terça-feira, dezembro 22, 2009

BECKETT, LYGIA FAGUNDES TELLES, CÉSAR VALLEJO, ALAN TURING & LITERÓTICA: UIVO DA LOBA


O UIVO DA LOBA Imagem: War of fellings, by Leonid Afremov - Numa manhã nublada ela chegara furtiva e graciosamente cadenciada no seu andar elegante, vestida com seu blusão negro sobre o decote pronunciado numa blusinha de alça a mostrar-lhe os seios proeminentes, o umbigo divisado pela calça jeans ligada aos contornos dos seus quadris, coxas e pernas realçadas pela bota preta de salto alto, tudo impactando com o penteado ruivo de loba-vermelha nos seus olhos de mar dos muitos naufrágios, lábios salientes na boca arrebitada e sedutora do seu rosto lindo e apaixonante. Meu coração barulhava mais que a Harley Davidson acelerada na Avenida Paulista e tudo me metia num redemoinho que me arrastava por sutiãs, calcinhas, lingeries e aromas da mais pura feminilidade. Sempre gostei dessa sensação de ver-me invadido e dominado pela sanha da fêmea a me deixar absorto pelos confins do prazer. Não fora menor a sensação de ver-me rente ao seu jeito de loba fatal, pousando a mesa no restaurante do hotel, do meu lado, a ponto de me soltar numa viagem sideral com o perfume delicioso de fera insana. Lado a lado, confrontamos os rostos com um beijo de recepção quando ela olhou-me firme e seguramente do que queria ao lamber os lábios como quem denunciava o meu esquartejamento. A minha potência canibal mais se aguçava com o alarme de que eu seria devorado naquela manhã. Não poderia haver melhor sensação porque ela não escondia a sua ferocidade esguia no jeito nômade de quem estava pronta para me estraçalhar com a vitalidade faminta de suas garras prontas para o bote. Eu tremia radiante fisgado por seu olhar esfaimado de quem se valia das tentações que povoam as florestas de todos os hemisférios noturnos. E mais saboreava a expectativa de ver-me embrenhado pelos labirintos de sua carne fugitiva. Desgrudamos instantaneamente o olhar enquanto ela se servia de uma xícara de café, pousando uma das mãos sobre minha coxa, alisando devagar. O seu alisado formigava-me todo. Restituía a vontade de aprisioná-la entre meus braços perseguindo a viagem dos corpos à plenitude do gozo. Logo seu contato tátil alcançou meu membro que não resistia rijo naquela provocação inflamável. E mais incendiava meu corpo alisando carinhosamente todo o contorno da minha glande agoniada. Seus dedos pareciam magnetizar tudo em mim. Servimo-nos do rápido café da manhã e ela obrigou-me a levantar seguindo para o meu apartamento. Sabedora do estado em que eu me encontrava, tudo fez para que eu não fosse visto daquele jeito, postando-se sempre à minha frente, escondendo-me por trás do seu corpo. Aguardamos o elevador e quando este chegou, seguimos para o meu apartamento. Nono andar. E enquanto subíamos, ela se acocorava arreando o zíper da minha veste e alcançando meu caralho duro doido de tesão. Ela começou lambendo-o e depois chupando em longas abocanhadas de suas mandíbulas fortes. Delícia a felação ali enquanto o elevador passava de andar em andar até o nono andar. Verdadeira viagem. Quando chegamos, a porta abriu e ela foi olhar se havia alguém. Ninguém. - Onde é? -, perguntou-me. - Ali -, respondi. E seguimos com uma das mãos dela agarrada no meu pau. Abri a porta e atravessamos para o interior do negrume insinuante do apartamento, onde, à meia luz, tudo era de uma magia inenarrável. Nem bem fechei o trinco, ela retornou à felação de antes. Era providente demais o prazer dela roubando minhas forças e fortificando minha pica com sua língua sedosa, sua boca faminta, sua boca mágicas artimanhas. Ao me deixar a ponto de bala, pronto para explodir de gozo, ela afastou-se, recuando para arrear a calça até os joelhos e se pôr de bruços na cama com a bundinha mais linda do universo exposta para minha ceia total. - Vem! -, disse-me com sua voz agateada. E fui sem dó nem piedade. Entrei de sola e a cada estocada explodia seus uivos lancinantes como uma sirene rasgando o silêncio e a loucura de nossa aventura sexual. Aventura que prosseguia com o deslizar do meu pênis no interior da caverna úmida que se escancarava cada vez mais para desafiar seu esconderijo e mais usurpar os limites da invasão. Aventura que me fazia poderoso acima das deidades de todos os panteões, dono absoluto de todas as vontades de usurpar e perseguir enlouquecidamente toda a sua íntima compleição. Aventura que explodia o meu gozo até esborrar demasiado alagando toda a boceta gostosa da loba. Ela gritava, gemia, pedia mais e gozava nervosamente. A respiração entrecortada e os gemidos de satisfação tomavam conta de nossos corpos que agora se acumulavam um sobre o outro. Era gostoso demais sentir-lhe a pele morena da obra de arte do seu corpo nu entregue ao meu poderio. Nada melhor que sentir-se arreado sobre as costas daquela a quem me devoraria e fora atraiçoadamente rebentada por mim. Beijei-lhe demoradamente as faces enquanto sentia seu rostinho lindo de olhos fechados curtindo toda minha ejaculação. De repente ela desvira me jogando de lado, arregaça as vestes, se arruma aprontando para saída imediata, nem me deixando aplacar-lhe a fuga. Ao sair, lançou-me um sorriso rasgado e um olhar com a expressão: um beijo, Loba. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.


