domingo, outubro 22, 2006

VINICIUS, CASTAÑEDA, CAMUS, MARYNA, ÍSIS & REGISTRO PRÉ-HISTÓRICOS DE PINDORAMA



PINDORAMA: REGISTROS PRÉ-HISTÓRICOS - Estudar a pré-história de uma sociedade é, segundo Fernandes (1960), Barbalho (1983) e Proust (2006), mergulhar nas suas origens numa viagem nela contida e viva. Com base nisso, entende-se que essa pré-história brasileira, notadamente a nordestina e, evidentemente, pernambucana, ainda está por ser considerada, revista e aprofundada. Convencionou-se, cômoda e oficialmente, que o Brasil começa com o descobrimento efetuado pelos portugueses em 1500 e que a certidão de nascimento do país é a carta de Pero Vaz de Caminha. Isso para satisfação do poder, da dominação, da acumulação, dos interesses escusos, da corrupção e da ganância, tudo em detrimento da vida humana e da raiz genuína de brasilidade. É verdade que eles, os lusos, chegaram com sua arrogância de dominadores, abençoados pela doação papal de que estas terras lhes pertenciam. Em prejuízo da verdade, isso é ensinado até hoje nas salas de aula de nossas escolas. Os lusitanos vieram em nome do Deus católico tomar conta do que estava garantido em suas posses por uma doação eclesiástica que assumia teor de ação divina. E vieram acompanhados pelos representantes cristãos que santificaram sua empreitada. Aqui chegaram e sob seu mando dominaram e catequizaram os gentios pagãos num processo escravista que começava pela fé e se desenrolava humana, social e economicamente.
As escolas ensinam que tudo isso favoreceu o processo civilizatório brasileiro, de forma harmônica e pacata, e sob os vínculos da amizade irmanada. Positivamente favoreceu o dito processo civilizatório, contudo, nem mesmo os projetos de escravização entre os lusitanos e religiosos se deram equilibradamente. Muitos conflitos ocorreram nessa relação sagrada. E o primeiro conflito se deu porque os religiosos teimavam na dominação e escravização pela fé, enquanto que os descobridores queriam logo, na marra, dominar pela força social e econômica.
As tribos primitivas que foram amistosas ao recebê-los, ajudando, inclusive, no reconhecimento da localidade, colaborando inadvertidamente com tudo que se propusessem a fazer e querer por aqui, quando se viram despojadas de sua vida e de seus domínios, tiveram ou que se submeter ao jugo dos invasores ou guerrear contra eles. E ao longo dos séculos, toda uma trajetória de supremacia branca é comemorada nos livros escolares e nos eventos do calendário oficial até o presente momento. Porém, ao contrário do que se ensina oficialmente e é lecionada nas aulas aos nossos estudantes, uma verdade inglória e injusta subjaz a todos os júbilos comemorativos da nação brasileira. Isso porque antes de tudo, o antes. Além do mais, precisamos remontar nosso passado, recolhendo as suas lições para semeá-las no presente com o objetivo de construir um futuro possível.
Então, no princípio tudo era Pindorama, que significa “Terra das Palmeiras” em tupi – nome dado ao Brasil pelos nativos do período pré-cabralino -, onde viviam várias sociedades indígenas que, segundo estudos realizados por Proust (2006, p. 7-8), “[...] as sociedades indígenas estavam implantadas no Brasil há mais de 12.000 anos e tiveram muito tempo para se transformar”. Baseia-se o autor nas fontes arqueológicas encontradas em diversos estudos realizados nas fontes compostas de vestígios materiais deixados pelos homens e parcialmente preservados dos processos naturais de degradação.
Durante os mais diversos estudos antropológicos e geológicos, foram identificados sítios onde os grafismos definem uma tradição nordestina desenvolvida entre 12 e 6 mil anos atrás, explicitando Proust (2006, p. 13) que: “Ao longo dos rios semipermanentes de Pernambuco, da Paraíba e na beirada dos afluentes do Araguaia, em Goiás, matacões e lajedos cobertos por gravuras são tradicionalmente chamados Itacoatiara. No Nordeste dominam conjuntos de pequenas depressões que podem ser interpretadas como constelações ou como gotas de água”. Tais afirmações, inclusive, coincidem com os registros arqueológicos encontrados em diversos municípios do estado pernambucano e, hoje alagoano, comprovando a existência do homem pré-histórico no território.
Sobre tais informações, fica evidente que as tribos primitivas que povoavam a região eram nômades e, segundo Fernandes (1960, p. 113), “[...] sua mobilidade no espaço era relativamente grande”, uma vez que se deslocavam periodicamente dentro de uma determinada região, depois abandonando para buscar outra localidade mais fértil e mais rica de recursos naturais. Da mesma forma, encontramos as descrições históricas elaboradas por Bueno (2003, p. 15), traçando o perfil dessa sociedade primitiva do território de Pindorama, assinalando que: “[...] Povos nômades vindos da Ásia, através do Estreito de Bering, teriam sido os primeiros a colonizar o vasto território, em data ainda desconhecida, talvez por volta de 40 mil anos atrás. Um desses povos deu origem aos tupis-guaranis, uma das sete grandes famílias que constituíam o grupo lingüístico Macro-Tupi. No inicio da Era Cristã, os tupis-guaranis começaram a migrar através dos vales de alguns afluentes do Rio Amazonas. Embora de fundo religioso, a migração deu-se por causa de crescimento demográfico e da desertificação territorial tribal. Os tupis chegaram ao litoral do Brasil e dali expulsaram os tapuias (“os outros”, em tupi). Os tupis cultivavam mandioca e milho - símbolos da civilização – e, por isso, eram mais evoluídos que os tapuias, coletores e caçadores que eles consideravam bárbaros. Os tapuias (que eram do grupo lingüístico Jê) já haviam expulsado da praia seus habitantes originais, os chamados homens dos sambaquis”. Tal condução leva a patentear que as tribos primitivas que povoavam Pindorama estavam enraizadas em todo território há milênios. E tal menção assume importância pelo fato da história oficial brasileira admitir apenas a existência do nosso território a partir