Mostrando postagens com marcador Sedução.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sedução.. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

HERMILO, AUGUSTO BOAL, CUSSY DE ALMEIDA, JOSHUA REYNOLDS & GINOFAGIA

CENTENÁRIO DE HERMILO – A porteira do mundo foi aberta e eu escapuli na horAgá pra poder ser gente na vida, o que nunca fui, porque me perdi nos sonhos de felicidade das vidas cruzadas nos sobrados e mocambos, onde outrora podia ter sido senhor de engenho dos mais abastados e mandão. Qual não, menino traquino da beira do rio Una, só sabia de João sem terra que mendigava entre a moscas por não poder namorar a donzela Joana, o pai dela não permitia, faça isso não. Então, quando rapaz fui galante cavalo da noite pelas pernas daquela moça bonita que eu via toda vez que descia do Alto do Lenhador, pela Esconde Negro, e já nem sabia das horas com os ventos levantando as saias pra mostrar o viço dentro da calcinha das meninas do sobrado, ô coisa linda de se vê os peitinhos duros no estufado das blusas molhadas pelas águas de Pirangi, umbigos de fora e alvoroços de pernas bulindo o juízo, com o perfume de moças boas pra namorar depois do Riacho dos Cachorros. Isso é que é bão! Fiz de tudo pra ser um bom samaritano com três cavalheiros a rigor na empreitada, tentando fazer bonito pra chamar atenção das moçoilas do lugar, até que folgado remava na barca de ouro pelas correntezas, aproveitar o bumba-meu-boi na festa domingueira, e me sair entre os bailarinos, bate-coxa no maior rastapé com mulheres jeitosas ou perdidas que faziam valer a pena viver. E de antemão, tudo eu fazia pra chamar atenção de Electra no circo, imitando mamulengo com a história de um Tatuetê, ou fazendo a vez do diálogo do encenador nas reflexões sôbre a mise-em-scène ou glosando mote no teatro da arte do povo do Nordeste com seus espetáculos populares no sacudido do frevo, maracatu ou baião, ô cabra enrolão, cabriola fazendo o círculo encantado do gráfico amador, só pra fisgar simpatia de moça sonsa, maior distinção, daquelas que no repente não tiram o olho do chão, e na hora do desafio das intimidades esquentam a chaleira de virar trepadeira mais sem-vergonha. Segura o cambão! Pra quem foi um cavalheiro da segunda decadência, cair de terceira no terreiro era a maior das regalias, maior promissão. Enquanto mandava ver na folga, do outro lado avisavam que o general está pintando o sete pra golpear o presidente da república com seus parentes da ocasião, e o cabo fanfarrão alcaguetando minhas insolências com as filhas, dele só querer me pegar pelos possuídos só pra capar e eu, sabido de besta, sete dias a cavalo entre os caminhos da solidão e a margem das lembranças. Seguro o bordão! Os grunhidos e risadas das meninas nuas na hora da cavalgada delas, qual éguas no cio que se derretiam, como se eu fosse garanhão safado com a tabica da macheza pronta pra dizimá-las na agonia dum gozo pra lá de sem fim, ah isso não me saía da imaginação. Ô meninas danadas! Quanto mais longe ia, mais o bafo da desgraça via. Que danação! Subia morro de quilombo, descia matas e canaviais, até ao meio dia o Sol das almas no vento do mundo me mostrar os ambulantes de Deus no pasto. Ô precisão, a vida que é minha, é do meu irmão. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

 Curtindo os álbuns Aboio (Continental, 1975), da Orquestra Armorial, e Raízes brasileiras (2004), do Grupo Orange, sob a regência do compositor, violinista e regente Cussy de Almeida (1936-2010). Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
A arte do advogado, escritor, crítico literário, jornalista, dramaturgo, diretor, teatrólogo e tradutor Hermilo Borba Filho (1917-2017) aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

