sábado, abril 11, 2015

BANANÉRE, MURRAY, TANNAHILL, BALEIRO, MESSICK, LABILLE-GUIARD, MÁRCIA LAILIN & BORNÁ DE XEPA.


UMA VOZ DA DEMOCRACIA PAULISTA – Ao ler o livro Presenças (MEC/INL, 1958), de Otto Maria Carpeaux, foi que encontrei a resenha com o título deste post, referindo-se à obra Divina Increnca, de Juó Bananére, pseudônimo adotado pelo escritor brasileiro Alexandre Marcondes Machado (1892-1933): [...] A literatura brasileira não tem muitos poetas humorísticos. Os que se costuma chamar assim são, às mais das vezes, satíricos cujo epigramas “honram mais seu coração que seu espírito”; são inofensivos. O conceito da poesia no Brasil foi romântico ou retórico ou solene [...] Juó Bananére, porém, é uma categoria per se, modesta mas na qual não tem companheiro. [...] Seu senso crítico é insubornável. Resiste à retórica. [...] Mas por que usava Juó Bananére para esse fim, o dialeto ítalo-português? Não é dialeto. Essa mistura intencional e literária de duas línguas para fins parodísticos chamam-se macarronismo. Entre nós usa-se essa expressão quando alguém fala uma língua que não conhece bem, estropiando-a: “Fulano falou num francês macarrônico”. Também se alude ao latim macarrônico, da Idade Média. [...] Seu poema é forma de protesto do povo miúdo contra as falsas máscaras do latinismo e feudalismo que as decadentes classes dominantes usaram [...] Deliberadamente ou não, Juó Bananére usou a língua macarrônica, ítalo-portuguêsa, dessa gente, para ridicularizar os cartolas, cujo reino acabou em 1929. Hoje, ainda se estão removendo as ruínas do edifício que desabou, obstáculos à circulação livre nas ruas. E ninguém quer reeditar a Divina Increnca. Da obra Divina Increnca, consta a Canção do Exílio do autor, destacada pelo próprio Carpeaux: Migna Terra tê parmeiras, / che ganta inziene o sabiá. / As aves che stó aqui, / també tuttos sabi gorgeá. / A abobora celestia tambê, / che tê lá na minha terra, / tê moltos millió di strella / che non tê na Inglaterra.../ Na migna terra tê parmeiras / dove ganta a galligna d’angola: / Na migna terra tê o Vaporelli, / chi só anda di gartola. Veja mais  aquiaqui e aqui.

Imagem: A delightful surprise small, da pintora francesa Adélaide Labille-Guiard (1749-1803)

Ouvindo O coração do homem bom – ao vivo (ao vivo mesmo), do cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro.

A PERSONOLOGIA DE MURRAY – O psicólogo norte-americano Henry Murray (1893-1988), desenvolveu uma abordagem da personalidade, denominada de Personologia, na qual inclui forças conscientes e inconscientes, a influência do passado, presente e futuro e o impacto dos fatores fisiológicos e sociológicos. As características da sua teoria são uma abordagem sofisticada das necessidades humanas e a fonte de dados na qual ele embasou a sua teoria. Igualmente importantes são a sua lista de necessidades, que é de valor continuo para pesquisas, diagnósticos clínicos e seleção de funcionários, e suas técnicas de avaliação de personalidade. Para ele as necessidades são criações hipotéticas de base psicológica que surgem dos processos internos ou dos eventos ambientais, provocam um nível de tensão que precisa ser reduzido. A prepotência de uma necessidade é a sua urgência ou insistência. A fusão de necessidades refere-se a necessidade que podem ser satisfeitas por um comportamento ou um conjunto deles. Os complexos padrões formados por cinco estágios de desenvolvimento da infância que direcionam inconscientemente o desenvolvimento adulto. (In: SCHULTZ, Duane; SCHULTZ, Sydney. Teorias da personalidade. São Paulo: Cengage Learning, 2014). Veja mais dessa teoria aqui e aqui.