do “descobrimento” do Brasil, quando, na verdade, muitos outros povos aqui estiveram muito antes, determinando, apenas, que os portugueses verdadeiramente acharam e invadiram o Brasil. Além disso, posicionam-se diversos historiadores e estudiosos que muito antes dos portugueses acharem e invadirem as terras brasileiras, outros povos por aqui circularam entre os aborígines, encontrando-se informações de que há milênios, por exemplo, os fenícios estiveram na costa brasileira por volta 1100 a.C., penetrando pelo interior à cata de minas de ouro, conforme informa Barbalho (1983, p. 27), baseado no austríaco Ludwig Schwenhagen: [...] Já se conhecem, aproximadamente, dois mil letreiros e inscrições espalhados sobre todo território brasileiro e gravados nas pedras com instrumentos de ferro ou bronze, ou com tintas indeléveis, quimicamente preparadas, caracteres petroglíficos evidentemente feitos por homens que sabiam escrever e usavam alfabetos de povos civilizados do Mar Mediterrâneo. Provado também está que existiu transatlântica navegação entre esses povos e o continente brasileiro, durante muitos séculos antes de Cristo. [...] existem também indícios da antiga escrita babilônica a que se dava o nome de sumérica. Ainda mais, há letreiros escritos com hieróglifos egípcios e, em outras pedras, diferenciam-se variantes de letras encontradas em inscrição da ilha de Creta, da Caria, da Etrúria e Ibéria, bem como letras gregas e mesmo latinas. É nesta condução que se encontram as narrativas do historiador grego Diodoro do séc. I a.C., e, também, dos estudos feitos pelo arqueólogo brasileiro Silva Ramos. A respeito disso, Barbalho (1983, p. 30) faz referências ao relato do historiador grego Diodoro Sículo, de Agrigento, cidade grega da Sicília, contemporâneo de Cícero e Julio Cezar, mencionando que: “As correntes oceânicas saídas de Guiné, rumo ao Brasil, foram conhecidas dos navegadores da antiguidade como dos da Idade Média. [...] Os navegadores fenícios encontraram as mesmas correntes oceânicas de que se aproveitaria Cabral para alcançar o continente brasileiro, e chegaram, com viagem de muitos dias às costas do Nordeste do Brasil, efetivando proeza pioneira e tornando-se descobridores do Novo Mundo já em 1100 a.C. Diodoro narra a viagem dos fenícios, praticamente com as mesmas palavras usadas, muito tempo depois, nos compêndios escolares brasileiros acerca da viagem de Cabral”. É com base nisso e noutros estudos realizados por pesquisadores, estudiosos, antropólogos e historiadores, que antes dos portugueses, além dos fenícios, rondaram o território brasileiro desde vikings, celtas, iberos, gauleses, bretões, anglos, saxões, francos, germanos e até neerlandeses. Observa o autor em seus estudos que isso se comprova mediante a questão da origem do nome Brasil que já era conhecido antes da era pré-cristã, referenciado como o Eldorado, o éden terrestre, ou o paraíso. Tal alusão é também observada por Almeida (2007, 32/37), dando conta de que: “[...] relatos de viagem do período medieval afirmavam a existência de um paraíso terrestre; descrições míticas que legitimaram a reconquista ibérica. [...] Por muito tempo, narrativas como as viagens de São Brandão e de Amaro, entre outros navegantes, foram vistas como motivação para as conquistas marítimas”. Tal entendimento bate com a expressão Hy Brazil ou Hy-Breazil que, segundo Bueno (2003, p. 124), tem referência com: “[...] uma das tantas ilhas mitológicas espalhadas pelo Mar Tenebroso se chamava Hy Brazil. Era um território lendário, assoado com a trajetória de São Brandão, místico irlandês que, no ano 565 da era cristã, tinha partido para o oceano em busca de uma terra sem males. Depois de terrível peregrinação náutica, o religioso enfim chegou a uma ilha movediça, ressonante de sinos sobre o velho mar. Batizou-a de Hy Brazil, a Terra da Bem-Aventurança. Brazil provêm da palavra celta “bress”, origem do inglês “bless” que quer dizer abençoar”. No caso da origem do nome Brasil, diversas pesquisas realizadas redundam na celeuma e diversidade de entendimentos entre dicionaristas, enciclopedistas, linguistas e pesquisadores, encontrando-se o étimo como originário do celta breasail, ou do sânscrito bradshita, ou do grego brázein, também do baixo latim brasile, ou do toscano verzino di brasili e do vêneto berzi, do genovês brazil ou brezill, do germânico bras, do aríaco parasil, da expressão Hy-Brazail – referência a uma ilha do Atlântico povoada pelos índios vermelhos, segundo consta de narrativas recolhidas dos antigos irlandeses - e, ainda, do tupi ibira-ciri por causa da Caesalpina echinata, uma madeira vermelha mais popularmente conhecida como pau-brasil, além do tupi-guarani, paraci. Tais expressões significam, segundo dicionaristas e enciclopedistas, algo em torno de pau eriçado o que adviria do pau-brasil. Entretanto, reitere-se que deste as mais remotas eras o nome Brasil teve significação de paraíso terrestre, éden, eldorado, Canaã, coisas assemelhadas ao paraíso do Velho Testamento.
É conveniente, portanto, a necessidade de colocar verdadeiramente que antes dos portugueses já se conhecia a expressão Brasil, outros povos por aqui passaram e que, acima de tudo, aqui existiam tribos indígenas, como se sabe oficialmente, e que, pela visita, invasão e exploração de outros povos que contribuíram direta e indiretamente para a formação brasileira, reconhecendo, evidentemente, a predominância portuguesa. Veja mais aqui.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Néri. Em busca do paraíso. Brasil. Especial História: colônia, império, república. Edição 2, p. 32/37, abril/2007.
BARBALHO, Nelson. Cronologia Pernambucana - Subsídios para a História do Agreste e do Sertão. Recife: FIAM, 1983.
BUENO, Eduardo. Brasil: terra à vista! Porto Alegre: LP&M, 2003.
FERNANDES, Florestan. Mudanças sociais no Brasil. São Paulo: Difusão do Livro, 1960.
PROUST, André. O Brasil antes dos brasileiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.


