domingo, agosto 02, 2015

WEISS, NANÁ, MAETERLINK, LEO LOBOS, PSICOLOGIA DA SAÚDE & BRINCARTE DO NITOLINO!!!

VAMOS APRUMAR A CONVERSA? CRIANÇA – Era 1985, uma noite da semana de agosto – vinte e nove anos depois e ainda me comovo. Havia sepultado meu filho há pouco mais de um mês e uma canção solfejava em minha alma desde os últimos dias que eu havia brincado com ele, antes dos sinais da enfermidade que repentinamente o acometera. Os acordes me perseguiram durante todo o período, até que naquela noite, eu peguei o violão e me aprontei para parir o que viesse. Fiquei dedilhando acordes e sussurrando a melodia, quando minha filha sentou-se no chão, ao meu lado, rabiscando em folhas de papel com a participação inquieta da cadelinha Xuxa que adorava ficar embolando nos meus pés e atrapalhando Patrícia nas suas escrevinhações. A gente costumava cantarolar os três canções pelas tardes e noites, principalmente nos finais de semana. Eu tinha que cantar com eles Sina de Djavan muitas e muitas vezes, até que a cadelinha, pra chamar a atenção, se escondia por trás da geladeira, como se nos exigisse brincar de esconde-esconde. Aí Patrícia se virava pra mim e dizia: - Paínho, cadê Xuxa? E lá íamos os três revirar a casa toda para descobrir-lhe o paradeiro. Não está aqui, não está aqui, aqui também não, ora, ora. E quando a encontrávamos – sempre escondida no mesmo lugar: atrás da geladeira -, voltávamos a cantarolar músicas e mais músicas ao som do meu violão. E naquela noite, não foi diferente: só que só nós dois e a cadelinha. Foi aí que entoei repetidamente os dois primeiros versos Brinquedo de criança que eu vou brincar, contigo nesta noite eu quero me embalar... e minha filha se virou pra mim, me entregando uns rabiscos em forma de versos. Os meus versos se fizeram convite para o que costumeiramente fazíamos. E a gente sentia falta do seu irmãozinho que sempre participava desses momentos, juntamente com o ronronar da cadelinha que não ficava de fora de nossas aprontações musicais. Li o que ela escreveu e, no final, entoamos juntos: Brinquedo de criança que eu vou brincar, contigo nesta noite eu quero me embalar. Coisas de infância que eu vou sonhar com novas brincadeiras que eu vou inventar. Brincando de cantiga que eu vou cantar, cantando a minha vida pra começar. Pular amarelinha ou estudar toda lição, são coisas que a gente vai guardar no coração. Ou pula academia, ou faz a roda ou garrafão, jogando bola o tempo todo pra alegrar nossa canção. Capelinha de melão, é de São João, é cravo, é de rosa, é de manjericão. Pula corda direitinho, pula fora, não; se pular a corda fora, leva um beliscão. O seu rei mandou dizer pra cantar outra canção, que a cantiga já tá feita e não tem outra não. Não tem outra não, não tem outra, não. Vamos aprumar a conversa e veja mais aqui, aqui e aqui

 Imagem: quadro do poeta, ensaísta, tradutor e artista visual chileno Leo Lobos. Veja mais aqui.


Curtindo 4 elementos (2013), do músico e compositor brasileiro Naná Vasconcelos. Veja mais aqui e aqui.

PROGRAMA BRINCARTE DO NITOLINO – Hoje é dia de mais uma edição do programa Brincarte do Nitolino pras crianças de todas as idades, a partir das 10hs, no blog MCLAM do programa Domingo Romântico, com apresentação simpaticíssima de Isis Corrêa Naves. Na programação sempre festiva, as atrações são por conta de Lya Luft, Terezinha Guimarães, Cantigas de roda, Palavra Cantada, Castelo Rá Tim Bum, Rapunzel, Pílula, Glub Glub, A Turma do Seu Lobato, Meimei Corrêa, Turminha Paraíso, História para crianças & muito mais músicas, poesias, brincadeiras e histórias para a garotada. No blog muitas dicas de Teatro, Música, Literatura, Educação, Psicologia e direitos da criança e do adolescente, além de muitas outras tantas dicas de leituras sobre o universo infantil e suas relações no contexto da família, da educação, da arte e da educação. Para conferir tudo ao vivo e online clique aqui ou aqui.

