domingo, agosto 19, 2007

QUE ESPORTE QUE NADA, É ESPÓRTULA MESMO!!!




QUE ESPORTE QUE NADA, É ESPÓRTULA MESMO!!!



Gente, aprumando a conversa: esporte coisa nenhuma, que a gente foi o maior fiasco na última copa; nós somos mesmo é campeão na espórtula. Pode ver: papo vai, papo vem, e tudo só resulta na velha prática da trambicagem. Pode apertar o gogó da situação que só dá remoeta braba por debaixo dos panos. E, com os de lá de cima do planalto central do país, eu mesmo duvido que escapula unzinho só, um nem que seja para remédio, com ficha limpa disso aí.


Pois é, o mensalão, sanguessugas, gabirus e diluvistas (essa é nova, hem?), só comprovam, certificam e atestam a minha teoria, quer mais? Ora,ora, quando a gente diz que por trás de toda riqueza existe um crime, olhaí a certidão! É só carro importado, chatice de caga-raio e muita granfinagem com o dinheiro público. Inclusive, algum tempo atrás as pessoas se intrigaram com um texto que eu escrevi sobre o tema “O toco do barnabé”. Estranharam, mas no frigir entenderam se tratar de um textinho simples sobre um ocorrido num desses órgãos públicos que aboletam os profissionais mais roda-presa que se possa ter para atendimento público, confirmando que o reino da incompetência é generalizado e faz festa na burocracia das organizações públicas brasileiras. E não só.


Usando do exercício da cidadania, eu apenas fazia registro da prática institucionalizada no cotidiano do mais simples brasileiro, que é mais conhecida como ôia, sempre apurada como manjuba calada no pé-do-cipa dos estróinas que são verdadeiros funâmbulos argirocratas e que, não obstante, povoam os mais amplos gabinetes e birôs dos serviços públicos municipais, estaduais e federais desse Brasilzim veio, aberto e sem porteira de Lalaus, bilaus, Banestados, propinodutos, mensalões, o diabo a quatro e agigantando o nosso ninho de trambicagens, trapaças a fole, bigshits brothers, baús e enrolanças, tudo feito no maior esparro e tapiação pra cima e pra baixo.


Os meandros da nossa historiazinha oficial, brôca e rôta sempre esconderam o ninho de enfermidades e maracutaias de nossa exuberância tupiniquim. Mas é flagrante pelo rombo e por nossa dívida astronômica que sempre o poder do dinheiro desviou o Brasil para abismos seculares. Ninguém resiste a um bom calhamaço de cédulas, se peidando todo na hora. Isso, claro, no esconderijo das instituições e com a anuência de todo tipo de poder, evidentemente.


Enquanto tremem na base diante das vultosas propinas, muito sujeito chulo posa de prôbo confrontando a nossa completa falta de indignação a ponto de, para desgraça nossa, topar que tem muito sujeitinho enrolão metido a sério por aí. E o pior: disfarçam tão bem como se o óleo de peroba resolvesse o polimento na cara-de-pau escondendo a peneira dos panos sol a pino, chegando a crer que, para eles, é necessário delinqüir para se alcançar alguma coisa de posse no Brasil. A velha coisa do levar vantagem em tudo e de fazer o chapéu do otário virar marreta mesmo. Resultado, esses carinhas estão nas Câmaras de Vereadores, nas Assembléias Legislativas, no Congresso Nacional, no Executivo, no Judiciário, na polícia, na escola, no posto médico, no escambau e, não duvide, até na vizinhança mais próxima que se possa imaginar. Temo até que já tenham virado oniscientes, onipresentes e onipotentes! Vixe!


Como a bronca é mais séria do que a gente imagina, pois que vem desde 500 anos atrás quando a patriamada foi invadida, preada, tomada, roubada, colonizada e sacaneada, perseguindo essa sina que macula nosso destino e nação, será sempre impossível desde lá até nesta hora adivinhar quantas jogatinas estão sendo entabuladas neste exato momento em todo país. Imagine só: quantas enroladas estão sendo cometidas neste exato momento, hem? E mesmo que se invente um detector com capacidade de sismógrafo ou um Sivan poderosíssimo, jamais dará vencimento, porque a cada instante um sujeito molha a mão de um servidor ou agente público onde quer que ele esteja.


Pois é, são estes servidores e agentes que vão impunemente engrossando a legião de picaretas, fabricando todo tipo de afanações e se fazendo mostrar cumpridores do seu papel tão garbosamente, porque para eles é indeferente mesmo que chova canivetes ou que dê a zebra ou mesmo um créu da gota, que não estão nem aí para quem pintou a zebra ou quem seja a bosta do cavalo do bandido – sem esquecer que estes desgracentos são o maior atraso de vida que se possa imaginar, pois estão aboletados gerenciando todos os recursos e soluções para a nossa vida e para a nossa morte. Destá!


No final de tudo, eles no bem-bom com a conivência de tantos outros e só a gente que fica com uma mão na frente e outra atrás, insinuando, abestalhado: por acaso, alguém anotou a placa do trem? É nem mesmo a Constituição nos salva. Se assunte, meu, a vergonha é nacional.

Por esta razão e invocado que só, hoje usurpo minhas asneiras e levanto uma tese para colocar lenha na fogueira. É o seguinte: dizem, unânime e veementemente, que o Brasil é o país do futebol. Mentira! Admito que seja só pentacampeão mundial. E isso já é muita coisa, só isso. E que também a mídia mostra o trabalho de sérios e obstinados desportistas voltados para o social merecendo toda nossa reverência, claro.


Agora, dizer que é só o país do futebol, reitero: mentira deslavada. Em primeiro lugar porque a prática esportiva mais difundida aqui é a espórtula, depois é que vem o resto, como afanações, jogo do bicho, porrinha, e aquela do um pra eu, um pra tu, um pra eu... Por esta razão, não será jamais exagero algum dizer: o Brasil é o país da espórtula. Depois é que é o país do futebol, do carnaval, da mulata frochosa, do alteroscopismo, da molecagem, da sacanagem, etc etc etc etc. É ou não é? Tenho dito.

Será que isso mexe com os brios de alguém? Com essa patologia delinquencial toda vale a pena clamar veementemente pela moralização dos serviços públicos, pela eficiência investigativa policial e pela celeridade da Justiça brasileira? Será que a gente pode, ainda, sonhar com um país melhor. Ih! Acorda, meu! Enquanto isso, cá prá nós: qual será mesmo o Valério, ou o Benedito, ou o Severino ou o Zé da vez, hem? Escapa quem? Ôxe, vou me arribar senão sobra é pra eu! Vamos aprumar a conversa & tataritaritatá! Bié, bié, glup, glup. (Luiz Alberto Machado). Veja mais aqui.




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E mais também Djavan, Friedrich Schelling, Lewis Carroll, Rosa Parks, Paula Rego, Carrie-Anne Moss & Fernando Fábio Fiorese Furtado aqui.

PS: Gentamiga, esse negócio da CPMF é um troço indigesto medonho. No país da espórtula essa é mais uma das tantas aberrações que venho reclamando desde que publiquei um artigo opinativo na "Opinião" da Gazeta de Alagoas em 1996 e venho remoendo até hoje! Eu mesmo cansei, gente! Cansei de ser enrolado, sacaneado, estuporado e sarrabuiado por uma política nojenta que sustenta autoridades e salafrários que determinam nosso destino por quererem apenas o poder pelo poder. Cansei! vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!



CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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