PENSAMENTO DO DIAA gente deve simplificar as coias, buscar os sons como quem quer compreendê-los e, depois, passá-los adante da forma mais simples possível. Pensamento do poeta, dramaturgo, jornalista, compositor e diplomata brasileiro Vinicius de Moraes (1913-1980). Veja mais aqui, aqui & aqui.

A ERVA DO DIABO - [...] Qualquer caminho é apenas um caminho e não contitui insulto algum – para si mesmo ou para os outros – abandoná-lo quando assim ordena seu coração. [...] Olhe cada caminho com cuidado e atenção.tente-o tantas vezes quantas julgar necessárias... Então, faça a si mesmo e apenas a si mesmo uma pergunta: possui esse caminho um coração? Em caso afirmativo, o camnho é bom. Caso contrário, esse caminho não possui importância alguma. [...]. Trecho extraído da obra A erva do diabo: as experiências indigenas com plantas alucinógenas reveladas por Dom Juan (Record, 1968), do escritor e antropólogo peruano Carlos Castañeda (1925-1998). Veja mais aqui.

MITO DE SÍSIFO – [...] A partir do momento em que ela é reconhecida, a absurdidade é uma paixão, a mais dilacerante de todas. [...] O absurdo nasce da confrontação entre os anseios humanos e o silêncio iníquo do mundo. É isso que não se pode esquecer. É disso que é necessário enganchar-se porque toda a conseqüência de uma vida pode brotar disso. A irracionalidade, a nostalgia humana e o absurdo que surge de seu confronto são portanto as três personagens do drama que deve necessariamente acabar com toda a lógica de onde uma existência é possível. [...] sua grandeza é sua inconseqüência. A prova de sua existência é sua inumanidade. [...]. Viver é fazer viver o absurdo. Fazer viver é antes de tudo olhá-lo. Ao contrário de Eurídice, o absurdo não morre quando a gente olha para trás. Trechos extraídos da obra O mito de Sísifo (Livros do Brasil, 2002), do escritor, dramaturgo e filósofo francês Albert Camus (1913-1960). Veja mais aqui.

NA ALCOVA DE MARYNA - Os meus lábios requerentes e apaixonados se encaminham para os seus, minha Ishtar nua e descoberta, enquanto meu coração se descabela a quatro mil rpm numa rajada barulhenta da bateria das nossas escolas de samba juntas em plena terça-feira de carnaval do nosso lúbrico amor que incendeia nossas almas e vicia nosso querer constante e obsessivo. E quando os meus e os seus lábios se encontram faíscam relâmpagos violentos de festa em zis fogos de artifícios, acompanhando a tremedeira energizada de todo meu corpo que se apronta para ser eletrocutado pelo prazer da sua obsessão lasciva até nos entregarmos dependentes um do outro na explosão do nosso coito para serenar nossas vidas. E minhas mãos segurarão seu rosto para que os beijos estalem certeiros e, com isso, elas possam explorar sua vitalidade contornando carinhosamente sua beleza anatômica sensual e inquieta, alisando seus braços, seios, quadris, ventre. E podendo sentir seu corpo abrasado no meu com a nudez de nossas almas incendiárias de hipererosia. E você enlouquecendo a se esfregar no meu corpo, saracoteando, dando voltas em si para que eu possa tomar ciência de toda proporção da sua maravilha, para que eu possa morder sua carne e encare suas costas enquanto seu glúteo saboroso rebola no meu membro em riste e eu possa lambuzar com a minha excitação máxima toda a pele sedosa de suas ancas, de sua púbis e do seu prazer. Ah! deusa única e exclusiva do meu panteão, minha nau do prazer, deixa que eu me atire na façanha de tê-la égua da melhor montaria, que eu seja rendido como Enkidu pelo feitiço de seus encantos luxuriosos, que eu me realize no nosso intercurso e me derrame em profusão como um príapo enlouquecido e nessa loucura eu seja o sorvete de morango no seu paladar, e você a calda de ameixa saborosíssima no meu gozar. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