PSICOLOGIA DA SAÚDE – No livro Atualidades em Psicologia da Saúde (Thomson, 2004), organizado por Valdemar Augusto Angerami-Camon, encontro o ensaio do próprio organizador sobre o tema A Psicologia da Saúde no século XXI: contribuições, transformações e abrangências, do qual destaco o trecho a seguir: [...] Uma psicologia que se comprometa com a construção de teorias inerentes à realidade brasileira e que possa estar, assim, disponível e ao alcance de tantos quantos queiram fundamentar-se em seus princípios para um verdadeiro dimensionamento das condições psicológicas de nossa população. Trata-se, sem dúvida alguma, de um desafio que estará a exigir que os nossos esforços sejam contínuos e desdobrados diante da nova exigência que se imoõe perante nossa realidade conceitual. Esse desafio é, seguramente, uma das maiores barreiras a serem superadas no percurso que implica a construção de uma psicologia com traços e contornos decididamente brasileiros. Essa revisão de cada etapa de nosso percurso é condição primeira para que possamos, a partir de reflexões sistematizadas e continuas, perceber a necessidade de eventuais mudanças de rumos e, até mesmo, de horizontes e perspectivas teóricas. [...] Isso tudo mostra de modo bastante claro que a construção de um conjunto de teorias que contemple a realidade brasileira também precisa contemplar uma reflexão minuciosa sobre o modo de exploração da mão de obra dos profissionais de psicologias pelas empresas que os recebem como estágio, e o exploram da maneira mais contundente possível. E a empresa hospitalar não se difere em nada, nesse quesito de exploração, de outras modalidades empresariais. [...] Veja mais aqui e aqui.

O MASSACRE DOS INOCENTES – Na antologia Maravilhas do conto universal (Cultrix, 1969), encontro o conto O massacre dos inocentes, do escritor, dramaturgo e ensaísta belga Maurice Maeterlinck (1862-1949), do qual destaco o trecho: [...] Em uma cabana de madeira no final da aldeia, outra banda encontrou uma camponesa lavando seus filhos em uma banheira de perto do fogo. Ser velho e muito surda, ela não ouvi-los entrar. Dois homens levaram a banheira eo levou embora, ea mulher estupefato seguida com as roupas em que ela estava prestes a vestir as crianças. Mas quando ela viu vestígios de sangue em todos os lugares na aldeia, espadas nos pomares, berços derrubados na rua, as mulheres sobre os seus joelhos, outros que torciam as mãos sobre os mortos, ela começou a gritar e bater os soldados, que colocou o banheira para se defender. A cura apressou-se também, e com as mãos cruzadas sobre a sua casula, aplacou os espanhóis antes que os pequeninos nuas uivando na água. Alguns soldados vieram para cima, amarrou o camponês louco de uma árvore, e levou as crianças. O açougueiro, que havia escondido sua filhinha, encostou sua loja, e atentou para a insensivelmente. A lancer e um dos homens armados entrou na casa e encontrou a criança em uma caldeira de cobre. Em seguida, o açougueiro em desespero tomou uma das suas facas e correu atrás deles para a rua, mas os soldados que estavam passando desarmou-o e enforcado pelas mãos aos ganchos na parede - há, entre os animais esfolados, ele chutou e se esforçou , blasfemando, até a tarde. Perto do cemitério, houve uma grande reunião antes de um longo, baixo casa, pintada de verde. O proprietário, que está em seu limite, derramou lágrimas amargas; como ele era muito gordo e jovial olhar, ele animado a pena de alguns soldados que estavam sentados ao sol contra a parede, batendo um cão. A um, também, que arrastado seu filho pela mão, gesticulava como se quisesse dizer: "O que eu posso fazer isso não é culpa minha" Um camponês que foi perseguido, pulou em um barco, ancorado perto da ponte de pedra, e com sua esposa e filhos afastou-se do outro lado da parte descongelada da laguna estreita. Não se atrevendo a seguir, os soldados caminhou furiosamente por entre os juncos. Subiram para os salgueiros nas margens para tentar alcançar os fugitivos com suas lanças - como eles não conseguiram, eles continuaram por um longo tempo a ameaçar a família aterrorizada à deriva sobre a água negra. O pomar ainda estava cheio de pessoas, pois foi lá, na frente do homem de barba branca que dirigiu o massacre, que a maioria das crianças foram mortas. Pontinhos que poderia apenas andar sozinho ficaram lado a lado mastigando suas fatias de pão e geléia, e olhou com curiosidade para o assassinato de seus companheiros desamparados, ou recolhidos em volta da aldeia tolo que jogou sua flauta na grama. Então, de repente, houve um movimento uniforme na aldeia. Os camponeses correu em direção ao castelo, que estava no chão subindo marrom, no final da rua. Eles tinham visto o seu seigneur inclinada sobre as muralhas da sua torre e observar o massacre. Homens, mulheres, idosos, com as mãos estendidas, suplicou ele, em seu manto de veludo e sua tampa de ouro, como a um rei no céu. Mas ele ergueu os braços e encolheu os ombros para mostrar sua impotência e, quando implorou-lhe mais e mais persistente, de joelhos na neve, com as cabeças descobertos, e proferindo gritos lastimáveis, ele virou-se lentamente para a torre e última esperança dos camponeses tinha ido embora. Quando todas as crianças foram mortos, os soldados cansados limpou suas espadas na grama, e ceou sob as árvores de pera. Em seguida, eles montaram um atrás do outro, e andava de Nazaré através da ponte de pedra, por onde tinham vindo. O pôr do sol por trás da floresta fizeram as madeiras em chamas, e tingiu a aldeia vermelho-sangue. Exausto com a corrida e suplicante, a cura havia se jogado em cima da neve, em frente à igreja, e seu servo estava perto dele. Eles olharam para a rua e do pomar, tanto aglomeravam com os camponeses em suas melhores roupas. Antes de muitos limiares, os pais com filhos mortos em seus joelhos chorou com sempre fresca surpreender sua amarga tristeza. Outros ainda lamentou sobre os filhos, onde eles tinham morrido, perto de um barril, no âmbito de um carrinho de mão, ou na borda de uma piscina. Outros levar os mortos em silêncio. Havia alguns que começou a lavar os bancos, os bancos, as tabelas, as mudanças manchadas de sangue, e para pegar os berços que tinha sido atirado para a rua. Mãe pela mãe gemia sob as árvores ao longo dos corpos que jaziam sobre a relva, pequenos corpos mutilados que eles reconhecidos por seus vestidos de lã. Aqueles que não tinham filhos mudou-se sem rumo pela praça, parando às vezes na frente do despojado, que lamentou e chorou em sua tristeza. Os homens, que já não chorava, sullenly prosseguidos seus animais desviaram, em torno do qual os cachorros latindo corriam; ou, em silêncio, reparado até agora suas janelas quebradas e telhados vasculharam. Como a lua solenemente subiu na quietudes do céu, profundo silêncio como de sono desceu sobre a aldeia, onde agora não a sombra de uma coisa viva agitada. Veja mais aqui.

