Mostrando postagens com marcador Bárbara Eugenia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bárbara Eugenia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, janeiro 02, 2018

AGAMBEN, TOM WAITS, CARLOS EDUARDO NOVAES, DAISAKU IKEDA, ROERICH, LISA YUSKAVAGE & BÁRBARA EUGENIA

OUTRO AMANHÃ – Imagem: Monhegan. Maine, do pintor, escritor, arqueologo e teosofista russo Nicholas Roerich (1874— 1947) – Dez horas no tempo do dia e a vida é uma aventura no reino do Sol. Nada será como antes, nada será outra vez. O que foi do domingo só na semana que vem do que se perdeu, nunca mais. desde tenra idade cata a liberdade perdida pro trabalho, pras paixões, pros prazeres, doces ilusões pra quem esqueceu de tudo e não sabe mais nada. Reina a tarde no tempo da Terra, outros reinos transitam na cabeça dos que se apressam pras suas conquistas ao domínio da mão, parindo sonhos aos trancos e barrancos, pés sobre cabeças, degraus infindáveis como areias falsas e pisam em falso nas posses do mundo, acumulando riquezas desfeitas ao vento da brisa noturna, embaixo da chuva de outras quinzenas, outros meses, outros anos passados e futuros de agora. Quem foi ou não foi, nunca é tarde demais. Por qualquer coisa, ou vai ou racha, troca de marcha e tudo não se encaixa por dentro ou por fora, tudo se esvai pela hora em que a morte se precipita, semente brota, o fruto perdido. Dez horas no tempo da noite, estrelas cadentes no sono pesado, cansaço da carne, a alma ao voo dos esquecidos e perde a segunda na terça que se foi, sem saber da quarta tragada na quinta, pra sexta fazer o sábado outra semana de esperas, janelas abertas se fecharam nos olhos e todo real escondido é quase nunca mais. E a estrada mesma parece outra com novo dia de Sol. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especiais com o músico, instrumentista, compositor, ator e cantor estadunidense Tom Waits: Greatst Hits; e a cantora e compositora Bárbara Eugenia: Vida aventureira, Frou frou & Jornal Bad & muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA – [...] O homo sacer não goza de existência política nem da igualdade natural, eis a miséria absoluta da vida [...] O estado de exceção é um estado anômico, no qual a vida é reduzida à dimensão meramente biológica, apolítica e, portanto, destituída de direitos (sequer aos procedimentos judiciais, formalmente assegurados universalmente [...]. Trechos extraídos de Estado de exceção (Espaço Acadêmico, 2010), da socióloga e professora Angelita Matos Souza.

ESTADO DE EXCEÇÃO – [...] A exceção é uma espécie de exclusão. [...] Aquele que foi banido não é, na verdade, simplesmente posto fora da lei e indiferente a esta, mas é abandonado por ela, ou seja, exposto e colocado em risco no limiar em que a vida e direito, externo e interno, se confundem [...]. Trechos extraídos da obra Homo sacer: o poder soberano e a vida nua (UFMG, 2002), do filósofo italiano Giorgio Agamben. Veja mais aqui.

