quinta-feira, dezembro 06, 2018

ALYSON NOËL, FRANCESCA TANDOI, ROCLOF FRANKOL & MARSA&SEUPEREIRA&COLETIVO401


PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA ENSINO-APRENDIZAGEM - Imagem: arte do pintor neerlandês Roclof Frankol (1911-1984). - Seguindo o mote da casa/escola emburrecedora, do saudoso educador Rubem Alves, desde alguns anos atrás, venho realizando palestras a respeito de práticas pedagógicas para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem. A primeira delas, Brincar para aprender, realizada a convite da Universidade Federal de Alagoas, em Maceió - AL (Veja detalhes aqui) e em diversas instituições de ensino, levava a proposta de inserção das atividades artísticas durante os trabalhos em sala de aula. Concomitantemente comecei a realizar Oficinas de Cordel, que foram realizadas em diversas ocasiões com o objetivo de promover a utilização da Literatura de Cordel como recurso pedagógico. Aprofundando a questão, passei a desenvolver atividades na área da Psicologia Social & Educação, quando apresentei os resultados do trabalho sobre A Educação & Arte na Escola Pública, experiência realizada com atividades artísticas para melhoria do processo de ensino-aprendizagem, realizado na Faculdade Cesmac e envolvendo a Escola Estadual Josefa Conceição da Costa, de Maceió – AL (Veja detalhes aqui). Por conta disso, realizei os estudos que redundaram na palestra Contribuição do Teatro no Desenvolvimento da Linguagem Infantil: uma abordagem acerca da teoria de Vygotsky, apresentada na Uninove, em São Paulo e no Cesmac, em Maceió (Veja detalhes aqui). Dando continuidade a esses estudos e pesquisas, participei do Grupo de Pesquisa de Neurofilosofia & Neurociência Cognitiva, na Faculdade Cesmac, ocasião em que realizei a palestra A Neuroeducação nas práticas pedagógicas de ensino-aprendizagem, que venho realizando desde então em diversos eventos e instituições (Veja detalhes aqui e aqui). Todas essas atividades que tenho desenvolvido nos últimos quinze anos compreendem a articulação que fiz das áreas de Direito, Educação e Psicologia com as Artes, na busca por melhores práticas pedagógicas em sala de aula, desde a Educação Básica, como também a Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação Profissional e Educação Especial, nas mais diversas modalidades de ensino. Para tanto, tenho utilizado como embasamento teórico as propostas de Paulo Freire e de outros teóricos não menos importantes, com as mais inovadoras atividades artísticas voltadas para a educação, sobretudo nas áreas de Teatro, Música e Literatura. As experiências foram exitosas em diversas escolas públicas e na minha caminhada encontrei uma série de outras iniciativas, a exemplo do poeta e professor Janduhi Dantas Nóbrega, da Paraíba, que utiliza a Literatura de Cordel nas aulas de Gramática e Língua Portuguesa (Veja detalhes aqui). Também o escritor e professor Arantes Gomes do Nascimento, que elaborou os jogos pedagógicos Dominando a acentuação gráfica e Desembaralhando o Verbo (Veja detalhes aqui), entre outras tantas iniciativas que tenho encontrado de educadores, arte-educadores, psicopedagogos e psicólogos, todas procurando otimizar a atividade pedagógica com os mais diversos recursos artísticos para melhoria do processo de ensino-aprendizagem. São experiências como estas, acrescidas de temas como afetividade, transversalidade, transdisciplinaridade, neuroeducação, entre outros, que podem levar a um melhor relacionamento entre o professor e o aluno, possibilitando o desenvolvimento de uma educação de verdade, pública e de qualidade. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

DITOS & DESDITOS:
[...] Nem sempre fui essa bizarrice que sou hoje. Já fui uma adolescente normal, do tipo que ia às festinhas da escola, se apaixonava por celebridades e tinha tanto orgulho dos cabelos louros que jamais pensaria em prendê-los num rabo de cavalo ou escondê-los sob um capuz. Eu tinha mãe, pai, uma irmã caçula chamada Riley e uma cadela labrador amarela, fofíssima, de nome Buttercup. Morava numa casa agradável, num bairro bacana de Eugene, no Oregon. Era popular, feliz e mal podia esperar para chegar ao segundo ano, pois tinha acabado de me tornar chefe de torcida da principal equipe da escola. Minha vida era completa, e o céu era o limite. Essa história de céu pode ser um tanto gasta, mas, no meu caso, ironicamente, é também a mais pura verdade. No entanto, sei tudo isso apenas por ouvir dizer, pois desde o acidente só me lembro claramente de uma coisa: eu morri. Tive o que as pessoas chamam de "experiência de quase morte", ou EQM. Acontece que as pessoas estão erradas. Podem acreditar, não houve nada de “quase" no que me aconteceu. Foi assim: num instante, Riley e eu estávamos no banco de trás do SUV do papai, Buttercup com a cabeça pousada no colo de minha irmã e o rabo batendo suavemente em minha perna, e a próxima lembrança... os airbags inflados, o carro inteiramente destruído e eu lá, assistindo a tudo do lado de fora. Olhando para os destroços — os estilhaços de vidro, as portas amassadas, o para-choque dianteiro agarrado ao tronco de um pinheiro num abraço letal -, fiquei me perguntando o que poderia ter acontecido de errado, esperando e suplicando que todos tivessem conseguido sair dali como eu. De repente, ouvi um latido familiar; virei para trás e vi minha família seguindo por um caminho, guiada por Buttercup, que abanava o rabo. Fui ao encontro deles. De início, tentei correr e alcançá-los, mas depois fui mais devagar, querendo me demorar e passear por aquele campo vasto e perfumado de árvores e flores vibrantes que tremeluziam, e apertando os olhos diante da névoa deslumbrante que refletia e brilhava intensamente, iluminando tudo. [...] Sei que o preço da eternidade é alto, mas sei também que as coisas podem se arranjar. Riley prometeu mandar algum tipo de sinal; depois disso vejo o que faço. E se a eternidade começa hoje, é assim que vou vivê-la: até o fim do dia, e só. Sabendo que Damen estará sempre ao meu lado. Tipo assim, sempre, certo? Ele busca meu olhar, esperando uma resposta. — Eu amo você — digo baixinho. — Também amo você — ele devolve, os lábios pedindo os meus. — Sempre amei. [...].
Trechos da obra Para sempre – Os imortais I (Intrínseca, 2009), da premiadíssima escritora estadunidense Alyson Noël. Veja mais aqui.

A ARTE DE ROCLOF FRANKOL
A arte do pintor neerlandês Roclof Frankol (1911-1984).

AGENDA:
Marsa e SeuPereira & Coletivo401 - NE TOUR 18 – 16/12, das 16 às 21hs, Casa Astral Rua Joaquim Xavier de Andrade, 104 - Poço da Panela, Recife – PE & muito mais na Agenda aqui.
&
A vida é muito mais, Agostinho da Silva, Marcia Tiburi, Alcântara Machado, Ricardo Corona, Lucinda Lyons, Celso Antunes, Natasha de Albuquerque & Maria Eugência Matricardi & Pamela Guimarães, Pesqueira, Antônio Meneses & Alina Ibragimova aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje curta na Rádio Tataritaritatá a música da pianista Francesca Tandoi & Trio: Live at Jazz on Air, Live at Luca’s Jazz Corner, Clair de Lune de Denussy & How did he look no KC KV Bzaal & muito mais nos mais de 2 milhões & 900 mil acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir. Veja mais aqui.