DITOS & DESDITOS - Eu acredito que às vezes são as pessoas que ninguém espera nada que fazem as coisas que ninguém consegue imaginar. Ciência é uma equação diferencial. Religião é a condição de contorno. Eu não fico muito impressionado com argumentos teológicos, independentemente daquilo que eles estão sendo usado para apoiar. Esses argumentos frequentemente se revelaram insatisfatórios no passado. Eu acredito que às vezes são as pessoas que ninguém espera nada que fazem as coisas que ninguém consegue imaginar. Pensamento do matemático, criptoanalista e cientista da computação britânico Alan Turing (1912-1954), que ficou famoso por ter liderado os esforços para a quebra do Enigma, o código utilizado para as comunicações militares alemãs durante a Segunda Guerra Mundial. Foi também pioneiro na inteligência artificial e ciência da computação. Ele suicidou-se  dois anos após ser processado por indecência.

ALGUÉM FALOU: Respirar é um hábito. A vida é um hábito, ou melhor, uma sucessão de hábitos, uma vez que um indivíduo é uma sucessão de indivíduos. As lágrimas do mundo são inalteráveis. Para cada um que começa a chorar, em algum lugar outro para. O mesmo vale para o riso. Tenta. Fracassa. Não importa. Tenta outra vez. Fracassa de novo. Fracassa melhor. Tente de novo. Falhe de novo. Falhe melhor. Todos nós nascemos loucos. Alguns permanecem. Dance primeiro. Pense depois. É a ordem natural. Eu não sei de nada, eu sei que meus olhos estão abertos, pois as lágrimas não vão parar de cair. Sim, na minha vida, se você pode chamar assim, existem três coisas que já fiz de melhor: a incapacidade de falar, dificuldade para ficar quieto e solidão. As palavras são só o que temos. Pensamento do dramaturgo e escritor irlandês Samuel Beckett (1906-1989). Veja mais aqui.

DAS COISAS DA VIDA - A distância mais curta entre dois pontos pode ser a linha reta, mas é nos caminhos curvos que se encontram as melhores coisas da vida. Não há gente completamente boa nem gente completamente má, está tudo misturado e a separação é impossível. O mal está no próprio gênero humano, ninguém presta. Às vezes a gente melhora. Mas passa. Não peça coerência ao mistério nem peça lógica ao absurdo. Quando na realidade o amor é uma coisa tão simples... Veja-o como uma flor que nasce e morre em seguida por que tem que morrer. Nada de querer guardar a flor dentro de um livro, não existe nada mais triste no mundo do que fingir que há vida onde a vida acabou. Já que é preciso aceitar a vida, que seja então corajosamente. Solução melhor é não enlouquecer mais do que já enlouquecemos, não tanto por virtude, mas por cálculo. Controlar essa loucura razoável: se formos razoavelmente loucos não precisaremos desses sanatórios porque é sabido que os saudáveis não entendem muito de loucura. O jeito é se virar em casa mesmo, sem testemunhas estranhas. Sem despesas. Quero ficar só. Gosto muito das pessoas, mas às vezes tenho essa necessidade voraz de me libertar de todos. Expressão da escritora Lygia Fagundes Telles. Veja mais aqui.

