domingo, setembro 29, 2013

MARÍA MELECK VIVANCO, MAJ SJÖWALL, ROLLANDRY & LITERÓTICA


 


LITERÓTICA: SENDA PÚBICA - Com a sua chegada pressenti que aquela era a hora do prazer. Lá estava ela cada vez mais linda com a sua naturalidade insolente, impudica e radiante. Achegou-se com um beijo afetado em meus lábios, enquanto suas mãos explorava meus músculos, apertando-me com sofreguidão. Fitou profundamente meus olhos, ósculos distribuidos por minhas faces. Então, rodopiou e foi se debruçar na varanda, perna direita inquieta, como se reclamasse: Não vem me pegar. Não olvidei, ela de costas provocantemente, envolvi-lhe com um fungado na nuca, minhas mãos contornando suas ancas alcançando-lhe os seios, daí ousei levantar sua saia e ajeitou-se para que eu pudesse apalpar melhor seus glúteos cobiçados e seu ventre em ebulição. Ali no terraço só nós dois, lado a lado, ela inquieta roçando sua pela à minha, abraços e esfregões mútuos. Inclinara-se e com à mão a vida tomou meu sexo exasperado e estremecido cada vez mais enrijecido com o toque que a ponta dos seus dedos insistentes incitavam. Arqueou-se e de cócoras senti fundo o movimento de seus lábios a mordiscar a glande do meu pênis comprimindo-o ao pescoço, passeando-o em suas faces, entre os seios e pelas sinuosidades de seu corpo morno, até apoiá-lo ao queixo e investir na felação com seu hálito quente e desmedida surpreendentemente às abocanhadas e lambidas mais que ousadas. De repente afastou-se e se espraiou de quatro no espaldar da cama esfregando a face à parede enquanto balançava ritmicamene suas nádegas voluotuosas. Depois estirou-se sobre os travesseiros, cerrou os dentes com espantosa lubricidade, achegand0-se a mim com seu perfume indefinível, a tomar-me as mãos aos ombros enquanto rebolava cativa esfregando-se em meu sexo rijo. Depois de muito rodopiar insana, ela afastou-se um pouco, cerrou os olhos, levantou a barra da saia para demovê-la, entreabriu a blusa azul estampada, retirou o sutiã e sentou-se sobre os cotovelos na cama convidando-me a explorar a senda púbica exposta na calcinha florida que escondia a jóia única e fonte inesgotável de todos os meus prazeres, a suspirar de prazer com a minha atrevida remoção de sua calcinha. Toquei-lhe a vagina úmida afogueada, tateei sua intimidade alcançando o ânus inquieto que aquiescia ao aprumado do meu dedo acariciante, enquanto a outra mão aprumava meu sexo aos esfregões no entre-coxas e ela se precipitava melíflua a ronronar como quem se esgarça às minhas investidas, até desmaiar aos estertores no apogeu dos seus gozos em avalanche até que o céu desabe e sejamos únicos em nós. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo, aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - O poder consiste em tornar-se o objetivo dos instintos sociais de outra pessoa, sem procurar satisfazer os próprios instintos sociais através dele. O outro então faz tudo o que pede. A impotência consiste em querer ou ter que satisfazer os próprios instintos sociais através de outra pessoa cujos instintos sociais não conseguimos concentrar em nós mesmos – então fazemos tudo o que o outro pede. Pensamento da escritora argentina Esther Vilar. Veja mais aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Eu desejo chamar você para participar das mãos no prédio de um mundo em que menos pessoas serão forçadas a fugir e, em que os refugiados são protegidos até que possam voltar para casa um dia... Pensamento da professora e diplomata japonesa Sadako Ogata, que já foi alta comissária da ONU para Refugiados e presidente da Agência Japonesa de Cooperação Internacional.

