sexta-feira, fevereiro 26, 2016

MURILLO LA GRECA & EU NASCI ENTRE UM RIO & UM SORRISO DE MULHER


EU NASCI ENTRE UM RIO E UM SORRISO DE MULHER – Foi Carma quem me deu o primeiro abraço na vida. E com um riso lindo. Minha mãe, coitada, vítima da minha buliçosa gestação, perdia a conta da gravidez: sete ou 10 meses? Quase endoida, avalie. Desentalei na horagá do rebento de um jeito da prestimosa parteira se atrapalhar. Foi que escapuli dali às pressas para tocar fogo no mundo e aprontar, quase me arrebentando no chão. Eis que Carma, providencialmente, me abraça brincando: - Eita, chegou o meu netinho lindo! O sorriso dela me acompanha desde então, porque é o amuleto que me faz um sujeito, de sorte. A paciência daquela que me pariu quase finda num enlouquecimento com minhas presepadas de garoto. Ela não arredava, cuidou de mim todo tempo. E eu um malcriado só queria aconchego com Carma reclamando aos prantos: - Carma, maínha não deixa. Maínha não deixa! Acometido por enfermidades zis por ser mal-ouvido que aproveitava cada mínima piscada de olho dela pras fugas e arteirices, com desobediência às prescrições médicas desde que fora vítima de um derrame nos olhos ainda no primeiro ano de vida, empanzinamento com iguarias condenáveis pelo fígado baqueado dos antibióticos, peraltices de cair do teto da casa numa pia repleta de cascos de garrafas, presepadas de virar armários quebrando todos os utensílios, pisoteios muitos que me levaram a ser tratado como os pés-da-doida por todas da vizinhança. Eu desfazia todas as ordens e na hora das lapadas corria para os braços de Carma que me alentava como ente endeusado. Ah, Carma, sempre no meu coração. Eu podia fazer de tudo, encher a rua de pernas, virar a cidade de cabeça pra baixo, pintar e bordar, chegasse na casa dela: um abraço apertado e um afeto inesquecível; - Esse o meu neto lindo! Quando dava, eu tomava café da manhã, almoçava, jantava, brincava com Marquinho e Marcelo no quintal, virava a noite nós três no último dos tantos quartos da casa – vez ou outra minhas comadres Sônia ou Deínha chegavam lá para repreender a gente que passava da conta nas maloqueragens altas horas da madrugada. O chulé dos três cuecas comia no centro! Um horror! As vítimas que o digam: todos da casa. E a gente ainda fumava trancado de quando abrir a porta sair o maior fumaceiro. Vixe! Bueiro da usina perdia! E Carma se ria. Fosse festa de aniversário, de São João, Natal, Ano Novo, eu lá: Carma sempre trazendo o meu prato farto com um sorriso largo. A hora que fosse, a porta era só no trinco e eu invadia a sala, ia pelo corredor passando pela sala de jantar e, na cozinha, lá estava Carma às gargalhadas com a minha chegada presepeira. E me trazia um lanche e me acarinhava e conversava comigo e se ria às alturas a cada despropósito que eu contava. Quando eu me ajeitava pra ir embora, tinha que dar aquele abraço afetuosamente apertado pra ela me beijar na testa e me abençoar pra meu juízo não virar a doidice que virei: - Vai com Deus, meu neto lindo! Ah, Carma, sempre no meu coração. E pra ela – Dona Carminha, como todos carinhosamente a chamam -, a avó do meu coração, deixo um versinho que fiz: O seu sorriso é a luz da minha vida. (Luiz Alberto Machado). Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.