E mais:
Lygia Fagundes Teles & Pomba enamorada ou uma história de amor aqui.
A poesia de D. H. Lawrence & Milene Possas Sarquissiano aqui.
A poesia de Pablo Neruda, a Música de Jane Monheit & a fotografia de Colette Standish aqui.
A poesia de Raymond Radiguet, a pintura de Thereza Toscano & Para sempe Lilya aqui.
Encruzilhadas aqui.
Arthur Schopenhauer, Johann Nikolaus Forkel, José Cândido de Carvalho, Victor Brecheret, Luís Buñuel, Iremar Marinho & Bestiário Alagoano aqui.
Karl Theodor Jaspers, Pablo Picasso, Georg Friedrich Händel, Fernanda Seno, Eva Green & Demi Moore, Tom Wesselmann & Soninha Porto aqui.
Os crimes contra a administração pública aqui.
Homofobia, sexualidade, bissexualidade & educação para as diferenças aqui.
A mulher assíria-babilônia & outras tiradas, sacadas & outros tataritaritatás aqui.
Interpretação dos sonhos de Freud, Psicopatologia, Semiologia & Comunicação Linguística aqui.
De todo jeito é bom & Programa Tataritaritatá aqui.
Diário de um sedutor de Kierkegaar & Se não chover aqui.
Os cânticos de Salomão, Anna Akhmatova, a música de Carl Reinecke & Elza Soares, Chico Buarque & as chicólatras, Fecamepa & Naldinho Freire aqui.
Ernesto Sábato, Nelson Rodrigues, Antonio Cândido, Betty Lago, OVNI, A chegada dela no prazer da tarde & Programa Tataritaritatá aqui.
Mahatma Gandhi, George Orwell, Maurren Magg & Rick Wakeman aqui.
Autran Dourado, Thomas Mann, Gilberto Gil, Luiza Possi & Célia Demézio aqui.
Guimarães Rosa, Milton Nascimento & Caetano Veloso, Isabelle Adjani, Zezé Motta, Rejane Souza, Rafael Nolli & Sóstenes Lima aqui.
Luigi Pirandello, Jean-Jacques Rousseau, Pat Metheny, Mel Brooks, Peter Paul Rubens & Maurice Quentin de La Tour aqui.
Antoine de Saint-Exupéry, Paul Klee, Aarre Merikanto, Colin Hay, Clóvis Graciano & Cris Braun aqui.
Emily Brontë, John Gay, Fryderyk Chopin, Yngwie Malmsteen, Floriano Martins, Maria Luisa Persson & Julia Crystal aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

DESTAQUE: A QUEDA DAS ATRIZES
[...] Um dia em São Paulo, um empresário conseguiu reunir num mesmo elenco as duas vedetas mais em voga na época. Custou-lhe muito trabalho, porque teve de enfrentar árduas reuniões sobre remunerações, cartazes, publicidade, etc.,: as duas queriam tirar o melhor partido possível da publicidade. Durante todo o espetáculo havia uma única cena em que as duas atrizes, sozinhas no palco, se enfrentavam. Por isso não havia grande problema: quando uma estava em cena, os outros atores retiravam-se prudentemente para a periferia e as damas ficavam no centro do palco e na sua parte alta, mais distante do público. No dia da estreia, a disputa pelos favores do público foi dura e intensa. O espetáculo progredia prevendo-se um honroso empate para ambas, quando começou a famosa cena, um longo diálogo entre as vedetas. Tudo era muito bonito no cenário, que representava um enorme salão de baile, tendo ao fundo uma grande janela aberta sobre uma maravilhosa noite cheia de estrelas. A cena começou e o público conteve a respiração: pela primeira vez na história do teatro paulista as duas maiores damas, as mais ilustres, trajadas com vestidos mais dernier cri europeu e com as joias mais sul-africanas, pisavam o mesmo palco. Ao princípio, tal como nas lutas de boxe, as duas contendoras analisaram-se durante as primeiras trocas de palavras. Depois começou uma árdua luta pelo centro da cena, as duas aproximando-se perigosamente uma da outra (até sentirem reciprocamente as respectivas respirações), cada uma procurando forçar a outra a abandonar a área “teatral” do palco. Depois, quando uma delas conseguiu afirmar-se no centro, a outra, muito esperta, começou a recuar, colocando-se quase de costas para a primeira; esta viu-se então forçada a torcer o seu delicado e sensível pescoço para poder dialogar. Ambas se agarraram à mesma tática. Em cada troca de palavras, a vedeta que falava recuava algunas passos, colocando-se mais atrás e submetendo a adversária a uma posição incômoda. O diálogo progredia, progredindo a luta: uma troca de palavras dois passos atrás, outra frase e era a outra que recuava, novo diálogo e novos passos, mais poesia e mais passos atrás, tudo isto no cenário belamente iluminado, com a sua formosa janela que mostrava uma linda noite cheia de estrelas mas que tinha o parapeito baixo demais: na sua ânsia de recuar e conquistar o centro do palco, as duas damas caíram de costas, precipitando-se na bela noite...[...].
Trecho extraído da obra 200 exercícios e jogos para o ator e o não-ator com vontade de dizer algo através do teatro (Civilização Brasileira, 1983),
do dramaturgo e ensaísta Augusto Boal (1931-2009). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor britânico Joshua Reynolds (1723-1792).
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra no Dia da Sedução
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.
 

