sexta-feira, setembro 21, 2018

JOANNA BAILLIE, BATAILLE, WELLS, SCHOPENHAUER, MARINA LIMA, CARMO NINO & ANELISE LORENA


QUEM DE TUDO SABE NADA – Imagem da artista visual Maria do Carmo Nino - Não tivesse o dia feito manhã ensolarada tarde inteira e noite adentro tinha de ser para ficar vigente, não saberia eu que a trapaça servisse à discórdia da injustiça com os dentes cravados na garganta tornada lei sobre tudo e todos. Tudo foi feito para que a mentira soasse por verdadeira entre sofismas e casuísmos à vida assaltada, e não me dizem nada além de urros e onomatopeias aos que nada entendem dessas algaravias com suas ambiguidades de escárnio, porque saltam aos olhos pra quem se faz de surdo e melhor seria se eu não antevisse mesmo nada. É como se a língua secasse o verbo à boca muda diante do túmulo com meu próprio nome e epitáfio inscrito no que podia ser um beijo e passou a ser mordidas na jugular, eu a me debater e ninguém visse porque o inseto faminto picou minha carne e eu cambaleante adoecido me encolhi no primeiro canto para agonizar insepulto até que a carne se esgarçasse ao pó nos ventos. Como negar ao faminto um prato de comida, se uma fera esfomeada tem a mim a sua refeição, ou um quaquilionário glutão conta moeda a cada gota do meu sangue, de quem diferente quando, ao mesmo tempo, o que é de gosto regala o peito e tudo se dana em nome do umbigo. Quem não geme ao primeiro açoite e os olhos doídos nada enxergam da febre que passou como avalanche carregada de presságios e parecia festa antecipando alaridos das dores que explodiam do tutano ao estupor, quando ninguém é de ninguém e salve-se quem puder. Não me sinto como quem não tem nada a ver com isso. Desde sempre fui como uns e outros pela humanidade e uma só vida em comum pelas cavernas e galhos a fugir de predadores e caçando pra sobreviver e matando a sede às águas e se escondendo sob o fogo na escuridão, prontos pro ataque e a defender-se das garras ao bote, carregados de coragem e temores por dias, séculos e milênios, entre trovões e relâmpagos, saques e estampidos, tropeços e quedas. O tempo passou desde remotas eras e ainda mantemos a vigília agora nas portas e janelas fechadas, muros altos, cães de guarda, cercas eletrificadas e rondas policiais: que ninguém leve o que o suor premiou e o que foi conquistado a duras penas, ou do privilégio de acumular o que outros não puderam ou foi tomado pela vantagem de quem descuidou. Ainda bem que não tenho nada, nem olvidei o que seria para todos, enquanto tantos tripudiam sobre a desgraça alheia. A isso meu coração resiste solitário enlouquecido falando pras paredes e sou despedaçado por meus próprios limites inatingíveis e por indeléveis lembranças que atormentam até os ossos, a me deparar com a morte um tanto de vezes de perder a conta. Dela não temo, sei a vida e o que dela sou na minguante travessia. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música da cantora e compositora Marina Lima: MTV Acústico ao vivo, O chamado, Novas Famílias & Acontecimentos & muito mais nos mais de 2 milhões & 600 mil acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir. Veja mais aqui, aqui e aqui.

DITOS & DESDITOS – [...] a esterilidade de suas cabeças lhes aconselha o caminho da negação, e então verdades reconhecidas há muito tempo são negadas, como por exemplo, a força vital, o sistema nervoso simpático, a generatio aequivoca, a distinção de Bichat entre o efeito das paixões e os da inteligência. Propõe-se a volta a um crasso atomismo e coisas do gênero. Assim, o curso da ciência muitas vezes é um retrocesso [...]. Trecho extraído da obra A arte de escrever (L&PM, 2017), do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860). Veja mais aqui, aqui e aqui.

