quinta-feira, fevereiro 17, 2011

A IRMÃ DA NOITE


A IRMÃ DA NOITE – Imagem: Woman, by Katia Kimieck - Sempre fui bem recebido pelas cunhadas. Uma delas, a Valbânia, foi aquela que mais me chamou a atenção. E tudo começou por nada. Bastou certa tarde, a gente conversando, de forma inadvertida, meu braço roçou seus seios. Um choque. E me arrepiei na hora com aqueles ductos duros, provocantes, pareciam mais insistentemente me chamando praqueles assanhamentos libidinosos que nos levam ao delírio dos prazeres. Doutra feita, estava eu vasculhando algo e ela roçou seus seios num dos meus braços. Pareceu acidental, mas era provocação demais para que eu pudesse passasse em branco, sem ao menos demonstrar que aquilo buliu com a minha libido. E, depois disso, passei a olhá-la mais fixamente, fuzil na mira, dentes aguçados, preparando os apetrechos da caça. Uma vez flagrei sua língua lambendo os lábios e me fitando permanentemente. Fiquei sem jeito. Não sei como sua irmã não vira tudo aquilo. Eu só ficava inquieto e sem poder fazer nada, mas com toda gula armada para digerir aquele banquete que me chamava de banguelo. Certa feita num restaurante, a namorada saiu um instante e ficamos sozinhos. O papo estava acalorado. Foi quando ela disse-me: - Isso me dá um tesão danado... - O quê? -, perguntei-lhe. Não obtive resposta porque a namorada já estava de volta à mesa para continuar o papo anterior. Que coisa! Não dava uma dentro, nada de oportunidades abertas para que eu pudesse colocar meu trem nos trilhos. Lembro bem que certa noite eu estava dormindo e me acordei com a certeza de que alguém estava me bolinando. Mas não vi ninguém. Olhei dos lados e investiguei o ambiente e nenhuma alma viva além da namorada que dormia sono solto estava ali. Nunca acreditei em fantasmas, mas desconfiava que algo de inusitado ocorrera e a minha excitação estava me atordoando. Quando fechei os olhos percebi alguém se movimentar no ambiente, não deu pra ver quem era. Mas fiquei comigo: é a cunhada. Levantei-me, fui até o banheiro no corredor e percebi barulho de pisadas pela casa. Parei à porta e fiquei espreitando. Nada. Entrei, levantei a tampa da privada e dei descarga. Corri até a porta e fiquei de mutuca e logo percebi a porta do quarto da cunhada se fechar. Pensei comigo: vou lá? Menino, fica quieto. Não vai arrumar sarna pra se coçar. Fiquei na dúvida: vou ou não vou? E fui. Quando cheguei na porta, coloquei a mão no trinco e não tive coragem de abri-lo. Fiquei alguns segundos ali em pé, esperando qualquer reação do lado de dentro. Deu para ouvir ela se arrumando na cama. Pensei melhor e retornei pro quarto da namorada. Não seria daquela vez. Certa tarde fui à casa da namorada e todos haviam saído, exceto a Valbânia que se encontrava lá em trajes sumários. Ela abriu-me a porta com um sorriso e me saudou com beijos à face, dando-me a oportunidade de sentir o fragor do seu perfume natural. Mais uma vez senti-lhe os seios robustos roçar os meus. Era tentação demais. Adentramos conversando quando ela me chamou para mostrar um vídeo. Era um clipe denominado “A cunhadinha”. Não tinha a mínima idéia do que seria exibido, mais logo me deu a sensação de que se tratava de um vídeo pornô. E era. Ela sentou-se do lado e com um dos seus dedos entre os lábios, percebi que o mordiscava enquanto a atriz atuava na felação. Deu pra perceber sua excitação contaminando todos os meus nervos. Fiz de tudo para manter a sensatez e deixei que ela percebesse que eu apenas estava grudado na cena ao que parece mais a excitava. Enquanto a cena transcorria mais ela ficava com exclamações que me deixavam numa sinuca de bico, sem saber o que fazer. Quando o vídeo terminou, ela ousou soltar de forma espantada uma surpreendente expressão demorada: - Uau! Fitei-lhe o rosto afogueado e eu já sem um pingo de juízo estava pronto para abocanhá-la, quando a porta abriu-se e quase todos nos flagravam ali com a boca e tudo na botija dela. Tirou um fino. O fuzuê dos que chegavam era grande e minha cabeça rodopiava com o coração na mão, os pés sem terra, o mundo todo para me condenar. E para me recompor deu trabalho. A namorada chegou aos beijos apaixonados e nem notou que estávamos ali, eu e Valbânia, prontos para virar caça e caçador um do outro. Vertigem braba. Logo a namorada levou-nos os 3 para o bar que ficava ao lado da residência dela. Eu todo sem jeito, não sabia onde colocar as mãos, cheio de pernas, a cabeça a mil e a volúpia queimando toda minha carne. Logo a namorada trouxe-me uma cerveja gelada e foi colocar uma música apaixonada na vitrola para mim e zarpou para arrumar as coisas lá pra dentro, deixando-nos a sós novamente. Enquanto ela tomava providências, a irmã flertava comigo. Valbânia cada vez mais tinhosa e sensual fitava-me com a resistência de quem quer virar a cara pro perigo e me deixar em palpos de aranha. Insistia em ver-me atordoado com aquilo tudo, sacando minha agonia de ser pego pela namorada com licenciosidade pra banda da irmã dela.  