sábado, agosto 27, 2016

FRIDA KAHLO, ROMAIN ROLLAND, SEBASTIÃO SALGADO, BACH, HEGEL, JANINE JANSEN, SAIKI, PADWORNY & GENESIO CAVALCANTI


A FOME E A LARANJEIRA - Faminto, estrada afora. Nem a saliva rebuscada na língua, lazarado até os ossos, doendo na alma, lívido até nas vísceras. Trôpego, famélico, diviso uma laranjeira: sedenta boca e removo a casca, espremo e o sumo ácido farto lava a garganta seca, festa pro estômago, saciedade provisória. Sorvo e ressorvo, sina de esfaimado: o prazer de haurir a vida ali, gratuita, solidária. Na avidez caroço engasga, forço ânsia de removê-lo, agonia dos náufragos, debater dos moribundos, estertor dos sucumbentes. Tusso e teimo em tossir e num esforço expectorante do âmago o algoz salta em minha mão. Desentalado, refrigério instantâneo, ojeriza furiosa da pevide. Fito aquela minúscula ameaça, capaz de matar, coisa abominável de jogá-la violentamente longe com a fúria de todas as vítimas. Nada mais, segui minha caminhada no ermo de mim mesmo. A cabeça mistura ideias nos passos do caminho, reviram sentimentos e emoções. Logo me vejo grão perdido na areia, gérmen na aridez: solitário ser no oco do mundo, abandonado. Eu me refaço no que sou e me cubro fuçando a Terra. Revolvo suas entranhas, cresço-me reprimido rasgando a pressão de sua movediça digestão, para encontrar seus minúsculos sulcos aos tentáculos que me vingam raiz ampliando-se para emergir flor na sua superfície. Sou-me talo ao Sol e floresço com a feição de caule que cresce vertical por galhos que frutificam e findo filho da laranjeira frondosa na orla de uma vereda perdida na vida. Por isso escrevo. A árvore além de tudo embeleza a vida, sombra pros deserdados, oxigênio pra viver e fruto pra chupar, matar a fome. Ela não sabe nem de si, faz por fazer: cumpre sua missão. Eu apenas vivo isso e disso. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui. 

 Curtindo o álbum Bach Concertos (Decca Records, 2013), reunindo obras do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), na interpretação da virtuosa e belíssima violinista e violista holandesa Janine Jansen. Veja mais aqui e aqui.

PESQUISA: A INJUSTIÇA 
[...] No contrato, o direito em si está como algo de suposto, e a sua universalidade intrínseca aparece como o que é comum à vontade arbitrária e à vontade particular. Esta fenomenalidade do direito - em que ele mesmo e a sua existência empírica essencial, a vontade particular, coincidem imediatamente - torna-se evidente como tal quando, na injustiça, adquire a forma de oposição entre o direito em si e a vontade particular, tornando-se então um direito particular. Mas a verdade desta aparência é o seu caráter negativo, e o direito, negando esta negação, restabelece-se e, utilizando este processo de mediação, regressando a si a partir da sua negação, acaba por determinar-se como real e válido aí mesmo onde começara por ser em si e imediato. Ao tornar-se particular, o direito é diversidade infinita que se opõe à universalidade e à simplicidade do seu conceito: é a forma da aparência. E tal pode ser ele imediatamente, em si, ou afirmado como tal pelo sujeito, ou, ainda, como puramente negativo. A cada um destes casos corresponde o dano involuntário ou civil, a impostura e o crime.
Trecho extraído da obra Princípios da filosofia do direito (Martins Fontes, 1997), do filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831). Veja mais aqui e aqui.

