conscientização haveria de ser, de imediato, maior humanização. Pois que falta ao mundo de hoje, o homem pensar como Homem, ser humano, e só a arte o salvará. A instrumentalização da arte a serviço das transformações sociais é unanimente necessária. Temos que ter espírito crítico suficiente para vencer as contradições sociais do nosso tempo e estarmos conscientes de que novas contradições virão, exigindo-se que estejamos atentos para não cometermos os crimes que já condenados, porque nos foram impostos e nos vitimaram. Não podemos cometer os mesmos crimes do sectarismo, da ortodoxia ou radicalidade cometidos contra nossos olhos como um sinal vermelho. Temos que ter sempre uma nova palavra e uma nova ação para preconizar o mundo novo, caso assim não seja, nossos filhos nos responsabilizarão. (Artigo resultante da palestra A atividade artística como função alternativa para desenvolvimento do Municipio, realizada em diversos municípios no ano de 1985, numa promoção da Coordenadoria de Estudos e Pesquisas da Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho – Palmares – PE.). Veja mais aqui e aqui.


Imagem do artista plástico estadunidense Donald Zolan (1937-2009).


Curtindo o álbum infantil Brinquedos cantados, de Bia Bedran. Veja mais aqui.

PROGRAMA BRINCARTE DO NITOLINO – Neste domingo, a partir das 10hs, realizamos mais uma edição do programa Brincarte do Nitolino para as crianças de todas as idades, no blog MCLAM do programa Domingo Romântico. Na programação comandada pela Ísis Corrêa Naves muitas atrações: Olavo Bilac, Chico Buarque & Vinicius de Morais, Nara Leão, Toquinho, Os Saltimbancos, MPB-4, Alceu Valença, Fagner, Boca Livre, As Frenéticas, Walter Franco, Rosa Clement, Nita & Meimei Corrêa, Milton Nascimento, Turma da Mônica & muito mais poesia, brincadeira, histórias e entretenimento pra garotada. No blog, muitas dicas de Educação, Psicologia, Direito da Criança e dos Adolescentes, Musica, Teatro e Literatura pra garotada. Para conferir ao vivo e online clique aqui ou aqui.


FENELIVRO – Logo mais, a partir das 19hs, na sala Ariano Suassuna, acontecerá a Noite Alagoana na I Feira do Livro do Nordeste – Fenelivro, no Centro de Convenções, em Olinda – PE. Na ocasião ministrarei uma palestra com o tema Vamos aprumar a conversa: a arte e a atualidade alagoana. Também estarão presentes o escritor, agitador cultural e secretário de cultura de Marechal Deodoro, Carlito Lima, e o poeta, professor e compositor Eduardo Proffa. Veja mais aqui.

RESPEITO À VIDA – No livro Introdução geral à bioética: histórica, conceito e instrumentos (Loyola, 2010), de Guy Durand, destaco o trecho alusivo à temática do Respeito à vida: O respeito à vida constitui o principio mais invocado, pelo menos na cultura ocidental, como justificação das normas morais, das regras do direito, das políticas sociais e dos direitos humanos. Esse princípio tem sua origem nos tempos mais antigos: ao mesmo tempo nas religiões orientais (especialmente o hinduísmo) e na tradição judeu-cristã. Ele não perdeu sua importância quanto a moral e o direito se separam da religião. Ele se funda, ao que tudo indica, na proibição fundante da humanidade, a proibição do assassinato. [...] Rapidamente, aliás, entendeu-se que ele proibia não apenas que se matasse, mas também que se fizesse o mal e que se prejudicasse as outras pessoas – como se ele prescrevesse que as pessoas se preocupassem com o bem-estar, com a qualidade de vida, mesmo que a expressão ainda não existisse. Esse preceito admitia, contudo, exceções célebres: legitima defesa, pena de morte, guerra justa, tiranicidio e escravismo. Essa lembrança histórica não significa, todavia, que o principio seja simples e sua interpretação, hoje, consensual – mesmo que se limite a reflexão ao domínio da medicina e dos tratamentos. [...] Dois sentidos se oferecem à reflexão: a vida humana metabólica: a visão biológica, a vida dos órgãos e dos sistemas metabólicos que servem de suporte à pessoa; a vida humana pessoal, especialmente o desenvolvimento da capacidade de consciência e de relações interpessoais. [...] Segundo a interpretação humanista, a vida biológica é o suporte da vida pessoal. Todo o seu sentido e todo o seu valor provém dessa vida pessoal: capacidade ao menos inicial de vida consciente e relacional, desenvolvimento multiforme e indefinido dessa capacidade. O respeito da vida implica, certamente, a proteção do suporte biológico, mas sobretudo a preocupação com a saúde, o bem-estar, a qualidade de vida, a promoção de todas as capacidades da pessoa. A vida biológica não é mais um absoluto, mas relativa à capacidade de consciência e de relação. [...]. Veja mais aqui e aqui.