O TEATRO DOCUMENTÁRIO – O Teatro Documentário foi desenvolvido em sua terceira fase, com o dramaturgo, pintor, novelista e diretor de cinema alemão Peter Weiss (1916-1982), com a sua peça teatral O Interrogatório (1965), na qual reconstitui um julgamento de criminosos nazistas, por meio de uma testemunha que relata a sua fuga corroendo sua memória. Da obra destaco o trecho a seguir: [...] Testemunha 8 - Quando me tiraram da barra, Boger disse: “Agora você está preparado para uma feliz viagem ao céu”. Fui levado para uma cela do bloco 11, onde fiquei esperando horas e horas a minha execução. Não sei quantos dias fiquei ali. Meus testículos arroxeados incharam brutalmente. Na maior parte do tempo permaneci em estado de coma. Depois, fui conduzido para a sala das duchas, junto com outros presos e nos fizeram tirar as roupas. Marcaram nossos números no peito com tinta azul. Eu sabia que isso era a condenação à morte. Depois que estávamos nus e em fila, o chefe do setor de Informações perguntou quantos mortos devia contabilizar. Assim que ele saiu fizeram uma recontagem e perceberam que havia um a mais. Eu tinha aprendido a me colocar sempre no último lugar da fila. Fui separado dos outros com um pontapé e me devolveram as roupas. Eu deveria voltar para a cela e aguardar a próxima fornada, mas alguém me levou para a enfermaria. Também acontecia, que um ou outro, tivesse o destino de sobreviver. Eu fui um desses [...] . Veja mais aqui.

TESTEMUNHA 4 – O documentário Testemunha 4 (Mirada, 2011), do diretor, roteirista e produtor Marcelo Grabowsky, é baseado na peça teatral O interrogatório, do dramaturgo, pintor, novelista e diretor de cinema alemão  Peter Weiss (1916-1982), contando a história de um interrogatório do Holocausto em uma apresentação de teatro de vinte e quatro horas ininterruptas, interpretado pela atriz Carla Ribas. O filme investiga de que forma a proposta de encenação baseada no esgarçamento do tempo influencia no resultado do trabalho da atriz e na transformação da personagem por ela interpretada, levando em consideração o desgaste físico e emocional da atriz. O documentário foi premiado como Melhor Direção na III Semana dos Realizadores (2011). O documentário além de ser um registro dos horrores resultantes das atrocidades vivenciadas pelas vítimas dos campos de concentração nazista, durante a II Guerra Mundial, também é um documento que estabelece uma nova visão da atividade teatral contemporânea. Veja mais aqui.

DANÇA: AULA CONCERTO – Acontecerá nesta quarta, 05 de agosto, dentro do projeto Teatro é o maior barato, no Teatro Deodoro, Maceió - AL, a reapresentação do espetáculo "Aula Concerto 2015", da Companhia de Ballet Eliana Cavalcanti. A reapresentação faz parte da programação do "O Teatro Deodoro é o Maior Barato", que oferece espetáculos a preços populares (R$ 10 a entrada inteira e R$ 5 a meia-entrada) e os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Deodoro, a partir das 14 h ou na sede do Ballet. Prestigiem a arte alagoana! Vamos todos pra lá.