A OITAVA, EM 88 – Agora você não precisa mais perder tempo na fila dos consulados pensando em deixar o Brasil. Chegou a nova coleção primavera-verão de textos constitucionais! Se ao acordar hoje, olhou à volta e experimentou a sensação de estar em outro país, você está mesmo. Continuamos falando português, cantando o mesmo hino, oteenizando nossas dívidas mas quem observar direitinho vai verificar que desde ontem o Brasil já não é mais aquele. Agora você tem ao dispor a oitava versão da Carta Magna, que lhe oferece mais economia, mais conforto, mais democracia e melhores serviços na área de segurança e direitos humanos. Constituição 88, uma nova maneira de viver! A Carta 88 (agora com habeas-data!) obedece às mais arrojadas técnicas constitucionais. De linhas sóbrias e tradicionais, num estilo pós-moderno, possui um texto superreforçado (o mais avançado em uso na América Latina), que substitui a estrutura monobloco do Executivo por um sistema intercambiante com perfeita harmonia entre os três poderes. Um texto feito para vencer os mais duros desafios das crises institucionais e resistir a fortes pressões de golpes e quarteladas. Verifique você mesmo. Passe no seu revendedor constitucional e troque a velha Carta de 67 – cheia de emendas e remendos – pela novíssima modelo 88, com cinco anos de garantia (primeira revisão só em 1993). Para ter sucesso na vida, o cidadão precisa de uma ideia na cabeça e uma Carta 88 nas mãos. Não saia de casa sem ela! Ou, se preferir, deixei-a sobre sua mesa de trabalho. Feita em três modelos diferentes, ela é útil e decorativa. Uma Constituição que vai bem em qualquer ambiente. Na fábrica, nos campos, nas praias, na cozinha. Sinta a suavidade dos seus capítulos, a maciez dos artigos, a doçura dos parágrafos, a fofura das alíneas. Os capítulos extra-suaves penetram no tecido social retirando toda a sujeira e permitindo a você e sua família uma existência mais digna e confortável. Não é sorteio nem loteria! Basta ser brasileiro para ter direito a utilizar todos os serviços constitucionais. Sem formulários, sem burocracia, sem entrada e sem mais nada! Você anda cansado, sem ânimo, dormindo nas festas e condições porque trabalha 62 horas por semana? Pois agora sua vida vai mudar: trabalhe até 80 horas semanais que a Carta estará zelando, minuto a minuto, por sua hora extra. Uma hora extra 50% superior à normal! Não é formidável? Somente a Carta 88 oferece mais proteção e melhor rendimento ao trabalhador. Carta 88, mais um servço de utilidade pública do seu Poder Legislativo. Você está trista, aborrecido porque não tem dinheiro para viajar nas férias? Pois deixe a tristeza de lado! Agora você poderá sair pelo mundo com o adicional de um terço do seu salário. Carta 88, um texto novo e diferente de tudo o que existe por aí. A ultima palavra em constituições com a garantia de qualidade Nova República. Verifica a marca na aureola. Se você é um cidadão exigente, eis a Carta dos seus sonhos. Uma Constituição simples, de fácil manejo, e um sistema exclusivo de interpretação. Texto de categoria interncioal com todos os artigos testados pelo Controle de Qualiade Constitucional em Brasília. A primeira Constituição brasileira que preserva a beleza e toma cuidados especiais com sua cútis: ninguém mais será submetido à tortura. Você, detento, que foi preso ilegalmente, pode agora começar a gritar: “Tirem-me daqui”. Você presidiária que amamenta, agora não precisará mais fazê-lo através das grandes. Você, mulher, que acabou de parir, agora terá 120 dias – repito: 120 dias – para permanecer em casa ouvindo o maravilhoso chorinho do seu revento. Não é formidável? E tem mais: o papai orgulhoso que às vezes só via o filho quando ele completava 18 anos, agora terá 5 dias de licença para limpar o cocozinho verde do seu bebê. Quem? – eu pergunto. Quem mais, além da Carta 88, poderia oferecer tantas vantagens? Carta 88. A Constituição que está ao seu lado! Você, querida cozinheira, que tem deixado queimar a comida do patrão, preocupada com férias, licença, aviso prévio, aposentadoria, agora poderá preparar saborosos quitutes: a Carta 88 aboliu a escravidão. E quanto a você, caro pobre, em crise existencial por não poder pagar para obter registro civil, certidão de óbito e outros documentos, agora poderá dormir tranqüilo debaixo da ponte. A Carta 88 vai lhe permitir exercer seu direito de cidadania sem desenbolsar um tostão. Não é formidável? É por isso que nós dizemos: fora da Carta 88 não há salvação! Só ela oferece mais pelo seu dinheiro. Vem pra Carta você também, vem! Extraído da obra O país dos imexíveis (Nórdica, 1990), do advogado, cronista, romancista e dramaturgo Carlos Eduardo Novaes. Veja mais aqui.

UMA VIDA PELA PAZ – Desnecessário é dizer,eu não sou um poeta. Mas,de tempos em tempos,numa tentativa de expressar minhas emoções pessoais ou idéias,produzi meu próprio estigma poético,dando-lhes uma expressão tão livre quanto possível. Uma vez Goethe disse: 'Todos os meus poemas,são poemas ocasionais,sugeridos pela realidade cotidiana e, estão contendo um firme alicerce.' Posso dizer também,que os meus poemas emergem da realidade cotidiana ou mais especificamente,do redemoinho de atividades diárias que eu, como qualquer pessoa comum,com ele encontra-se comprometido. Incorporando os sentimentos que me vem à tona no contato com amigos ou meus diálogos com jovens, estes poemas têm sido anotados há anos em meu diário ou nos diversos cantos de minhas anotações. Muitos deles foram compostos enquanto eu viajava pela Causa da Paz ou, em momentos de repouso,antes de retirar-me à noite. Do poeta, filósofo, fotógrafo e líder budista japonês Daisaku Ikeda.

