Terça-feira, Agosto 24, 2010

COMPETIÇÃO DA RUINDADE: BB X CAIXA


X


Gentamiga, eu estou careca de saber que banco é só pra quem tem dinheiro. Contudo, pelas atribuições profissionais e mesmo juntando somente merrecas no final do mês, somos compulsoriamente levados a ter uma conta corrente numa instituição bancária. Coisa que digo logo: abomino desde a minha mais dolorosa víscera, chega remói o bucho e fico prestes a ter uma pilôra só de pensar.

Já fui bancário. E mesmo tendo vários amigos nessa profissão, pelo menos, para mim, foi a pior que já exerci na minha vida. Um sacrifício que durou 5 anos e quase morro estropiado, com a coluna envergada e com o corpo pra lá de desconjuntado. Nunca me senti com o sangue roubado vampirescamente como nesse tempo. Vixe! Um horror.
Pior mesmo que ser bancário é ter que usar dos serviços de qualquer agência duma instituição dessas.

Já contei da via crucis que passei na Caixa Econômica Federal. (Você ainda vai pra Caixa? Se for, antes de ir, confira aqui).

Agora quero falar do Banco do Brasil, pois acho que os dois estão competindo para ver quem atende pior aqueles que precisam desses bancos.

O Banco do Brasil não deve nada em contraproducência à Caixa, pois se um é ruim, o outro é pior além de péssimo e vice-versa.

Teve um dia mesmo que precisei duma agência do BB e fiquei coarando por mais de 1 hora na fila só para reapresentar 1 cheque que foi devolvido de um cliente de lá. Tirei foto da senha junto do meu relógio só para provar esse desrespeito. E se não é para importunar qualquer caixa do BB, pra que colocam auto-atendimento sem funcionar? Isso mesmo. Quer tirar a prova dos 9? É só se dirigir para agência da Serraria, em Maceió, que você tem o exemplo clássico de estourar os bofes e morrer de raiva. Toda vez que vou lá, saio ameaçado de ter um treco de ataque cardíaco à falência múltipla dos órgãos. Por isso afirmo: ali deveria ter uma ambulância de plantão. Vamos exigir?

Uma das vezes que quase tive um troço, a reclamação foi geral: nenhum caixa automático do auto-atendimento funcionava. Isso é quase praxe lá. Procuraram pelo gerente, não estava. Cadê o responsável por aquilo? Foi almoçar. No guichê 1 só caixa para atender uma fila quilométrica. O que fazer? Reclamar, ora. Pra quem? Pelo menos, uns pros outros e pras paredes. A gente até pensou ir pro PROCOM, mas logo soubemos que a fila lá estava maior. Todo mundo com os nervos à flor da pele. Até que apareceu um funcionário e fez funcionar um, não antes levar um apupo de todos. Infelizmente ele saiu com essa:

- Máquina não é ser humano, também quebra!

Vixe! Vi na hora quase todo mundo cair de pau sobre o desinfeliz. Ora, completo despropósito. A gente sabe que o BB ganha os tubos de dinheiro e não repõe seu quadro funcional. Um gerente que antes atendia 30 clientes na sua carteira, por causa de aposentadorias, licenças ou demissão mesmo de um outro, acumula o dele e o do que saiu ou está ausente. Ou seja: funcionário do BB também trabalha toda pilha. E é? Nem dá pra notar, né? Pois é.

Além do mais, o funcionário do BB nunca conseguiu se livrar daquela abjeta postura de que tem um rei na barriga. E isso desde antanho e mesmo com a desvalorização da categoria de se equiparar aos piores bancos particulares. Eu mesmo nunca vou pra qualquer agência da rede privada, deus me livre! Nem morto!

Agora, se a gente precisa de banco oficial, como a Caixa e o BB, melhor tomar um bocado de água de flor de laranjeira, botar a paciência em dia e se aventurar a pagar uma odisséia catastrófica.

Devia de haver um concurso para a gente premiar com o troféu abacaxi: quem atende pior a Caixa ou BB? Acho que dá empate.

Vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!!!