O GOZO DE ÍSISÉ madrugada, meu amor... depois de um sono estranho, muito cansaço e febre, acordo com a garganta mal podendo engolir, dor nas costas, o silêncio, no peito uma dor chamada ciúme por coisinhas pequenas sim, mas detalhezinhos que alimentam a alma feminina, o ego, quando eu estou tão carente de vc, quando pra mim nem um recado no meio da tarde, quando  eu jamais respondi ou enviei twitteres diretamente pras pessoas, apenas jogo pra todo mundo, enquanto vc responde pessoalmente o que jamais respondeu pra mim por lá, enquanto DESEJO é tudo o que vc gosta de colocar porque essa é a canção da sua vida e, com certeza, faz com que a alma feminina sonhe que o que diz na letra, seja pra si própria... acordei no meio da madrugada, com a dor do ciúme de quem ama, de quem deseja ( o dia que eu não sentir  mais isso, de duas uma: deixei de amar ou morri)... acordei no meio da noite entre a dor e a febre, mas o que mais me adoece é esse desejo por vc (desejo que nunca conheci na vida, talvez por amar tanto dessa forma, eu tenha me soltado, eu tenha me libertado de minhas próprias amarras como mulher, e isso é seu, exclusivamente seu. Nunca houve esses sentimentos e atitudes com nem por ninguém e jamais será por outro alguém na mminha vida porque eu vou morrer sendo sua)... acordei no meio da madrugada sentindo meu sexo latejar, o útero dar lances de um dolorimento que clinicamente é chamado "desejo reprimido" e os reflexos dos mesmos, a vontade de estar junto de vc, me leva a sentir isso, o que nenhum remédio poderá resolver, nem nada a não ser vc e o amor que eu puder ter de vc... acordei no meio da noite, com vontade gritante de rebolar na sua cara, pra que veja mesmo, pra que sinta, a loucura da mulher que o ama se soltar e querer ser tudo pra vc, ser a puta mais puta pro seu prazer, pro seu querer, pro seu amar (não sei separar tesão de amor, meu carinho)... acordei com aquela loucura na cabeça de abrir as pernas como jamais eu fiz na vida, convidando-o a tomar posse do que é seu, a cuidar de todas as formas safadas, libidinosas e sem pudor que houver entre nós dois. Acordei sem querer me controlar e sem poder evitar que as mãos, os dedos, me esfregassem todo o sexo, de forma sofrida, de forma sujigante, me esfregando mesmo com o desespero quem ama e sente arder essa coisa que vc deixou dentro de mim por vc, que me fez sentir selvagem, fêmea animal no cio entregando pra vc o rabo e todos as minhas fendas, pra que vc, macho que vibra e deseja se esporrar todo com seu prazer nessa fêmea (são os desejos de macho que afloram no momento da gula insana e possessiva - depois desse momento o homem se afasta, se esfria todo, fica indiferente e distante até o próximo momento)... Acordei no meio da noite, ardendo em febre no organismo debilitado pela mudança repentina do tempo, ardendo em febre de saudade, de ciúme, ardendo em febre de desejos incontidos, extremos, que me fazem sem qualquer juízo, pudor e controle sobre mim mesma.... no meio dessa noite fria, agonizante, eu faço das minhas mãos vc em mim, gemendo, vou me remexendo em vc, como se me chupasse, como se me comesse, me degustasse, me lambesse, como se usurpasse todos os meus sentidos e ainda me dissesse que sou sua puta, sua fêmea faminta e vadia no meu jeito de ser e em entregar a vc, que eu sou tudo o que vc sempre quis ter em matéria de uma mulher totalmente, podremente, despudoradamente rasgada e estirada aos seus prazeres e gozos jamais imagináveis, arrancando de vc o que vc mesmo me disse, esse lado primitivo, selvagem que o faz um príapo canibal de mim (de repente nem sente amor, mas sente em desejos o que jamais pôde ou teve espaço pra sentir e viver) e como eu quero ser isso sempre pra vc, só lamentarei se a ausência do sentimento amor não for parceira desses desejos e quereres, mas estou cá, no meio da noite, me remexendo embaixo do endredon, escrevendo devagar com uma mão só, me masturbando desesperadamente, recordando e sentindo seu cacete no meu cu, entrando e saindo, me socando até no fundo do meu ser sem fim de tanto amar e querer vc, até no fundo infinito dessa minha vontade de que estivsse agora me socando, metendo, fodendo essa mulher que só sabe viver por vc, ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh ssssssssssssssssssssssss seu pau em mim, sssssssssssssssssssssssssssssssssssssestou gemendo, chorando, gozandooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooopra vccccccccccccccccccc um gozooooooooooooooooooooooooo que seria perfeito se aqui vc estivesse, um gozooooooooooooooooooooooooooo de paixao, de dor, de saudade, de abandono, no meio da noite...........................................................................ooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! o que eu sou? seu amor? sua mulher? sua amada? musa? ou apenas sua puta? puta que eu adoro ser pra vc pq essa puta só nasceu parida por vc , essa puta só é sua, só vive e quer vc aqui, no meu gozoooooooooooooooo até morrerrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr (estou derramando suor, derramando tudo o que eu sinto por vc, nesse gozoooooooooooooo solitário, doloroso, seu, seu,seuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu. Texto pornoerótico de Ísis Nefelibata. Veja mais aqui, aqui & aqui.