A ARTE DE LISA YUSKAVAGE
A arte da pintora estadunidense Lisa Yuskavage.

Veja mais:
Endecha: carpe diem, mutatis mutandis, o pensamento de Nikolai Roerich, a fotografia de Antonella Fabiani & a arte de Leon Zernitsky aqui.
Do que foi pro que é quase nada, Friedrich Nietzsche, Vaughan Williams, Suzzane Valadon aqui.
Coisas do sentir que não são pra entender, Marco Túlio Cícero, Emil Nolde & Nivian Veloso aqui.
O Sol nasce para todos aqui.
Samira, a ruivinha sardenta, Yann Martel, Philippe Blasband, Cristina Braga, Tom Tykwer, Franka Potente, He Jiaying, August Macke, Hernani Donato, Interatividade na Ciberarte, Ana Bailune & Susie Cysneiros aqui.
Chiquinha Gonzaga & Todo dia é dia da mulher aqui.
Nélida Piñon & Todo dia é dia da mulher aqui.
Parábola Budista, Darcy Ribeiro, Yes & August Macke aqui.
O recomeço a cada dia aqui.
Dignidade humana aqui, aqui e aqui.
Educação aqui, aqui e aqui.
Meio Ambiente aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Pra saber viver não basta morrer, Leonardo Boff, Luchino Visconti, Emerson & Lake & Palmer, Núbia Marques, Felicitas, Pedro Cabral, Psicodrama & Teatro Espontâneo aqui.
Literatura de Cordel: História da princesa da Pedra Fina, de João Martins de Athayde aqui.
Robimagaiver: pipoco da porra aqui.
Dhammapada, Maslow, Educação & Responsabilidade civil da propriedade aqui.
O romance e o Romantismo aqui.
Literatura de Cordel: Brasi caboco, de Zé da Luz aqui.
Dos dias, a mulher, Albert Einstein, Viktor Frankl, Henri Matisse, Gilberto Gil, Mark Twain, Milos Forman, Rita Guedes, Natalie Portman, Naoki Urasawa, Kátia Velo & Alfredo Rossetti aqui.
Cleópatra & Todo dia é dia da mulher aqui.
Gaia – Mãe Terra, Isaak Azimov, Caetano Veloso & Teresa Filósofa aqui.
Michel Foucault, A poesia dos deuses, Antropologia Jurídica, Educação Ambiental, Fecamepa & Psicologia Social aqui.
Os seios da mulher amada aqui.
Junichiro Tanizaki, Sandra Werneck, Louis Jean Baptiste Igout, Asha Bhosle, Heloisa Maria, Márcio Baraldi, Lucy Lee, Vilmar Lopes, Raimundo Fontenele, Internet & Inclusão, A mundialização da cultura & a Gestão do Capital Humano aqui.
A deusa Inanna & a mulher suméria, Poema em voz alta, Mallarmé, Paul Cézanne, Marquês de Sade, Pasolini, Karina Buhr, Maryam Namazie, Leroy Transfield, Frederico Barbosa, Olivia de Berardinis & Mozart Fernandes aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
&
Agenda de Eventos 35 anos de arte cidadã aqui.

PERFORMANCE DE AMOR: PELA NATURALIZAÇÃO DA NUDEZ
A cantora Bárbara Eugenia durante a turnê do show Frou frou, no Sesc Belenzinho, em São Paulo, em 2015, realizando a Performance de Amor pela Naturalização da Nudez. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.