A MULHER SEM MÃOS – No livro The japanese psyche: major motifs inthe fairy tales of Japan (Spring, 1988), encontro a narrativa A mulher sem mãos, com o seguinte teor: Era uma vez uma linda menina que vivia feliz com seus pais, mas sua mãe morreu quando ela tinha apenas quatro anos. Depois de algum tempo, seu pai casou-se novamente, mas sua nova esposa tinha ciúmes da menina e tornava sua vida muito difícil. A menina cresceu e se tornou uma linda donzela o que levou sua madrasta a odiá-la ainda mais. Assim, a esposa começou a levar ao marido intrigas sobre sua filha, e aos poucos fez com que o coração dele se voltasse contra a moça. Logo após a jovem completar quinze anos, a madrasta ameaçou o marido dizendo: - Não posso continuar a viver com sua filha malvada! Vou abandoná-lo! O marido suplicou que ela ficasse. Então, livre-se de sua filha, ela exigiu. Ele prometeu fazê-lo e elaborou um plano. Convidou a filha para acompanhá-lo numa festa, lhe deu um lindo quimono para vestir. Ela ficou muito contente, mas ao mesmo tempo intrigada, quando o pai a conduziu até a floresta. - Onde é a festa?, ela perguntou. - Um pouco mais adiante, ele respondeu. Então, no meio da floresta, ele parou para almoçarem e a filha caiu no sono. Era o momento que o pai esperava. Pegou um machado que levara, aproximou-se e decepou-lhe as mãos. A jovem acordou e gritou de dor. - Pai, o que está fazendo? Ele, rapidamente afastou-se dali e abandonou a pobre moça. Completamente sozinha, ela rastejou até um riacho e lavou os cotos. Sem lugar para ir, permaneceu na mata, colhendo frutas com os dentes e dormindo no chão. Um dia, um lindo rapaz foi caçar na floresta. Encontrou a jovem sem mãos e ficou surpreso. Você é um demônio ou fantasma? Não, ela respondeu, sou uma jovem abandonada. Mas nada disse sobre o pai. O rapaz ficou com pena dela, colocou-a em seu cavalo e levou-a para casa. Encontrei essa criatura na floresta, disse para a mãe. A mulher acolheu a moça sem mãos em sua casa, deu-lhe roupas limpas e refeita a jovem mostrou como era linda e o rapaz caiu de amores por ela. Propôs que se casassem e ela aceitou. A jovem estava esperando um filho quando o marido teve que partir para uma demorada viagem . Ele confiou a esposa à sua mãe. Cuide dela como se fosse de mim. Cuidarei, disse a mãe. Eu a amo tanto quanto você. A jovem deu à luz um lindo menino. A avó logo escreveu ao filho contando e dizendo que a esposa passava bem e esperava ansiosa o seu regresso. Pediu a um mensageiro para levar a carta ao filho. Ele andou o dia todo e, já muito cansado, bateu em uma casa pedindo água. Uma mulher deu-lhe de beber e começou a conversar, perguntando onde ele ia com tanta pressa? Estou levando uma notícia importante para o filho de uma senhora. A nora dela, a mulher sem mãos, deu à luz um menino e ela quer que o filho saiba. A dona da casa era a madrasta má, e no mesmo instante, ela se deu conta de que a enteada não morrera na floresta. Cheia de ódio pensou num plano. Deu muito vinho ao rapaz, até que ele dormisse e aí abriu a sacola dele e retirou a carta que ele levava e trocou por outra escrita por ela. Disse que a esposa dera à luz um monstro horrível. O que faço? Colocou a carta na sacola e quando o rapaz acordou ela deu-lhe um prato de comida e ele seguiu viagem. Passe aqui quando voltar, disse ela ao rapaz. Ao receber a carta o marido leu com horror, e respondeu. Por favor, cuide de minha esposa e de meu filho, seja qual for a aparência dele. Voltarei assim que puder. O mensageiro voltou e parou na casa da madrasta esperando beber mais vinho. Ela serviu-lhe mais vinho, até ele cair no sono. Pegou a resposta e mudou por outra. Livre-se de minha esposa e de meu filho, não quero ter monstros em minha família. Não voltarei se eles ficarem aí! Quando o mensageiro entregou a carta à mãe do rapaz, ela ficou incrédula. Mas isso não pode ser! Meu filho não mandaria embora a esposa e o filho! Perguntou ao mensageiro se era essa carta mesmo, e se ele não parou em lugar nenhum. Não, disse ele. A mãe resolveu esperar o filho voltar, mas conforme o tempo passava, ela começou a temer que ele não voltaria mais. Mostrou a carta à nora e ela ficou com o coração partido, mas disse: - Se meu marido não me quer , não ficarei aqui! As duas choraram muito ao despedir-se e a moça sem mãos partiu com uma sacola às costas onde seu filho estava. A coitada não tinha para onde ir e voltou para a floresta. Estava com sede e ajoelhou-se para beber num riacho, mas inclinou-se demais e o bebê começou a deslizar de sua costas. Socorro! Socorro! Ela gritava, mas não tinha mãos para pegá-lo e o bebê caiu na água do riacho. Ela mergulhava os braços, desesperadamente na água para tentar salvar o filho. De repente, suas mãos reapareceram e ela segurou o filho e o salvou. Meu filho está salvo e minhas mãos voltaram a ser como antes!, exclamou ela feliz. Ajoelhou-se e agradeceu. Nesse ínterim, o marido voltou para casa e ficou chocado ao descobrir que a esposa partira com o filho deles. A mãe disse: - foi você mesmo quem mandou que isso fosse feito! O que a senhora está dizendo!, mas logo perceberam que alguém trocara as cartas. Chamaram o mensageiro e fizeram que ele contasse a verdade, sobre sua parada antes de entregar as cartas. O marido partiu, imediatamente para a floresta em busca da esposa e do filho. Procurou por muito tempo. Então, chegou perto do riacho e viu uma mulher rezando ao lado de um santuário, com uma criança no colo. Olhou e achou-a parecida com a esposa, mas viu que ela tinha mãos. Aproximou-se dela e, muito feliz, descobriu que ela era a sua esposa. Minha esposa!, disse ele. Meu marido!, e se abraçaram. Ele explicou da troca das cartas e ela contou como suas mãos tinham voltado milagrosamente. Ela contou-lhe também, que quem tinha feito aquilo com ela, decepar-lhe as mãos, tinha sido seu pai. Os dois voltaram de mãos dadas para casa com o filho nos braços. Chegando em casa o marido procurou as autoridades e contou-lhes a verdade sobre a madrasta e o pai da mulher. Os dois foram punidos e, assim, o casal pode viver feliz, junto do filho e da mãe dele. Veja mais aqui.

