RESSURRETO DAS ENCRUZILHADAS: OS ALCOVITEIROS: AGORA É CASO DEFRONTE! - Tais sabendo da última? Qual é? Tem um
Canoeiro na parada! Que foi que ele fez? Sequestrou a filha do Coronelão! Ele é
doido é? Vixe, esse tá frito! Ele é à prova de bala ou indestrutível? Tá, pelo
que fez parece que é super-herói às avessas e deu uma senhora mancada. Ora,
acho que ele ou não bate bem da bola ou não sabe a bronca em que se meteu! Você
num sabe! Do quê? Vocês dois estão descascando quem, hem? Sai pra lá,
fofoqueira! Tais vendo, comadre, essas duas trepeças juntas cochichando, tem
coisa acontecendo ou não tem? Tem, comadre, ouvi deles sobre o Canoeiro, aquele
pão, lindo de morrer! Se assunte, mulher, o seu belo já está com os dias
contados! Inveja, pode ver! Oxe, ele mexeu com a filha do Coronelão e o velho está
botando fumaça pelas ventas para pegá-lo! Danou-se! Vai ser o maior revestrés!
Eita, cada qual o seu emperro! Ele tá lascado: f-o-fu-d-i-di-d-o-do! Fodido e
meio. Parece que o vagabundo paisano é moço bem enxerido, traz alegre a
soledade e o quartel bem divertido. Se ele aparecer lá em casa eu escondo!
Mulher, toma juízo. Escondo mesmo e debaixo da minha saia, ui-ui! E tu comadre?
Oxe, Deus queira que ele apareça lá em casa, não terá exército que me tire ele
do quarto! Vocês duas não tem mesmo tino. E vocês dois morrendo de inveja!
Vocês duas não sabem de nada: ele além de sequestrar a filha do Coronelão, deu
um sarrabulho no doutor Dino e na recada de polícia e araques todos, desancou e
saiu depois de deixá-los tudo estirado. Foi a maior correria pela rua, não sei se
mataram, mas pelo menos todo mundo viu atirarem nele e ele voando na carreira,
caiu no rio e babau. Ninguém mais sabe dele. Aindagora mesmo o Coronelão passou
pra cima e pra baixo, pela beira do rio com trocentos capangas e uns dez
batalhões de militares, tudo de metralhadora na mão, caçando o rapaz por toda
extensão do rio. Soube que estão tudo reunido, juiz, delegado, bispo, a corja
toda, tudo tramando para pegá-lo, o que seria bem feito. Bem, o rio, salvo
engano, tem duzentos e cinquenta quilômetros da nascente até a foz e, pelo
volume de convocados, duma margem a outra, pontes e quedas d’águas, tem mais
gente pra meter tiro que todas as guerras do mundo. Tão fazendo a maior
varredura. O cabra parece mais que já está sendo caçado pela Interpol, Polícia
Federal, FBI, o escambau a quatro, tudo para tirar o couro dele depois de
esquartejá-lo com a cabeça enfiada num toco, feito Tiradentes. Menino, o
negócio é sério mesmo! Olhaí as sirenes, tão passando de instante em segundos,
para lá e para cá, só vão parar o cerco quando agarrarem o desgraçado.