terça-feira, fevereiro 23, 2016

BORGES, GALEANO, RUSHEN, RUDNER, ÉRICO VERÍSSIMO, D.H. LAWRENCE & LITERÓTICA

 


QUANDO ELA DEUSA-RAINHA & SE FAZ SÚDITA DA NOITE... – Ela emerge ignota com toda pompa celestial de deusa radiante, a ensolarar as trevas com as trombetas de sua fulgurante sedução e a levitar pronta para os júbilos de sua glória divina. Aterrissa magnânima rainha com a reverência de sua deificação exclusiva, ao súdito compungido pela comunhão de seu majestoso poderio. Desce os degraus do seu trono e a mim se encaminha como se reconhecesse meus méritos de fiel escudeiro, a lançar suas mãos sobre meus ombros, contemplado pela cerimônia apologética. Ela dispensa a coroa e todas as vestes suntuosas, exibindo-se apenas com transparente e íntima oferta das vestes reveladoras de sua nudez soberana. Faz-me ficar de pé e recebo a comenda do seu beijo afetuoso em meus lábios, para em seguida ajoelhar-se diante de mim, súdita voluntária, a fixar seu olhar como se depusesse sobre meu sexo enrijecido, a elegê-lo pro panteão de sua deidade. Fixada no meu membro que se dilatava estirando-se à sua emanação, tornou-se ali mesmo fiel monja discípula, súdita destronada a se entregar às minhas carícias e a deificar meu falo alisando-o apaixonadamente terna, como se cuidasse de bem preciosíssimo. Tomou- -o entre as mãos a apalpá-lo meticulosa, a mimá-lo com seus afagos, a beijá-lo com fervor meigo de sua boca divinamente lemniscata, a exibir sua língua às lambidas mais altissonantes. Ela fraquejava vulnerável prostrada a possuir meu sexo como se fosse o seu Deus-Todo-Poderoso e, ao se render às minhas carícias e virilidade, deitou-se puxando-me pelo pênis, ajeitando-se desamparada para que a envolvesse entre as pernas e, indefesa ofertada, dela usufruí como se fosse o seu dono e fez-se serva dolente e servil para que a despojasse por inteiro e nela pude ser contemplado com o ápice de todos os prazeres da carne e da alma. Veja mais abaixo & mais aqui.


 

DITOS & DESDITOS

A música é realmente uma coisa espiritual — uma conexão entre seu eu interior e a projeção disso em público...

Pensamento da pianista, cantora e compositora estadunidense Patrice Rushen.

 

ALGUÉM FALOU

Quando eu era criança, eu tinha dois amigos imaginários que só brincavam um com o outro...