Parecia uma tocaia que eu não via como sair ileso. Parecia uma armadilha para consumar a minha infidelidade. Parecia uma arapuca impossível de me desvencilhar. Estava na encruzilhada sem saída. Foi quando para tornar a situação mais aguda, Valbânia convidou-me para dançar a canção romântica, uma daquelas da gente só ficar mexendo as pernas sem sair do lugar. Era o que ela queria. Colou seu corpo no meu e suas coxas se insinuaram firmes entre as minhas. Senti seu ventre roçando o meu, quando meu membro ficou buliçoso e mais se avolumava com seus achegamentos safados. No meio do nosso embalo, ela ainda teve o topete de gritar pra irmã: - Mulher, teu namorado dança muito bem! Dá vontade da gente perder a cabeça! Ambas riram. Minha namorada veio, deu-me um beijo na boca e disse pra irmã: - Esse é o meu gostoso, o macho mais tesudo do universo -, e saiu nem aí pro que estava acontecendo entre eu e sua irmã. Foi então que Valbânia aproveitou-se e mais se esfregava em mim e ninguém dando conta no recinto. Corpos colados, ela prendia e soltava a respiração excitada no meu ouvido. Ronronava, manhava e saltava dengos roçando os lábios no meu rosto. E mais apertava o meu corpo contra o seu insinuando passos como que me levando para algum esconderijo. E rodopiava nos meus braços e me fazendo presa de seus arrochos. Quanto mais suspirava, mais se apertava em mim caçando uma toca para se entregar, enquanto suas mãos bailavam alisamentos no meu pescoço, ombros, peito, quadris, até que uma das suas mãos deslizou por meu corpo até se apoderar do meu membro assanhado já babando rijo de deixar mancha na calça. - Hummmm!... -, e sentiu nos dedos seus dedos o registro da minha gosma que já melava, até levá-los à boca como que degustando o meu sabor e mais ela impava, sôfrega e alucinada, ora alisando, ora apertando meu pênis já meleguento e pronto para invadir-lhe todas as intimidades. Num rodopio maior, ela me soltou puxando para pularmos na piscina vazia. Sabia que ela estava caçando canto para nosso incêndio. E ali me beijou farta e despudoradamente remexendo o zíper da minha calça e já trazia entre as mãos o meu caralho louco por todas as suas remexidas. Loucura total. Qualquer um podia chegar à beira da piscina e ver-nos beijando abrasados. Seria o flagra e ela nem aí. Eu assustado com o risco, não conseguia conciliar a sedução e a horagá do imprevisível. - Essa mulher é louca! -, disse-me para mim mesmo. E parece que ela leu meus pensamentos dizendo: - Você acha que sou louca, né?  Respondi-lhe com movimento afirmativo de cabeça. Não tinha nem como dizer qualquer palavra, ela me dominava por completo. Foi quando ela me tomou pela mão, subiu a escadaria da piscina e de forma nem aí pra quem tivesse me arrastou até o quarto que servia de depósito de bebida, abriu e mal trancou a porta, encostou-se na parede, acocorou-se e mandou beijos muitos, lambidas, abocanhadas e chupadas na minha pica com sede e fome de milênios. Confesso que esmoreci e me rendi aos seus apelos felatórios. E se alguém abrisse a porta? E se visse ali aquilo tudo acontecendo? Eu não sabia se mandava ver ou se me precavia da tragédia que seria aquilo tudo acaso fôssemos vistos. Quando ela percebeu que eu estava para lá de excitado pronto para ejacular, ela levantou-se e me puxou para o canto arranchando-se sobre a mesa, desvencilhando-se das vestes e me trazendo para dentro de suas pernas abertas com a sua vagina quente em fogo e molhada de me deixar lavado de prazer, com um entra-e-sai de amor que me fez locomotiva louca a reverberar grunhidos loucos por seus trilhos imensuráveis, a me fazer navegação rasgando os mares rumo ao centro dos oceanos, a me fazer nave singrando o universo até o íntimo de toda galáxia perdida dentro dela. Quando já estava por um triz ela me puxou com força, fazendo-me deitar na mesa e ela montou para cavalgar a loucura do seu desejo, gritando alto e sem-vergonha, até alcançar o ápice de seu orgasmo para meu delírio no gozo, até cair trêmula, arreada e sem fuso, totalmente estirada sobre meu corpo, transpirando como louca e com a boca no meu ouvido repetindo em sussurro: gostoso.... gostoso.... gostoso.... gostoso.... E dormiu. Eu até me esquecera de como íamos sair dessa. © Luiz Alberto Machado.. Veja mais aqui.

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