O SENTIDO DA OBRA DE ARTE - [...] Da multidão dos humanos ainda rudimentares, anteriores aos tempos em que esta ronda animal se formou, encontrámos os vestígios. Mas são principalmente corpos pertencentes como matéria aos seres que foram nossos vizinhos: se as suas ossadas até nós chegaram, comunicam-nos as suas formas endurecidas. Muitos milénios antes de Lascaux (cerca de quinhentos mil anos, sem dúvida) estes bípedes industriosos começaram a povoar a terra. Para além destes ossos fósseis só temos deles os utensílios que nos deixaram. Estes utensílios provam a inteligência destes homens antigos, mas esta inteligência ainda grosseira só estava ligada a objetos como “pedras para atacar”, os estilhaços ou as pontas de sílex que eles utilizavam; a estes objetos ou à atividade objetiva que eles desta forma cumpriam... Antes de Lascaux nunca alcançámos o reflexo desta vida interior que tem na arte — e só na arte — a sua via de comunicação, e da qual ela é no seu calor, senão mesmo na imperecível expressão (estas pinturas e as reproduções que delas fazemos não terão uma vida infinita) a sua perdurável sobrevivência. Parecerá leviano, sem dúvida, conferir à arte este valor decisivo, incomensurável. Mas este longo alcance da arte não será mais sensível na altura em que ela nasceu? Não existe diferença mais acentuada: ela contrapõe à atividade utilitária a figuração inútil destes sinais que seduzem, que nascem da emoção e a ela se dirigem. [...]. Trecho extraído da obra O nascimento da arte (Sistema Solar, 2015), do escritor francês Georges Bataille (1897-1962). Veja mais aqui e aqui.

A MÁQUINA DO TEMPO - [...] Júlia: (Aflita) Meu Deus do céu, Oxalá, energia cósmica controladora do universo... não acredito que estou dizendo isso! Por favor, me ajude a fazer essa máquina funcionar! Eu prometo voltar, eu prometo que vou voltar! Você… vocês sabem, devem ou deveriam saber como vai ser difícil pra mim chegar tão longe, encontrar a solução, encontrar a evolução, o avanço, finalmente um lugar que mereça toda a minha dedicação e ter que voltar! Mas eu prometo, eu prometo voltar se a máquina funcionar! [...] Aqui você tem tudo o que é necessário pra entender como comecei a construir essa máquina. Todos os relatórios das 137 vezes que a máquina explodiu, todas as suas peças que já derreteram e os principais registros dos vazamentos de óleo! Nessa outra pasta, você encontra todas as empresas e instituições que, de algum modo, me ajudaram ao longo desses anos, e nessa vermelha, todas que tentaram atrapalhar o meu projeto. [...] Nossa, que lugar enorme! Parece desproporcional a essas... (hesitante) criaturas. (Pausa) Eu estou aqui pasma com a aparência deles, enquanto eles nem se importam com a minha aparência. Pequenos e frágeis. Talvez ainda existam outros humanos por aqui... Ou será que essas criaturas são a evolução da humanidade? Esse salão parece feito por mãos humanas... Mas veja só essa mesa de mármore, toda rachada! E os vitrais da janela também estão quebrados... Olha só, parece que só comem frutas! Todas as mesas estão cheias de frutas, eles comem com tanta vontade. Será que essas criaturas passam fome? (Pausa) Acho que não, não com esse tanto de frutas… Frutas tão grandes. Isso aqui parece um mamão que cresceu demais! (Risada) Acho que as sementes transgênicas dominaram o mundo e tudo o que plantamos ficou gigante! (Em outro tom) Parece saboroso… [...] Espere aí, Rudá! Não se afaste, preciso te fazer mais perguntas... Que droga... (Pausa) (Consciência) As criaturas já não se interessam mais por mim, nem me olham com surpresa! Já estão todos caindo de sono. Devem ter