DA POESIA - Há solidão em casa sem barulho, sem notícias, sem verde, sem infância. A mecânica é um meio ou disciplina para a realização da vida, mas não a própria vida. Deveria nos levar para a própria vida. Aviação no ar, na água e no espírito. Suas leis são diferentes nos três casos. O espírito se eleva quanto mais pesa e se afunda. Quanto mais pesado o espírito, mais alto e mais longe ele voa. As artes (pintura, poesia, etc.) não são apenas essas. Comer, beber, andar também são artes; todo ato é uma arte. Saber mais é ser mais livre. Poetica do dramaturgo, escritor e jornalista peruano César Vallejo (1892-1938). Veja mais aqui.



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sexta-feira, dezembro 11, 2009

AGLAJA VETERANYI, HILDA HILST, MILLÔR, RANDOLPH BOURNE & LITERÓTICA: MOTO PERPÉTUO


MOTO PERPÉTUO - É na cadência de tua ginga possante de refratária deusa que vou sirene alerta a errar afoito na poesia que se derrama da sinuosidade das ondas de mar de tuas ancas revolutas, delírios da vida, porto de amar. Eu já não sei de nada e perco tudo no encalço do rabo-de-arraia que se alheia flores do campo, aroma perfeito que faz-de-conta no inferno da minha insônia, no meio do moinho desse carrossel que é suíngue da carne como oblação que arde relembrado desejo no Jardim do Éden da minha luxúria. Ah sesso que me corrompe obcecado e que vou pronto para compor a harmonia de nossa melódica dança obscena, quando se mostra eivada de pecados de terra e céu virando minha cabeça num espetáculo fantástico que se faz afrodisíaco na minha idéia para o meu permanente estado de graça na primeira lua em torno da tua cintura ondulada de toda perversão gostosa de teu balanço formoso. Ah culatra da serva de Afrodite que manda ver num passe de mágica o verdadeiro simulacro no golpe sutil do teu charme coroando o amor e as nossas delícias na mecânica da sedução demarcando o moto-perpétuo do prazer e sexo encarnado ao meu toque no menor movimento das coxas que cede terreno, desimpedida pro meu paroxismo prestes a derramar em profusão no terreno baldio da tua exacerbação. Ah, minha Paulina, crédula matrona, sou teu mortal admirador acrimonioso disfarçado do deus Anúbis no nosso sagrado intercurso convoluto na captura desenfreada da convecção que se aventura tocha ardente transpondo limites pelo trajeto do teu insubmisso bordejar remexendo o quadril que estremece de desejo no frêmito do prazer. Ah pódice de hetaira cheia de graça que triunfa por tantas demandas profusas na matéria-prima do esplendor de toda maravilha do corpo esbelto agitado em convulsão para que eu seja nuvem de chuva na tua terra desejada de alcatra indulgente cumulada dos excessos da corrente tempestuosa e perversa a me afogar na maior tentação de umbral onde o predador faz ajuste de contas para que a serpente hiberne voluntariosa na gostosura do teu esconderijo sacralizado. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.


DITOS & DESDITOS - O coração tem imbecilidades que a estupidez desconhece. Para você parecer culto é só ficar de olho no que o outro cara ignora. Capacidade de saber cada vez mais sobre cada vez menos, até saber tudo sobre nada. Fique tranquilo: sempre se pode provar o contrário. Esta é a verdade: a vida começa quando a gente compreende que ela não dura muito. A verdade é que a maior parte das pessoas foge de tentações que nem se dão ao trabalho de tentá-las. Não devemos resisitir às tentações: elas podem não voltar. Certas coisas só são amargas se a gente as engole. Se você agir sempre com dignidade, pode não melhorar o mundo, mas uma coisa é certa: haverá na Terra um canalha a menos. Com muita sabedoria, estudando muito, pensando muito, procurando compreender tudo e todos, um homem consegue, depois de mais ou menos quarenta anos de vida, aprender a ficar calado. A gente só morre uma vez. Mas é para sempre. Viver é desenhar sem borracha. Pensamento do escritor, dramaturgo, tradutor, desenhista, humorista e jornalista Millôr Fernandes (1923-2012). Veja mais aqui.