PS: Lançamento do DVD do meu espetáculo infantil Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas. Confira detalhes acessando: http://brincabrincarte.blogspot.com/ ou www.luizalbertomachado.com.br

Confira mais:
Nitolino: Projeto Escola – Campanha Todo Dia é Dia da Criança e lançamento do DVD
Desejo ganha FEMI 2010
TODO DIA É DIA DA MULHER
CRENÇA: PELO DIREITO DE VIVER E DEIXAR VIVER
MANUAL TCC/MONOGRAFIA
CRÔNICA DE AMOR POR ELA
CANTARAU: CANÇÕES DE AMOR POR ELA
AGENDA


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Sexta-feira, Agosto 13, 2010

TODO DIA É DIA DA MULHER



TODO DIA É DIA DA MULHER – Uma campanha que se desenvolve no meu blog Crônica de amor por ela, engajada na luta “Uma vida sem violência é um direito das mulheres”.

Esta campanha “Todo dia é dia da mulher” está realçada tanto aqui como no clipe Crônica de amor por ela no YouTube.

Com um mote sacado por uma amiga, a gente começou a fazer o cordel “Todo homem que maltrata a mulher não merece jamais qualquer perdão”, que também está no blog Crônica de amor por ela.

Em razão disso, além das entrevistas já realizadas com mulheres dos mais diversos segmentos sociais, da eleição da Musa Tataritaritatá e do próprio blog, também abrimos espaços para colaborações neste sentido.

A primeira delas vem do amigo Raul Longo, do Pouso da Poesia em Florianópolis, Santa Catarina:


Todo homem que maltrata a mulher
não merece jamais ter perdão.

Maltratou o filho,
o neto, e o futuro que vier.

Todo homem que maltrata a mulher,
não tem desculpa nem razão.

É covarde
e não merece consideração.

Maltratou a mãe, a tia e a avó.
Maltratou a história
do que foi, do que é e vier.

Todo homem que maltrata a mulher
não merece jamais ter perdão.

É covarde
e não merece comiseração.



Raul Longo


Confira o clipe no YouTube e também a campanha no blog Crônica de amor por ela.

Confira mais:
Nitolino: Projeto Escola – Campanha Todo Dia é Dia da Criança e lançamento do DVD
a encheção das eleições vindouras
TODO DIA É DIA DA MULHER
CRENÇA: PELO DIREITO DE VIVER E DEIXAR VIVER
MANUAL TCC/MONOGRAFIA
CRÔNICA DE AMOR POR ELA
CANTARAU: CANÇÕES DE AMOR POR ELA
AGENDA


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Quinta-feira, Agosto 12, 2010

SAÚDE NA BUNDA



SAÚDE NA BUNDA Ou se aprende a lição direito, ou cabra só dá conta na marra!!!)