DO TAMANHO DO AMOR & DOIS POEMAS – Saudades da parceiramiga Elita Afonso Ferreira que hoje conta histórias no céu, destaco um trecho do seu poema Zé Lanceiro e Catirina (Bagaço, 2006): A sua roupa brilhava / como se fosse o luar; / a lança toda de fita, / quando dançava no ar, / traçava desenhos lindos / no céu daquele lugar. Também o seu poema Do tamanho do amor, publicado no livro Esquerdo lado (Bagaço, 1984) de Gilberto Melo e amigos: São Dois olhos num par / de olhos límpidos. / Sem mácula, / sem névoa escura que cubra, / a transparência d’alma. / São duas pernas de léguas / e léguas a vencer adiante: / pelas manhãs / pelas tardes / pelas madrugadas / que desvirginam o sol / e um sorriso de criança / que brinca feliz, sem mesdos, / e que percorre os caminhos / que levam ao coração. / Há um coração tão grande / do tamanho do mundo / do mar, do sol / da chuva, do vento: / do tamanho do amor. Por fim, o seu poema sem título publicado no Vozes do Una, encartado na edição nº 10, da revista A Região (1985): Não se diga não / à noite perdida, / onde os sonhos / se fizeram entristecer. / Não se diga / ao amor que foge como o dia / cedendo o seu lugar / à noite infinda. / Não se diga não / ao amor que volta, / pois este, trazido / pelas asas do vento / e da saudade, / será o mais verdadeiro. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