 

ROSEANNA - [...] O dia 7 de janeiro chegou e parecia 7 de janeiro. As ruas estavam cheias de gente cinzenta, congelada e sem dinheiro [...] que você tem três das virtudes mais importantes que um policial pode ter”, pensou ele. “Você é teimoso e lógico, e completamente calmo. [...]. Trechos extraídos da obra Roseanna (Record, 2013), da escritora sueca Maj Sjöwall (1935-2020), autora de frases como: Nenhum ser humano, especialmente uma mulher jovem e atraente, está tão sozinho que não há ninguém que sinta sua falta quando ela desaparece.

 

A BÚSSOLA - A pulsação do aroma bate surdamente em mim \ Doente que sorrio \ Bússola desenraizada sem fúria sem feitiço, em canoas diáfanas voltando ao verão das borboletas \ Uma herança de herança sutil atravessa minha sede e me contém \ Venho da dura montanha de mirantes alienígenas para o incrível rio da tristeza \ A chuva esfria minhas costas \ As estrelas ainda me confundem \ Cansado de alta piedade \ De profecias corretas \ Sob solenes pedras castigadas e lagartos barulhentos - os lagartos sonoros - na trêmula fogueira do sol \ A dor foi meu eco? \ Meu pequeno fogo? \ Minha soneca sem malícia? \ Infância confusa num piscar de olhos? \ Oh, tão pequena e guia para os cegos \ Através da tempestade de seus olhos, ela bebeu a palavra amor... Poema da escritora argentina María Meleck Vivanco (1921-2010).

 