IMAGEM DO DIA 
Edição especial do tabloide Nacente – Publicação Lítero-Cultural (1998), por ocasião da entrega da premiação do Premio Nascente de Arte Infanto-Juvenil, do lançamento da antologia Brincarte (Nascente, 1998) e do livro O lobisomem Zonzo (Nascente, 1998). Veja mais aqui e aqui.

 Veja mais no MCLAM: Hoje é dia do programa Domingo Romântico com a reprise de toda programação da semana, a partir do meio dia, no blog do Projeto MCLAM, com a apresentação sempre especial e apaixonante de Meimei Corrêa. Para conferir online acesse aqui.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA?
Imagem: Menina lendo (1881), do pintor finlandês Albert Edelfelt (1854-1905).

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.


sábado, agosto 01, 2015

LITERATURA DE CORDEL, BOURDIEU, TCHAIKOVSKY, MOLIÈRE, CHINEN, PRIMO LEVI, LOLA, CHARB, RICCI & FESTA DO TATARITARITATÁ!!!!


VAMOS APRUMAR A CONVERSA? A GRATIDÃO, OS PROPÓSITOS E A DETERMINAÇÃO – Ontem foi dia de festa; hoje, mais ainda! Viver é uma festa contínua, só depende da forma como a vemos. Por isso a vida prossegue, a luta se faz festa sempre e continua todo dia e o dia todo. Festa porque lições são aprendidas, afinal tudo na vida é aprendizado. Até aquilo que admitimos como perdas, na verdade, são ganhos de aprendizagens. E agradeço por ter a oportunidade de viver todos os momentos, sejam quais tenham sido, porque me deram a oportunidade de aprender algo a mais. E o melhor de tudo é a descoberta, o verdadeiro aprendizado. O prazer da descoberta é inenarrável. Por isso sou grato à vida todos os dias. Como sou grato a todos por tudo que vivemos em todos os momentos da nossa vida. Agradeço a todos pelas manifestações de apoio. Agradeço a cada um de vocês o prestígio avalizado, tornando uma festa que é minha em nossa. Por isso, a festa não é minha, é nossa, nos fazemos e somos a festa: tudo é nosso fazendo tanto a nossa festa como aqui o lugar de pouso na sua passagem. O agradecimento é para cada um de vocês por permitir que mais uma etapa seja cumprida e torne possível aquilo a que nos propomos e determinamos ser o nosso caminho. Agradecimento a cada um de vocês pelo incentivo com o seu aceno que afaga nosso coração e que com a estimulação que a cada passagem de vocês promove em nossa caminhada, permitindo que todos os dias recomecemos e seguidamente retornemos para recompor o plano de voo e a trilha traçada - e percorrê-la com vocês, asseguro, é bom demais! O agradecimento a cada um de vocês por estarem presentes aqui proporcionando a comunhão de viver. Reiterados agradecimentos por chegar aonde chegamos. E essa marca só foi possível por causa de vocês. Obrigado, obrigado, obrigado. Além do mais, mais uma coisa precisa ser dita por gratidão: nada disso seria possível sem a vigilante e determinada contribuição inestimável da querida Meimei Corrêa, ela sim, a grande vitoriosa que em todas as horas e a todo momento torna tudo que planejamos em uma realidade festiva. E isso merece destaque: toda luta vira festa. E isso, reitero, é bom demais! É ela quem desde as primeiras horas do seu dia, começa suas atividades quando da atualização deste espaço diariamente, até a virada da noite pela madrugada adentro com a programação do nosso Projeto MCLAM e, novamente, retoma determinada, teimosa e apaixonadamente dedicada para que sejamos presentes no cumprimento de nossas metas traçadas e levando paratodos aquilo que havíamos planejado, transformando a ideia em real. É ela insone que nos traz o prazer de dividir emoções. Então, essa marca, essa conquista, essa festa, é dela. E agradecer é muito pouco! Pra ela é, então, dedicado todo o resultado das conquistas e o reconhecimento de que se há um vitorioso, não seria ninguém, a não ser ela. A vitória é dela, pra ela e nela. Obrigado, obrigado, obrigado. Pra ela, gratidão eterna. Obrigado, obrigado, obrigado. Beijabrações paratodos – e todos os mais especiais beijabrações afetuosíssimos no coração apaixonante dela – e vamos aprumar a conversa e mais tataritaritatá aqui.


Imagem: Venus and Cupid, do pintor italiano Sebastiano Ricci (1659–1734)


Curtindo Symphony nº 4 in F minor Op. 36; & Francesca da Rimini, Fantasia after Dante Op. 32 (Decca Eloquence, 2005), do compositor russo Pyotr Tchaikovsky (1840-1893), com London Symphony Orchestra; George Szell; New Philharmonia Orchestra; Lorin Maazel. Veja mais aqui.

