terça-feira, novembro 20, 2012

DECAMERÃO DE BOCCACIO, FLIMAR & 30 ANOS DE ARTE CIDADÃ

PRIMEIRA JORNADA DO DECAMERÃO DE BOCCACCIO: A QUARTA NOVELA DE PAMPINÉIA - Um monge, que caira em pecado merecedor de punição muito severa, escapa dessa pena repreeendendo seu abade, uma culpa semelhante. (...) Em Lunigiana, povoado não muito distante deste, existiu um mosteiro que fora, em outros tempos, mais rico, tanto em santidade quanto em monge, do que o é hoje. Havua neste mosteiro, entre outros, um monge ainda jovem, cujo vigor nem a aspereza do clima, nem os jejuns, nem as vigilias conseguiam abater. Certa vez, por volta do meio dia, quando estavam todos os demais monges dormindo a sesta, o jovem monge, por um simples acaso, saiu a passear, sozinho, pelas cercanias de sua igreja. O tempo estava localizado em local muito solitário. Aconteceu que o monge viu uma jovem lindissima, filha, talvez, de algum dos lavradores da região. A jovem estava apanhando algumas ervas pelos campos. Assim que o monge a viu sentiu-se logo acometido pela concupiscência carnal. Por esta razão, acercou-se mais da jovem. Travou conversa com ela. E tanto saltou de uma palavvra a outra, que terminou por firmar um acordo com ela. Por esse acordo firmado, levou-a à sua cela, sem que ninguém o percebesse. Instigado por um desejo excessivo, brincou com ela mas de um modo, porem, menos cauteloso do que seria conveniente. Sucedeu que o abade do mosteiro, onde dormira, e passando sem fazer ruido, em frente à sala do tal monge, escutou a barulheira que ele e a moça faziam, juntos lá dentro. (...) Apesar de ocupado com a jovem, e ainda que disso gozasse enorme prazer, o monge não deixou de desconfiar de algo; a certa altura, tivera a impressão de ouvir um arrastar de pés, pela ala dos quartos de dormir. (...) Conhecendo o monge que, por esta razão, seria punido com grave castyigo, mostrou-se profundamente aborrecido. (...) Depois, fingindo já ter ficado o suficiente em companhia da jovem, disse-lhe: - Quero achar uma maneira de você sair daqui de dentro sem que a vejam; assim sendo, fique aqui mesmo, calmamente, até que eu regresse. Deixou a cela. Trancou-lhe a porta com a chave. E encaminhou-se diretamente para a cela do abade. Dando-lhe a chave, conforme a tradição a que todo monge obedecia, quando se ausentava do mosteiro, disse, com expressão tranquila e amiga: - Senhor abade, não pude, esta manhã, ordenar que trouxessem ao mosteiro toda a lenha que pude arranjar; por esta razão, com sua permissão, desejo ir ao bosque, para mandar que a tragam. O abade, desejando informa-se por completo com relação à falta praticada pelo monge, ficou satisfeito com o seu modo de agir. Contente, recebeu a chave, e deu ao monge permissão para ir ao bosque. (...) Bastou o monge retirar-se, e o abade procurou resolver o que seria mais certo fazer (...) Cogitando, entretanto, que a jovem podia muito bem ser esposa ou filha de algum homem que ele não gostaria de fazer passar por essa vergonham, decidiu que o melhor seria tratar, primeiramente, de saber quem era aquela moça, para depois resolvetr o que faria. Silenciosamente, dirigiu-se para a cela do monge; abriu-lhe a pota, entrou/ e outra vez fechou-a por dentro, naturalmente. Vendo entrar o abade, a moça ficou desconcertada. Cheia de vergonha e de medo, pôs-se a chorar. O senhor abade olhou-a por muito tempo; vendo=a tão bela e sensual, sentiu inesperadamente, aidna que um tanto idoso, os apelos da carne. Eram apeklos não menos ardentes do que aqueles que sentira o jovem monge. E a si mesmo começou a dizer: - Enfim, que razão há para que eu deixe de desfrutar um prazer, quando posso desfrutá-lo, se, por outro lado, os aborrecimentos e os tédios estão sempre preparados para que eu os prove, queira ou não? Ai está uma bela moça; está nesta cela, se que nenhuma pessoa, no mundo, saiba disso. Se posso fazer com que me proporcione os prazeres pelos quais anseio, não existe nenhuma razão para que eu não a induza. Quem é que virá a saber disto? Ninguem, nunca o saberá! Pecado oculto é pecado meio perdoado. Um acaso destes quiçá jamais venha a se verificar de novo. Julgo ser conduta acertada colher o bem que Deus Nosso Senhor nos envia. Assim refletindo, e tendo modificado inteiramente o proposito pelo qual fora até ali, acercou-se mais da moça. Com voz melíflua, pôs-se a confortá-la e a pedir, com instancia, que não chorasse. Palavra puxa palabvra, até que ele chegou ao ponto de poder evidenciar à moça o seu desejo. A jovem, que não era construida de ferro nem de diamente, atendeu, muito comoda e amavelmente aos prazeres do abade. O padre abraçou-a; beijou-a muitas vezes, seguidamente; atirou-se com ela na cama do monge. (...) o abade não se pôs sobre o peito da moça, antes colocou-a sobre o seu próprio peito. E durante muito tempo, entreteve-se com ela. O monge, que havia fingido ir ao bosque, mas que, na verdade, esconde4ra-se na ala dos dormitórios, viu quando o abade entre em sua cela. (...) Quando pareceu ao abade que já se demorara o bastante em companhia da jovem, deixou-a trancada na cela, e retornou ao seu quarto. Passado algum tempo, ouvindo que o monge chegava, e pensando que ele regressasse do bosque, decidiu censirá-lo e mandar que o prendessem no cárcere. (...) O monge, sem nenhuma hesitação, retrucou:- Senhor abade, não estou, ainda, há pouco tempo bastante na Ordem de São bento para conhecer todas as singularidades de sua disciplina. O senhor não me mostrara ainda que os monges precisam fazer-se mortificar pelas mulheres, assim como devem faze-lo com jejuns e vigilias; agora, contudo, que o senhor acaba de mo demonstrar, prometo-lhe, se me conceder o perdão por esta vez, que nunca mais pecarei por esta forma; ao contrário, procederei sempre como vi o senhor fazer. O abade, como homem astuto que era, reconheceu logo que o monge não só conseguira saber a seu respeito muiti além do que o suposto, mas ainda ver quanto ele fizera. Por esta ra~zoa, o abade sentiu remorsos pela sua propria culpa; e ficouvexado de aplicar ao monge o castigo que ele, tanto quanto o seu subordinado, merecera. Deu-lhe o perdão, mas impos-lhe silencio, sobre quanto vira. Depois, levaram ambos a moça para fora do mosteiro; e, depois, como é facil presumir, inumeras vezes a fizeram retornar ali. [...]. Veja mais aqui.


