segunda-feira, julho 06, 2020

ODILON REDON, HEATHER NOVA, ARMANDO LÔBO, HENRIETTA LEAVITT, JANE GODALL, BEL BRAZIL & DE BARROS



DIÁRIO DE QUARENTENA (Imagem: arte da poeta, artista visual & blogueira Luciah Lopez)– UMA: AS COISAS VÃO NO FECAMEPA QUE NEM SEI -  Bem, se o Brasil não endoidou no Fecamepa, está de cabeça para baixo no fundo do poço. É que as coisas estão tão enganchadas que passa da anomalia para o disforme, senão amorfo. O Coisonário para se sustentar, faz de tudo para o desgoverno: coleira de Centrão, agrados para milicos e ricos, tapa o céu dos filhos com uma peneira esfarrapada e, ainda por cima, não sabe se a doidice dos engalobados ministrecos vai mesmo arrombar com a festa: vão fazer a farra da cloroquina sobre zilhões de cadáveres tanto da Covid19 como de suas trapalhadas risíveis. A calamidade é só tragicomédia! Vai valer o processo de “kafta” meeesmo: para cara de pau só óleo de peroba, oxente! E arrevira o bumba que, pelo que parece, o pisoteio não vai parar nem tão cedo, gente! E viva o Fecamepa aê!!!!

DUAS: SE O DORO NÃO BATEU AS BOTAS, ESTÁ NAS BEIRADAS – O Doro foi na Coiso: É só uma gripezinha! Não era e o cara se agoniou: Tem algum encosto acochando meu gogó, não posso respirar! Aí ele foi inchando corado, estrebuchando, chega ter um troço e ploft! O cabra caiu estendido, tão inquieto que teve de ser levado amarrado numa maca pra emergência. Diagnóstico na batata! Quando ouviu, sussurrou maluvido de ninguém entender o que dizia: Hem? Sacudido nos confins duma UTI, dizem as más línguas que ele já foi pro saco faz tempo, mais de mês que não se tem notícias dele: Acho que jogaram aquela alma sebosa numa vala qualquer! Foi nada? Se não tiver insepulto aí pros urubus! Eita! Muitos só no sarcasmo: Bem empregado pro desinfeliz! Quem mandou ele achar que era invencível, taí, lascou-se, é mais um para as estatísticas da pandemia! O que será que o enjeitado está fazendo entre o céu, o inferno e o purgatório? Veja aqui.

TRÊS: FIZ UMA CANÇÃO, LUZ&AR - Fiz uma canção! Na verdade, uma cançoneta, quase vinheta! Luz&ar! Mais um dos meus tantos pedaços: mais de 200 fragmentos musicais e nada mais do que me resta. Tudo feito com muito coração. Aliás, todo coração. Principalmente para ela que foi, é e será, sempre: Luciah Lopez. Feliz aniversário! Até amanhã. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: A descoberta de estrelas variáveis: como as variáveis [cefeidas] provavelmente estão à mesma distância da Terra, seus períodos estão aparentemente associados à emissão real de luz, conforme determinado por sua massa, densidade e brilho da superfície. Uma linha reta pode ser facilmente traçada entre cada uma das duas séries de pontos correspondentes aos máximos e mínimos, mostrando assim que existe uma relação simples entre o brilho das variáveis e seus períodos. Vale ressaltar que na Tabela das variáveis mais brilhantes têm períodos mais longos. Também é perceptível que aqueles com períodos mais longos parecem ser tão regulares em suas variações quanto aqueles que passam por suas mudanças em um dia ou dois. Espera-se que o estudo sistemático das mudanças de luz de todas as variáveis, com quase dois mil números, nas duas Nuvens de Magalhães possa em breve ser realizado neste Observatório. Aparentemente, nenhuma linha divisória aguda pode ser traçada entre as verdadeiras estrelas de Algol e aquelas cujas variações são contínuas. Períodos de nove variáveis nessa região, que são do tipo Algol ou se assemelham a ele, foram determinados e são discutidos aqui. Pensamento da astrônoma estadunidense Henrietta Leavitt (1868-1921), que ficou famosa por seu trabalho sobre estrelas variáveis que, por resultado, passou a ser utilizado por Edwin Hubble para calcular a distância das galáxias — à época chamadas de "nebulosas". Com isso, ele pôde mostrar que algumas dessas "nebulosas" eram na verdade outras galáxias, pondo fim a um longo debate sobre a natureza desses objetos e sobre as dimensões do Universo. O conhecimento dessas distâncias permitiu ainda que Hubble concluísse que o Universo está em expansão, o que demonstra a importância dos trabalhos de Henrietta Leavitt que foi bastante injustiçada, fato que a incluiu entre as integrantes do Efeito Matilda. Veja mais a respeito aqui.