AS REGRAS DA ARTE – O livro As regras da arte: gênese e estrutura do campo literário (Presença, 1996), do sociólogo francês Pierre Bourdieu (1930-2002), aborda temas como a obra de Flaubert e A educação sentimental, três estados do campo, a conquista da autonomia, a ruptura do burguês, Baudelaire, um mundo econômico às avessas, o realismo, a invenção da estética pura, a arte e o dinheiro, a dialética da distinção, as trocas entre pintores e escritores, dois modos de envelhecimento, fundamentos de uma ciência das obras, compreender o compreender, entre outros assuntos. Da obra destaco o trecho: [...] A ordem anárquica que reina em um campo intelectual que chegou a um alto grau de autonomia e sempre frágil e ameaçada, na medida em que constitui um desafio as leis do mundo economico ordinario, e as regras do senso comum. E não pode basear-se sem riscos apenas no heroísmo de alguns. Nao e a virtude que pode fundar uma ordem intelectual livre; e uma ordem intelectual livre que pode fundar a virtude intelectual. A natureza paradoxal, aparentemente contradit6ria, dos intelectuais faz com que toda ação politica visando reforçar a eficácia politica de seus empreendimentos esteja destinada a se dar palavras de ordem de aparência contraditória: de um lado, reforcar a autonomia, especialmente reforçando a fenda com os intelectuais heteronomos, e combatendo para assegurar aos produtores culturals as condicoes economicas e sociais da autonomia com relação a todos os poderes, sem excluir os das burocracias de Estado (e antes de tudo em materia de publicação e de avaIiação dos produtos da atividade intelectual); de outro lado, afastar os produtores culturais da tentação da torre de marfim, encorajando-os a lutar pelo menos para garantir para si 0 poder sobre os instrumentos de produção e de consagração e a entrar no seculo para afirmar os valores associados a sua autonomia. Essa luta deve ser coletiva porque a eficacia dos poderes que se exercem sobre eles resulta em grande parte do fato de que os intelectuais os enfrentam em ordem dispersa, e na concorrencia. E tambem porque as tentativas de mobilização serao sempre suspeitas, e condenadas ao fracasso, enquanto puderem ser suspeitas de estar postas a serviço das lutas pela leadership de um intelectual ou de um grupo de intelectuais. Os produtores culturais não reencontrarão no mundo social 0 lugar que Ihes cabe a menos que, sacrificando de uma vez por todas 0 mite de "intelectual orgânico", sem cair na mitologia complementar, a do mandarim retirado de tudo, aceitem trabaIhar coletivamente na defesa de seus interesses pr6prios: 0 que deveria leva-los a afirmar-se como urn poder internacional de critica e de vigilância, ou mesmo de proposição, em face dos tecnocratas, ou, por uma ambição a uma vez mais alta e mais realista, portanto limitada a sua esfera própria, a engajar-se em uma acao racional de defesa das condições econômicas e sociais da autonomia desses universos socials privilegiados onde se produzem e se reproduzem os instrumentos materiai e intelectuais do que chamamos de Razão. Essa Realpolitik da razão estara sem duvida exposta a suspeita de corporativismo. Mas lhe cabera mostrar, pelos fins a serviç dos quais colocara os meios, duramente conquistados, de sua autonomia, que se trata de um corporativismo do universal. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

A NARRATIVA DAS MULHERES – O livro A mulher heroica: relatos clássicos de mulheres que ousaram desafiar seus papéis (Summus, 2001), do médico psiquiatra e professor Allan B. Chinen, aborda temas como poder, sabedoria, natureza, opressão e autolibertação, a retomada do poder, conto de Pueblo Tiwa, os limites do poder, o poder da intuição, astúcia e coragem, cura e vida selvagem, ressurreição e natureza, irmandade, irmãs e libertação, o resgate do verdadeiro self, retornando das irmãs e o príncipe, entre outros assuntos. Da obra destaco o trecho: [...] Como as histórias das mulheres focalizam protagonistas femininas, é natural imaginar que esses contos tenham se originado em contadoras de histórias, mas, até recentemente, antropólogos e estudiosos do folclore não coletavam as histórias com mulheres. Felizmente, essa situação mudou. Estudiosas do folclore, como Linda Degh, Susa Kalcik, Margaret Yocom, Karen Baldwin, Donna Eder, Penelope Eckert e Kristin Langellier, estão descobrindo agora que as mulheres tendem a contar as historias de uma maneira cooperativa característica. Por exemplo, uma mulher pode começar descrevendo um problema que teve com o seu patrão, que lhe fez insinuações sexuais. Outra se solidariza com a situação da contadora da história, observando de imediato que passou por uma situação semelhante. Uma terceira pode comentar a coragem da primeira, ao recusar a investida do chefe. Uma quarta mulher pode então relatar um episódio de sua vida em que sofreu assedio sexual, antes de pedir à narradora que prossiga. Na verdade, a contadora de histórias é todo o grupo de mulheres. O resultado é uma narrativa repleta de temas diferenciados, de múltiplas perspectivas e de muitos personagens – o que é típico dos contos de fadas. Veja mais aqui e aqui.