comido demais. (Bocejo) E eu também estou cansada... A viagem me deixou tão enjoada. Nunca pensei que pudesse sentir uma pressão tão grande contra as minhas orelhas. Comprimia minha cabeça com tanta força que eu achei que fosse espremer meu cérebro! Acho que não aguento outra dessas por enquanto… Preciso descansar. Acho que posso me sentar um pouco aqui... Não vai fazer nenhum mal, eles não estão nem ligando mais pra mim. [...] (Enquanto está andando) Nossa, como a lua está bonita vista daqui desse lugar! Muito cheia, ilumina todo esse gramado como se fosse um monte de refletores! Só não gosto de ver o rosto desta Esfinge horrorosa! Não, ela nem é tão horrível assim, mas o tamanho gigantesco é assustador. Não importa pra que lado eu vá, parece que ela está sempre me olhando; preferia a Alice gritando e derrubando as coisas! (Voz mais alta e meio assustada) Será que estou enlouquecendo aqui nesse lugar? Falando sozinha, brigando comigo mesma... Parece que eu tinha esquecido porque eu vim parar aqui, de onde eu vim, e quem eu sou. E quem eu sou? Passei toda a minha vida com medo de morrer, construindo uma máquina, alimentando a falta da minha mãe, ao invés de tentar superar isso. Quando finalmente consigo viajar na máquina, venho parar num lugar onde as pessoas não sofrem pela morte. Eles pegaram aquele corpo morto sem nenhuma dor, começaram a cantar e dançar, fizeram um corte na barriga daquele pequeno ser e lhe enfiaram sementes de suas frutas. Esse é o futuro. Isso é chocante, nada do que construí e estudei fará sentido para o futuro da humanidade. [...] Trechos da peça teatral A máquina do tempo (Edufba, 2017), do escritor britânico Herbert George Wells (H. G.Wells – 1866-1946). Veja mais aqui.

UM DIA DE VERÃO - As nuvens azuis escuras da noite em linhas escuras, / Atraídos e arranhados no céu mais puro, / Use o roxo da manhã em suas saias. / As estrelas que encheram e brilharam no oeste, / Mas fracamente piscando para o olho firme; / E visto, e desaparecendo, e visto de novo, / Como bandagens mortas, / Eles finalmente aparecem fechados da face do céu; / Enquanto cada chama menor brilhava à noite, / O meteoro impressionante da opção de nuvem, / Que muitas vezes dispara através do céu escuro; / Ou varinha de fogo olhando pelo pântano, / Sorrindo como uma vela em uma cama solitária / Para alegrar as esperanças da safada, / Até mais rápido que a mesma mudança de pensamento, / Ele se move de um lugar para outro, escapa de seu olhar, / E faz com que ele deseje esfregar seus olhos duvidosos; / Ou humilde brilho, ou a mariposa prateada, / Isso enviou um leve tremular no verde, / Todo mundo morre / Por enquanto o sol, lento em sua grandeza, / Acima das montanhas do leste ele levanta a cabeça. / O pano de orvalho se estendia pelo gramado, / O peito liso e claro da piscina estabelecida, / O arado polido no campo distante, / Tome fogo dele, e jogue suas novas vigas / Sobre o olho ofuscado. / Os novos pássaros nos galhos saltam, / suas asas para baixo e eriçar suas penas; / Então estique suas gargantas e afine sua música matinal; / Enquanto majestosos corvos, altos oscilando em suas cabeças. / Nos ramos mais altos, com soberbo orgulho, / Misture seu rouco ronco com a nota de linhagem; / Até se encontrar mais perto em uma banda de sabre, / Eles pegam o vôo para pescar a comida diária. / O trabalhador da aldeia, com mente cuidadosa, / Assim que a luz da manhã aparecer, / Abra seus olhos com o primeiro raio / Isso atravessa a janela do seu berço, / E deixe sua cama fácil; Então no campo, / Com os longos e longos passos, ele os dirige à sua maneira, / Levando sua espada