ALGUÉM FALOU: Amizades são coisas frágeis, e requerem muito mais cuidado que todas as outras coisas frágeis que existem. Nossa verdadeira obrigação é sempre encontrada indo em direção dos nossos mais dignos desejos. Pensamento do escritor estadunidense Randolph Bourne (1886-1918).

A CASA - Um estrangeiro nato perdeu os seus sapatos. Ele os tinha esquecido em sua casa e jogado a casa em um rio. Ou será que a própria casa tinha se jogado no rio? O estrangeiro nato foi de rio em rio. Certa vez ele encontrou um velho debaixo d’água com uma tabuleta pendurada no pescoço: AQUI CÉU. O estrangeiro perguntou: Como assim, céu? O velho encolheu os ombros e apontou para a tabuleta. A casa voltou a aparecer, mas em um lugar completamente diferente. E, provavelmente, era outra casa, pois ela não se recordava mais dos sapatos do estrangeiro. Mais tarde, a casa perdeu sua porta. Texto da escritora romena Aglaja Veteranyi (1962-2002). Veja mais aqui e aqui.

A POESIA & A POETA - A poesia é o desafio do não-dizer, a impossibilidade de dizer algo. A matemática tem semelhança com esse estado de ser. Em ambas há manifestação do divino, algo tão perfeito que transcende tudo. Quero brincar meus amigos de ver beleza nas coisas. Costuro o infinito sobre o peito. Você nunca conhece realmente as pessoas. O ser humano é mesmo o mais imprevisível dos animais. Há sonhos que devem permanecer nas gavetas, nos cofre, trancados até o nosso fim. E por isso passíveis de serem sonhados a vida inteira. Há sonhos que devem ser ressonhados, projetos que não podem ser esquecidos... Amamos tanto e a perda é cotidiana e infinita. Amar é coisa de morrer e de matar... mas tem som de sorriso. Ama-me, é tempo ainda. A poética da escritora e dramaturga Hilda Hilst (1930-2004). Veja mais aqui.


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Nas voltas que o mundo dá, Carlos Drummond de Andrade, Jane Duboc, François Ozon, Catherine Abel, Sheila Matos, Valeria Bruni Tedeschi, Niceas Romeo Zanchett & direito ao meio ambiente saudável aqui.

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A poesia de Mário Quintana aqui.
A literatura de José Saramago aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Vinicius de Morais, Choderlos de Laclos, Pier Paolo Pasolini, Vanja Orico, Chico Buarque & Ruy Guerra, Serge Marshennikov, Beverly D’Angelo & Responsabilidade civil nos relacionamentos afetivos aqui.
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Todo dia é dia da mulher - entrevista com uma viúva autônoma, Sandra da Silva, de Arapiraca – Alagoas aqui.
Entrevista com a costureira Jqueline, a musa da semana de Minas Gerais aqui.
Serviço Público & Nênia de Abril: o canto do cidadão aqui.
Entrevista com Clélia, uma estudante de Cacoal – Roraima aqui.
Literatura de Cordel: O papé da rapariga, de Bob Motta aqui.
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domingo, dezembro 06, 2009

BANDEIRA, BOAL, VOGLER, BASTOS TIGRE, GALLARDO-DOMAS, CALIFASIA, HERBALISMO & TRAJETÓRIA DA MULHER.