PSICODRAMA ESTRATÉGICO – O livro Psicodrama estratégico: a técnica apaixonada, individuos, famílias e grupos (Ágora, 1994), de Antony Williams, aborda assuntos como a linguagem do psicodrama, a filosofia essencial, concretização: a paixão pela ação, focalizando a paixão no contrato, cibernética de segunda ordem, tema, preocupação tópica, entrevista com o personagem, componentes de um papel, psicodrama enquanto revelação e enquanto terapia, a abordagem estratégica, aplicando uma hipótese sistêmtica ao psicodrama, intervenções estruturais, terapia analógica e digital, natureza sistêmica dos papeis, a causalidade em sistemas vivos, o ciclo do problema e da solução, despertar a transferência e transferência redirecionada, aplicações na terapia de família, megalomania normalis, revelação versus terapia, quando a bola é rebatida, a rede de relacionamentos e o mundo da escolha, entre outros assunto. Veja mais aqui e aqui.

 
GANDHI – O premiadíssimo filme Gandhi (1982), dirigido pelo cineasta estadunidense Richard Attenborough (1923-2014), escrito por John Briley, com música de Ravi Shankar e estrelado por Bem Kingsley, traz a biografia épica que dramatiza a vida do líder do movimento de independência não-violento e não cooperativo da Índia britânica do século XX, Mohandas Karamchand Gandhi, abordando sua vida desde 1893 até o o seu assassinato e funeral em 1948. A película foi ganhadora de oito Oscars, incluindo o de Melhor Filme, Melhor Direitor e Melhor Ator, bem como o BAFTA (1983) em quatro categorias; o Prêmio David Donatello (1983) em duas categorias; o Premio David Europeu (1983) e o Globo de Ouro (1983) em cinco categorias. Além do mais, trata-se de um filme que possui um peso histórico substancial para reflexão, como também um dos mais exemplares modelos de vida adotado por um ser humano em defesa da vida e do outro. Veja mais aqui, aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
 Imagem: escultura do arquiteto, escultor, entalhador e desenhista Antonio Francisco Lisboa – o Mestre Aleijadinho (1730-1814)

Veja mais no MCLAM: Hoje é dia do programa Domingo Romântico com a reprise de toda a programação da semana, a partir do meio dia, no blog do Projeto MCLAM, com a apresentação sempre especial e apaixonante de Meimei Corrêa. E para conferir online acesse aqui.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA?
Imagem: arte do pintor inglês Adolphe William Bouguereau (1825-1905)
Aprume aqui.
 

CRÔNICA DE AMOR POR ELA

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terça-feira, agosto 25, 2015

ROGERS, GREENAWAY, FREI BETTO, STOCKHAUSEN, GOODRIDGE, SOCIODRAMA & FENELIVRO.


VAMOS APRUMAR A CONVERSA? A ATIVIDADE ARTISTICA COM FUNÇÃO ALTERNATIVA PARA O DESENVOLVIMENTO DO MUNICÍPIO (Fotos: Givanilton Mendes. Matéria A Região, ano I, nº 2, Dez/1983 / Artigo: A Região, Ano I, nª 5, 1984) – Após o lançamento do livro A intromissão do verbo (Pirata, 1983), fui convidado pelo então presidente da Fundação de Hermilo Borba Filho, poeta Juareiz Correya, para a Coordenadoria de Estudos e Pesquisas da Fundação, pela qual desenvolvi a palestra A atividade artística como função alternativa para o progresso do município, ministrada no auditório do Teatro Cinema Apolo e registrada na edição de dezembro de 1983, da recém-criada revista A Região – lançada no dia 15 de outubro de 1983, da qual eu fazia parte do conselho editorial. Fui convidado, então, a ministrar essa palestra em diversas instituições locais, bem como em cidades vizinhas atendendo convite das prefeituras da região. O foco principal da palestra estava no levantamento do acervo artístico e cultural da região, para catalogação e programação de eventos que pudessem se tornar um calendário aliado e de valorização do patrimônio histórico e turístico. Para facilitar o acesso às ideias defendidas e requisitadas pelas pessoas, fiz publicar o artigo homônimo nova edição de A Região (1984), trazendo detalhes da ideia para difusão em toda região Mata Sul de Pernambuco. E vamos aprumar a conversa aqui, aqui, aqui e aqui.