e enxada através de sua máquina, / Visto de longe, claro, olhando para o sol, / E com boa vontade ele começa seu trabalho diário. / O rapaz robusto queimado pelo sol expulsa o gado, / E vaidoso de poder, grite para o atraso, / Quem ficaria para plantar os brotos tenros? / Das verdes sebes tentadoras à medida que passam; / Ou supere os arbustos brilhantes com o seu bastão, / Para agradar sua imaginação com uma chuva de orvalho, / E assustar os pobres pássaros que se escondem lá dentro. / Ao longo da porta aberta, toda a aldeia, / Eles vêem crianças seminuas, meio acordadas /Coçando a cabeça e piscando na luz; / Até que ele acorda gradualmente, eles correm, / Ou rolar ao sol, na areia / Construa uma pequena casa, cuidadosamente / A dona de casa cuida de dentro, de seu cuidado matinal; / E agachando-se entre suas tinas de leite coalhado, / Com muita paciência, desenhe o soro verde claro / Dos lados pressionados pelo puro requeijão nevado; / Enquanto sua empregada morena com covinhas, com uma bainha dobrada, / E o braço inchado, ajuda no seu trabalho. / Os piquetes fumam, os baldes chocalham e a confusão morna / Ainda engrossa neles, até dentro de seu molde / Com as mãos cuidadosas, pressione a coalhada bem forjada / Então vai a manhã, até o sol do poderoso / No topo dos céus ele envia suas vigas fortificadas, / E toda a frescura da manhã fugiu. / O viajante suado joga sua carga, / E ele apoia seu ombro cansado contra uma árvore. / O cavalo ocioso no campo de grama / Rola de costas, nem escuta o trevo tentador. / O pretendente pára seu trabalho e retorna / Lentamente para a casa dele com passos pesados e sóbrios, / Onde no tabuleiro está seu café da manhã pronto, / Convide o olho, e sua esposa alegre direita / Por favor, sirva-o com indiferença boa vontade. / Não há gotas de orvalho que caiam na grama; / Após os passos do cortador com sua foice brilhando, / Na camisa de neve, e o gibão tudo sem abraçar, / O branco move-o sobre a crista, com a curva da lateral, / E coloca a grama ondulada em muitos montes. / Em todo o campo, em todo o pântano pantanoso, / Você ouve a voz alegre da indústria; / A galinha de feno sobe e o ancinho freqüente / Varre o feno amarelo, em coroas grossas, / Deixando o prado verde liso nu para trás. / Os velhos e os jovens, os fracos e fortes estão lá, / E, como você pode, ajude no trabalho feliz. / O pai tira sarro de seu desajeitado garoto meio adulto, / Quem arrasta seu braço astuto no campo, / Ele também não tem medo de pagar. / O oráculo do povo e simples servo / Brinque em seu colo e levante a risada pronta; / Porque lá a autoridade, o favor duro, não franze a testa; / Todos são parceiros na alegria geral, / E feliz complacência mesmo com sua aspereza, / Com olhar calmo ilumina o rosto de cada um. / Alguns mais avançados levantam o trailer de Rick, / Enquanto no topo estão as torradas da paróquia / Com roupas soltas e bochechas coradas; / Com provocação e zombaria inofensiva recebe / As pilhas de jovens marrons abalados e de boca aberta, / Quem acena para ela, pega o alvo errado, / Enquanto metade da carga vem caindo em si. / Sua risada é forte, sua voz é ouvida à distância; / Cada cortador, ocupado no campo distante, / O carter, andando com dificuldade a caminho, / O estridente encontrado sabe, caga seus chapéus no ar, / E rugir pelos campos para pegar seu aviso: / Ela agita o braço e balança a cabeça na direção deles. / E então ele renova seu trabalho com um duplo espírito. / Então eles provocam e riem do seu trabalho, / Até o sol brilhante, cheio em seu curso médio, / Ele atira seus mais ferozes raios, que nenhum pode enfrentar. / O