A TRAJETÓRIA DA MULHER – A trajetória da mulher desde as mais remotas eras até o momento atual registra uma série de acontecimentos que vão desde a imposição da sua submissão ao homem na sociedade patriarcal, a sua fragilidade na questão de gênero, a sua exaltação ao posto de musa e rainha de poetas e sonhadores, a determinação dos seus afazeres domésticos e criação dos filhos, afora discriminações, ultrajes e violências. Ao longo dos tempos, a mulher sempre foi encarada religiosamente como a culpada pelo pecado, foi submetida a ser apenas a costela do homem e sua fiel companheira na criação dos filhos e na manutenção dos afazeres domésticos e condução da família. Não raro, a mulher se dedicou à luta da sua autonomia contra as discriminações de gênero e na busca por uma igualdade de condições. Dentro dessas lutas ela também se envolveu com outras questões democráticas, como o direito de voto, justiça social, anistia, melhores condições de trabalho, entre outras, engajando-se, inclusive, nas lutas dos homens e de toda humanidade. No meio dessas manifestações, a mulher foi, mesmo nas mais legítimas reivindicações gerais de suas propostas e da sociedade em geral, sempre discriminada, desafiada, ultrajada, maltratada e até violentada pelas mais torturantes iniciativas totalitárias e opressoras. Vítima de uma violência das mais trágicas, a mulher perseguiu ao longo dos séculos com seus anseios e lutas pelo feminismo, pela democratização, pelo direito de todos e pela justiça social. Esta é a prova inconteste de que existem diversas formas de violência praticadas contra a mulher, desde a discriminação social, até o espancamento físico, estupros, maus tratos, assédios e assassinatos. Essa violência que parte da própria sociedade patriarcal é mais terrível no seio da família, quando praticada nos domínios do lar pela supremacia de mando do seu marido. Com o passar dos tempos, a violência contra a mulher começou a ser combatida no mundo inteiro e seus direitos passaram a ser exigidos nas sociedades democráticas. A partir da Revolução Francesa, com o surgimento dos direitos, a luta das mulheres direcionou-se entre as reivindicações de classe e questões políticas que se adensaram na Revolução Industrial, articulou-se com o Marxismo, fez frente aos movimentos sufragistas e se delinearam os movimentos feministas. No Brasil, a luta das mulheres não foi diferente dos cenários europeus e norte-americanos, culminando com a promulgação da Constituição Federal de 1988, quando esta estabeleceu a igualdade de gêneros, o principio da dignidade humana e o exercício da cidadania pela instituição do Estado Democrático de Direito, quando a mulher viu-se contemplada com seus direitos garantidos. A partir da Constituição do Brasil de 1988, muitos institutos legais regulamentaram suas previsões, visando coibir a violência contra a mulher. Estes institutos podem ser constatados a partir da instituição das Delegacias de Defesa da Mulher, do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e, mais recentemente, a edição da Lei Maria da Penha, esta exclusivamente voltada para coibir a violência, entre outros tantos diplomas legais atinentes ao atendimento dos direitos da mulher, direitos esses que devem ser respeitado e por quais mantemos a nossa campanha de que TODO DIA É DIA DA MULHER. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.


Imagem: Female nude, do artista plástico Steve Hanks.


Curtindo o álbum Bel sogno sing italian – árias and scenes, da soprano chilena Cristina Gallardo-Domas.Veja mais aqui.

EPÍGRAFEQuanto menor for a instrução de uma pessoa, tanto maior necessidade terá da linguagem externa para poder compreender os seus próprios pensamentos [...], extraído do livro Manual de califasia, califonia, calirritmia e arte de dizer (Saraiva, 1958), do escritor, jornalista, cronista, lexicógrafo, filólogo, ensaísta e tradutor Silveira Bueno. Veja mais aqui.

ABADE VOGLER - O alemão George Joseph Vogler, mais conhecido como o Abade Vogler (1749-1814), estudou com o padre Matini que era um notável franciscano e considerado a maior autoridade em teoria e história da música da Itália e, também, com Valotti que era considerado um dos maiores organistas e teóricos do séc. XVIII, para se tornar mestre de Weber, Meyerbeer, dentre outros. Admirável organista despertou emoções em seus concertos, chegando a inventar um sistema de simplificação da técnica do órgão que costumava empregar em suas execuções, levando consigo um instrumento portátil para dar demonstração de seu método em vários países. Depois foi contratado para escrever óperas para o teatro lírico da capital austríaca onde estabeleceu contatos com Beethoven. Com seus cursos transmitia lições como a concepção da harmonia, chegando a desenvolver o sistema Tartini e Rameau, abolindo velhos e rotineiros hábitos. Além de construir vários teatros e salões de concertos, escreveu uma imensa obra musical e importantes tratados musicais. Fonte: MONTALVÃO, Alberto. No mundo da música. Rio de Janeiro: Spiker, 1958. Veja mais aqui e aqui.

HERBALISMO – A obra Herbalismo: o uso das ervas através dos tempos (Renes, 1982), de Ralph Whiteside Kerr, trata de temas como lenda, antiguidade e história primitiva, aroma para os deuses, o monólito misterioso, o dom de Deus aos homens, folclore e transição, as ervas nas colônias, rituais indígenas de ervas, os primeiros agricultores, as ervas são edificadoras da saúde, a natureza sabe melhor, alimentação, medicamentos e prazer, entre outros assuntos. Veja mais aqui.