LEITURA 
Companheiros trabalhadores Espírito espalhados por todo o mundo, separadas por cinco anos pelos exércitos, censura e o ódio das nações em guerra, enviamos-lhe, neste momento em que as barreiras caem e fronteiras reabrir um apelo para reformar a nossa união fraterna - mas uma nova unidade, mais forte e mais segura do que existia antes. A guerra tem jogado confusão em nossas fileiras. A maioria dos intelectuais coloca sua ciência, sua arte, sua razão a serviço de governos. Não quero acusar ninguém, apresentar as suas reclamações. Sabemos que a fraqueza das almas individuais e a força elemental de grandes correntes coletivas: eles têm varrido estes, por um momento, porque nada tinha sido esperado para resistir. Essa experiência, pelo menos, serve-nos para o futuro! E em primeiro lugar, ver os desastres que levaram a abdicação quase completa de inteligência do mundo e sua escravização voluntária às forças desencadeadas. Pensadores, os artistas têm adicionado ao flagelo minar a Europa na carne e no espírito quantidade incalculável de ódio venenoso; eles procuraram no arsenal do seu conhecimento, a sua memória, a imaginação dos antigos e novos motivos, histórico, científico, lógico, ódio poética; eles trabalharam para destruir a compreensão e amor entre os homens. E ao fazê-lo, eles fizeram feio, degradado, humilhado, pensamento degradado eles eram os representantes. Eles fizeram o instrumento das paixões e (inconscientemente, talvez) os interesses egoístas de um clã político ou social, um estado, um país ou uma classe. E agora esse corpo a corpo selvagem, onde todas as nações lutando, vitorioso ou derrotado fora maltratado, empobrecido, e em seu coração dos corações - embora eles não vão admitir isso - envergonhado e humilhado seu acesso de loucura, o pensamento comprometido em suas lutas com eles, caído. Levante-se! Assumem o espírito destes compromissos, essas alianças humilhantes, estas servidões escondidas! O Espírito não é o servo de nada, nós é que somos os servos do Espírito. Nós não temos nenhum outro mestre. Somos feitos de suportar para defender a sua luz, para reunir em torno dele todos os homens errados. O nosso papel, o nosso dever é manter um ponto fixo, mostram a estrela polar, em meio ao turbilhão de paixão, no meio da noite. Entre as paixões de orgulho e destruição mútua, não fazer uma escolha; rejeitamos todos; Nós honramos a verdade só é livre, sem fronteiras, sem limites, sem preconceitos de raça ou casta. Certamente nós não perdemos o interesse na humanidade. Para isso trabalhamos, mas para ela toda. Não sabemos as pessoas. Sabemos que as pessoas - única, universal e as pessoas que sofrem, que lutam, que cai e sobe, e sempre à frente da estrada áspera encharcada de suor e sangue - Pessoas de todos os homens, todos igualmente nossos irmãos . E isso é que eles são como nós, cientes desta fraternidade elevamos acima de sua cega luta a Arca da Aliança - o Espírito Livre, e múltipla, eterna.
Déclaration de l'indépendance de l'Esprit (Declaração da Independência do Espírito), publicada no jornal L’Humanité, em 26 de junho de 1919, pelo escritor, biógrafo, músico francês e prêmio Nóbel de Literatura de 1915, Romain Rolland (1866-1944), asinada por Albert Einstein, Rabindranath Tagore, Hermann Hesse, Bertrand Russel, Jane Addams, Upton Sinclair, Stefan Zweig, entre outros (incluída na obra Herman Hesse e Romain Rolland: correspondências, entradas de diário e reflexões).

PENSAMENTO DO DIA:
Eu sou apenas uma célula do mecanismo revolucionário complexo dos povos para a paz nas novas nações ... unidos no sangue mim.
Trecho extraído da obra O diário de Frida Kahlo – um autorretrato íntimo (José Olympio, 1994), da pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1954), reunindo suas cartas de amor, sua meditação pungente, suas crenças políticas. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA; 
Refugee camp at Benako (Tanzania, 1994), do fotógrafo Sebastião Salgado. Veja mais aqui.

Veja mais sobre Maceió, Marcel Proust, Amado Nervo, Confucius, Dias Gomes, Ira Levin, Dori Caymmi, Albert Eckhout & Psicologia Social aqui.

DESTAQUE
A xilogravura do artista plástico Fernando Saiki.