QUATRO POEMAS DE QUATRO & OS SUSSURROS DO PRAZER - JURAS E PAIXÃO - Minha vida te espera, \ Na forma de sonhos profundos, \ Pensamentos a me perseguirem,\ Sinto tuas mãos a me desnudarem, \ Procurando o amor que construímos, \ Em dias de juras e de paixão. \ Os desejos intensos e audazes, \ As sensações a se enraizarem,\ Investidas sensuais,\ Concretizações fascinantes,\ Dominando o corpo sedento,\ Satisfazendo os anseios \ O prazer se aproximando, \ Misterioso e crepuscular,\ mais e mais intensamente \ E o paraíso a nos hospedar. I - Esparramada no sofá e somente sua, com os olhos que dizem: Vem, meu amor. Louca para que você venha me abraçar, beijar, acariciar, amar. Sentindo aos gemidos deleitosos e que tire carinhosamente minha calcinha e sinta a umidade quente e que os lábios da minha vagina se encostem e ofereçam para seu pênis “que é todo e só meu”- e consiga chegar no mais recôndito de todas as minhas fissuras exacerbando minha sanha vaginal banhando-o com meu sumo e extrapolando todos os limites do prazer. Maravilhoso mesmo é deitar-me de costas e sentir seu sexo entrando em minha “bundinha” e permitir além de querer desesperadamente o passeio maravilhoso pela fenda de meu ventre e acarinhando seu pênis com minha mão macia e quente ensinando-o o caminho de nossa felicidade eterna no paraíso mais apetitoso jamais conhecido. E todinha sua, sempre e para sempre! Eu quero, meu amor, muito, muito e para sempre. Curti as imagens que sugerem tudo que vamos viver e muito mais. Amoooo você demais! SAUDADE EXUBERANTE - Que saudade do meu amor me enlouquecendo,\ tuas mãos deslizando eróticas em meu corpo,\ e sentindo teu pênis ereto a me transmitir prazer,\ não te contenhas, quero-te transbordante.\ Preciso de tua exuberância para acalmar,\ essa paixão enlouquecedora e prazerosa\ sentir tuas mãos em transe priápico,\ para acalmar esse tesão que me alucina \ Desejo-te tocando em minha pele sedosa,\ Quero tirar peça por peça para admirares\ o que será sempre teu e dançar sensual\ enquanto corres para aceitar o meu convite.\ Desejo-te despudorado a massagear meu corpo,\ enquanto orgasmos se sucedem sempre intensos,\ E alcançares arrebatado a fonte de teus desejos, \ e para sempre será tudo teu a aliviar-te sensações. II – Só o desejo e sentir no toque de tuas mãos em minha vagina umedecida. E depois tocar em meus seios e chupar os bicos duros de desejo, paixão e se apropriar deles para sempre. Vem, estou precisando de tua priápica paixão que correspondo com a mesma intensidade, a chupar teu pênis ereto a pedir minhas mãos acariciando, lambendo e sorvendo o teu sêmen supremo prazer que espero em ânsias de desejo, quero-te todinho e entrar em delírio de prazer, naquela transmutação de nossos corpos num só, e para sempre gozarmos alucinados de paixão. E quero mais e mais, sempre mais. Você vai usufruir permanentemente de toda a minha compleição e me sentir sim tarada, quase inconsciente e meus afagos serão tão superlativamente imensos, que você vai delirar entre eles e jamais querer sair dos meus braços. Sim, meus dedos rodopiando a glande que seu pênis “que é só meu“ e o beijarei, chuparei e o sugarei e o engolirei com minha língua e de todas as formas. Sim quero ser estrupada por você, deliro nesse desejo insano e gozaremos intensamente e serei sempre sua, só sua, para sempre sua. Você é meu rei e vassalo e eu completamente dominada por sua sanha inesgotável. Quero ser toda sua para que você decida o que quer fazer de mim e para mim. Para sempre dominada em seus mais desregrados desejos e para sempre, em carne viva. GOZO INTENSO - Ah, como preciso de você inteirinho,\ impetuoso que me faz enlouquecer\ passando as mãos em minhas pernas\ subindo devagarzinho pelas coxas\ entrando suavemente em minha vagina,\ enlouquecendo-me de paixão e delírio,\ subindo até o mais profundo inteira,\ Virando-me docemente e encostando \ o pênis em meu ânus porque é sua minha bundinha,\ que você adora e que lhe causa vertigens,\ e eu gritando de prazer jamais conhecido\ e pedindo, loucamente pedindo mais.\ E eu cavalgando seu copo e conseguindo\ em tamanha ereção que me possua,\ tremendo o corpo inteiro e prosseguindo\ até o mais profundo de mim retirando\ e introduzindo em movimentos contínuos\ Há loucura suas mãos me cariciando enquanto\ nos beijamos apaixonados, o sangue latejando,\ e novamente em respiração ofegante e deliciosa\ você explode comigo, ambos lambuzados \ O sêmen do amor que eu lambo em meu corpo\ e sugo no seu pênis a essência me enlouquece\ banhada por esse suco da paixão indomável,\ e saciados nos abraçando no paraíso de delícias. III - Para você, sou capaz de tudo. Nossos olhos se compreendem porque se amam apaixonadamente e quero sentir seus lábios e lhe oferecer minha “boca gulosa” sorrindo só para você. Ah você revolvendo minha blusinha, que delícia e meus seios que lhe abrigarão e enlouquecida para que você toque em