Imagem: Nude on a sofá, 58 huile 25 x 32, do pintor canadense Goodridge Roberts (1904-1974).


Curtindo o álbum – livro e cd - Kurzwellen (1968), do compositor alemão Karlheinz Stockhausen (1928-2007).

GRUPOS DE ENCONTRO – O livro Grupos de encontro (Matins Fontes, 2009), do psicólogo norte-americano e criador da abordagem psicoterapeuta Terapia Centrada na Pessoa, Carl Rogers (1902-1987), trata sobre origens e objetivos do movimento de grupos, modalidades e formas diferentes, linhas comuns, o processo de grupo, medo criado pelo movimento, o processo do grupo de encontro, fracassos, desvantagens, riscos, contexto filosófico e atitudes, função da criação de ambiente, aceitação do grupo, aceitação do individuo, compreensão empática, confrontação e feedback, expressão dos problemas, a mudanças nas pessoas, nas relações e nas organizações, a pessoa isolada e as suas experiências em grupo, campos de aplicação, construindo capacidades facilitadoras, entre outros assuntos. Da obra destaco o trecho: [...] No futuro perturbado que está à nossa frente, o movimento da experiência intensiva de grupo está ligado a problemas profundos e significativos que têm que ver com mudança. Mudanças que acontecem nas pessoas, nas instituições, na nossa alienação urbana e cultural, nas tensões raciais, nos conflitos internacionais, nas nossas filosofias e valores, na nossa própria imagem do homem. é um movimento profundamente significativo, e o seu caminho futuro terá, para melhor ou para pior, uma profunda influencia em todos nós. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