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ENQUETE TATARITARITATA - Genteamiga, o seu Tataritaritatá está realizando uma enquete das mais importantes para a vida do brasileiro!!!! (Não ria não, é coisa séria mesmo!!!!!)
Pois bem, você sabe qual o esporte mais praticado no Brasil?????
Assinale a alternativa correta:
1. Futebol - nesse a gente está careca de saber que somos pentacampeão do mundo, quase hexa num fosse a moleza, salto alto e desentrosamento dos jogadores e a bosteira do Parreira!
2. Voleibol - esse está trazendo muitas medalhas tanto no masculino como no feminino!
3. Basquetebol - que a gente ainda fica babando com a lembrança da dupla Hortência/Paula!!!
4. Futsal - que ganha de goleadas e manda ver!
5. Futebol de praia - ah, memoráveis tempos do Zico, Júnior e dos de hoje!
6. Jogo de cartas - esse eu tenho certeza que tá todo mundo ainda sapecando frouxo!
7. Porrinha (aquela dos palitinhos adivinhando tudo na mão dos outros, sabe?)
8. Xadrez - eita, nem sei se vai longe, ainda me lembro do Mequinho, lembram?
9. Sinuca - ah, num fosse o Rui Chapéu a gente nem sabia que havia campeonato!
10. Pedras - ah, aquela de jogar pedras na vidraça dos outros!
11. Pulhas - ah, todo mundo joga das suas todos os dias, todo dia o dia todo, né? Tem até os enfurecidos que jogam a mãe dos outros!
12. Cuspe - esse eu acho uma descortesia da peste! Melhor cuspir pra cima, se não sair de baixo ele cai na cara mesmo.
13. Espórtula - essa prática que é mais conhecida como: molha-mão, propina, gordura-no-pé-do-cipa, gorjeta, vaselina-pra-funcionário-público, azeite-no-governo, esculhambação de tudo, jeitinho brasileiro, ajeita-aí, facilita-vai!, derrocada-do-PT, alegria-de-autoridade, dízimo, comissão, vantagens, e-na-moringa-não-vai-água?, protocolo, abre-cu da burocracia, moleza, amansa-corno, salivada e por ai vai!!!
Deixe sua manifestação e acompanhe as estatísticas!!!
Participe desse momento histórico da vida brasileira!!!
Vamos nessa? Vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!!!
Beijabrações


CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: Carol Nude, de Tom Wesselmann.
 Veja aqui e aqui.



CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA


Recital Musical Tataritaritatá

Veja aqui.



sexta-feira, outubro 06, 2006

PAULO FREIRE, VALÉRY, GUIMARÃES ROSA, AUGÉ, FONSECA, OSTARA, FELÍCIA HEMANS, ANNAUD, MARYNA, ÍSIS & LITERÓTICA


LITERATURA ERÓTICA - BIBLIOTECA EROTOLÓGICA: NA GRÉCIA ANTIGA – Encontra-se, com base em Tannahill (1980), que o caráter sexual só entra em jogo por volta do século 2 a.C., quando o falo começou a ser usado como arma de sedução. Sem cerimônias, os gregos mostravam-no para conquistar donzelas e efebos e se exercitavam nus nas arenas esportivas. Além disso, na Grécia antiga são encontrados relatos de Homero, Hesíodo, Plutarco e Pausânias, sobre deuses e heróis lúbricos que passavam grande parte de seu tempo na cama e altercando, ao executarem façanhas de coragem. Encontra-se na mitologia grega Afrodite, a deusa do intercurso sexual, tendo nascido dela, conforme Hesíodo (2005), dois filhos: Hermafrodite, de sua união com Hermes e equipado com características físicas de ambos os sexos, e Príapo, de uma união com Dioniso e com características físicas indiscutivelmente masculinas e em permanente estado de ereção. Também na mitologia grega encontra-se Teseu, o herói particular dos atenienses, que seduziu quase tantas donzelas, quantos os monstros que liquidou, durante a longa e complicada saga da sua vida. No séc. VII a.C., é encontrada a poesia da grega Safo (630-612 a.C), que viveu na cidade de Lésbia de Mitilene, considerada a Décima Musa: “Volte, eu te imploro, envolta em tua túnica branca como lei. Ah! Que intenso desejo espera tua deslumbrante forma! Nenhuma mulher deixaria de estremecer a essa sedução”. Para Carpeaux (1978), Safo é a maior expressão das poetisas gregas, que inventou uma coroa de lendas que apontam-na reunida no centro de um circulo de mulheres dadas ao amor lésbico e que se suicida por amor a uma jovem que não compreendeu a paixão da poeta envelhecida no séc. VI a.C. Os gregos cultuavam as hetairas – as servas de Afrodite - para o prazer, concubinas para as suas necessidades diárias. Elas eram eximias em todas as coisas e eram bem-sucedidas, atuando como espiãs ou agentes secretas para reis desde o séc. VI a.C. Algumas delas se destacaram como Targélia que foi agente secreta para Ciro, rei da Persia, como também Taís de Ayenas que foi amante de Alexandre, o Grande. A respeito delas, o filósofo grego Aristóteles assinalava que as prostitutas costumavam ondular as coxas durante o intercurso, o que proporcionava prazer a seus parceiros, ao mesmo tempo em que dirigia o fluido seminal para fora da zona de perigo. Isto quer dizer que, desde então, havia as praticas do intercurso anal. Há registro nesta época da predominância do Hedonismo defendido pelo filosofo socrático e fundador da escola cirenaica, Aristipo de Cirene (435-356ª.C), acreditando que alcançar o prazer e evitar a dor eram a finalidade da vida e o critério da virtude, sendo, pois, o prazer, para ele, o prazer do momento que passa. No séc. III a.C., é encontrada a Literatura Sotádica, oriunda do poeta grego arcaido, Sotadès, um autor obsceno de poesia satírica, cujo método poético também se chamava palíndromo, que podia ser lido da direita para esquerda, como da esquerda para a direita. Entre os gregos, encontra-se a Antologia Palatina reunindo poetas que abrangem 17 séculos e que escreveram mais de 6 mil epigramas. Entre eles encontram-se o poeta alexandrino Dioscórides (fins do sec. III a. C), o filosofo e poeta epicurista Filodemo (110-35 a;C), Rufino que era autor dos versos: “A jovem de pés de prata lavava os pomos dourados dos seios banhando-lhes a carne leitosa; a carnadura das nádegas redondas palpitava, mais ondulosa e mais fluida do que a água. Sua mão espalmada tentava encobrir o Eurotas, mas não todo, não tanto quanto poderia”; e Marco Argentário que é autor dos versos: “Teta com teta, apoiando meu peito sobre o dela, uni meus lábios aos doces lábios de Antígona e a carne possuiu a carne. Do resto nada digo: dele somente a lâmpada foi testemunha..” Lisístrata do dramaturgo e maior representante da comédia antiga grega, Aristófanes (447 a.C.- 385 a.C.), também é uma das obras do erotismo antigo, tratando de uma jovem que incita a greve de sexo para pôr fim à guerra de Peloponeso. Veja mais aqui.