braço mais resistente está pendurado apaticamente ao seu lado, / E os jovens de ombros largos começam a falhar. / Mas para o cansado, eh! O alívio está chegando! / Uma tropa de crianças bem-vinda, no gramado, / Com passos lentos e cautelosos, seus fardos trazem. / Alguns carregam grandes cestos na cabeça, empilhados / Com pilhas de pão de cevada e queijo gorduroso, / E alguns potes cheios de leite e soro refrescante. / Sob os galhos de uma árvore que se estende, / Ou para o lado sombrio do alto / Eles estenderam sua comida caseira e sentaram / Experimente todo o prazer que uma festa pode dar. / Uma indolência dormente agora depende de todos, / E toda criatura procura algum lugar de descanso, / projetando-se da violência do calor opressivo. / Você não vê bandos espalhados no gramado, / Nem os pássaros cantando nos arbustos ouviam. / Dentro da estreita sombra do berço / O cão sonolento está deitado de lado, / Ele nem presta atenção ao passageiro com pés pesados; / Com o barulho dos pés, mas metade das pálpebras, / Então ele dá um grunhido fraco e dorme novamente: / Enquanto pussycat, menos agradável, e na janela escaldante, / Por outro lado, ele fica piscando para o sol. / Não há som além do zumbido da abelha, / Porque ela sozinha não se retira do emprego, / Nem ele deixa uma flor da pradaria sem a necessidade de lucro. / Pesado e lento, então passe as horas do meio dia, / Até que se dobre suavemente em cima do cume / A grama pesada começou a se mexer / E os galhos altos do álamo fino / Suas folhas crocantes tremem no ar. / E respira a brisa que sobe e, com ela, acorda / O espírito desgastado de seu estado de estupor. / A criança preguiçosa brota da sua cama coberta de musgo / Para a borboleta tentadora e marcante, / Quem espalhando suas asas de covarde na grama, / Muitas vezes, luzes na ponta dos dedos, e'en seu vidente, / No entanto, ele ainda escapa de seu aperto, e sobre sua cabeça / Rodadas de luz redondas ou montadas no alto / Tempo seu olho jovem e fadiga seus membros. / O cão druzy, que sente a brisa suave / Ao ouvi-lo, levanta o ouvido peludo, / Comece alongando, com as pernas meio levantadas, / Até totalmente com a cauda vertical arrojada, / Faz a cidade ecoar seu latido. / Mas não vamos esquecer a empregada ocupada / Quem, ao lado do fluxo claro / Estenda seus lençóis cobertos de neve para o sol, / E joga com a mão livre o show / Sobre muitas peças favoritas de trajes justos, / Agitando sua aparência em sua mente / Em todo esse vestido, em alguma feira que está se aproximando. / O sorriso de meio buraco e o lábio mutante / Trair a operação secreta da sua fantasia / E pensamentos lisonjeiros da mente complacente. / Existem gangues perdidas de caras / Entre os arbustos eles tentam seus truques inofensivos; / Enquanto um esportista no riacho raso / Jogue a água chicoteando em torno de suas cabeças, / Ou se esforce com a arte inteligente para pegar a truta, / Ou entre dois dedos, pegue a enguia escorregadia. / O pastor fica cantando na praia / Para passar as horas solitárias e solitárias / Tecer com arte sua pequena coroa de juncos, / Uma coroa simples sem culpa que não fornece nenhum cuidado, / Que tê-lo colocado em sua cabeça, / E pula e pula ao redor, e chora alto / Para algum companheiro, solitário como ele mesmo, / Longe no campo distante; Ou feliz / Ouça o eco da sua própria voz / Resposta de retorno da rocha vizinha, / Ele não tem nenhuma conversa desagradável consigo mesmo. / Agora os trabalhadores cansados percebem bem, / As sombras se alongam e o dia opressivo / Com todo o seu trabalho rápido levando ao fim. / O sol, muito no oeste, com o