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sexta-feira, março 17, 2017

LUCHINO VISCONTI, TUNICK, CONSTANÇA CAPDEVILLE, AUBREY BEARDSLEY, MERGULHO DO AMOR & LUCIAH LOPEZ

O MERGULHO DAS MANHÃS E NOITES NAS ÁGUAS PROFUNDAS DO AMOR – Imagem: foto/arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez. - Iaravi das manhãs lá vem ela com o frêmito dos seios tremulantes na sua nudez de Sol, e nem desconfia o quanto a amo por inteiro e a desejo além da vida e da morte. Anfitriã dos meus mais obscenos e secretos desejos, ela se serve pirão que o meu mar engrossa e eu mais a amo e ela não sabe e me dá o melhor de si só por dar e por amar e eu raspo o tacho de todas as suas deliciosas emanações até lamber os dedos como quer mais e muito mais. Ela não arrefece e remexe traquina inocente, enquanto eu estreio a cobiça buscando agasalhos no seu corpo pra me arranchar, o maior vuque-vuque ao seu cozimento e eu fervendo na nossa gangorra e vira a virar. Tudo desemboca ventre abaixo se avolumando entre eu e ela, só pra me fazer parque de diversão na sua devastadora gula e tesão que a consagra dona inestimável do meu coração menino travesso e agora mais cresço e torno a crescer dentro dela. E eu me insinuo com sacudidelas me apoderando para arrematá-la lambendo os beiços e atacando suas intimidades, roçando-lhe a nuca com o meu bafejo safado e todos os ardis para vergá-la, rendê-la, varar-lhe o âmago, o dorso, a garganta e tudo dela e todos os gozos com minhas mãos e posses em suas reentrâncias, atravessando-lhe o ventre e ancas enfeitiçadoras para arrancar seus suspiros mais vibrantes e minando de emoção. Dominada, mais se entrega a mim como quem ao carrasco se deixa golpear e eu a sorver a ameaça a cada bocado de sua mais deliciosa entrega corpórea e anímica, quando Freya das noites ela me enfeitiça como a venero língua de fora, pernas pra que te quero além do poder, a perseguir seus passos de deusa e a perseverar de tê-la comigo para todo o sempre e toda a todo momento. Ah o seu jeito lindo de ser sensacional encantadora pronunciada na exibição da sua carne saborosa, mexendo-se e a cada movimento eu me deliciando com suas curvas, remexidos, tudo sensual demais e ao meu dispor, a cada olhadela uma pegada pronto para agarrá-la com diligência e a lhe tomar o pulso, puxar ao braço e alisar sua pele e agarrar seus quadris e abocanhar suas pernas e coxas e a recolher inteira totalmente minha, Freyaravi, na explosão medonha que rasga noites e dias e sou mais que a eternidade atravessado nela e eu faço juras enloquecidas de amor e paixão por ela. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui & aqui.

Curtindo a arte musical da compositora, pianista e percussionista portuguesa Constança Capdeville (1937-1992).

Veja mais sobre:
O Cravo e a Rosa, Clitemnestra – Oréstia & a trilogia de Orestes, Antônio Torres, Elis Regina, Bernardo Bertolucci & Maria Schneider, Clara Redig & Antônio Maria, Antoine-Jean Gros, Pierre-Narcisse Guérin & Programa Tataritaritatá aqui.

E mais:
Nietzsche & a Música, Luis Soles & as raízes árabes da tradição poético-musical do sertão nordestino, Otto Maria Carpeaux & a História da Música, José Ramos Tinhorão, Edigar de Alencar & O carnaval carioca através da música aqui.
Platão, Albert Sánchez Piñol, Aracaju, Toninho Horta, Amos Gitai, Cia. Cenica Nau de Ícaros, Paul Helleu, Ricardo Cabús, Helena Yaralova, Biritoaldo & Cidadania e Direitos Políticos aqui.
Paz & Alberto Enstein, Jiddu Krishnamurti, Alexander Scriabin & Paul Gauguin aqui.
Gaia – Mãe Terra, Isaac Asimov, Caetano Veloso, Teresa Filósofa & s Jean Baptiste de Boyer aqui.
Buda, Darcy Ribeiro, August Macke & Yes aqui.
Christian Bernard, Isaac Newton, Casimiro de Abreu, Keith Jarrett, Carlos Saura & Mia Maestro, Julio Hübner & A lenda da criação no gênese africano aqui.
Umberto Eco, Friedrich Dürrenmatt, Abelardo da Hora, Humberto Teixeira & Eliane Ferraz aqui.
Litisconsórcio, Tavito, Bruno Vinci & Teco Seade aqui.
Psicologia na Educação, Eek, Gato Zarolho & Palhaço Paranoide aqui.
Decameron, João Albrecht & Jiddu Saldanha aqui.
Riacho Salgadinho, Eliezer Setton, Zé Barros, Naldinho Freire, Wilson Miranda & Webrádio Maceió aqui.
Hermilo Borba Filho & Sônia van Dijck, Teoria da Literatura, Solange Palatnik, Constituição, Psicologia, Dialogicidade & Representações Sociais aqui.
A vontade, Amanda Garruth, Deborah Rosa, Luciana Soler, Bete Sá, Vanessa Morais & Cantora Sol aqui.
Afetividade, Lília Diniz, Lucinha Guerra, Thathi, Ezra Mattivi, Juliana Sinimbu & Anna Ratto aqui.
Dos destroços pra solidão criativa, Fabian Dobles, Rosa Passos, André De Dienes, Joan Fullerton & Clevane Pessoa de Araújo Lopes aqui.
É ela a soberania do mar na foz do meu rio, Naura Schneider, Marianna Leporace & Luciah Lopez aqui.
Cenário em ebulição: pra quem vai do lado de lá ou quem vem do lado cá & vice-versa, Hélène Bernard & As grandes iniciadas, Willem de Kooning, Arabella Steinbacher & Rubens Gerchman aqui.
Os dois mundos de quem vive de um lado só, Angelo Agostini, Juliette Herlin, Hannah Wilke, Fernando Botero, Nik Helbig, Doro, Robimagaiver & Zé Corninho aqui.
Reflexões de jornada à sombra da amendoeira, Albert Einstein, William Byrd, Jeff Kolker& Otgo aqui.
A miséria obscena da avareza & Zinaida Evgenievna Serebryakova aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