PENSAMENTO DO DIAFaz parte do pensar certo a rejeição mais decidida a qualquer forma de discriminação. A prática preconceituosa de raça, de classe, de gênero ofende a substantividade do ser humano e nega radicalmente a democracia. Pensamento do do educador, pedagogista e filósofo Paulo Freire (1921-1997). Veja mais aqui.

ANTROPOLOGIA URBANA – [...] A antropologia urbana é uma das modalidades dessa antropologia paradoxal que coloca o indivíduo no centro da sua problemática, quando não de suas respostas. [...]. Trecho extraído da obra Non-Lieux: introduction à une anthropologie da La surmodernité (Seuil, 1992), do etnólogo e antropologo francês Marc Augé.

OSTARA – Ostara é uma deusa anglo-saxã teutônica da mitilogia nórdica e germânica, significando Deusa da Aurora. Também é conhecida como Eostre, Ostera ou Easter, significando Páscoa. É a deusa da primavera, da ressurreição e renascimento e tem como símbolo o coelho e também é uma Deusa da Pureza, da Juventude e da Beleza. Ainda é o primeiro dia da Primavera, ocorre cerca de 21 de setembro no hemisfério sul e 21 de março no hemisfério norte. Por isso está relacionada com festividades que se celebram durante o equinócio de primavera. A celebração tem forte relação com outras celebrações pagãs. O inicio da primavera marca também a volta do Sol e uma época do ano em que dia e noite tem a mesma duração depois do inverno. Para os wiccans é o despertar da Terra com sentimentos de equilíbrio e renovação. Uma das principais tradições desse festival é a decoração de ovos que representa a fertilidade da Deusa e do Deus. Outra tradição muito antiga é a de esconder os ovos e depois achá-los. Para os wiccanos também é época de começar a plantar, época do amor, de promessas e de decisões, pois a Terra e a Natureza despertam para uma nova vida. Lendas encontradas dão conta de que Eostre tinha uma especial afeição por crianças, porque aonde quer que ela fosse, elas a seguiam e a Deusa adorava cantar e entretê-las com sua magia. Um dia, Eostre estava sentada em um jardim com suas tão amadas crianças, quando um amável pássaro voou sobre elas e pousou na mão da Deusa. Ao dizer algumas palavras mágicas, o pássaro se transformou no animal favorito de Eostre, uma lebre. Isto maravilhou as crianças. Com o passar dos meses, elas repararam que a lebre não estava feliz com a transformação, porque não mais podia cantar nem voar. As crianças pediram a Eostre que revertesse o encantamento. Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu desfazer o encanto. A magia já estava feita e nada poderia revertê-la. Eostre decidiu esperar até que o inverno passasse, pois nesta época seu poder diminuía. A lebre assim permaneceu até que então a Primavera chegou. Nessa época os poderes de Eostre estavam em seu apogeu e ela pôde transformar a lebre em um pássaro novamente, durante algum tempo. Agradecido, o pássaro botou ovos em homenagem a Eostre. Em celebração à sua liberdade e às crianças, que tinham pedido a Eostre que lhe concedesse sua forma original, o pássaro, transformado em lebre novamente, pintou os ovos e os distribuiu pelo mundo. Para lembrar às pessoas de seu ato tolo de interferir no livre-arbítrio de alguém, Eostre entalhou a figura de uma lebre na lua que pode ser vista até hoje por nós.