Imagem: arte do pintor e professor Murillo La Greca (1899-1985)

Veja mais: Slavoj Zizek, Pier Paulo Pasolini, Martin Baró, Victor Hugo, Silvana Mangano, Altay Veloso, Agildo Ribeiro, Maria Creuza, Honoré Daumie & muito mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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quinta-feira, fevereiro 25, 2016

QUANDO O SONHO É UMA CANÇÃO DE AMOR


QUANDO O SONHO É UMA CANÇÃO DE AMOR - Imagem: Jeanne Samary in a Low Necked Dress, do artista plástico do Impressionismo francês, Pierre-Auguste Renoir (1841-1919) – Foi a paz do seu olhar fulgente que amparou a minha vida, como se ela, na janela, à minha espera, se tornasse toda a expressão do amor em sua plenitude. E foi nesse seu olhar cativante que me perdi de mim e mergulhei pros sonhos mais reais que nela encontrei como quem descobre o tesouro do que há de melhor no mundo e em mim. E nela os meus versos se fizeram ecos da paixão em cores, luzes, harmonia e na paisagem do prazer da vertigem de mil anos de querências atormentadoras do meu coração. E ela fez da minha triste existência o devaneio de todas as danças com seus alados pés a me embalar pelas ruas de Limoges, quando ela Diana caçadora, recusada no salão, era inteira e nua nos meus braços requerentes. E fez-se Lise Trèhot, como se estivéssemos ao ar livre em Argenteuil, a brincar nas nuvens que surgiam do chão pelos becos em que eu era acorrentado pela atração de seu ser, a incitar toda garra do guerreiro escondido num dançarino que não era e nunca foi. E me levou aos risos com sua luz fulgurante pelos passeios na vida cotidiana entre parisienses vestidas de argelianas, pelos espetáculos de rua ao camarote do meu coração apaixonado. E os gentis floristas e jardineiros de Montmartre nos ofertavam as flores e rosas para emoldurar o universo azul esverdeado de sua candura e o dourado único que aureolava sua carne endeusada. E ouvimos as meninas ao piano, o vimos o almoço dos remadores e nos envolvemos com as banhistas, quando o rio foi nossa cama e seu torso se esmaecia com clarão da lua e a minha pena empunhada aos pulsos para as pinceladas poéticas e pagãs no sol da Provença panteísta, a lhe restituir o endeusamento de sua pródiga emanação. E me deu o lirismo de suas formas de Ninfa e fez-se Vênus nas minhas quatro mil estrofes desfeitas que compuseram os meus quatro mil poemas disformes em versos livres, a cantar o seu ritmo, forma, alegria e a beleza do seu corpo de mulher. E na noite em que nada se espera além dos abraços nos beijos dados e envolvendo nossos corpos no parapeito da janela do tempo, irradiando as nossas mais profundas formas de amar, os transeuntes curiosos flagravam nossa intimidade para que a cidade fosse pacificada com o amor de nossa felicidade. E nos criamos amantes e recriamos a cena e o ambiente quando ela precisava de um disfarce para a sua tímida forma de se fazer inteira e entregue novamente. E se tornou a atriz Jeanne, a Samary que começou Dorine no Tartuffe de Molière, e meu deu o balanço modelado às minhas mãos sequiosas da delicadeza, a lavrar no ofício de decorador de porcelana, a sua feição macia de seda, o seu corpo de mar a se torcer, contorcer e iluminar a tudo como quem estivesse reaprendendo a amar. Ao meu toque ela se arrepiava como quem descobriu a fórmula do amor e me dava o paraíso ao nos beijarmos tanto e sempre, escondendo na nossa hinterlândia a expectativa da próxima surpresa. E ela me presenteou seus quereres com a avidez de ontem e não havia como medir o impacto de sua sedução, nem eu queria saber de nada a não ser dela com sua altaneira forma de sorrir e se dar, e deixei que ela invadisse meus meandros de alma penada e me redescobrisse outro no élan de todo contentamento fortificante e apaziguador de sua mão salvadora. E sua nudez me levou até Cagnes para desfrutarmos dos alpes marítimos todo ápice do prazer. E quando o dia amanheceu, ela era o Sol sorrindo a vida que jamais tivera. (Luiz Alberto Machado). Veja mais aqui & aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
 Imagem: a arte do artista plástico do Impressionismo francês, Pierre-Auguste Renoir (1841-1919). Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

E veja mais Renoir, George Harrison, Murilo Mendes, António Damásio, Bigas Luna, Benedetto Croce, Joyce Cavalccante, Mathilda May & Crônica de amor por ela aqui. 