A arte do ilustrador e escritor inglês Aubrey Beardsley (1872-1898).

DESTAQUE: LUCHINO VISCONTI
Entre os cineastas da minha predileção está o premiado cineasta italiano Luchino Visconti (1906-1976), do qual tive o prazer de assistir, entre outros filmes, Rocco e os seus irmãos (1960), com a bela atriz Annie Girardot; Belíssima (1951), com a lindíssima atriz Anna Magnani; Noites Brancas (1957), com o qual arrebatou o Leão de Ouro do Festival de Veneza, em 1957, com a linda Maria Schell;  e Violência e Paixão (Gruppo di famihlia in un interno, 1974). Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Fotopoema da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez.
Veja mais aquiaqui e aqui.

DEDICATÓRIA:
A edição de hoje é dedicada a todos que fazem a Escola Estadual Joaquim Fernando Paes de Barros Neto, de Itapecerica de Serra, São Paulo.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: foto de Spencer Tunick. Veja mais aqui.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui.
 

sábado, setembro 17, 2016

HORACIO QUIROGA, CHAUÍ, CATHERINE RIBEIRO, ANTONIO CÂNDIDO, CARALOTTA IKEDA, ANDERS ZORN, MAUREEN BISILLIAT & TUNICK

ENTRE TOPADAS E ESCORREGÕES, EU INSISTO, PERSISTO, RESISTO E ATÉ PERSEVERO - Sempre rio de mim e de tudo, brinco. Sisudez é para engravatados e donos da razão. Eu, não, reles saltimbanco, mambembe. Não sou importante nem assim me vejo e assim sorrio da minha desimportância um tanto dionisíaca, irresponsável. Pra falar a verdade, nunca levei nada tão a sério: paletó e gravata não são pra mim, teimo. A vida é linda demais pra perder tempo com seriedade extrema. Desastres? Ora, muitos! Sou suscetível ao karma (e adoro Carma, Dona Carminha, minha avó de todos os afetos), sem bússola ou reló6gio, à deriva: bicho solto que só teve janelas gradeadas: da minha mãe, do casório, o tio prest’atenção – sobrou o ouvido na música de todos os tons, os olhos nos livros de todas as aventuras. Para quem queria fazer profissão no teatro, represento histrião, o melhor que pude: o gravador, a máquina de escrever, rascunhos, versos e gritos, depoimentos na barreira das derrotas, a cabeça ao muro, arranhões quase escoriações, arame farpado entre avelós. Quando eu ia pescar já tinham passado a rede de arrastão: nada no anzol. Caçar, não, nunca tive pontaria; jogo, também não, nenhum, conservo-me perna-de-pau pra qualquer tipo de jogada – só umas arriscadas beócias com peões, rainha, torres, bispos, rei e cavalos. Problemas? Muitos, quando alguns, sexo e mulheres. Para onde? Parte alguma, barata tonta, piolho no alheio, encruzilhada à frente. Minha vida: cabeça de água nas nuvens, pés no céu da Terra. E tudo de pernas pro ar, de cabeça pra baixo. Se levasse tudo tão a sério não resistiria em meio tantas hostilidades, sacrifícios, mendacidades, fracassos, traições. A vida é assim mesmo: nunca sai como se espera. Os tempos eram outros, não mais, tudo um saco! Quase se perde a esperança, às topadas, a vida pendurada na pele crua, tudo segurado à unha, dentes cerrados e rangentes, no peito e na raça, quase não sobrar nada de mim. Insisto, persisto, resisto e até persevero: saio juntando cacos, trapos, retalhos e retraços de planejamentos destroçados, previsões pras cucuias. Projetos? Muitos; farei quando puder. O que tenho a dizer, pouco importa, faço da minha insular existência como se resumida a este dia, todo dia, o último dia. Por tudo isso, só me resta continuar sonhando para não sucumbir, pois só me resta rir da minha tolice. Principalmente num momento como este em que não se tem lá muito o quê comemorar. Só minha gratidão procê! Obrigado, um milhão de beijabrações procê. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

UMA MÚSICA
Curtindo Chansons de légende (Alby Music, 1997), da cantora e performer francesa Catherine Ribeiro.