LITERATURA – Na obra Noções de história das literaturas (Companhia Editora Nacional, 1940), do poeta, tradutor, critico literário e de arte, Manuel Bandeira (1886-1968), trata sobre conceito de literatura, influencias que pesam sobre o fato literário, poesia e prosa, erso, gêneros literários, escolas literárias, estilo, literaturas europeias, literaturas americanas, literaturas asiáticas, literatura hindu, assírio-babilonica, persa, chinesa, japonesa, hebraica, árabe, entre outros assuntos. Veja mais aqui e aqui.

CALIFASIA – Na obra Manual de califasia, califonia, calirritmia e arte de dizer (Saraiva, 1958), do escritor, jornalista, cronista, lexicógrafo, filólogo, ensaísta e tradutor Silveira Bueno, encontra-se que o termo califasia significa a arte de tornar a palavra distinta, correta, expressiva e agradável, levando por meio de exercícios a um fim pratico de obter a expressal oral perfeita. É a arte que torna a palavra distinta ao possibiloitar o hábito de pronunciar os vocábulos com a máxima perfeição mecânica possível. Veja mais aqui.

DEFINIÇÃO – Na obra Versos perversos (Cruz Coutinho, 1905), do poeta, bibliotecário, compositor, jornalista, humorista e publicitário Bastos Tigre (1882-1957), destaco o soneto Definição: Amor é mal, e mal que não tem cura; / mas, sendo mal, sofrê-lo nos faz bem... / chora o amante, se o amor olhe dá ventura, / e ri da dor, se dele a dor lhe vem. / O amor é vida e leva à sepultura; / é doce filtro, o amor, e fel contém. / É luz, mas, entretanto, em noite escura / vive, às cegas, o alguém que ama outro alguém. / O amor é cego, e vê todo o invisível; / sendo imutável, quase sempre é vário, / é deus, e faz um santo um pecador! / Franco e indefeso, é força irresistível; / sendo, pois, a si próprio tão contrário, / quem é que pode definir o amor?. Veja mais aqui.

EXERCÍCIO E JOGOS PARA ATOR – Na obra 200 exercícios e jogos para o ator e o não-ator com vontade de dizer algo através do teatro (Civilização Brasileira, 1983), do dramaturgo e ensaísta Augusto Boal (1931-2009), trata de assuntos como história do Teatro Arena de São Paulo, jogos e exercícios, aquecimento físico, aquecimento ideológico, aquecimento vocal e emocional, jogos de integração do elenco, exercícios de máscaras e rituais, quebra da repressão, exercícios gerais sem texto, ensaios de motivação com texto, sequencia de ensaos pique-pique, entre outros assuntos. Veja mais aqui e aqui.

FROM HELL – O filme suspense From Hell (Do Inferno, 2001), dirigido por Albert e Allen Hughes, conta a história do serial killer inglês Jack, o Estripador, baseado na história em quadrinhos homônima de Alan Moore, ocorrida pelos idos de 1888, durante o reinado de Vitória, quando um inspetor de polícia com poderes mediúnicos investiga crimes. Ele se torna obcecado em desvendar um caso, enquanto se envolve emocionalmente com a vítima. Nesta época Londres vive um horror sem precendentes, quando uma mulher e seu grupo de amigas, vivem sendo hostilizadas pelas gangues locais e são obrigadas a se prostituir para sobreviver. Até que uma delas é repentinamente sequestrada, com este acontecimento logo seguido pelo brutal assassinato de outra, desconfiando que tais acontecimentos sejam na verdade uma “caçada” às garotas de Whitechapel, o caso logo chama a atenção de um brilhante e perturbado inspetor de polícia que muitas vezes usa de seus poderes psíquicos para solucionar casos. Ele se envolve cada vez mais com o caso e aos poucos se apaixona perdidamente por uma das mulheres, mas quanto mais se aproxima da verdade mais Whitechapel fica perigosa para ele e suas companheiras. O destaque do filme fica por conta da atuação da atriz estadunidense Heather Graham. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
Todo dia é dia da atriz estadunidense Heather Graham.

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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
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HILDA HILST, HANNAH CRITCHLOW, DANIELLE STEEL & ONILDO ALMEIDA

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