minha calcinha estufada, e consiga chegar na fonte de seus desejos, satisfazendo nossos apetites intensos e ilimitados, voluptuosos nos “orgasmos duradouros” e a nos deixar completamente inconscientes de tanta paixão. Ah, maravilha fazendo dos meus caprichos os seus. Quer maior maravilha do que isso, meu amor? Eu sou mais do que simplesmente mulher e você é muito mais porque é meu fascínio arrebatador para sempre. Quero você em todo o meu corpo, com lascívia a me deixar completamente transtornada de paixão. Como desejo que me encoste na parede e me beije, chupe, revire, entre em todas as reentrâncias e alcance o ápice do gozo em mim e comigo. E como quero massagear você todinho e nos transformarmos num só na fusão de nossos desejos e apetite lúbricos no paraíso afrodisíaco que nos envolverá para sempre e em carne viva. Quero você até o mais profundo de todos os meus lúbricos desejos e para sempre e que nunca mais saia de perto de mim. Juntos para sempre! Ah como quero agora, nesse momento, me jogar em seus braços para sempre! SANTUÁRIO DE AMOR - Minha vida o sol que me esquenta, \ a luz que ilumina minha vida inteira, \ E já sinto meu tesouro inchado e ereto,\ procurando ansioso tua úmida fonte.\ Nada é importante naquele momento,\ porque ali vivo, desejo e me alucino,\ acaricio-te fremente da cabeça aos pés\ E me ajoelho enquanto acaricio teu corpo \ tudo é vida nesse momento de êxtase,\ Nós dois juntos no extremo do prazer,\ eu penso que não mereço tanto,\ e me deito para viver contigo a paixão.\ E a paixão faz dessa cama um santuário \ sentindo em mim tuas mãos a penetrar-me\ com o imenso sentimento apaixonado, \ e sentindo o gozo em gemidos de prazer.\ Nada pode nos perturbar e só queremos,\ para sempre estarmos sempre juntos,\ vivendo essa paixão que nos transtorna\ E desejando sempre mais a todo instante. IV - Quero lhe fazer cada vez mais priápico e para isso vou usar toda a minha sedução que vai ser cada vez mais exuberante justamente para enlouquecê-lo e você me desejar a cada minuto mais e mais, dia, noite, madrugada, manhãs. E anseio me desnude para eu poder lhe mostrar o tamanho de minha paixão. Ah, saudade exuberante porque tudo meu é exuberante para você. Já lhe disse, cada instante, cada segundo, cada hora e cada dia mais. Quero lavá-lo inteirinho com minha saliva, suas mãos percorrendo-me e eu entre gemidos de prazer, insaciavelmente desejando-o ininterruptamente. Pode ter certeza. Mais, muito mais do que qualquer ofertante deusa, serei a única rameira que você cobiçou dominada pela sua posse e para sempre! Isso eu lhe garanto. E a rameira que é capaz de tudo para lhe ofertar o corpo inteirinho, submissa, rainha-escrava, ilimitadamente desafiante para que se sinta delirante e rendido de paixão. E demonstrarei todas as minhas poses e versos enquanto danço eletrizada para seu gozo supremo. E porque sou toda sua, só sua. Todinha em carne viva e exclusivamente em você. Sempre!!! Ah e é assim que estarei sempre esperando por você. Nossa! Afagar seu sexo é o que eu almejo todos os minutos de minha vida. Para você eu serei a refém pronta a satisfazer todos os seus desejos que são também os meus. A refém totalmente apaixonada por seu torturador. Maravilha! Não peça resgate, porque não vou sair daí. Ah o seu Pênis todo meu passando acariciado por minhas mãos e minha língua sedenta, esfregando-se em meus seios, em minha faces e você cada vez mais priápico, passeando pelo meu ventre quente de desejo , a passar entre minhas coxas, passando por minha vagina úmida e todinho dentro de mim, fascinada pelo “que é só meu”. Ah, amor sinto arrepios só de pensar. E depois me viro e lambuza minha ”bundinha” e meu ânus. Quero ficar toda lambuzada pelo seu esperma enquanto gozamos abundantemente. Você terá a “gostezuda” da foto que já é sua e sempre será. Cavalgar... Maravilha das maravilhas, gozando mútua e desesperadamente. Eu quero você, louca e apaixonadamente. Ela é sua, corpo e alma e para sempre em carne viva! Poemas e textos da escritora Vânia Moreira Diniz. Veja mais aqui.

 

A ARTE DE ROLANDRY SILVÉRIO – A CANÇÃO DE TERRA

 



CANÇÃO DE TERRA – O livro Canção de Terra me redimia da morte prematura do meu filho acometido de leucemia. E era a minha modesta canção de amor à terra que nasci. As palavras do Luiz Berto no prefácio, as orelhas do pessoalamigos das Edições Bagaço, a capa do conterrâneo Jeronimo Netto e, sobretudo, as ilustrações do parceiramigo Rolandry Silvério, fizeram meus versos valerem alguma coisa. De fato, tirando um ou outro poema, do livro só fica mesmo a manifestação desses meus amigos. Sou grato a todos. Contudo, registro aqui a minha homenagem ao artista Rolandry Silvério, meritório de todos os meus aplausos e porque foi dos meus parceiros o mais presente de todos.



FONTE:

MACHADO, Luiz Alberto. Canção de Terra. Palmares: Bagaço, 1986.



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