NO COMEÇO... - No livro O sexo na história (Francisco Alves, 1983) da historiadora e escritora britânica Reay Tannahill (1929-2007), encontrei o relato de como se deu o começo da vida: No ano 4004 aC., precisamente às nove horas da manhã de 23 de outubro, “Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou”. O ano, dia e hora da criação, não especificados na própria bíblia, foram calculados por dois eruditos do séc. XVII, após um estafante estudo cronológico do Antigo Testamento, sendo a informação acolhida com agrado pela maioria de seus contemporâneos, acostumados a encarar a bíblia como a verdade literal. A possibilidade de encontrar-se uma data para a criação emprestava à mesma uma confortadora realidade. Mais 200 anos passariam, antes que a nova ciência dos vitorianos começasse a dissipar as bordas da ilusão das escrituras. Então, em 1859, foi publicada A origem das espécies, por meio da seleção natural, de Charles Darwin. [...] Não houvera nenhum ato único de criação. Como as demais espécies do mundo, o homem desenvolvera de alguma forma primitiva de vida. [...] Diz-se que a esposa do bispo de Worcester teria exclamado: “Esperemos que não seja verdade, mas, se for, rezemos para que não se torne conhecido”. A história não registra se ela teve a ideia de perguntar: “Que espécie de macaco?”. E isto importa? [...] De maneira geral, o atual ponto de vista sobre a transição do macaco para o homem é que, entre 20 e 14 milhões de anos atrás, os descendentes de um verdadeiro macaco divergiram ao longo de 3 diferentes ramos da árvore genealógica. Um grupo evolveu para os ancestrais dos gorilas, chimpanzés e orangotangos; outro para um grande símio do solo, não muito diverso do babuíno, que errou pela Ásia durante um determinado período, até sua extinção; e o terceiro, para o Ramapithecus – o ancestral direto do homem. No decorrer de mais alguns milhões de anos, o Ramapithecus trocou a vida nas árvores por outra no solo, passando a comer carne, bem como frutos e vegetais. Isto lhe forneceu proteína extra que – se a história humana deve ser mencionada como evidência – sem dúvida  acelerou consideravelmente sua evolução: os 5 mil anos demonstraram que as pessoas com alta ingestão proteica são, geralmente, mais dinâmicas que as vegetarianas. E o Ramapithecus precisava ser dinâmico, porque agora competia por seu alimento, a única coisa que realmente lhe importava, com os grandes e ágeis felinos que imperavam no solo relvoso. Por fim, ele descobriu que dois pés e duas mãos – umas das quais podia ser usada para desfechar mísseis contra os inimigos – eram muitíssimo mais úteis que apenas quatro pés, de maneira que o resultado foi uma mudança para o que é deselegantemente conhecido como locomoção bípede. Em termos evolutivos, isto se revelou ser mais um catalisador que uma conclusão, mas entre seus resultados diretos – embora a longo prazo – tivemos a Vênus de Milo, o Kama-sutra, Miss Universo e a Alegria do sexo. O que uma postura vertical fez pela humanidade, foi força-la a reconsiderar a tradicional posição de acasalamento dos primatas e, mais tarde, estabelecer a beleza sob um diferente conceito. Veja mais aqui, aqui e aqui.

BORNÁ DE XEPA – O grupo Borná de Xepa, da cidade de Três Corações (MG), formado por Ronildo Prudente, Luciana Sant'anna, Monica Furtado, Luciano Neder Dall'Stella (Tricordianos) e Mestre Claudião, de Varginha(MG), foi classificado para participar do Festival de Música de Barretos (SP), no mês de maio/2015. O Grupo vem participando de Festivais de Música, desde o ano de 2014 em São Thomé das Letras e Elói Mendes, sendo premiado nos dois festivais. Sempre levando o nome de Três Corações a todos os recantos mineiros e, agora, a outro estado. O projeto MCLAM, as Edições Nascente, o Diário do Tataritaritatá e Meimei Corrêa Produções parabenizam o grupo mineiro, desejando sorte e muito sucesso (Info: Meimei Corrêa). Veja mais aqui.

QUADRO MENTAL – Navegando na rede encontrei o excelente blog Quadro Mental - Direito ao grito! Porque há o direito ao grito Então eu grito, da escritora, jornalista e blogueira Marcia Lailin, reunindo seus textos jornalísticos, crônicas e poemas, entre os quais destaco Medo: Olho em torno de mim / Nada! / Desejo que apareça alguma coisa / Alguma coisa compreensível / Tenho medo / porque não compreendo meu medo / Escrevo e tenho medo / Ando e tenho medo do desconhecido atrás da porta / atrás da cortina / dentro do guarda roupa / debaixo da cama / No fundo sei / que não há ninguém em parte alguma / Tenho medo do medo / Tenho medo de mim / Tenho medo dessa terrível sensação do terror / Incompreensível. Veja mais aqui.