AS VEREDAS DOS SERTÕES - [...] Guardei os olhos, meio momento, na beleza dele, guapo tão aposto — surgido sempre com o jaleco, que ele tirava nunca, e com as calças de vaqueiro, em couro de veado macho, curtido com aroeira-brava e campestre. De repente, uma coisa eu necessitei de fazer. Fiz: fui e me deitei no mesmo dito pelego, na cama que ele Diadorim marcava no capim, minha cara posta no próprio lugar. Nem me fiz caso do Garanço, só com o violeiro somei. A zangarra daquela viola. Por não querer meu pensamento somente em Diadorim, forcejei. Eu já não presenciava nada, nem escutava possuído — fiquei sonhejando: o ir do ar, meus confins. [...]. Trecho extraído da obra Grande sertão, veredas (Ficção completa em dois volumes - Nova Aguilar, 2009), do escritor João Guimarães Rosa. Veja mais aqui.

O MAR PRA ONDE FOI? - O mar, pra onde foi? – me despedindo, aqui estou / Meu mar azul, pra onde foi? / Com todos os seus barcos, velozes, singrando / Com suas livres brisas e bandeiras. / Saudades daquela voz de ondas, a primeira que / Da minha infância alegria despertou; / Do toque do sino a hora certa – do trovejar súbito  / Meu mar azul, pra onde foi? / Na serra do pastor um som de flauta ouço –/ Da árvore o murmúrio ouço; / De minha alma, emudecidos, os ecos –/ Meu mar azul, pra onde foi? / Oh! Por mais profunda que seja a tua Murta, / Por mais suave e suave que teus ventos sejam, / Em mim, o coração enfermo de bater cessou –/ Meu mar azul, pra onde foi? Poema da poeta britânica Felícia Hemans (1793-1835).

MARYNA: A OBSESSÃO DO PRAZER – Maryna é o delírio da minha cobiça, a minha obsessão. Ela se faz altiva e firme mulher de todos os encantos para minha posse total e tê-la e retê-la cativa e cativante ao braço, ao jeito e quedá-la às minhas investidas certeiras como quem faz o que quer e o como quiser na sua mais intensa querência de ser doadora irrestrita, feliz promotora do meu desatado querer por toda sua plenitude. Eu beijo seus pés de rainha nua despojada do seu trono e poder, a me servir qual escrava submissa ao seu rei e senhor, com seu sorrico de céu de todas as estrelas alumiando a minha tentação de tê-la ao alcance da mão na loucura do querer por seus lábios sedutores vermelhos de fúria a provar da vida e toda real felicidade. Vencida e tomada, meus lábios percorrem suas pernas longilíneas na promessa de nuvens pro desvario das minhas altitudes e minha língua por suas coxas sedosas de rumo certo ao encontro do gozo e minha boca sugando o seu ventre de mar profundo abissal no esconderijo do prazer impossível no seu sexo vulcânico a esconder tesouros da felicidade e a me agasalhar na sua morada para nunca mais emergir do seu corpo de manhã ensolarada, enquanto suas ancas de dança obscena me provocam faroleiro aceso na sua direção a tomar dos seus seios serenos pra minha boca medonha e sedenta, qual festiva e estonteante felatriz a me acomodar em sua boca voraz pra ser-me inteiro na sua abóbada palatina, enquanto se ajeita manhosa para que me aposse de sua grande audácia de fêmea insuplantável que se entrega dadeira, de torso a dorso, por zis formas de se entregar ao prazer irresoluto e ser completamente amada, beijada, seviciada, invadida, possuída e venerada, até não mais se conter ao eterno gozo dos orgasmos. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

A GUERRA DO FOGO – O filme La Guerre du Feu (A Guerra do Fogo - 1981), dirigido por Jean-Jacques Annaud, contando a história de período anterior ao uso da língua de maneira universal, tendo a linguagem corporal um forte apelo, juntamente com outros elementos que renderam à produção dez prêmios, sendo um deles o Oscar, além de sete outras indicações nos anos de 1982 e 1983. Retrata um período da pré-história e dois grupos de hominídeos. O primeiro, que quase não se diferencia dos macacos por não ter fala e se comunica através de gestos e grunhidos, é pouco evoluído e acha que o fogo é algo sobrenatural por não dominarem ainda a técnica de produzi-lo; o outro grupo é mais evoluído e tem uma comunicação e hábitos mais complexos, como a habilidade de fazer o fogo. Esses dois grupos entram em contato quando o fogo da primeira tribo é apagado em uma guerra com uma tribo de hominídeos mais primitivos, que disputam pela posse do fogo e do território. Do contato com uma mulher do outro grupo, os três caçadores do fogo aprendem muitas coisas novas, já que ela domina um idioma muito mais elaborado que o deles, assim como domina também a técnica de produção do fogo. Levados por diversas circunstâncias a um encontro com a tribo de Ika, percebem que há uma maneira diferente de viver; observam as diferentes formas de linguagem, o sorriso, a construção de cabanas, pintura corporal, o uso de novas ferramentas, e até mesmo um modo diferente de reprodução. Com breilhantes interpretações corporais dos atores, a produção acaba por abordar tambpem o surgimento da racionalidade e dos meios tecnológicos.