Pensamento da escritora e comediante estadunidense Rita Rudner. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

SALAMANDRA DE BORGES – [...] um pequeno dragão que vive no fogo [...] um animal alado e quadrúpede, a Pyrausta, que habita as fornalhas das fundições de Chipre; se ela emerge no ar e voa por uma curta distância, cai morta. O mito posterior da salamandra incorporou o desse animal esquecido. [...] Os poetas também recorrem à salamandra e à fênix como recurso retórico. Assim, Quevedo, nos sonetos do quarto livro do Parnaso espanhol, que "canta feitos de amor e beleza" [...] Benvenuto Cellini relata que, aos cinco anos de idade, viu um pequeno animal, semelhante a um lagarto, brincando no fogo. Contou ao pai. O pai lhe disse que o animal era uma salamandra e lhe deu uma surra, para que aquela visão maravilhosa, tão raramente permitida aos homens, ficasse gravada em sua memória. [...]. Trechos extraídos da obra O livro dos seres imaginários (Globo, 1981), do escritor argentino Jorge Luís Borges (1899-1986). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

O TEMPO & O VENTO - [...] Era uma noite fria de lua cheia. As estrelas cintilavam sobre a cidade de Santa Fé, que de tão quieta e deserta parecia um cemitério abandonado. Era tanto o silêncio e tão leve o ar, que se alguém aguçasse o ouvido talvez pudesse até escutar o sereno na solidão. [...] Não importa quantas vezes você caiu, a vida sempre te entrega outra manhã. E é nela que mora a oportunidade de mudar tudo. [...] O melhor seria morrer num baile, com as ideias ainda claras, cair de repente sem vida no meio duma tirana ou duma chimarrita, como uma vela nova de chama brilhante que o minuano apaga com um sopro, e não como um coto que se queima até o fim, numa agonia triste. [...]. Trechos extraídos do romance O continente (Globo, 1987), da trilogia O tempo e o Vento do escritor Érico Veríssimo (1905-1975). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

DULCÍDIO: HISTÓRIA DO LAGARTO QUE TINHA O COSTUME DE JANTAR SUAS MULHERES - [...] aquele dono de tudo não tinha herdeiro. Sua mulher rezava todos os dias mil orações, suplicando a graça de um filho, e todas as noites acendia mil velas. Deus estava cansado dos rogos daquela chata, que pedia o que Ele não tinha querido dar. E finalmente, para não ter de continuar escutando, ou por divina misericórdia, fez o milagre. E chegou a alegria do lar. O menino tinha cara de gente e corpo de lagarto. Com o tempo o menino falou, mas caminhava se arrastando sobre a barriga. Os melhores professores de Ayacucho ensinaram o menino a ler, mas seus dedos feito garras não conseguiam escrever. Aos dezoito anos, pediu mulher. Seu opulento pai conseguiu uma para ele; e com grande pompa foi celebrado o casamento, na casa do padre. Na primeira noite, o lagarto lançou-se sobre sua esposa e devorou-a. Quando o sol despontou, no leito nupcial havia apenas um viúvo dormindo, rodeado de ossinhos [...] Com a barriga acariciada pela água do rio, Dulcídio dorme a sesta. Quando abre um olho, vê a mulher. Ela está lendo. Ele nunca havia visto, na vida, uma mulher de óculos. [...] Mas quando vira a cabeça, ela não está mais ali. Arrastando-se a toda através dos juncos, procura por tudo que é canto. Nada. No domingo seguinte, ela não vai à margem do rio. E nem no outro, nem no outro. Desde que a viu, a vê. E não vê mais nada. [...] Na tarde de um domingo, Dulcídio tem um palpite. Levanta-se a duras penas e, do jeito que consegue, se arrasta até a margem do rio. E lá está ela. Banhado em lágrimas, Dulcídio declara seu amor à menina desdenhosa e esquiva, confessa que de sede estou morrendo pelo teu mel, sozinho no caminho desse mundo cruel, te esperando, te lembrando, água da minha mágoa: – Te ofereço meu anel. E chega o casamento. Todo mundo agradecido, porque fazia tempo que a aldeia não tinha festa, e ali Dulcídio é o único que se casa. [...]. Trechos extraídos da obra As palavras andantes (L&PM, 1994), do escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 


DIÁVOLA – No dia da sedução nada mais justo que trazer um dos poemas da jornalista e poeta gaúcha Milene Possas Sarquissiano, oriundo do seu belíssimo blog Blog da Moura - Cio & Cia. Entre os seus poemas destaco Diávola: uma mulher vestida / mostra o melhor dela / enquanto não se revela / é uma viagem só de ida / avenida de mão única / congestionando olhares / é um cachaçal de loucura / tonteando veias / destilando alucinada / todo etílico veneno / que nela existe / uma mulher vestida / bole com o imaginário / do capeta e do vigário / leva uns pro paraíso / e outros pro purgatório. Veja mais dela aqui, aqui e aqui.