quarta-feira, fevereiro 24, 2016

SOLFEJO DE UMA ÁRIA AMANHECIDA



SOLFEJO DE UMA ÁRIA AMANHECIDA (Imagem: Invocation, do pintor e escultor alemão Max Klinger (1857-1920) - À minha volta a sua presença era mais que o dia com todo o seu fulgor: era a celebração infindável das entregas ilimitadas. E não atinei de nada porque de tudo me fora dado pela graça vibrante de sua voz encantadora, sussurrando ao meu ouvido as canções desabrochadas para fecundação do imponderável ao meu redor. À medida que ela mais se achegava, eu sentia a palpitação de sua carne liberta como o vento no frescor da brisa apagando o silêncio e todas as palavras vãs, enquanto as horas minguavam suplicante da eternidade, para inquietação do meu ser na sua dança pelas paisagens dos sonhos que teimavam sobre a vigília na espessura da insônia. E quando anoiteceu não estremeci na escuridão, porque dela efluía mais que um farol a me guiar pelas correntes seguras da imensidão noturna. E me era dado ali todos os mapas estelares com todos os tesouros mais valorosos da galáxia, porque a tinha ali, sempre dádiva dos manjares divinais do universo. E foi pra ela que eu me fiz fiel devotado com todas as orações sacras e profanas, e para endeusá-la acima do panteão de todas as deidades. E me tornei seguidor de todos os seus gestos e expressões, porque dela emanava a resplandecência de toda verdade revelada e de todos os mistérios secretos de as todas eclosões iniciáticas e esotéricas. E foi nela que descobri a semente de todas as coisas germinando raízes poderosas para desabrochar o segredo da existência, a procedência de todos os seres, a ubiquidade de tudo e a presciência de todos os destinos. Foi nela que eu vi a minha face feliz e não era um mero espelho a refletir a minha efígie estampada: era a unificação da minha alma à sua e a toda manifestação vital e anímica da qual jamais me dera conta na minha mais irresoluta alucinação. E me vi solto de todas as amarras do tempo e do espaço, e toquei seu corpo como quem dedilha uma harpa divinal a emanar todas as ondas etéreas de cores e luzes. E beijei seus lábios como quem fosse contemplado com a sonoridade da flauta de todos os tons envolventes da música das esferas. E abracei sua alma como quem toma posse de todas as maviosas músicas de amor e paixão, para embalar nossas noites e dias e termos o prazer da vida no solfejo de uma ária amanhecida. (Luiz Alberto Machado). Veja mais aqui & aqui.


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A arte do advogado, escritor, crítico literário, jornalista, dramaturgo, diretor, teatrólogo e tradutor Hermilo Borba Filho (1917-2017) aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.


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 Lygia Fagundes Teles & Pomba enamorada ou uma história de amor aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
 Imagem: Finis, do pintor e escultor alemão Max Klinger (1857-1920)
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O ALVO DO PÓDICE (Imagem: Auto-abrazo, by Omar Ortiz) – A tua nudez esurina da vida afia as errâncias a rutilar como esmeralda cobiçada ao alcance da mão. E linda nua vens impune à flor das águas da volúpia, com o torvelinho de todos os encantos, com os olhos de todas as querências, com a boca de todos os desejos, com o rosto enrubescido de todos os ardores da paixão. E nua linda pose essa mais safada do teu olhar manhoso que recende o aroma exaltado de fêmea no vício desesperada, indômita e jacente a lamber os lábios da cor de romã, despertando a luxúria e motins nos meus beijos sedentos que invadem querelantes por todos os poderes sobre a tua posse. Nua e linda, propositalmente sedutora ao me virar às costas, oferecendo a nuca com desleixe e te deixando render de bruços ao meu afago carinhoso. E roço tua pele com a minha língua teimosa de prazer. E preencho teus recantos com a minha gula faminta de sempre. E percorro tua assimetria como quem tomado pela loucura que ambiciona todos os teus tesouros. Vou adiante e nua e linda erradica a minha timidez a levar-me pelas fagulhas douradas da bola de fogo dos teus janeiros, onde eu inundo com esmero de carícias todos os teus desvãos e exploro com braçadas longas de afago todo o contorno de tua corcova azeitada. Nua e linda, solícita e emborcada, és o alvo para o êmbulo intumescido rondando na garupa e abrasado de pelejar nos requebros ofegantes de tuas montanhas carnudas. És inteiramente grácil entre gemidos e delícias a me deixar invadir o teu claustro globuloso, a me deliciar no sesso profuso dardejando firme na tua meiguice espalmada. E escalo os íngremes aclives de tua popa generosa. E atiço tuas fantasias mais iminentes. E me esgueiro na furiosa tempestade da tua entrega para que eu possa saborear da vertigem das alturas, explodindo genioso até repousar sossegado no maciço gracioso de tua carne imantada em decúbito ventral. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui e aqui.