BRENDA STARR – Oriundo das tiras e quadrinhos da cartunista norte-americana Dale Messick (1906-2005) – a primeira mulher a participar do sindicato dos artistas de quadrinhos dos Estados Unidos e a mais importante mulher do século XX -, o filme de aventura Brenda Starr (1989), dirigido por Robert Ellis, conta a trama de um aspirante a artista que desenha a história em quadrinhos Brenda Starr para um jornal, quando a personagem deixa os quadrinhos e ganha vida na pele da belíssima atriz Brooke Shields. Veja mais aqui e aqui.



Veja mais sobre:
Rompendo o passado pro futuro, a literatura de Hermilo Borba Filho, A história da riqueza do homem de Leo Huberman, a música de Mauro Senise Quarteto, a pintura de Armand Point & Otto Lingner aqui.

E mais:
A sina de Agar, a poesia de Adalgisa Nery, a literatura de Anita Loos, o pensamento de Ayn Rand, o teatro de Jean-Louis Barrault, a  música de Cláudia Riccitelli & The Bossa Nova exciting Jazz Samba Rhythms, a pintura de Jose Gutierrez de la Vega, o cinema de Malcolm St. Clair, Marilyn Monroe & Delasnieve Daspet aqui.
Papo de Antemão, a literatura de Kazuo Ishiguro, A Felicidade de Eduardo Giannetti, A filosofia da arte de Hippolyte Taine, o teatro de Anton Tchekhov, Topsy-Turvy, a música de Gonzaguinha, a escultura de Wolfgang Alexander Kossuth, Direito à Saúde, Fecamepa & O gozo dela aqui.
A Biblioteca Pública Fenelon Barreto, As flores do mal de Charles Baudelaire, O estandarte da agonia de Heloneida Studart, a música de Lenine, o cinema de Amácio Mazzaropi, a pintura de Gino Severini, a arte de Walter Levy & a fotografia de Eadweard Muybridge aqui.
A poesia de Pablo Neruda, a música de Björk, o teatro de Teixeira Coelho, a pintura de Modigliani & Zinaida Evgenievna Serebriakova, a arte de Elsa Zylberstein, a ilustração de René Follet, a arte de Beatrice Brown, Rubens da Cunha & Uma mulher por cem cabeças de gado aqui.
Alô, alô Brasis, Texto/Contexto de Anatol Rosenfeld, A ética de Baruch Espinoza, a música de Edu Lobo & Cacaso, a poesia de Chico Novaes, a fotografia de Albert Arthur Allen, a arte de Lygia Pape & a pintura de Henri Lehman aqui.
Os tantos e muitos Brasis, A arte no horizonte do provável de Haroldo de Campos, As cartas de Geneton Moraes Neto, a fotografia de Brian Duffy, a pintura de W. Cortland Butterfield, a arte de Laura Barbosa & Adriana Zapparolli, a poesia de Leo Lobos & Fonte aqui.
A vida e a lógica da competição, A inteligência brasileira de Max Bense, a filosofia de Max Horkheimer, a poesia de Affonso Romano de Sant’Anna, a música de Pierre Boulez & Pi-Hsien Chen, a fotografia de Sebastião Salgado, a arte de Anna Bella Geiger, a pintura de Herbert James Draper & Umberto Boccioni aqui.
A fábula do maior ninguém, O conhecimento e interesse de Jürgen Habermas, A República de Platão, a música de Antonio Soler & Maggie Cole, a poesia de Zé Limeira, a fotografia de Howard Schatz, a pintura de Ryohei Hase, a arte de Kurt Schwitters & a Companhia do Ballet Eliana Cavalcanti aqui.
Ressonâncias ávidas além do amor, Da diáspora de Stuart Hall, O virtual de Pierre Lévy, a música de Daniel Binelli & Giselle Boeters, a arte de Doris Savard, a pintura de Eloir Júnior, Luciah Lopez & Ana Bailune aqui.
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