Desgraçado nada, ele é lindão mesmo, parece mais artista de cinema, de capa de
revista, tudo morrendo de inveja. Deixa essas quengas pra lá, vem cá, me diz
uma coisa: é verdade que o Cabraí foi ter com o bispo ontem? Oxe, com o santo
excrementíssimo episcopal? É o que estão falando à boca miúda. Rapaz, aquele
corta dos dois lados em todos os sentidos, amarra com um, acerta com outro,
ajusta direitinho e sai por cima, ninguém escapa da agiotagem dele. Quando o
Coronelão souber desse arrumadinho, sei não. Oxe, dá em nada, o da batina sabe
dá o ponto sem nó, bota todos os botões no caseado, fica o maior vinco, o homem
é jeitoso. Se lembra daquela vez que ele ficou lá e cá, ora apoiava um e, logo
na volta do aperto, apoiava o outro, ele sabe pular academia, amarelinha e tudo
o mais, vai prum lado e outro na maior descaradice, se brincar ele acomoda Deus
e o diabo no mesmo prato e ainda sai sorrindo. Também, na volta do prefeito ninguém
é besta, ele que se engana, pensa que porque passou a perna no padrinho ricaço
dando um chega pra lá, ele vai sair podendo tudo, ninguém é idiota de acender
uma vela presse devotado de meia tijela, todo mundo vai ficar pra ele com um pé
atrás, afinal ninguém quer morrer de graça, ou ele bota pra fora rachando o
desfalcado do cofre, ou vai amargar o fel das puxadas de tapetes em cima da
bucha. Homem-seu-menino, sei não, a coisa tá embolando. E vai estufar mais,
ainda mais com o Coronelão virado na gota com esse Canoeiro que achou de
desafiá-lo arrancando o bigode mais precioso dele. Sei não, isso ainda vai dar
muita resenha! Ah, se vai... Veja mais aqui.
DITOS & DESDITOS
Sempre senti que precisava me esforçar muito para não decepcionar. Então, me esforcei muito, mas na época me convinha, porque eu não fazia muita coisa além disso...
Pensamento da atriz, diretora e produtora de cinema britânica Emily Mortimer.
ALGUÉM FALOU:
Eu não passava de um
cílio perdido que o mundo desatento jamais saberia ter deixado cair — uma baixa
ciliar que ninguém notou, uma cedilha sem o "c" a que se pendurar... Quando
você escreve sobre os mortos, você tem a última palavra...
Pensamento o escritor,
crítico e cineasta britânico Adam
Mars-Jones.
A
TEORIA DA FESTA: O HOMEM & O SAGRADO – [...] Os ritos de consagração, que são introduzidos no mundo do
sagrado, um ser ou um escolhido, e os ritos de dessacralização, ou de expiação,
que, ao contrário, tornam uma pessoa ou um objeto puro ou impuro no mundo
profano. [...] É sagrado o ser, a coisa ou a ideia à qual o homem vincula toda
a sua conduta, aquilo que ele não aceita ver posto em discussão, aviltado ou
ridicularizado, aquilo que ele não renegaria nem trairia a qualquer preço. [...]
As cerimônias de fertilidade não são as únicas. Outras têm por objetivo
introduzir os jovens na sociedade dos homens e, assim, integrá-los à
coletividade. Trata-se dos ritos de iniciação. [...] As forças de bênção
habitam os mastros totêmicos de cores vivas — orgulho da grande praça da aldeia
—, onde se erguem, lado a lado, o altar e a casa dos homens ou a alta habitação
do chefe. [...] A circuncisão completa seu falo. Toda a cerimónia
confere-lhes as diversas virtudes viris, nomeadamente a bravura, a
invencibilidade e, por outro lado, o direito e o poder de procriar. [...] O
tabu apresenta-se como um imperativo categórico negativo. Consiste sempre numa
defesa, nunca numa prescrição. Não é justificado por qualquer consideração de
caráter moral. [...] O indivíduo isolado, saído da dualidade elementar,
é um ser perdido, um errante. Ele não constitui uma unidade, mas sim o
fragmento avulso de uma totalidade viva. [...]. Trechos extraídos da obra L'Homme et le sacré (Gallimard, 1965), do sociólogo e crítico
literário francês Roger Caillois (1913-1978), em qual procura definir a
natureza e a função do mito, analisando as diferentes determinações que