BATISMO DE SANGUE – O premiado livro – Premio Jabuti 1863 - Batismo de Sangue: Os dominicanos e a morte de Carlos Marighella (Bertrand Brasil, 1987), do teólogo e escritor Frei Betto, conta os bastidores do regime militar com a participação dos frades dominicanos na resitência à ditadura, a morte de Carlos Marighella e as torturas sofridas por Frei Tito. O livro foi adaptado para o filme homônimo em 2007, dirigido pelo cineasta Helvécio Ratton. Da obra destaco o trecho inicial: Foi na realidade uma noite do povo, publicou O Globo em sua edição do dia seguinte. Espetáculo de gala no estádio do Pacaembu, em São Paulo. Pelé teria festejado seu grande dia se o resultado fosse ao contrário. Mas foi o Coríntians que marcou quatro gols no Santos. Magnífica atuação do time do Parque São Jorge. A equipe praiana fez apenas um tento. E não foi de Pelé, foi de Edu. Os portões foram franqueados ao público. Arquibanca das repletas, torcidas excitadas, tambores, cornetas e apitos alegrando a noite de terça-feira, 4 de novembro de 1969. Bandeiras coloridas flutuavam sobre a multidão que aplaudia o desempenho de seus times. Bem que Pele tentou. Mas não seria ainda dessa vez.Quando ele dominava a bola, o coração da torcida batia acelerado. Poderia ocorrer a qualquer momento. Rivelino, porém, roubou-lhe a noite e balançou a rede adversária duas vezes. Pelé permaneceu na soma de 996 gols ao longo de sua brilhante carreira. Não seria ainda dessa vez que ele marcaria o milésimo gol. A contagem foi aberta aos 25 minutos. Rivelino centrou forte para a pequena área, Ivair entrou livre e tocou a bola para dentro da meta do goleiro santista. A torcida corintiana explodiu: a euforia reboava, as cornetas soavam estridentes, as baterias assemelhavam-se a disparos acelerados de canhões em salvas de tiros. Aos 32 minutos, Benê tentou cortar Joel e Ramos Delgado, sendo derrubado pelo primeiro. De pé esquerdo, Rivelino bateu a falta, chutando entre a barreira do Santos para ver a pelota enroscar-se no fundo da cidadela de Agnaldo. No intervalo do jogo, a torcida movimentava-se, agitada. O cheiro de suor misturava-se ao hálito úmido do clima chuvoso da noite quente, Dedos nervosos cruzavam, entre mãos estendidas, dinheiro, pipocas, refrigerantes, sanduíches, amendoim torrado. Possantes holofotes cobriam com um véu branco o gramado verde do Pacaembu. Nos vestiários, os times recobravam fôlego. De súbito, um ruído metálico de microfonia ressoou pelo estádio. Um ajustar de ferros puxados por corrente elétrica. Cessaram as batucadas, silenciaram as cornetas, murcharam as bandeiras em torno de seus mastros. O gramado vazio aprofundou o silêncio curioso da multidão. O locutor pediu atenção e deu a notícia, inusitada para um campo de futebol: Foi morto pela policia o líder terrorista Carlos Marighella.Augusto Marighella viera de Ferrara para a Bahia acompanhado de outros imigrantes do Norte da Itália. Era de Emilia, terra de destacados líderes italianos, como o fascista Mussolini e o socialista Nenni. Seus olhos claros refletiam a esperança que o animava. Mecânico de profissão, socialista de idéias, trazia consigo a experiência emergente do sindicalismo europeu. A baiana Maria Rita fixou o coração de Augusto em terra brasileira. Descendia ela dos negros haussás, escravos africanos trazidos do Sudão, sempre rebeldes à privação da liberdade. Moravam à Rua do Desterro, 9, na Baixa do Sapateiro, onde a 5 de dezembro de 1911 nasceu o filho Carlos. É dura a vida de operário, nesta terra quem não é doutor não tem vez, sabia Augusto. A mulher não queria os oito filhos subjugados como seus ascendentes negros; queria-os livres, senhores de seu destino. Os pais não pouparam esforços para que Carlos ingressasse, aos 18 anos, no curso de Engenharia Civil da antiga Escola Politécnica da Bahia. [...] Também destaco dois dos seis poemas de Frei Tito publicados no livro, que se suicidou no seu exílio na França, A Mulher: Vestiste de brancas nuvens e de sol azul / foste musa dos deuses; / de Baco, foste a primeira dama. / Alegraste corações, criaste profundezas. / Nos teus seios, pousou a mais bela borboleta / porque os tornaste esplendorosos como uma Rosa. / Rosa que cheira; / Rosa que atenta; / Rosa que ama. / Sois toda pura, / Ó formosa e bela mulher. Também Se o Céu e a Terra: Se minh'alma é morta, quem a ressuscitará? / De noites sombrias, / de luzes opacas. / Meu espírito geme em dores. / Meu coração bate como o tic-tac de um relógio / em busca do ser quando este ser é o nada. / Minha vida encerra-se em um eterno dilema: / O ser e o não-ser, / viver é ver, / ver estrelas, / ver flores, / ver a infinita beleza de um ser criador. / Não busco o céu, mas talvez a terra, / um paraíso perdido. / Se o céu é terra, nele eu me movo como um ser / moribundo: experiência, experiência do meu viver. / Em luzes e trevas derrama o sangue da minha existência. / Quem me dirá como é o existir / Experiência do visível ou do invisível? / Se o invisível é visível, para que ver? / Meu ver é sofrer, num mundo oculto / de minha profundeza: minha singularidade. / Talvez minha simplicidade complicada. / Há razões para o não-ser, / pois no nada, no vazio, / encontre uma chama que apanhe um absoluto. / Mas aonde? / Em que terra? / Olho todos os dias as estrelas, olhar singelo / de um infinito, tão vasto quanto a distância de seu brilho / Talvez elas sejam os olhos de Deus, do Deus criador / sem data. Veja mais aqui.