DESTAQUE II
Lançamento do livro & recital Tempo de Amar, do poeta e compositor Genesio Cavalcanti,  e da seleção de curtas metragens Gente de Minha Terra, que acontecerá neste sábado, a partir das 20h, no Teatro Cinema Apolo, em Palmares – PE.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Untitled nude abstract, by David Padworny.
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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sexta-feira, agosto 26, 2016

TERESA DE CALCUTÁ, ORMAN QUINE, ALICIA DUJOVNE, DORI CAYMMI, HENRY MONNIER, TANJA OSTOJIĆ, ROBERTO RIPER & LUCIAH

CARTA DE AMOR – Imagem: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez. – Ah, quem dera fosse a vida a arte do encontro e eu tivesse à mão espalmada o poder do agasalho nos momentos mais propícios: quentura do afago na pele enregelada pelo solstício da solidão. Ah, quem me dera e ergueria o punho da vitória na conquista da espera engessada na demora, quase intransponível e rompida quese inquebrável: nada resiste a quem insiste, persiste, persevera, labora. Nem tudo dura tanto, nem pra toda vida. O tempo nada respeita e tudo passa amontoado na desvalida. Eu giro monte, corro vales, meu coração maior que o mundo nas veredas do destino, empunha a lira e canta uma canção de amor praquela que incendeia no meu peito as minhas loucas ilusões: aquela que acende a pira da vida e me faz o deus maior e único de sua teogonia. É dela que irradia todas as benesses: o olhar cândido do dia, o riso de Sol que a tudo de mim alumia, o corpo vapora bálsamos inebriantes e a alma nua em flor, é dela e nela inspirado empunho a lira e sou cheio de louvores e preces – ah, quem me dera o prêmio de sua graça, os dotes da sua ventura deleitosa, ah quem me dera o seu afeto materno e amante que me segura com seus desejos sãos a me coroar no seu reinado, a me galardoar com todas suas posses e a me laurear dono de toda as fortunas que de si se espraiam só pro meu prazer. É ela a estrela guia que pra minha sorte irradia eterno voo, asas abertas à força do amor. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui e aqui.

Curtindo o álbum Mundo de dentro (Horipro/Universal, 2010), do cantor, compositor e músico Dori Caymmi.

PESQUISA 
[...] Vivendo como vive, tanto de ciência básica como de pão, o homem se vê dilacerado. [...] O homem chegou até aí, desenvolvendo sistemas modificados de espécies, portanto, padrões de similaridade modificados para fins científicos. Pelo processo de teorizar por ensaio e erro, reagrupou as coisas em espécies novas que se mostraram mais convenientes do que as antigas, para muitas induções. [...].
Trecho do ensaio Espécies naturais, extraído da obra Ontological relativity and other ensays (Columbia, 1969 – Abril Cultural, 1980), do filósofo lógico estadunidense Willard Van Orman Quine (1908-2000).

LEITURA 
 [...] O que ela nunca se atrevia a dizer foi: “Sou a modelo do quadro de Toulouse-Lautrec”. Tinha ganhado dinheiro, com todos esses ministros e outros homens chiques que conheciam o pintor. Mas existiam coisas sagrada na vida. [...].
Trecho extraído do romance Mulher da cor do tango (Record, 2000), da escritora e jornalista argentina Alicia Dujovne Ortiz, contando a epopeia imaginária da real loura prostituta Mireille, amiga do pintor francês e retrada por ele no quadro Au salon de la rua des Moulins, partindo depois pra Argentina sob a promessa de fortuna.

PENSAMENTO DO DIA: COMO DIZIA MONSIEUR PRUDHOMME
Não se pode substituir uma mãe; todos os homens são iguais, salvo as diferenças que possam existir entre eles.
Trecho extraído da obra Memoires de monsieur Joseph Prudhomme (Memórias do Sir Joseph Prudhomme, 1857), personagem caricato da burguesia francesa, criado cartunista, ilustrador, dramaturgo e ator francês Henry Monnier (1799-1877).

IMAGEM DO DIA;
“Filho, um dia isso tudo será seu”
A arte do fotógrafo, documentarista e fotojornalista João Roberto Riper: Criança carvoeira trabalhando na Fazenda Financial, em Ribas do Rio Pardo – Mato Grosso do Sul (1988), que sonhava em ser jogador de futebol.