Luiz Alberto Machado


O nariz incomodava. Uma agonia medonha. Tudo que fosse de inesperado atingia-lhe as ventas: era quina, poste, qualquer virada um esbarrão. Qualquer espirro e lá vem os bofes querendo sair pelas fossas nasais. Um desconforto brabo. Meses assim, resolveu ter atendimento médico.
No primeiro que encontrou, recebeu a informação que procurasse especialista. Qual? Um otorrinolaringologista.
Vasculhou no plano de saúde, não havia. Procurou no plantão médico, só daqui a tantos meses. Chegou à seção médica da empresa, estava de férias. Aí partiu para uma clínica particular.
Pagou 100 reais pela consulta e 1 hora depois o tal, aboletado no seu consultório, observou de longe, franziu o cenho e tascou na lata:
- Não é comigo, procure de um alergologista.
- Hum?!?!
- Isso mesmo.
Saiu dali à cata do tal mencionado, soletrando as letras para não esquecer. Alergo... eita, porra! Esqueceu. E agora?
Outra rodada boa gastando o solado do sapato e da paciência, nada. Só para atinar na especialidade em tormento. Quando lembrava, tudo com dia de atendimento a perder de vista. Até que uma amiga achegada indicou uma tal médica batata. Nem pestanejou, estava na certeza de que esta daria jeito. Ah, de férias. Será o Benedito? Não desanimou e a primeira vaga para outro profissional, estava lá. Uma correria. O tal médico receitou umas coisas garranchadas numa papeleta e mandou tomar 3 vezes ao dia. Tichausis.
Quando chegou à farmácia o atendente indagou se estava acometido de sarna. Não, não estava. Eita!
- Está com alguma DST?
- Não.
- Está com algum problema no cérebro?
- Não.
Recebeu de chapa a informação:
- Estes medicamentos são para sarna braba, claustrofobia e doido pirado!
- Danou-se.
Foi aí que inventou de parar de rodar e seguir o conselho da amiga.
Passaram-se 30 dias e quando menos esperava deu de cara com a tal médica batata.
Depois de um chá de cadeira de umas 2 horas, a médica examinou as faces do paciente, olhou, se intrigou, futucou, deu uma balançada no quengo para ver se caía alguma coisa e, como nada aconteceu, ela sentenciou:
- Não sei como você ainda está vivo, meu filho! Seu caso é sério.
O coração ficou às quedas.
- Vou prescrever esse medicamento, mas quando tomar corra para um hospital prevenindo qualquer piora. Viu?
Não deu nem tempo de falar.
- Agora vá.
E foi. Nada mais disse nem lhe foi perguntado.
O paciente saiu esperançoso com um misto entre alarmado e decidido. Que droga de nove que eu tenho, hem? Mas é só o nariz entupido, peso na testa, dores de ouvido e faces inchadas. Mais nada. Será grave? Será que vou morrer disso?
Foi pensando assim que quase teve uma pilôra. Correu para a drogaria logo, oxente.
Na farmácia comprou o previsto, perguntando qual a propriedade de cada medicamento. Ficou satisfeito e quase pedia para aplicarem a injeção ali mesmo. Mas não, se a doutora falou pra ir para uma emergência, melhor ir pra lá. E logo.
Na fila do SUS teve um arrependimento: vai lá que só daqui 1 mês, a coisa empiora. Além do mais, poderia ser esquecido num local qualquer ou mesmo trocassem os remédios, que seria dele? Melhor não confiar nessas coisas públicas, pela desatenção podia até morrer do remédio.
Cavoucou as idéias meio que perdido e deu de cara com a emergência do plano de saúde. Agora vai.
Lá as atendentes estavam debatendo uma cena da novela das 8 e pelo calor do assunto ele ficou corando uns 40 minutos mais ou menos de espera. Para quem esperou até agora, nada demais, né? Contudo, foi atendido depois do debate acalorado e mandado que ficasse na sala de entrada que o médico logo atenderia rapidinho. Vá confiar.
Bem mais de 1 hora depois, veio uma enfermeira e tirou-lhe a pressão. Estava 15 por 9. Eita!
Meia hora depois outra enfermeira trouxe um comprimido obrigando-lhe a tomar. Ingeriu obediente, recostou-se e ficou naquela de repassar a vida enquanto aguardava o verdadeiro atendimento, pelo menos estava medicado.
Foi nessa maçada que lembrou da infância, dos pais, dos tios, da primeira namorada, das dívidas, quando teve um baque no coração. Foi que se lembrou de que não havia quitado a conta da luz. Com certeza iria ser cortada. Que coisa?! Teve um desespero momentâneo que logo tratou de conter. Não adiantava nada, ou se tratava agora, ou nunca mais ia parar de espirrar de forma tão dolorosa. Tinha que se curar, não agüentava mais o peso de 1 tonelada sobre os olhos, de deixar-lhe as bochechas inchadas como quem queria estourar, de ficar com os antros nasais vulneráveis a insetos e catingas. Nada. Resolveu mesmo esperar e esperar e esperar...