A TRÉGUA – O romance A trégua (Companhia das Letras, 2010), do químico e escritor italiano Primo Levi (1919-1987), conta a longa jornada depois da liberdação dos campos de Auschwitz-Birkenau, no qual o autor foi prisioneiro, dedicando-se a escrever a sua condição de sobrevivente do Holocausto, numa viagem pela Europa semidestruída e ao lado de companheiros numa viagem sem destino pelo Leste até União Soviética. Da obra destaco o trecho inicial: Nos primeiros dias de janeiro de 1945, sob a pressão do exército vermelho, já nas proximidades, os alemães desocuparam às pressas a bacia mineira silesiana. Todavia, em outros lugares, e em análogas condições, não hesitaram em destruir com fogo ou com as armas o Lager, campo de concentração ou de extermínio, juntamente com os seus ocupantes; no distrito de Auschwitz agiram de maneira diversa: ordens superiores (ao que parece ditadas pessoalmente por Hitler) impunham a “recuperação”, a qualquer preço, de todos os homens aptos para o trabalho. Por isso, todos os prisioneiros sadios foram retirados, em condições assombrosas, para Buchenwald e Mauthausen, enquanto os doentes foram abandonados à própria sorte. A partir de vários indícios, é lícito deduzir a intenção primeira alemã de não deixar nos campos de concentração nenhum homem vivo; mas um violento ataque aéreo noturno e a rapidez da investida russa induziram os alemães a mudar de ideia, e a bater em retirada, deixando inacabados o próprio dever e a própria guerra. Na enfermaria do Lager de Buna-monowitz chegávamos a oitocentos. Destes, cerca de quinhentos morreram das próprias doenças, do frio e da fome, antes que chegassem os russos, e outros duzentos, apesar dos socorros, nos dias imediatamente sucessivos. A primeira patrulha russa pôde ser vista do campo por volta de meio-dia de 27 de janeiro de 1945. Charles e eu fomos os primeiros a avistá-la: estávamos transportando para a vala comum o corpo de Sómogyi, o primeiro morto dentre os nossos companheiros de quarto. Reviramos a padiola na neve infecta, pois a vala já estava cheia, e outra sepultura não era possível: Charles tirou o boné, para saudar os vivos e os mortos. Eram quatro jovens soldados a cavalo, que agiam cautelosos, com as metralhadoras embraçadas, ao longo da estrada que demarcava os limites do campo. Quando chegaram ao arame farpado, detiveram-se, trocando palavras breves e tímidas, lançando olhares trespassados por um estranho embaraço, para observar os cadáveres decompostos, os barracões arruinados, e os poucos vivos [...] Veja mais aqui.