Veja mais sobre Revista A Região, Julio Cortázar, Guillaume Apollinaire, Psicodrama e Neurociência, Playback Theatre, Barbet Schroeder, Alfredo D'Andrade, Claudia Telles, Sunny von Bülow & Thiago Cóstackz aqui.

DESTAQUE
A arte da artista feminista perfomática iuguslava Tanja Ostojić, uma cidadã do mundo que se recusa a ter qualquer nacionalidade particular.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
I ... não é somente um bolero é o amor se fazendo paixão quando em suas mãos eu me rendo em delírio e tesão ...não é somente um bolero é a paixão sem razão é a sua mão me tirando o chão ...não é somente um bolero é o amor se fazendo paixão inebriante sensação de querer-te além da ilusão ...não é somente um bolero é a paixão se fazendo amor me tirando do chão me prendendo em suas mãos na mais louca paixão. ...não é somente um bolero, não é paixão ...não é somente um bolero, não é o amor sem razão II ...e as suas mãos me fazem nua e minha lua/alma tão sua que a música não separa o meu corpo do seu as roupas pelo chão os copos e a marca do meu batom a sua boca Que mais me importa?! Nada! Nada mais importa só o seu cheiro seu calor suas mãos no meu corpo me fazendo gemer de prazer e minhas pernas nuas se abrem em você e o seu sexo me procura e me tortura até não mais querer  _________e essa música nos meus ouvidos a me dizer que sou sua pra sempre sua que mais posso fazer?! Ah, eu cravo as unhas na sua pele macia e me deixo no extase de ter voce dentro de mim ah, são dois pra lá, dois pra cá...
Bolero à meia luz, poemas/imagens: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez.
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
A coisa mais fácil? Equivocar-se. O obstáculo maior? O medo. O erro maior? Abandonar-se. A raiz de todos os males? O egoísmo. A distração mais bela? O trabalho. A pior derrota? O desalento. Os melhores professores? As crianças. A primeira necessidade? Comunicar-se. O que mais faz feliz? Ser útil aos demais. O mistério maior? A morte. O pior defeito? O mal humor. A coisa mais perigosa? A mentira. O sentimento pior? O rancor. O presente mais belo? O perdão. O mais imprescindível? O lar. A estrada mais rápida? O caminho correto. A sensação mais grata? A paz interior. O resguardo mais eficaz? O sorriso. O melhor remédio? O otimismo. A maior satisfação? O dever cumprido. A aforça mais potente do mundo? A fé. As pessoas mais necessárias? Os pais. A coisa mais bela de todas? O amor.
Poema da Paz, da religiosa indiana e ganhadora do prêmio Nobel da Paz de 1979, Madre Teresa de Calcutá (1910-1997).
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quinta-feira, agosto 25, 2016

DOSTOIÉVSKI, GEORG ELIOT, LANGSHAW AUSTIN, MÍSIA, EDWARD WESTON, STEPHANIE SARLEY, KRZYZANOWSKI, RICO LINS & THUMVANIT


A VIDA SE DESVELA NOS MEUS OLHOS FECHADOS (Imagem: arte do pintor Top Thumvanit) - Pra onde vou nada de novo sob Sol, nada demais. O caminho é o mesmo pra todo mundo: a morte - o que pra mim nada mais é que continuidade. Reinvento o trajeto, recrio-me, deixo os sentidos em casa e vou de peito aberto. Às vezes penso que não tenho nada a ver com tudo isso, exercito o perdão, se há mais que tolerância, conto até dez ou mais. Sinto que tudo e todos são em mim tudo que sou: pedaços ao léu que quero juntar, trapos que não servem mais e ainda servem pra mim porque com eles me reconcilio e sou todo esperança. E sigo adiante mesmo que tudo não passe de uma sala contígua em que sou mais que dividido de mim mesmo, por assim dizer, o que de mim se perde nos labirintos que sou de tudo ou nada. E teimo em seguir adiante, mesmo que só espreite o gelo das pessoas, as sombras da injustiça, o alfabeto desmoronado, gente de má reputação, águas escassas, objetos descartados, latidos de cães, infindáveis lamúrias e murmúrios, moscas nos dejetos e esgotos, armadilhas, vulgaridades, trapaças, comidas estragadas, patéticos admiradores de si próprios com sua cretinização - uma pluralidade de coisas e idéias que se catalogam exaustivamente nos meus desvarios e tão cheios de imprecisões: ah, cabeça minha, memória que perco calendário inútil e olho pra frente como quem sabe pra onde vai, com todos voltando pro desafio, como se fizessem apostas, quem viver, verá. E mesmo assim me mantenho adrede desajeitado e todo esperança porque sou do futuro agora e não há mais nada que não seja apenas a percepção dos sentidos, porque fecho os olhos e do visinvisível a vida se desvela. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