quarta-feira, dezembro 27, 2017

OUSPENSKY, PAVESE, ANTÔNIO CÍCERO, NÊUMANE, BÁRBARA EUGENIA, GIL COHEN, ALESSANDRA FAVETTO, TATÁ AEROPLANO & FREYA

QUANDO FREYARAVI É SÓ FREYA – É dia dela e do Vale do São Francisco eu voo para recebê-la em festa - ela aniversaria duas vezes por ano. E eis que surge deusa mãe das entranhas álgidas de Vanir, quando os deuses se reúnem para romper o acordo com o construtor das muralhas de Asgard. Vem ela da Völva para ser minha noiva na sua mágica aura glacial, feita de brisa tropical com a música na Völupsa da Edda poética. E em mim ela é a magia venerada pelo êxtase das sacerdotisas do Seiðr para as sagas das viagens espirituais nas mudanças dos tempos e de todas as coisas curadas e amaldiçoadas, que caçam suas lágrimas de deusa da riqueza transformadas em ouro na terra e âmbar no mar, quando é a beleza, a flor entre as flores, a fertilidade da vida para consagrar felinos, corvos e lobos para mim. Em mim ela é a guerra no seu carro puxado por linces para o pacto de Asgard entre os Aesir, é a morte ao receber de suas lideradas valquírias as almas de todas as mulheres no palácio de Fólkvangr, como também a metade das almas dos homens mortos em combate. Em mim ela é a sabedoria que me atrai com sua beleza voluptuosa e olhos vivos realçados pelo colar mágico de Brisingamen na expressão do Sol e os dias e as noites, e é o amor com toda sensualidade e luxuria entre o céu e a terra, a procurar por mim e encontrar-me cativo na sua exuberância divinizada, carregada de raios e trovões. E refém do seu encanto eu sou para retirar o bustiê e vendar meus olhos na surpresa da sua nudez mágica, e um filme revela as minhas encarnações passadas ao seu lado, passeando de mãos dadas pela Cordilheira dos Andes, o sexo selvagem na Barreira do Inferno, o Kama Sutra na muralha chinesa, o namoro agarradiço na ilha atlântica de Hy-Breazil, o abraço quente pra entrega setentrional no Ártico, a nudez na madrugada da Ilha Grande da Terra do Fogo, a despedida amorante no Salto das Sete Quedas dos gozos ubíquos na redondeza ensolarada do Taj Mahal, na relva do Kilimanjaro, no munumento de La Mano em Punta Del Este, no Jeju Loveland, e ela gritando todas as vezes para que eu não vá, até adormecer no feitiço de suas imprecações. Desperto com o hálito de primavera dos seus lábios rentes ao meu, sua língua aveludada por minhas faces, suas mãos estivais incendiando meu sexo, o toque macio dos seus dedos nórdicos esfregando-o à palma da sua mão reveladora e envolvê-lo com as estrelas do céu da sua boca, agasalhado por suas lambidas acasaladoras, a iluminá-lo com o prateado do seu sobejo e aprontá-lo para ser tomado pelo vulcão ventral de sua gula vaginal, na contagem regressiva pro lançamento do meu foguete singrando os seus sete céus inflamáveis para explodir o gozo dos seus zis orgamos e beijares feitos girândolas de fogos de artifícios, estrelas cadentes e galácticos sóis. E dela sou súdito e cultor, duas vezes por ano, para sempre. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui & aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a cantora e compositora Bárbara Eugenia: Frou frou & Jornal Bad; com o músico, compositor e andarilho urbano Tatá Aeroplano: Step Psicodélico; e da dupla Vida ventureira. Para conferir é só ligar o som e curtir.

PENSAMENTO DO DIA – A voz do morto: Estava com Penélope, conheci Elsa, reencontrei Helena, abandonei Penélope, deixei Helena. E sinto saudade de Esmé. Respeito todas, valorizo todas, todas foram importantes para mim. Será por isso que dizem que não presto? Será? Se os mortos cantassem eu entoaria: “Eu não presto, mas eu te amo, eu não presto mas eu te amo”. Sim. E daí? O amor, ah, o amor! Amor. Quem o merece? [...]. Trecho extraído da obra O silêncio do delator (A Girafa, 2004), do jornalista e escritor José Nêumane Pinto.