contribuem para fazer das representações coletivas de caráter mítico uma
manifestação privilegiada da vida imaginativa. Apresenta no capítulo O sagrado de
transgressão: Teoria da festa, a
ruptura
efervescente com o tempo cotidiano, regulado e submetido a proibições, defiindo
a festa como um momento de transgressão sagrada e dispêndio de energia,
servindo para renovar a ordem social do mundo cotidiano. Nesta obra o autor
desenvolve diversos conceitos, entre ele o de Mundo Profano vs. Mundo Sagrado,
no qual as sociedades se organizam entre o cotidiano útil profano e o sagrado,
visto como uma força ou energia perigosa que mantém a ordem cósmica. Por conta
disso apresenta o conceito de Transgressão Regulada, pelo qual a festa rompe
temporariamente com as regras, interdições e hierarquias do dia a dia,
permitindo o excesso de forma controlada. Apresenta o conceito de Dispêndio, ou
gasto, definindo que, na festa, há uma queima intencional de riquezas,
alimentos, tempo e energias acumuladas, contrariando a lógica econômica da
produção e da utilidade. Por fim trata a respeito do conceito de Regeneração da
Ordem, entendendo que, na festa, ao liberar as tensões e os excessos acumulados
de forma coletiva, ela então purifica a sociedade e fortalece os laços
comunitários para o retorno ao ciclo profano. Ele também é autor de obras como The Dedalus Book of Surrealism: The
Identity of Things (1993) e
Au coeur du fantastique (1965). Veja mais aqui, aqui & aqui.
ODE A ABRIL - Abril chega com a chuva: ventos fortes, águas cortantes que se precipitam, gotas grossas na vidraça, aquele único dia de chuva, uma shura que não reconhecemos, mashura nezviratidzo são a ordem dos nossos dias. Abril chega com o cabelo cortado, mais de 10 anos de 'manter a autenticidade', clandestinamente arrancado do couro cabeludo, chega de portas fechadas! Você declara com medo do que está por vir, e nos perguntamos se a tristeza nos olhos é uma ilusão ou se a imaginação corre solta, mais descontrolada do que quando sufocávamos nossos pesadelos em vários litros de álcool. Abril chega com o desejo: instável como a energia elétrica da ZESA, inesperado como um dólar que cai do céu no meio do mês. O desejo, há muito reprimido, como o ar em um recipiente retangular vazio de óleo de olivina. O som de "thrrraaaaack" ao ser aberto sussurra de volta aos dias de infância, quando quebrávamos brinquedos para brincar com utensílios domésticos. A chuva de abril espalha a grama verde camaleônica pela terra ressecada, rica e saborosa, seu aroma fugaz como o suntuoso sadza remhunga cinza-barro , brilhando no prato vermelho elétrico, cercado por um mar de sadza rechibagwe branco. Abril chega com o desejo. Nove meses sóbrio, você aprende a desconfiar do fogo de um fósforo aceso na mão. Nestes nove meses, um bebê poderia ter nascido, mas um homem em seu corpo é mais interessante na mente do que na carne. Sua carne, que sangra mensalmente com frequência, continua a te atormentar. Ossos com seu desejo de trazer nova vida enquanto as visões por vir batem à sua cabeça com mais urgência do que o mensageiro do senhorio, em vigília, em sono, o cacarejar dos pássaros em conferência sob a janela do seu quarto perfura o sol, suas lágrimas douradas derramando-se em seu quarto através das frestas descobertas pela cortina esbranquiçada, você é você, abril chega com um acordo silencioso para transformar a maré de mágoa e irritação em mais consideração, de ambos os lados, as crianças ainda não sabem, abril é o tolo mantendo a calma, seus pais estão crescendo em um tempo atrasado, nós mantra, nós karma, nós viemos a este altar de palavras; eu me amo, eu amo meu corpo, meus desejos são válidos, meu prazer é meu para dar ou receber. Poema da premiada poeta e dramaturgo do Zimbábue, Zaza Muchemwa (Zaza Muchemwa (Elizabeth R.S. Muchemwa).