Curtindo o álbum Garra dos sentidos (Erato, 1998), da cantora portuguesa Mísia.

PESQUISA 
[...] Quando estamos zangados, temos o impulso sentido e/ou acompanhado de ação, de realizar ações de tipos particulares, e, a não ser que a raiva seja suprimida, nós de fato passamos a executá-la. Existe uma íntima e peculiar relação entre a emoção e a maneira natural de desafogá-la, com a qual, se já experimentamos nós mesmos a raiva, estamos familiarizados. [...].
Trecho do ensaio Outras mentes, extraído da obra Ensayos filosóficos (Revista de Occidente, 1975 – Abril Cultural, 1980), do filósofo da linguagem John Langshaw Austin (1911-1960), que desenvolveu a teoria de atos da fala.

LEITURA 
 [...] Nós mulheres não podemos ir em busca de aventuras, descobrir a passagem para o Ocidente e a nescente do Nilo, ou caçar tigres no leste. [...] Somos criadas como as flores para parecermos belas e para nos sentirmos aborrecidas sem nos queixar. [...].
Trecho da obra Daniel Deronda (1876), romance da escritora britânica Georg Eliot – pseudônimo de Mary Ann Evans (1819-1880), uma sátira e pesquisa moral da sociedade vitoriana, representando idéias cabalísticas e simpatias dos judeus proto-sionistas, adaptado sucessivamente para o teatro e cinema.

PENSAMENTO DO DIA:
[...] Escute, meu amigo, eu ainda acredito que neste mundo pode se viver bem. E esta fé é a melhor, porque sem ela, mesmo viver mal não seria possível: teria de se suicidar. Dizem que um tolo fez isso mesmo. Ficou filosofando tanto que acabou destruindo tudo [...].
Trecho da obra Humilhados e ofendidos (Nova Alexandria, 2013), do escritor, filósofo e jornalista russo Fiodor Dostoiévski (1821-1881), retratando personagens perseguidos por sua condição social e econômica, resistentes à hipocrisia e falta de humanidade dos ofensores, descrevendo a dura realidade e miséria com profundidade psicologia dos personagens.Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
A arte do fotógrafo estadunidense Edward Weston (1886-1958). Veja mais aqui.

Veja mais sobre A arte no desenvolvimento do município, Karlheinz Stockhausen, Carl Rogers, Peter Greenaway, Frei Betto, Agente Social & Sociodrama, Corpo Cia de Dança, Goodridge Roberts & Fox Harvard aqui.
  
DESTAQUE
A arte pintora, ilustradora e artista contemporânea estadunidense Stephanie Sarley, autora da série de vídeos Fruto Dedilhado e do livro Cão Dick and Friends (2013).

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Rainy night in Venice (2015), by Krzyzanowski Art - Saatchi Art.
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Zoomp-sentidos, do designer, diretor de arte, ilustrador e educador Rico Lins.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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NÊGO BISPO, IA GENBERG, JOUMANA HADDAD & FUXICO CULTURAL

  Imagem: Acervo ArtLAM . Bródio na pareidolia do perdulário pendular... - Alagoinhanduba estava em polvorosa com os estardalhaços causad...