SOCIODRAMA – No livro O agente social que transforma: o sociodrama na organização de grupos (Ágora, 2004), de Marlene Magnabosco Marra, encontro a parte que trata do Sociodrama – perspectiva teórica e metodológica, da qual destaco o trecho: [...] O sociodrama como método de tratamento possibilita enfrenta a complexidade da realidade por promover o envolvimento de todos os atores sócias (família, conselheiros, pesquisadores) de forma presencial – a microrrealidade e a comunidade, organizações sociais, institucionais, mediante a macrorrealidade contida nas referências dos participantes (contexto social). Favorece também a mobilização popular, a transformação de conceitos, a construção de serviços alternativos por ser considerado um suporte clínico-educativo, uma clínica social, uma socioterapia in loco, uma vez que promove intervenções psicossociais com a perspectiva de confirmação e ampliação da competência e das estratégias construídas pelo grupo. Todos participam da construção, conformando o pensamento de Santos (1998) de que todo conhecimento é autoconhecimento. [...] No sociodrama, trabalhamos com os conteúdos sociodinâmicos, objetos da educação não só no sentido da educação formal (ensino), mas como um meio de continuidade social, de mudança, de transformação. [...] No sociodrama, as pessoas são levadas a investir e experienciar como se sentem ao receber uma nova informação e ao avaliar as impressões subjetivas e os sentimentos que têm a esse respeito. [...] O treinamento da espontaneidade é um modo imprescindível a qualquer programa que vise modificar o comportamento das pessoas no sentido do compromisso com novas aprendizagens para os relacionamentos interpessoais [...] O sociodrama cria um espaço para o desempenho espontâneo de papeis, possibilitando desvendar as determinações culturais de um grupo, suas redes sociais e a tomada de consciência da situação e da condição de cada participante em certo contexto social. [...] Veja mais aqui.

THE DRAUGHTSMAN’S CONTRACT – O filme The Draughtsman's Contract (O Contrato do Amor, 1982), do cineasta e artista multimídia britânico Peter Greenaway, conta uma história que se passa no campo Inglês em 1694, na qual um um desenhista é chamado por uma senhora para fazer doze desenhos de sua casa a partir de ângulos diferentes. Ele concorda, contanto que ele pode ter a senhora para seu prazer íntimo. Ele é um perfeccionista e muito meticuloso em seus desenhos, exigindo que cada uma das pessoas da casa sigam suas regras, sobretudo o que tem para permanecer no mesmo lugar enquanto ele desenha. A partir de então, coisas estranham começam a acontecer: estátuas de pedra começar a se movimentar e ocupar locais diferentes para contorcer em outra postura estática, objetos começam a mudar de local para confundir em seus desenhos, até acontecer momentos de chantagens e violência. Veja mais aqui e aqui.

FENELIVRO – Acontecerá entre os dias 28 de agosto e 7 de setembro, no Centro de Convenções de Pernambuco, a I Feira Nordestina do Livro (Fenelivro), um evento gratuito com realização da Associação do Nordeste de Distribuidores e Editores de Livros (Andelivros) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), em parceria com a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). No dia 30 de agosto acontecerá a Noite Alagoana no evento, na qual realizarei palestra ao lado dos convidados Arriete Vilela, Carlito Lima e Eduardo Proffa. Veja detalhes aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
 
Espetáculo de ballet Lecuona, do Grupo Corpo, com coreografia de Rodrigo Pederneiras, música de Ernesto Lecuona (1895-1963), cenografia e iluminação de Paulo Pederneiras e figurino de Freusa Zechmeister.


Veja mais no MCLAM: Hoje é dia do programa Tataritaritatá, a partir das 21 hs, no blog do Projeto MCLAM, com a apresentação sempre especial e apaixonante de Meimei Corrêa.
Na programação: Leonard Bernstein & Gershwin, Pat Metheny, Jean Michel Jarre, Salif Keita, Fernanda Takai, Ray Charles, Selma Reis, Nando Lauria, Cláudia Telles, Roupa Nova, Milton Nascimento, Djavan, Maria Bethania & Chico Buarque, Oswaldo Montenegro, Trio Hamilton de Holanda, Marcos Suzano & Marcos Morelenbaum, Daniel Pissetti Machado, Mazinho, Mônica Brandão, Elisete Retter, Lyara Velloso, Ibys Maceioh, Elvis Costello, Billy Ray Cyrus, Alexandra Burke, Etta James, Rita Porto, Marco Tognoli, Lilian Pimentel, Carlos Miúdo, Carlinho Motta, Nuno Baez, Tribalistas & muito mais. E para conferir online acesse aqui.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA?
Aprume aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Foto: Leitora de Fox Harvard
Veja mais aqui.



GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS

  Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula dos embeiçados desavindos... ...