Imagem: Acervo ArtLAM.
Oíd su nombre olímpico resuena por el globo, \ Lo dice en Carabobo;
triunfante su clarín; \ Y con marcial estrépito, también su nombre escucho, \
Glorioso en Ayacucho, magnífico en Junín. \ Los cánticos de gloria para él no
tienen fin. \ ¡Bolívar! Dice El Ávila…
Trecho do Himno al Libertador Simón Bolívar (musical para solista,
coro y orquesta, 1883), da pianista, cantoras, compositora e maestrina
venezuelana Teresa Carreño (María Teresa Carreño García de Sena - 1853-1917),
com letra do poeta venezuelano Felipe Tejera (1846-1924), com regência de Gonzalo
Castellanos & Orquesta Sinfónica Venezuela con la
Coral Filarmónica. Veja mais aquí.
A desconhecida da oculta rua anônima... - Naquela tarde Manuela sentiu a leveza de sua alma libertária. Era março
e aniversariava revivendo o falatório festivo de seu batizado: um encômio à
heroína espanhola Malasaña Oñoro. Salves e vivas. Seguia espontânea e
extrovertida Monika, com suas dezessete primaveras repletas de beleza e
simpatia, enquanto esperava quase Emma pelo emergente príncipe encantado
que nunca dera as caras para sua redenção. As lembranças rondavam agora
distantes suas passadas no crepúsculo: o cheiro de pão quentinho trazido pelo
genitor padeiro e as orações maternas da costureira por mais um dia reunindo trapos.
Queria era fugir da rotina e dos assédios, ignorando que na sua fuga caíra coagida
na arapuca daquela Maria Kutschera, encurralada na casa dos Von Trapp, Santa
Zita que a salvasse do martírio de La mujer que nunca hizo nada. Escapulia
serelepe entre os jardins, sonhava Maria Teodora: o mundo todo era seu à beira
dos canteiros, alheia a tudo, o universo espargia no seu coração. Era uma tarde
como outra qualquer e nem se dera conta do convulsivo confronto entre prós e
contras com seus tambores beligerantes. Os seus olhos no rio espelhavam o céu e
o inexplicável outro lado de lá, todos os futuros na espiral dourada, ornando memórias
e fantasias aos ventos: era só uma menina que adolescia no afã de amar pela
primeira vez, sem a astúcia da Charlotte. Nem ouviu o disparo: abriu-lhe
a fronte e uniu suas sobrancelhas, pálpebras cerradas na vertigem de tombar ao
meio fio da praça. Logo um cortejo se fizera em sua alada projeção, reunindo umas
às outras, desde a Juanita de Ampato, a jovem vítima celta dos Durotriges de
Dorset, as dos Odinists de Delphi, as 3 mulheres de Arroio dos Ratos, as
esquartejadas da casa de Florencio Varela, as de São Cristóvão de Salvador, as
enterradas no jardim de Buenos Aires, as duas da casa de Vicência, as jovens de
Feira de Santana, as assassinadas a tiros no Rio, a dos feminicídios em São
Paulo, a procissão das que sucumbiram ao juvenicídio da necropolítica. Sentiu-se
assim um vago sobrenome a mais na pele de Eloá e o retrato perdido pelo
sangue que escorria pelas homicidas mãos paternas. Muito menos saberia tempos
depois ali mesmo, pelas mãos enamoradas do poetescultor, a sua imagem
escultural como uma respigadora Afrodite Kalipígia - La Spigolatrice di
Sapri: a desconhecida duma rua anônima. Até mais ver.
Carolina Maria de Jesus: Quem inventou a fome são os que comem... Quando o homem decidir reformar a sua consciência, o mundo tomará outro roteiro... Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.
Louise
Gluck: A alma é silenciosa. Se ela fala, fala em sonhos...
Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.
Rhonda Byrne: Plante o máximo de bons pensamentos que puder em
cada dia... Seus pensamentos causam seus sentimentos... Veja mais aqui.
DOIS
POEMAS
Imagem:
Acervo ArtLAM.
RESPIRAÇÃO - Respire
e deixe que as sombras da geada e dos tubérculos se intensifiquem. \ Quebre e
abra seus jardins interiores \ E o coração, que acumulara amargura por anos, \ Deixe
descansar sob o toque suave \ da mão silenciosa de alguém.
O FUTURO É
PROMISSOR! - Quero dizer, de hoje para amanhã. \ Um bilhete de compra dizia:
atum, \ O protetor de tela contém uma imagem. \ de uma flor na água. \ O futuro
é promissor, disse. \ a famosa atleta, e então ela acrescentou— \ Viva o
presente e pense apenas no agora. \ depois.
Poema da poeta, crítica literária, tradutora, ativista e editora croata Darija
Žilić, autora de obras como Breasts and Strawberries (2005), To
Write in Milk (2008), Muse outside Ghetto: Essays on Contemporary
Literature (Prêmio Julije Benešić, 2012), Nomads and hybrids: Essays on
Contemporary Literature and Film (2010), Parallel Gardens: Interviews
with Theorists, Writers and Activists (2010), Tropics: Critics about
Contemporary Poetry (2011), Dance, Modesty, Dance (2010), Omara
(2012) e Tropics 2: critics about poetry, prose and society (2014).
HOTEL DOS SONHOS – [...] Ser mulher era observar
a si mesma não apenas com os próprios olhos, mas também com os olhos dos outros. [...] Historiadores
observam o mundo, cientistas tentam explicá-lo, mas são os engenheiros que o
transformam. Passo a passo, substituíram casamenteiros de aldeia por
aplicativos de namoro, arautos por redes sociais e médicos locais por
ferramentas de diagnóstico. Chegou a hora de sábios, místicos e profetas
cederem lugar à inteligência artificial. Assim, a história segue em frente.