A LENDA DO MORRO PINTADO
O COLECIONADOR – [...] Eu adoro fazer, adoro
fazer. Adoro estar por inteiro, adoro tudo que não seja ficar sentado
assistindo, copiando e morto de coração. [...] Acho que
somos apenas insetos, vivemos um pouco e depois morremos, e é isso. Não há
misericórdia nas coisas. Não existe nem mesmo um Grande Além. Não existe nada.
[...] Todos nós queremos coisas que não podemos ter. Ser um ser humano decente
é aceitar isso. [...] Odeio os ignorantes e os ignorantes. Odeio os
pomposos e os falsos. Odeio os invejosos e os ressentidos. Odeio os rabugentos,
os mesquinhos e os mesquinhos. Odeio todas as pessoas comuns e sem graça que
não têm vergonha de serem sem graça e pequenas. [...] É desespero pela
falta de sentimento, de amor, de razão no mundo. É desespero por alguém sequer
cogitar a ideia de lançar uma bomba ou ordenar que ela seja lançada. É
desespero por tão poucos de nós se importarem. É desespero por haver tanta
brutalidade e insensibilidade no mundo. É desespero por jovens perfeitamente
normais poderem se tornar cruéis e malignos só porque ganharam muito dinheiro.
E depois fazer o que você fez comigo. [...] Quando você desenha algo,
ele vive; quando você o fotografa, ele morre. [...] Esquecer não é algo
que você faz, acontece com você. Só que não aconteceu comigo. [...] O
poder das mulheres! Nunca me senti tão cheia de um poder misterioso. Homens são
uma piada. Somos tão fracas fisicamente, tão indefesas diante das coisas. Ainda
assim, até hoje. Mas somos mais fortes do que elas. Podemos suportar a
crueldade delas. Elas não suportam a nossa. [...] O homem comum é a maldição da civilização [...] Eu
só penso nas coisas como bonitas ou não. Você não entende? Eu não penso em boas
ou ruins. Só em bonitas ou feias. Acho que muitas coisas boas são feias e
muitas coisas ruins são bonitas. [...] Vivo. Vivo do mesmo modo que a
morte é viva. [...] Sou apenas uma em uma fileira de espécimes. É quando
tento sair da linha que ele me odeia. Sou destinada a estar morta, presa,
sempre a mesma, sempre linda. Ele sabe que parte da minha beleza é estar viva,
mas é a minha versão morta que ele quer. Ele me quer viva, mas morta. [...]
Sou eu. Eu sou a loucura dele. Há anos ele procura algo para colocar sua
loucura. E ele me encontrou. [...] Você deve fazer, sempre. Você deve
agir, se acredita em algo. Falar sobre atuação é como se gabar dos quadros que
você vai pintar. A pior forma de se fazer. [...] Apenas essas três
palavras, ditas e significadas. Eu te amo. Elas eram completamente sem
esperança. Ele disse isso como se tivesse dito: Eu tenho câncer. Seu conto de
fadas. [...] Ele é sólido; imóvel, com uma vontade férrea. Um dia, ele
me mostrou sua garrafa da morte. Estou aprisionado nela. Flutuando contra o
vidro. Como consigo ver através dela, ainda acho que posso escapar. Tenho
esperança. Mas é tudo uma ilusão. Uma parede grossa e redonda de vidro. [...]