PESQUISA: A POESIA BRASILEIRA - [...] No nível estrutural, já foram sugeridas tensões que alicerçam os significados e se organizam em torno da contradição maior, prazer-dor, tornada coerente pelo sadismo, que consiste justamente na sua combinação. Em torno deste eixo é construído o poema, com a sua sonoridade forte, o seu verso inicial que situa o leitor em pleno universo da poesia, com um poder que transcende o nível apenas lógico. [...] Na poesia brasileira (penso no que dizem os versos, não no comportamento dos poetas), é visível a vertente dos desvios da norma: sadismo em Bernardo Guimarães, masoquismo em Casimiro de Abreu, erotismo solitário em Álvares de Azevedo, voyeurismo em Bilac, necrofilia em Alberto de Oliveira, senso da decomposição em Augusto dos Anjos, angústia do impulso sexual irregular em Mário de Andrade, autocastração punitiva em Drummond. Mas enquanto em quase todos esses casos o traço é extraído pela análise do critico, no soneto de Fontoura Xavier há um tratamento intencional e declarado por parte do poeta, que assume conscientemente a representação da crueldade sexual transgressiva. Trechos extraídos da obra O discurso e a cidade (Duas Cidades, 2004), do sociólogo, literato e professor Antonio Cândido, reunindo ensaios em que analisa autores que com sua literatura se preocupam em construir a impressão de verdade por meio de narrativas aderentes ao real, com uma fidelidade aos dados externos que as faz parecerem documentários. Veja mais aqui.

UM LIVRO: 
[...] Quase ao mesmo tempo, entraram na sala a mãe e Eglé. Vendo Eglé, Rohán sentiu por ela uma imensa ternura. Ternura de marido, não de namorado, algo de intimo agradecimento e muito de intensa proteção, sentimento que conhecem os casados, um dia depois, de fazer para a esposa uma injustiça.
Trecho do romance História de um louco amor (Mercado Aberto), do escritor uruguaio Horacio Quiroga (1879-1937).

PENSAMENTO DO DIA: O OLHAR - [...] Mas o que é ver? Por que Aristóteles escreve esti idein? Da raiz indo-europeia weid, ver é olhar para tomar conhecimento e para ter conhecimento. Este laço entre ver e conhecer, de um olhar que se torna cognoscente e não apenas espectador desalento, é o que o verbo grego eidô exprime: eidô – ver, observar, examinar, fazer ver, instruir, instruir-se, informar, informar-se, conhecer, saber -, e no latim, da mesma raiz, vídeo, ver olhar, perceber e viso – visar, ir olhar, ir ver, examinar, observar [...]. Aquele que diz: eidô (eu vejo), o que vê? Vê e sabe o Eidos: forma das coisas exteriores e das coisas interiores, forma própria de uma coisa (o que ela é em si mesma, essência), a ideia. Quem vê o eidós, conhece e sabe a ideoa, tem conhecimento – eidotés – e por isto é sábio videnete-eidulius. [...]. Trecho do artigo Espelho da alma, janela do mundo, extraído da obra O olhar (Companhia das Letras, 1990), da filósofa e educadora brasileira Marilena Chauí. Veja mais aqui.

UMA IMAGEM

Extraídas do livro Xingu: Detalhes de uma Cultura (Raízes, 1978), da fotógrafa inglesa naturalizada brasileira Maureen Bisilliat.

Veja mais sobre Paixão Legendária, Psicologia Cultural, Lilith, Jerzy Milewski, Francisco Quevedo, Menandro, George Grosz, Narrativas de Uji Shui, Fernando França, Literatura Infantil, Cida Lima & Escritores Alagoanos aqui.

E mais:
As trelas do Doro, o bacharel das chapuletadas aqui.
A filharada do Zé Corninho aqui.
A greia na Fúria dos Inocentes aqui.
Fecamepa: de Pindorama à Carta de Caminha aqui.
Proezas do Biritoaldo: quando não se pensa direito, a cara sofre a maior vergonha aqui.

DESTAQUE: 
A arte da bailarina japonesa Caralotta Ikeda (1941-2014).

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor sueco Anders Zorn (1860-1920).
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: a arte do fotógrafo estadunidense Spencer Tunick.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.

ALI COBBY ECKERMANN, MAGGIE O'FARRELL, LORRAINE DASTON & ANITA PAES BARRETO

    Imagem: Acervo ArtLAM . Ao som dos álbuns The Road... (Shanachie Records, 2011), Soul Quest (Shanachie Records, 2013) e Journey to t...