LEI DOS TRÊS PRINCÍPIOS OU TRÊS FORÇAS – [...] todo fenômeno, em qualquer escala e em qualquer mundo que ocorra, do plano molecular ao plano cósmico, é o resultado da combinação ou encontro de três forças dirferentes ou opostas. O pensamento contemporâneo reconhece a existência de duas forças e a necessidade dessas duas forças para a produção de um fenômeno: força e resistência, magnetismo positivo e negativo, eletricidade positiva e negativa, células masculina e feminina e assim por diante. Ainda assim, não constata sempre nem em toda parte a exist~encia dessas duas forças. Quanto á terceira força, jamais se preocupou com ela ou, se lhe aconteceu um dia levantar tal questão, ninguém disso se apercebeu. [...]. Trechos da obra Fragmentos de um ensinamento desconhecido: em busca do milagroso (Pensamento, 1982), do filósofo e psicólogo russo Piotr Demianovitch Ouspensky (1878-1947). Veja mais aqui.

O BELO VERÃO - Naquele tempo tudo era festa. Bastava que saissemn de casa e atravessassem a rua para ficarem como loucas, e tudo era tão bonito, princpalmenet à noite, que, mesmo chegando mortas de cansaço, esperavam que alguma coisa acontecesse, que rebentasse um incêndio, que em casa nascesse uma criança, ou que de repente rompesse o dia e todo mundo saísse às ruas, e se pudesse continuar andando andanto até chegar aos campos, até chegar além das colinas. – Têm saúde, são jovens – diziam -, são moças, não têm preocupação, a gente entende. No entanto, uma delas, Tina, que saíra do hospital manca e que em casa não tinha o que comer, também ria por nada e, uma noite, correndo atas dos outros, parara e comçara a crhorar porque era uma besteira dormir, era como roubar tempo à alegria. [...]. Trechos da obra O belo verão (Brasiliense, 1987), do escritor italiano Cesare Pavese (1908-1950). Veja mais aqui.

QUATRO POEMAS DO GUARDAR  – Logrador: Você habita o próprio centro / de um coração que já foi meu. / Por dentro torço por que dentro / em pouco lá só more eu. / Livre de todos os negócos / e vícios que advém de amar / lá seja o centro de alguns ócios / que escolheirei por cultivar. / Para que os sócios vis do amor, / rancor, dor, ódio, solidão, / não mais consumam meu vigor, / amado e amor banir-se-ão / do centro rumo a um logrador / subúrbio desse coração. Simbiose: Sou seu poeta só / só em você descubro a poesia / que era minha já / mas eu não via. / Só eu sou seu poeta / só eu revelo a poesia sua / e à noite indiscreta / você de lua. Maresia: O meu amor me deixou / levou minha identidade / não sei mais bem onde estou / nem onde há realidade / Ah, se eu fosse marinheiro / era eu quem tinha partido / mas meu coração ligeiro / não se teria partido/ ou se partisse colava / com cola de maresia /eu amava e desamava / sem peso e com poesia / Ah, se eu fosse marinheiro / seria doce meu lar / não só o Rio de Janeiro / a imensidão e o mar / leste oeste norte sul / onde um homem se situa / quando o sol sobre o azul / ou quando no mar a lua / não buscaria conforto / nem juntaria dinheiro / um amor em cada porto / Ahhhhhh se eu fosse marinheiro.../ não pensaria em dinheiro / um amor em cada porto... / Ahhhhhh se eu fosse marinheiro... O país das maravilhas: Não se entra no país das maravilhas / pois ele fica do lado de fora, / não do lado de dentro. Se há saídas/ que dão nele, estão certamente à orla/ iridescente do meu pensamento,/ jamais no centro vago do meu eu./ E se me entrego às imagens do espelho/ ou da água, tendo no fundo o céu,/ não pensem que me apaixonei por mim./ Não: bom é ver-se no espaço diáfano/ do mundo, coisa entre coisas que há/ no lume do espelho, fora de si:/ peixe entre peixes, pássaro entre pássaros,/ um dia passo inteiro para lá. Poemas extraídos de Guardar (Record, 1997), do poeta, compositor, critico literário e filósofo Antônio Cícero. Veja mais aqui.

A ARTE DE GIL COHEN
A arte do desenhista, ilustrador, professor e pintor Gil Cohen.

Veja mais:
O amor de Freyaravi aqui, aqui, aqui & aqui.
A arte de Fulvio Pennacchi aqui.
Neuroeducação aqui, aqui & aqui.
Vygotsky, o teatro e a criança aqui.
Brincar para aprender aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
Faça seu TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da fotógrafa, artista plástica e visual italiana Alessandra Favetto.
Veja mais aqui.

GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS

  Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula dos embeiçados desavindos... ...