30 ANOS DE ARTE CIDADÃ - O lançamento da publicação comemorativa 30 anos de arte cidadã, do escritor, compositor musical e radialista Luiz Aberto Machado, que acontecerá no dia 1º de dezembro, a partir das 16hs, no estande/toldo do autor na Feirinha Literária e Cultural da 3ª Festa Literária de Marechal Deodoro (Flimar). Durante toda Flimar que acontecerá entre os dias 28 de novembro e 02 de dezembro, o autor estará na tenda da Flimarzinha com contação de histórias e recreação educativa do seu espetáculo infantil Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas pros estudantes da Educação Infantil e Ensino Fundamental, além de exposição e manhãs, tardes e noites de autógrafos de todos os seus livros, DVD e cordel no estande/tolda do autor na Feirinha Literária e Cultural.

RELEASE

30 ANOS DE ARTE CIDADÃ – O escritor, compositor musical e radialista Luiz Alberto Machado lança no próximo dia 1º de dezembro, no estande/toldo do autor na Feirinha Literária e Cultural da 3º Festa Literária de Marechal Deodoro (Flimar), a sua publicação “30 anos de arte cidadã”, comemorando sua trajetória artística. A publicação reúne poemas, letras de músicas, fotos e realizações do autor durante sua caminhada que teve início com a publicação do seu livro de poesias “Para viver o personagem do homem”, em 1982, culminando em 2012 com seus projetos que envolvem as atividades infantis do personagem Nitolino e do trabalho musical, teatral e literário Tataritaritatá, bem como o alcance da marca de 500 mil acessos ao seu trabalho no seu canal no YouTube..

Com formação em Letras e Direito, ele é autor de 7 livros de poesias, 7 infantis, 2 de crônicas, 1 cordel, peças teatrais e obras musicais. É editor do Guia de Poesia do Projeto SobreSites, no Rio de Janeiro, membro da Cooperativa da Música de Alagoas (Comusa), assessor de imprensa da Câmara de Dirigentes Lojistas de São Miguel dos Campos (CDL/SMC) e cônsul em Alagoas da Associação Poetas Del Mundo.

Durante toda Flimar que ocorrerá entre os dias 28 de novembro e 2 de dezembro na orla lagunar de Marechal Deodoro, o autor estará na tenda da Flimarzinha com contação de histórias e recreação educativa do seu espetáculo infantil Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas pros estudantes da Educação Infantil e Ensino Fundamental, além de exposição, manhãs, tardes e noites de autógrafos de todos os seus livros, DVD e cordel no estande/tolda do autor na Feirinha Literária e Cultural.

SERVIÇO: Lançamento e autógrafos dos livros de Luiz Alberto Machado. Quando: entre os dias 28 de novembro e 02 de dezembro, na Feirinha Literária e Cultural da III Filmar, na orla lagunar de Marechal Deodoro.Horário: manhã, tarde e noite. Informações: (082) 9606.4436 (Tim).



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