A BATALHA DE OLIVEIROS COM FERRABRAZ – Hoje como é o dia do poeta de Literatura de Cordel, nada melhor que trazer aqui o seu nome maior que é o poeta Leandro Gomes de Barros (1865-1918): Eram doze cavalheiros / homens muito valorosos / destemidos e animosos / entre todos os guerreiros / como bem, fosse Oliveiros / um dos pares de fiança / que sua perseverança / venceu todos os infiéis / eram uns leões cruéis / os doze pares de França. / Todos eram conhecidos / pelos leões da igreja / pois nunca foram a peleja / que nela fossem vencidos / eram por turcos temidos / pela igreja estimados / porque quando estavam armados / suas espadas luziam / os inimigos diziam: / esses são endiabrados. / Tinha o duque de Nemé / qu’era uma espada medonha / o grande Gui de Borgonha / Geraldo de Monde Fé / Carlos Magno tinha fé / em todos os cavalheiros / pois entre todos guerreiros / de quem nos trata a história / ve-se sempre a vitória / de Roldão e Oliveiros. / O almirante Balão / tinha um filho Ferrabraz / que entre os turcos o mais / que tinha disposição / mesmo em nobreza e ação / era o maior que havia / então em toda Turquia / onde se ouvia falar / tudo havia respeitar / Ferrabraz de Alexandria. / Foi Ferrabraz procurar / saiu com uma grande tropa / ver se achava na Europa / um rei para pelejar / pegou logo a exclamar / com mais precipitação / fazendo uma exclamação / insultando os cavalheiros / falando contra Oliveiros / fazendo acinte a Roldão. / Ferrabraz estava deitado / sentiu chegar Oliveiros, / foi ver se eram os cavalheiros / a quem já tinha insultado / depois de ter bem olhado / cresceu-lhe mais o furor / com desprezo aterrador / e raiva dos cavalheiros / perguntou a Oliveiros? = Que fizeste ao teu senhor? / Levanta-te cavalheiro, / prepare a arma, se apronte / pegue o cavalo e se monte / trate de ser bom guerreiro / ponha seu corpo ligeiro / veja, não dê uma falha / a morte entre nós se espalha / a hora de um é chegada / lance mão de sua espada / vamos entrar na batalha. / Depois de se levantar / Ferrabraz se preparou / e a Oliveiros rogou / que o ajudasse a armar / Oliveiros quis faltar / por achar que era perigo / disse Ferrabraz: - Te digo / confie em minha nobreza / eu não uso de vileza  / para com meu inimigo. / Oliveiros se apeou / ajudou a Ferrabraz / com cortesias iguais / ele também o tratou / quando Ferrabraz se armou / vestiu a saia de malha / na qual não tinha uma falha / feita por outro guerreiros / montaram-se os cavalheiros / deram começo à batalha. / Posto em ordem prosseguiram / não escutaram razões / pareciam dois leões / numa jaula enfurecidos / dois golpes iguais medidos / todos dois descarregaram / com as forças que botaram / os braços ficaram bambos / e os cavalos de ambos / em terra se ajoelharam. / Oliveiros recebeu / um golpe tão desmarcado / que ficou atordoado / e muito sangue desceu / o turco aí conheceu / dele as força abatidas / com as vozes compadecidas / disse: - Oliveiros, teimoso / bebe o balsamo milagroso / que te cura essas feridas. / - Ferrabrás, eu não aceito / assim não deves cansar-te confesso de minha parte / que toda oferta rejeito / porque eu não me aproveito / duma ação acovardada / por uma proteção dada / pois que prefiro morrer / que do teu balsamo beber / sem o tomar pela espada. / Pariu ao seu contendor / com tanta disposição / que só se tivesse são / teria tanto valor / deu-lhe um golpe matador / porém pegou mal pegado / feriu o turco dum lado / Ferrabraz se desviou / tirando o bálsamo tomou / ficou de tudo curado. / Disse o turco: - Cavalheiro / tu já estás muito ferido / queira aceitar meu partido / renda-se prisioneiro / assim lhe farei herdeiro / do reino de Alexandria / e tem mais a garantia / de hoje para amanhã / casar com a minha irmã / a flor de toda Turquia. / Disse Oliveiros: - Senhor / eu não preciso riqueza / quero morrer na pobreza / mas bem com meu Salvador / porque foi meu criador / e por minha alma trabalha / um instante não empalha / pra salvar os fieis / turco, / cuida em teus papeis / vamos dar fim à batalha. / Cobriu-se com seu escudo / beijou a cruz da espada / e deu uma cutilada / que desceu arnez e tudo / e dando outro a miúdo / a Ferrabraz ofendeu / o céu o favoreceu / um revés escapuliu / o bálsamo dele caiu / e Oliveiros bebeu. / E tornou a investir / que só um leão voraz / e disse: - Senhor Ferrabraz / é tempo de decidir; / só se ouvia era tinir / as espadas pelo ar / Roldão que estava a olhar / de vez em quando dizia: / - Oliveiros, eu só queria / estar agora em teu lugar. / Já tinham se espedaçado / arnez, capacete e tudo / não tinha mais um escudo / que não estivesse quebrado / as lanças tinham voado / só as viseiras existiam / eles já mal se cobriam / nas horríveis cutiladas / somente as duas espadas / sem dano algum resistiam. / Ferrabraz a resistir / estava com tanta paixão / Oliveiros só um leão / quando alguém quer o ferir / disse: - Vamos decidir / esta batalha comprida / a coisa está conhecida / um denós hoje aqui erra / e neste campo de guerra / um há de deixar a vida. / Oliveiros se ergueu / marcou-lhe a cabeça ao meio / que o golpe foi mais feio / que um cavalheiro deu / Ferrabraz estremeceu / e quase perde o sentido / ficando muito abatido / disse consigo Oliveiros: / - Vós seres um dos primeiros / a seres hoje vencido. / Assim que Ferrabraz viu / se ultimando sua vida / pos a mão sobre a ferida / a Oliveiros pediu / julga-se que o turco sentiu / uma emoção tanto ou quanto / que disparou nesse pranto / ressentido e magoado / como se fosse tocado / do Divino Espírito Santo. / - Nobre e grande cavalheiro / (disse o turco arrependido) / agora estou convencido / que teu Deus é verdadeiro; grande, bom e justiceiro / ente de grande mister / faz tudo quanto ele quer / e nele não há quem pise... / te peço que me batize / depois faça o que quiser. / Estando Oliveiros sentido / por ver assim Ferrabraz / lhe disse: - Hoje serás / pelos pares recebido / não por eu ter-te vencido / mas, sim, por seres cristão / porque a religião / abraça todo rebelde / desde a hora que pede / de suas culpas perdão. Veja mais aqui, aqui e aqui.