A arte é cruel. Você pode se safar de um assassinato com palavras. Mas uma
imagem é como uma janela que atravessa direto o seu coração. [...] Você
sabia que tudo o que é grandioso na história da arte e tudo o que é belo na
vida é, na verdade, o que você chama de desagradável ou foi causado por
sentimentos que você chamaria de desagradáveis? Pela paixão, pelo amor, pelo
ódio, pela verdade. Você sabia disso? [...] O céu está absolutamente
vazio. Lindamente puro e vazio. Como se os arquitetos e construtores morassem
em todas as casas que construíram! Ou pudessem morar em todas elas. É óbvio, é
evidente. Deve haver um Deus e ele não pode saber nada sobre nós. [...] Devo
lutar com as minhas armas. Não com as dele. Não com egoísmo, brutalidade,
vergonha e ressentimento. [...] Ele não é humano; ele é um espaço vazio disfarçado
de humano. [...] O que você ama é o seu próprio amor. Não é amor, é
egoísmo. Não é em mim que você pensa, mas no que você sente por mim. [...] Trechos extraídos da obra The Collector
(Back Bay Books, 1997), do
escritor e novelista britânico John Fowles (1926-2005), contando sobre o
jovem solitário Frederick Clegg, que trabalha como balconista em uma prefeitura
e coleciona borboletas nas horas vagas. A primeira parte do romance conta a
história do seu ponto de vista, mostrando seus familiares e seus desejos
profundos. De repente, ele fica obcecado por Miranda Gray, uma estudante de
arte de classe média na Slade School of Fine Art. Ele a admira à distância, mas
é incapaz de fazer qualquer contato com ela, porque se considera socialmente
subdesenvolvido. Um dia, ele ganha um grande prêmio nas piscinas de futebol e
deixa o seu emprego e compra uma casa isolada no campo. Apesar de ficar rico e
ter sua própria casa, ele se sente muito sozinho, e seu desejo de ficar com
Miranda aumenta. Como ele é incapaz de fazer qualquer contato normal com ela,
Clegg decide adicioná-la à sua "coleção" de objetos bonitos e
preservados, na esperança de que, se ele a mantiver em cativeiro por tempo
suficiente, um dia ela passará a amá-lo. O romance foi adaptado o cinema e estreou
em 1965, com o roteiro escrito por Stanley Mann e John Kohn, e dirigido por William
Wyler, com Terence Stamp e Samantha Eggar. Em 1985, os assassinos Leonard Lake
e Charles Chi-Tat Ng sequestraram Kathy Allen, de 18 anos, e Brenda O'Connor,
de 19 anos. Lake disse que era obcecado por O Colecionador, e descreveu seu
plano de usar as mulheres para sexo e tarefas domésticas e depois registrava em
vídeo que considerava sua principal "filosofia". Acredita-se que os
dois assassinos tenham matado pelo menos 25 pessoas, incluindo duas famílias
inteiras. Embora Lake tenha cometido vários crimes na área de Ukiah, Califórnia,
sua "Operação Miranda" não começou senão depois que se mudou para
Wilseyville, Califórnia. As fitas de vídeo de seus assassinatos e um diário
escrito por ele mesmo, estavam enterrados perto do bunker em Wilseyville. Eles
revelaram que Lake havia nomeado seu enredo de Operação Miranda em
homenagem à própria Miranda do livro. Já Christopher Wilder foi um assassino em
série que matava jovem garotas, ele foi morto pela polícia em 1984 e um sua
posse estava o O Colecionador. Em 1988, Robert Berdella manteve suas
vítimas do sexo masculino em cativeiro, sob tortura. Fotografava-os antes de os
assassinar a sangue frio. Ele alegou que a versão cinematográfica de O
Colecionador havia sido sua principal inspiração quando era adolescente.
Veja mais aqui.
Ela robusta me
aguça e que eu seja nela treloso com toda astúcia, a dar-se avulsa, ousada atrevida,
fúcsia desnuda, pra que eu seja vigoroso com toda minúcia, explorando a pelúcia
de seus domínios espaçosos. Ela se prostra vencida, exposta à esparrela das minhas
carícias no seu reino dadivoso. E se espalma escorrida, caravela translúcida, aguerrida
exaltada amante, cada vez mais provocante e rendida, e eu a fuçar tudo nela, como
se dela tudo me desse, como quem quase fenece garrida, quando estremece desabrida
no êxtase do mútuo gozo.