 Imagem: Nude, do artista plástico húgaro Emerico Imre Toth. Veja mais aqui.


Curtindo o álbum Sonaten for violine & klavier (Genuin, 2006), especialmente a Sonate f.Violine & Klavier n.2 op.36, do compositor, pianista, professor e maestro italiano Ferruccio Busoni (1866-1924), na interpretação da violinista Gertrud Schilde & klavier Klaus Schilde. Veja mais aqui.

PENSAMENTO DO DIA – Na temerança do Fecamepa, das duas, uma: ou eu sou um bicho burro da porra, ou se tivesse Justiça pra valer nem o vice, muito menos seus ministros podiam ter tomado posse. Isso é ou não golpe: A buen entendedor, breve hablador. A propósito: a expressão a bom entendedor, meia palavra basta ficou imortalizada no capítulo XXXVII do Dom Quixote de La Mancha, de Cervantes, e na comédia La Celestina de Fernando Rojas. Veja mais aqui e aqui.

AS MULHERES E A VIDA CONTEMPORÂNEA – No artigo As Mulheres e a Vida Contemporânea (Cult, agosto/2013), da filósofa, escritora, professora universitária e artista plástica gaúcha Marcia Tiburi, destaco os trechos: [...] Um outro lado da questão que começa a surgir no campo do feminismo irônico que é, ao mesmo tempo, orgânico. Quando as mulheres falam em seu próprio trabalho não esperam apenas pagar contas e fazer sucesso segundo os padrões do capital, mas esperam estar se realizando como seres que são capazes de mudar o seu próprio mundo e o mundo ao seu redor. Tantas artistas, ativistas, empreendedoras sociais existem em nosso tempo que vemos a criatividade como uma marca feminina no campo do trabalho. Se há alguma diferença no modo de pensar das mulheres que em nossa época surgem em busca de direitos, creio que seja esta. As mulheres querem “ser” algo muito diferente do que os homens foram. Tendo a apostar que a cultura cooperativa e colaborativa tem a ver com esse desejo que nasceu no projeto feminista há 200 anos na forma de luta pelos direitos da “humanidade” como um todo. Humanidade na qual devem estar inclusas todas as pessoas independente de características biológicas ou fenótipos, independentemente de suas escolhas e destinos, inclusive as escolhas e experiências sexuais que hoje em dia vão para além do binômio “mulher” e “homem” e põem em cena a expressão de singularidades diversas. [...] A nossa personagem é uma moça que é do seu tempo por que quer ter seu próprio tempo. A meu ver essa é a característica comum das mulheres contemporâneas. Há ainda muitas mulheres que se submetem ao patriarcado, que tentam agradar não apenas aos homens, mas a toda a moral masculinista, que sonham com um casamento ideal e a maternidade como se este fosse um objetivo de vida.  Mas muitas outras já desconstruíram esse paradigma e defendem a liberdade de cada uma a partir da defesa da liberdade pessoal.  Por isso, vemos tantas mulheres que ainda querem casar, ter filhos, etc. e outras tantas que não desejam fazer nada disso. Muitas mulheres hoje adoram crianças sem terem se casado, outras tantas casam e optam por não ter filhos. Outras tantas descobrem na homossexualidade uma vida mais feliz. Todas elas rompem com o padrão de subjugação que sempre fez tantas mulheres infelizes. Isso significa que encontram a liberdade que não pode ser realizada por ninguém, senão por elas mesmas. Isso significa ser uma mulher contemporânea: ser dona do seu próprio tempo respeitando o tempo de cada uma, respeitando primeiramente a si mesma. Veja mais aqui.