Lá pras tantas chamaram para o consultório do clinico geral. Animou-se. Quando chegou lá, o médico olhou o prontuário, fitou, conferiu, recontou, batucou na mesa e disse:
- Agora estou com problemas sérios de outros pacientes. O seu caso pode esperar. Volte para a sala de espera e aguarde.
E saiu o médico. Ele ficou imobilizado com a informação. Não teve outra, voltou-se para a cadeira desconfortável e ficou procurando na idéia algo para se entreter. Pensou em tudo. Se tivesse acertado na loteria, não estava nessa. Se tivesse acertado na vida, ao invés de paciente, seria médico. Se não fosse tão burro, sua vida poderia ser outra. Que coisa?! Deprimiu-se. Gostou de constatar que a vida estava maltratando sua existência. Por um instante se viu masoquista: bem empregado. Quem mandou errar tanto na vida? Por que não atinara para as coisas certas? Tudo na vida deu errado. Não desanimou e começar a viajar pelos pensamentos quando deu que o seu casamento estava numa peínha de nada, um desastre. Os filhos, tudo maluvidos do queixo empinado. O mundo não entendia nada do que ele queria, desejava ou agia. Tudo errado, ora bolas. Pra que servia mesmo a sua passagem na terra? Pra pagar todos os patos, disse consigo.
Acordou dessa viagem, sacudiu a cabeça para espantar os maus pensamentos e olhou de lado: uma idosa chorava com dor no peito, uma criança se esgoelava com a canela torada no meio, um cidadão com as mãos aos olhos gemendo, uma grávida choramingando que o menino ia nascer ali mesmo, um vendedor persuadindo um outro que reclamava de dor de dentes, uma fila interminável de gente acometido por um infinito universo de enfermidades. Gente muito doente essa, pensou. E disse pra si: - Eu que sou são, ora bolas. Parece que todos os doentes estavam ali atrapalhando o seu atendimento. Nada. Era uma peça que o destino lhe pregava, reconheceu. Só podia ser. Tinha que aguardar tudo com resignação. Não podia fazer nada, a menos que se matasse e acabasse com a dor de sua vida de uma só vez. Aí estaria livre para tudo.
Uma enfermeira aparece do nada e verifica sua pressão. Está 12 por 8. Ótimo. Ela saiu e em seguida o médico bate no seu ombro e o encaminha para uma enfermaria dali onde outras 3 enfermas estavam à beira da morte. Pensou consigo:
- Cheguei no inferno!
Deitou-se na maca e ouviu do médico:
- Olhe, vamos aplicar a injeção prescrita por seu médico. Você vai ficar mais ou menos 1 hora em observação para ver as reações. Como ela é muito forte, pode causar alguns sintomas indesejáveis. Você não pode fazer nada, só torcer para ficar bom, certo?
- Certo.
O médico saiu e 1 hora depois a enfermeira veio aplicar a injeção.
- No músculo?
- Não, na bunda.
- Hum?!?!
Não teve dúvidas: arreou as calças e expôs o glúteo para todo mundo ver.
Ali humilhado esperou a espetada. Tome! A agulha foi até suas anteriores encarnações. Bateu tão forte de urrar de dor. Ih, errou! Lascou-me o furico!
Foi aí que deu uma ventania nas idéias, tonteou e caiu inconsciente. Quando acordou:
- Onde estou? Quem é você?
- Pronto, acordou, já pode ir pra casa.
Animou-se e quando se sentou sentiu que algo estava destrambelhado. Botou a mão e percebeu que o quiba estava aos frangalhos. Pensou consigo mesmo: - Vixe, arrebentaram as pregas do meu cu.
Pior: uma banda da bunda estava maior que a outra. Desproporcional e pior que a Mulher Melancia.
- Agora que tô lascado mesmo! -, reclamou sozinho.
Desceu com caretas da maca e caminhou com dificuldade. Andar passou a ficar difícil. Nem se tocou que estava curado das ventas, mas foi difícil entender que ficou internado por 8 dias esquecido de tudo e fora de si. Afinal, a vida era outra. Respirava normal. Ficou ancho e também meio chateado porque sua saúde agora estava na bunda. Foi salvo, finalmente. Avalie. Com isso seguiu em frente e esperou novo revés da vida.
Moral da história: quando o cara toma no frosquete, logo aprende ou desaprende: acendendo a florescente logo se sabe que o caminho que vai não volta; o que volta é o fim do mundo. Danou-se!!!!



Confira mais:
Nitolino: Projeto Escola – Campanha Todo Dia é Dia da Criança e lançamento do DVD
a encheção das eleições vindouras
TODO DIA É DIA DA MULHER
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
CANTARAU: CANÇÕES DE AMOR POR ELA
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