DOIS POEMAS ERÓTICOS DE D. H. LAWRENCE

INDECÊNCIA PODE SER SAUDÁVEL

A indecência pode ser normal,
saudável;
na verdade, um pouco de indecência
é necessário em toda vida
para a manter normal, saudável.
.
E um pouco de putaria pode ser
normal, saudável.
Na verdade, um pouco de putaria é
necessário em toda vida
para a manter normal, saudável.
Mesmo a sodomia pode ser
normal,saudável,
desde que haja troca de sentimento
verdadeiro.
.
Mas se alguma delas for para o
cérebro, aí se torna perniciosa;
a indecência no cérebro se torna
obscena, viciosa,
a putaria no cérebro se torna
sifilítica
a a sodomia no cérebro se torna
uma missão,
tudo, vício, missão, insanamente
mórbido.
.
Do mesmo modo, a castidade na
hora própria é normal e bonita.
Mas a castidade no cérebro é vício,
perversão.
E a rígida supressão de toda e
qualquer indecência, putaria e
relações assim
leva direto a furiosa insanidade.
E a quinta geração de puritanos, se
não for obscenamente depravada,
é idiota. Por isso, você tem de
escolher.

TOQUE

Desde que nos tornamos tão cerebrais
não suportamos tocar ou sermos tocados.
Desde que somos tão cerebrais
estamos humanamente fora de contato.
E assim temos que continuar.
Pois se, intelectualmente, nos forçarmos ao toque,
ao contato
físico e carnal,
nós nos violamos,
ficamos depravados.

D. H. LAWRENCE – O escritor e poeta ingles David Herbet Lawrence (1885-1930), é autor de uma obra aborda temas considerados controversos no início do século XX, como a sexualidade e as relações humanas por vezes com características destrutivas e estende-se a praticamente todos os géneros literários, tendo publicado novelas, contos, poemas, peças de teatro, livros de viagens, traduções, livros sobre arte, crítica literária e cartas pessoais. O seu livro "O Amante de Lady Chatterley" foi proibido na época e passou a circular clandestinamente. "O Arco Íris" foi considerado obsceno. E "Mulheres Apaixonadas" foi recusado pelos editores de Londres, só foi publicado cinco anos depois em Nova Iorque. Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.


Veja mais sobre:
O viúvo do padre aqui.

E mais:
Max Weber & Norah Jones aqui.
John Keats & Bárbara Lia aqui.
Mario Quintana, Wang Tu, Tácita, Eduardo Souto Neto, Carlito Lima, Mike Leight & Vera Drake, Suzan Kaminga & Ansel Adams aqui.
Humanismo e a Educação Humanista aqui.
Yoram Kaniuk, Thelonious Monk, Robert E. Daniels, Eugene de Blaas, Meir Zarchi,, Luciana Vendramini, Camille Keaton, Tono Stano, Eliane Auer, Prefeituras do Brasil, Juizados Especiais & Responsabilidade civil das instituições bancárias aqui.
Crepúsculo dos Ídolos de Nietzsche & Projeto Tataritaritatá aqui.
Dicionário Tataritaritatá aqui.
O mal-estar na civilização de Freud & Coisas de antonte e dantanho aqui.
Nomes-do-pai de Lacan & BBB & Outras tacadas no toitiço do momento aqui.
A ilusão da alma de Eduardo Giannetti & A poesia veio dos deuses aqui.
Troço bulindo nas catracas do quengo, Fernando Fiorese & Abel Fraga aqui.
O mistério da consciência de Antonio Damásio &Nó na Garganta de Eduardo Proffa & Jan Claudio aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.


TODO DIA É DIA DA MULHER
Imagem: arte de Luciah Lopez
Veja as homenageadas aqui.


MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...