O CÉREBRO NA ESCOLA – O livro O cérebro vai para a escola e o coração vai junto – relato de experiências (Wak, 2014), da professora, pedagoga e psicopedagoga Rosita Edler Carvalho, trata sobre as experiências da autora como educadora usando o cérebro e o coração, as contribuições das Neurociências Cognitivas para aprimorar o processo ensino-aprendizagem, novas estratégias de ensino-aprendizagem, importantes processos cognitivos, os fenômenos da atenção, da memória, da linguagem, níveis de estruturação da linguagem, origem e aquisição da linguagem, linguagem e pensamento, o sistema límbico, a pedagogia da afetividade, entre outros assuntos. Veja mais aqui.

HOMO VIDENS – A obra Homo videns: televisão e pós-pensamento (Edusc, 2001), do cientista político italiano Giovanni Sartori, aborda temas como o incentivo da violência pela televisão e sua pouca e mal informação, discutindo papel dessa mídia na mudança da natureza do ser humano e a mudança do seu comportamento com o progresso tecnológico com a utilização dos meios de comunicação de massa com maior audiência: O vídeo está transformando o homem sapiens produzido pela cultura escrita em um homo videns no qual a palavra vem sendo destronada pela imagem. Para o autor, a televisão está transformando os humanos, por exemplo, atualmente as crianças aprendem a assisti-la antes mesmo de aprenderem a ler e escrever. Em cada um dos três capítulos ele aborda questões acerca da imagem (ver sem entender), da videopolítica (poder político da televisão) e a democracia. Veja mais aqui.

O ESTADO JARDIM – O livro O estado jardim (Rocco, 2001), do escritor estadunidense Rick Moody, conta a história que se passa no subúrbio industrial de Nova Jersei nos anos 1980, quando um grupo de jovens entre 18 e 25 anos enfrenta a perda das ilusões da adolescência e da vida real pelo subemprego, drogas e álcool. Do livro destaco o trecho: [...] Foi passando pelo distribuidor de cerveja, pelos trilhos de carga, pelo multiplex de dez cinemas, e quando chegou ao lugar onde acorrentara a motoneta, nada restava além de molas soltas e elos de corrente espalhados pela calçada feito vísceras, na calçada rachada. Ali as linhas de tensão, nas rachaduras, um capim amarelado brotava em tufos diminutos e ferozes. Veja mais aqui.

TRAÇO & LINHA – Entre os poemas da professora paraense especialista em psicopedagogia Ádila J. P. Cabral – Cabral Poesias, destaco o seu poema Traço e linha: Eu nasci com milhões / De entrelinhas / Finas linhas / Mal traçadas / Não sei ler. / Eu nasci com milhões / De entre laços / Traço traços / Traço formas / Pra viver. / Traçaria entre laços / Nessas linhas / Linhas turvas / Linhas tortas / Vou romper. / Desalinho mal traçados / Sigo traços / Entre abraços / Descontínuo / Meu sofrer. Também o seu poema Asa: Hoje eu quero me despir / De o frágil ser humano. / Fazer do sonho asa e voar / Subir, chegar aos céus. / Cansei-me do chão / E dos dias iguais. / Hoje eu quero me despir / De tudo que me faz cativo / E me vestir / De liberdade. Veja mais aqui.

EU FALO O QUE ELAS QUEREM OUVIR – A peça teatral Eu falo o que elas querem ouvir, do escritor, dramaturgo e jornalista Mário Prata, trata sobre um deputado que sequestra um diretor teatral para obriga-lo a ensaiar um parente no papel de louco e assim escapar da condenação por estupro, o que prejudicaria o politico, contando com a participação de uma prostituta na tramoia. Veja mais aqui.

SUNSHINE – O filme Sunshine (o Despertar de um Século, 1999), escritor e produzido pelo cineasta húngaro István Szabó, conta a história de três gerações de uma família judia, do antigo Imperio Austro-Húngaro, no começo do século XX até o período revolucionário de 1956, cujo protagonista central carrega as semelhanças passadas de pai para filho. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
Todo dia é dia da premiada atriz e modelo britânica Rachel Weisz.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá
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TODO DIA É DIA DA MULHER
Imagem: arte de Luciah Lopez
Veja as homenageadas aqui.

GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS

  Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula dos embeiçados desavindos... ...