INTESTINO GROSSO – [...] a doença mental, a violência e a bomba [...] pelos mesmos motivos catárticos que levaram Aristótteles a propor aos atenienses que fosse ao teatro [...] sobre pessoas empilhadas na cidade enquanto os tecnocratas afiam o arame farpado [...] não dá mais para Diadorim [...] a pornografia terrorista e a fantasia oferecida às massas pela televisão hoje [...] um código anafrodisíaco, em que o sexo não tem glamour, nem lógica, nem sanidade – apenas força [...] Exemplos destacados desse gênero são os livros de Marquês de Sade e de William Vurrouhs, que causam surpresa, pasmo e horror nas almas simples, livros onde não existem árvores, flores, pássaros, montanhas, rios, animais – somente a natureza humana [...]. Trechos extraídos da obra Feliz Ano Novo (Artenova, 1975), do escritor Rubem Fonseca. Veja mais aqui.

A POESIA – [...] Em poesia, trata-se antes de mais nada de fazer música (de palavras) com a própria dor a qual diretamente nada importa [...]. Pensamento do filósofo e poeta do Simbolismo francês, Paul Valéry (1871-1945). Veja mais aqui, aqui & aqui.

O BANHO DO GOZO DE ISIS - Fui para o banho escorrendo paixão, mal podendo esperar para me livrar da roupa. Arranquei-a sonhando ser você a me despir e isso me fez remexer as ancas, na loucura dos desejos latejantes entre as pernas. Abri o chuveiro e me permiti um banho morno, bem morno após a longa e sofrida noite e tudo o que eu sentia, era como se seu corpo me cobrisse no lugar da água morna... cheguei a sentir sua pele de seda a me roçar, esfregar e me toquei com calma, porém com certo desespero pelo gozo há dias reservado, contido. Meti o dedo na buceta, percebi o calor lá dentro e tudo o que eu queria era o seu pau se enfiando em mim. Depois de socar o dedo lá nas passagens vaginais, eu meti dois dedos no cu, socando-o com cuidado mas metendo de fato como se fossem os seus mágicos dedos a me explorarem toda. Não me contive, meus lábios agiam como extrema vontade diante de um prato gostoso, irresistível, suculento e passei a língua nos lábios, desejando seu falo brincando neles até que minha boca ansiosa, gulosa, abocanhasse esse troféu da minha querência. Remexi novamente as ancas como se me abrisse ao seu prazer, à sua boca, à sua língua e queria mesmo estar cavalgando como louca no seu remo encantador. Com os dedos no cu, encostei o punho na xana, me recostei na parede suada pelo ar morno, quase quente do chuveiro e em movimentos esfregadiços, vai e vem, montando o meu safado e delicioso macho, eu gemi, gemi, gemi e me deixei desmanchar em gozo, misturando meu champagne à água daquele banho inesquecível... chamei o seu nome, lágrimas desceram no meu rosto de corpo trêmulo. Lavei-me sentindo o carinho do sabonete por toda a minha pele e entranhas, sentindo apenas o seu delicioso mastro passando por todos os meus cantos e recantos sem fins, sem rumos, com destino apenas voltado para o meu homem, você, meu amor... Ao lhe dizer tudo isso, estou ardendo, estou acesa, eu quero você me fodendo, urgente, sempre e para sempre. Eu quero você, amor, meu macho, meu gostosão, meu tesudaço,  EU QUERO VOCÊ enfiado, socado, metido, enfiado, me socando, me espragatando, me fodendo todinha, porque eu sou sua e todos os meus sentires são seus, jamais foram de outra pessoa, pois jamais senti o que sinto por e com você... beijos meus no seu pau que é meu, engolindo-o desesperadamente, inteiro, todinho, deliciosamente meu... minha buceta está molhadíssima, quero abrir as pernas pra você entrar, se meter, me foder, meter, meter e meter, vem amor, meta, metaaaaa, me soca todaaaa, sou sua, suaaaaaaaaaaaa, foda-meeeeeeeeeeeee, vem logo, vem... vem cá, estou escrevendo e as pernas abertas esperando você chegar e tomar conta do que é seu... vem, crave seu pau na minha alma, enfie-o na minha boca e deixa que o resto eu faço, eu quero fazer, preciso fazer, me deixa ser a sua mulher, sua, toda sua com todas as perdições a que você me leva, para que eu me ache na seiva do seu chafariz... eu preciso de você, eu quero você, vem, se meta todoooooooooooooooooooooo, vem logo, vem.... ahhhhhhhhhhh, haja ar que resista ao que sou para você e ao que quero dar pra você... quero viver tudo com vc, tudoooooooooo, me chupa vai, chupaaaaaaaaaaaaaaa, meta sua lingua na sua mulher que o ama, que é só sua, me chupeeeeeeee, chuuuuuuupeeeeeee, meu grelo o quer, vem, e se guarde no meu cu.... vem, vem, vemmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm....estou ardendo, explodindo, morrendo, desmanchando, quase gozandoooooooooooooooooooooooooooooooooo, não sei se aguento esperar você vir, estou gozandooooooooooooooo com você enfiadoooooooooo em mim.... vemmmmmmmmmmmmmmmm. Texto pornoerótico de Ísis Nefelibata. Veja mais aqui & aqui.




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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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Gentamiga do meu Brasil do Fecamepa, essa eu aprendi com a política no Brasil: Quando o tolete fede, não adianta esconder a cagada e fim de papo!



CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá
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DIDI-HUBERMAN, LINDA DEANE, ADALYN GRACE & MARINÊS

    Imagem: Acervo ArtLAM .   Das loas & toadas no cavalo-marinho... - O afamado artesão Tirésia já nasceu assim: cego e vaticinado...