ESCOLA DE MULHERES – A peça teatral Escola de Mulheres (L'école des femmes, 1662), do dramaturgo, ator e encenador francês Molière (Jean-Baptiste Poquelin – 1622-1673), conta a história de um solteirão que é contra os maridos traídos, denunciando-lhe as desventuras e que, quando quis casar-se, temendo ser traído, escolheu uma menina que criara desde os quatro anos de idade, precavendo-se para que o ensino dela a deixasse burra. Porém, ela se apaixona por um rapaz. Da obra destaco o trecho final: [...] AGNES (lê) - AS MÁXIMAS DO CASAMENTO Ou Os deveres e Obrigações da Mulher Casada Com o seu Exercício Cotidiano Primeira máxima Aquela que de outrem o leito Integra por honesto nó, Em que pese o banzé que hoje em dia é aceito, Deve sempre ter a peito Que o homem a toma para si só. ARNOLFO - Explicar-te-ei mais tarde o que isto quer dizer; Por enquanto, porém, só se trata de ler. AGNES (prossegue) Segunda Máxima Só se deve enfeitar Na medida em que o acatar O marido que a possui; Basta que o seu ar lhe convenha, E na questão em nada influi Que por feia outra gente a tenha. Terceira Máxima Nada de rendas engomadas, Nem de loções, batons, pomadas, Que o resto põem liso e florido: Para a honra são drogas mortais: E tratos de beleza tais Nunca são para o marido. Quarta Máxima Sob a touca, ao sair de casa, Que abafe todo o olhar fogoso; Para que praza a seu esposo, Mister é que a ninguém mais praza. Quinta Máxima A não ser que o marido a chame, Toda visita é erro flagrante: Se alguém, com índole galante, Como hoje em dia manda a moda, Visa acomodar à Madame, Ao patrão não acomoda. Sexta máxima Berloques e balangandãs, Provenientes dos galãs, E toda espécie de presentes, Rejeitará determinada; Pois que, nos dias presentes, Não se dá por nada. Sétima Máxima De seus móveis, que despache, Sem que proteste, por inteiro, Papel, penas e tinteiro: Onde reina a boa praxe, No lar só o marido deve Escrever o que lá escreve. Oitava Máxima As mulheres de cenáculos, Assembléias, espetáculos, Saem com conceitos corrompidos E é mister serem proibidos, Com o mais que a eles se refira: Pois é lá que conspira, Contra os pobres dos maridos. Nona Máxima Deve uma mulher, que não queira Ficar com a honra desbaratada, Fugir do jogo, mal funesto! Que o jogo, diversão traiçoeira, Faz com que a mulher parada Tope com todo o seu resto. Décima Máxima As excursões silvestres E refeições campestres Evite com mortal praga. Dizem cérebros prudentes Que essa espécie de presentes O marido sempre paga. Décima Primeira Máxima... ARNOLFO - Terminarás sozinha, e essas coisas, em breve, Explicar-te-ei uma a uma, assim como se deve. Neste instante ocorreu-me assunto à mente; Entra, e guarda esse livro, encarecidamente. Vou tratar da questão e volto sem que tarde; Se o notório chegar, que uns momentos me aguarde. Veja mais aqui e aqui.


LOLA – O filme Lola (1961), do diretor e roteirista francês Jacques Demy (1931-1990), é um tributo ao diretor Max Ophüls como um musical sem música e inspirado no filme Der Blaue Engel (1930), de Josef von Sterneberg no qual Marlene Dietrich desenvolveu uma performance burlesca denominada Lola Lola. A história se desenrola na cidade costeira de Nantes, na França, no qual um jovem abandona sua situação na vida e se encontra com uma paixão da sua vida que é Lola, uma dançarina de cabaré, que está dividida entre ele e um marinheiro estadunidense. Eis que o jovem se envolve numa trama de contrabando de diamantes, pelo qual prosperou e tornou-se muito rico, retornando para Nantes com o objetivo de se casar com Lola. Para seu desencanto, ela se vai com o marinheiro, razão pela qual ele fica desanimado e amargo pelos caprichos do amor e da fortuna. O destaque do filme é para a atriz francesa Anouk Aimée. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA 
Charge do caricaturista, cartunista e jornalista francês Charb – Stéphane Charbonnier (1967-2015), assassinado no massacre do jornal satírico francês Charlie Hebdo, no qual era diretor, extraída do livro Marx, manual de instruções (Boitempo, 2013) do filósofo, professor e dirigente da Quarta Internacional, Daniel Bensaid (1946-2010). Veja mais aqui.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA?

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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HILDA HILST, HANNAH CRITCHLOW, DANIELLE STEEL & ONILDO ALMEIDA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Fábula hodierna ... - Dois irmãos uterinos, duas irmãs órfãs consanguíneas. Assim: Prometeu brechava fascín...