[...] Em todo caso, o crime é relativo — seus limites se alteram a serviço
das pessoas no poder. [...] Em determinadas circunstâncias, qualquer
coisa pode se transformar em algo sinistro. [...] A vida foi feita para
ser vivida, para ser aproveitada ao máximo, para que toda a sua beleza e
alegria sejam extraídas; ela não foi feita para ser contida e inventariada em
nome da segurança. [...]. Trechos da obra The
Dream Hotel: A Read with Jenna Pick
(Pantheon, 2026), da escritora marroquina Laila Lalami, autora de obras
como Die Anderen (2021), La Florida (2020), Conditional
Citizens: On Belonging in America (2020), The Other Americans (2019)
e The Moor's Account (2014).
A PRÓXIMA GERAÇÃO FORA DA LEI DE GÊNERO - [...] É fácil
ficcionalizar uma questão quando você não está ciente das muitas maneiras pelas
quais você é privilegiado por ela. [...] A primeira pergunta que
costumamos fazer aos novos pais é: “É menino ou menina?”. Há uma ótima resposta
para essa pergunta que circula por aí: “Não sabemos; ainda não nos disse”.
Pessoalmente, acho que nenhuma pergunta que contenha “ou um ou outro” merece
uma resposta séria, e isso inclui a questão do sexo do bebê. [...] Nunca
transe com alguém com quem você não gostaria de transar. [...] Em vez de
dizer que todo gênero é isso ou todo gênero é aquilo, vamos reconhecer que a
palavra gênero carrega consigo inúmeros significados. É uma amálgama de corpos,
identidades e experiências de vida, impulsos subconscientes, sensações e
comportamentos, alguns dos quais se desenvolvem organicamente e outros são
moldados pela linguagem e pela cultura. Em vez de dizer que gênero é uma única
coisa, vamos começar a descrevê-lo como uma experiência holística. [...].
Trechos da obra Gender Outlaws: The Next Generation (Pub Group West,
2010), da escritora, atriz e ativista estadunidense Kate Bornstein, que na obra Hello Cruel World: 101
Alternatives to Suicide for Teens, Freaks & Other Outlaws (Seven Stories
Press, 2006), expressou que: […] Tenho a ideia de que, sempre que
descobrimos que os nomes que nos dão nos impedem de sermos livres, precisamos
criar novos nomes para nós mesmos, e que os nomes que nos damos não devem mais
refletir o medo de sermos rotulados como forasteiros, não devem mais nos
prender a um sistema que preferiria nos ver mortos. [...] Vamos parar de
"tolerar" ou "aceitar" a diferença, como se fôssemos muito
melhores por não sermos diferentes. Em vez disso, vamos celebrar a diferença,
porque neste mundo é preciso muita coragem para ser diferente e agir de forma
diferente. [...] E lembre-se de que a pessoa que torna a vida digna de
ser vivida hoje não será a mesma pessoa que tornará a vida digna de ser vivida
daqui a um ano. Identidades não são feitas para serem permanentes. São como
carros: nos levam de um lugar para outro. Trabalhamos, viajamos e buscamos
aventuras com eles até que quebrem de vez. Nesse ponto, viver bem significa
encontrar um novo modelo que se adapte melhor a nós em um novo momento. [...]. Ela
também é autora de A Queer and Pleasant Danger: The True Story of a Nice
Jewish Boy Who Joins the Church of Scientology and Leaves Twelve Years Later to
Become the Lovely Lady She is Today (2006). Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.
ARNAUD RODRIGUES
Letra da música Em
Cima Daquele Morro, do álbum O som do Paulinho (1976), do ator,
cantor, compositor, roteirista, produtor e humorista Arnaud Rodrigues (Antônio
Arnaud Rodrigues – 1942-2010), que estreou na extinta TV Tupi, foi parceiro de
Chico Anysio, do qual foi parceiro do grupo musical Bahiano & Os Novos
Caetanos, atuando como Paulinho Cabeça de Profeta, creditado como um dos
precursores do rap brasileiro. No cinema ele atuou nos filmes O Doce Esporte
do Sexo (1971), Uma Nega Chamada Tereza (1973), Os Trapalhões e o
Mágico de Oróz (1984) e A Filha dos Trapalhões (1984). Veja mais aqui
& aqui.
&
1817 – A
REVOLUÇÃO ESQUECIDA
O documentário
1817 – A revolução esquecida (2017), dirigido por Ricardo Favilla & Tizuka
Yamasaki, conta a história pernambucana de março de 1817, do levante
civil-militar, independentista e republicano da história brasileira, envolvendo
a paixão de Domingos José Martins e Maria Teodora, que viviam um amor proibido
e se casam. O filme é inspirado na obra A noiva da revolução: o romance da República
de 1817 (1977 – Comunigraf, 2006), do escritor e jornalista Paulo Santos de
Oliveira. Veja mais aqui & aqui.
Paulo Diniz aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
Isa Pontual aqui.
Tiago Amorim (Sebastião
Wilson Ferreira de Amorim) aqui & aqui.
Kamille Carvalho aqui.
Lúcia dos
Prazeres aqui.
Gilvan Lemos
aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
Layza Pereira
aqui.
Cícero Dias aqui,
aqui, aqui & aqui.
Terezinha do
Acordeon aqui.
CRÔNICA
DE AMOR POR ELA
Veja
o vídeo do show aqui & mais aqui & aqui.