DESTAQUE: O que você faz, faz a diferença, e você tem que decidir que tipo de diferença você quer fazer. Pensamento da primatóloga, etóloga e antropóloga britânica Jane Godall, que estudou a vida social e familiar dos chimpanzés (Pan troglodytes) em Gombe, na Tanzânia, ao longo de 40 anos. Os seus estudos contribuíram para o avanço dos conhecimentos sobre a aprendizagem social, o raciocínio e a cultura dos chimpanzés selvagens. Tornou-se, posteriormente, mensageira da paz das Nações Unidas, fundou o Jane Goodall Institute e é afiliada ao grupo defensor dos animais Humane Society of the United States. O seu trabalho é reconhecido: a cientista já foi homenageada em muitas ocasiões com honrarias acadêmicas diversas e prêmios científicos. Veja mais aqui e aqui.

A MÚSICA DE HEATHER NOVA
Costumo precisar de distância de um evento antes de poder escrever sobre ele. A ideia da música é que escolhemos nosso caminho, consciente ou inconscientemente. Às vezes, é mais fácil culpar outras pessoas ou situações, mas se percebermos que precisamos passar por algo doloroso para crescer ou chegar a um lugar mais brilhante, tudo faz um pouco mais de sentido e, francamente, é muito melhor! Escrever, para mim, é um processo solitário. Eu moro em casa nas Bermudas e escrevo. Não toco nada para ninguém até terminar uma coleção de músicas. Ando todos os dias na natureza e moro à beira-mar. Esse é um elemento importante para mim na minha escrita - minha conexão com a natureza me ajuda a me conectar comigo mesmo, minhas emoções, minha verdade. Bem, o som é o meu próprio coquetel de guitarras sujas e distorcidas, guitarras deslizantes crescentes, violoncelos bem-humorados, violões frágeis, uma seção rítmica e meus vocais, é claro.
HEATHER NOVA - A música da poeta, compositora e cantora bermudense de rock alternativo, Heather Nova, autora de muitos sucessos desde o início da sua carreira em 1990 com o álbum Blow, tornando-a depois de dezenas de álbuns gravados e lançados na sua trajetória, uma das referências do pop-rock feminino e autora do livro de poemas e desenhos com o título, Sorrowjoy.
&
A ARTE DE BEL BRAZIL KOHLRAUSCH
Sou de antes e agora / Sou flor e espinho / Sou água, sou o vinho / Simples.... / Sagrada mulher...
BEL BRAZIL KOHLRAUSCH - A arte da cantora Bel Brazil Kohlrausch. Veja mais aqui.

A ARTE DE ODILON REDON
O valor da arte está em seu poder de aumentar nossa força moral ou aumentar sua influência. Embora reconheça a necessidade de ter a realidade como base, a verdadeira arte reside na realidade que é percebida. Minha originalidade consiste em dar vida a seres improváveis de uma maneira humana e fazê-los viver de acordo com as leis da probabilidade, mas colocando - na medida do possível - a lógica do visível a serviço do invisível.
ODILON REDON - A arte do pintor e artista gráfico francês Odilon Redon (1840-1916). Veja mais aqui.
&
A ARTE DE DE BARROS
Gosto de gente quando sabe hora certa de não ter hora para ser feliz.
A arte do artista plástico De Barros (Paulo César Barros). Veja mais aqui.

PERNAMBUCULTURARTES
É difícil se fazer uma música que busque originalidade e que não tenha prejuízo. Há outra coisa: não basta só a obra, você tem que fazer o social, ter prestígio nas relações sociais. Vejo pessoas que, depois de um tempo de fracassos, vestem a roupa da hipocrisia, de forma a conseguir com a vida social o que a obra não conseguiu. É preciso manter a dignidade. O artista tem que ser fiel a uma visão. Quando ele começa a virar um burocrata, um ser social demais, o foco fica mais na vaidade do que na própria expressão artística.
A arte do premiado cantor, compositor, arranjador, instrumentista, poeta e professor Armando Lôbo que desenvolve estilos e gêneros musicais com uma diversidade ímpar, utilizando experimentalismo com simbiose com a filosofia, a literatura e a história. Ele já lançou quatro álbuns, entre eles Alegria dos homens (2003), Vulgar & sublime (2008), Técnicas modernas do êxtase (2011) e tem se dedicado à música erudita contemporânea. Veja mais dele aqui.
&
Evangelho na taba & outros problemas inculturais brasileiros, do escritor e dramaturgo Osman Lins (1924-1978) aqui e aqui.
A poesia Vital Absoluta de Vital Correa de Araújo aqui.
O teatro de Fenelon Barreto aqui.
A arte do artista Maurício Silva aqui.
O curta Maria (2016) & Mucunã (2019), da cineasta Carol Correia aqui e aqui.
Museu do Caxiado aqui.
Justiça & injustiça aqui.
&
Lajedo aqui & aqui.