feixe lateral / Jogue na cabeça amarela da rodada de galo de feno, / E os campos são cheios de formas fantásticas / Ou árvore, ou arbusto, ou portão, ou pedra íngreme, / Tudo o que dura, em antic desproporção, / Na grama escura. / Eles terminam sua longa e dolorosa conversa. / Então, reunindo seus ancinhos e seus casacos espalhados, / Com os pedaços menos volumosos de seu banquete, / Volte com prazer para suas casas pacíficas. / As pessoas solitárias e silenciosas durante o dia, / Recebendo suas bandas alegres dos campos, / Envie seu som, confuso mas alegre; / Enquanto cachorros e crianças, as línguas das donas de casa ansiosas, / E verdadeiras canções de amor, sem qualquer tensão infeliz, / Por dama de voz aguda, na janela aberta cantada; / O rugido das vacas voltando para casa, / O truncamento da fera cai e o sino tilintar / Amarrado ao pescoço de suas ovelhas favoritas, / Não faça qualquer variedade desprezível / Para os ouvidos não muito bem. / Com negligência negligenciando a marcha, a juventude / Sobre a janela aberta de seus amados laços, / E enquanto gira em torno de sua roda zumbindo / Ele desvia com suas inofensivas piadas e insultos. / Perto da porta da cabana, com uma expressão plácida, / O velho senta em seu assento de gramado, / Sua equipe com a cabeça torta colocada ao seu lado, / Que a raça mais jovem em esporte desenfreado, / Jogando ao redor dele, maliciosamente roubando, / E montado, mostre sua equitação / Ao subir ao redor do verão nuvens de areia, / Enquanto ele ainda sorri, no entanto, ele zomba deles para o truque. / Seus fios de prata em seus ombros se espalharam / E não é lamentável a inclinação da sua idade. / Nenhum estrangeiro passa sem consideração; / E todo vizinho pára para desejar-lhe bem, / E pergunte a sua opinião sobre o clima. / Eles não se importam com o comprimento do discurso, / Mas ouça com respeito aos comentários deles / Nas várias estações lembre-se; / Para o bem você sabe os muitos sinais de mergulho / Que fortes ventos fortes, chuva ou seca, / Ou isso deve afetar o cultivo crescente. / Os vestidos de seda, que ostentam cortesmente, / Sua própria fala ainda mais doce para seus ouvidos, / Você pode reclamar da longa história do velho, / Mas aqui não é assim. / Da chaminé, todos os montes de fumaça ondulante / Enlameado e cinzento, do novo fogo; / Na janela fuma todo o jantar da familia / Definido para esfriar a dona de casa atenciosa, / Enquanto os grupos felizes em cada porta se reuniam / Atravessar a estreita faixa de notícias da paróquia, / E muitas vezes o riso explodia no ar. / Mas veja quem vem para colocar todos eles! / O vendedor ambulante com pernas cansadas com sua mochila. / Quão duro ele se inclina sob seu volumoso fardo! / Coberto de poeira, escorregadio e até os cotovelos; / Seu chapéu gorduroso recostou-se em sua cabeça; / Seus cabelos lisos finos divididos em sua testa / Suas bochechas brilhantes pendem de cada lado, / E ay-begone, no entanto vago é o seu rosto. / Sua caixa abre e mostra sua mercadoria. / Cheio de uma fileira variada de pedras preciosas / Ele lança seu brilho deslumbrante para a luz. / Para o olho que deseja a donzela desejando / O colar de rubi mostra seu brilho tentador: / Os botões da China, estampido com dispositivo de amor, / Atrair o anúncio da juventude escancarada; / Enquanto as ligas fluindo, fixadas em um poste, / No ar sua exibição de listras marcantes, / E de longe os distantes se atraem. / As crianças abandonam seu jogo e cercam seu rebanho; / E a avó sóbria e envelhecida deixa seu assento, / Onde a porta enfia seus longos fios, / Seu fuso para, e coloca sua roda de fiar, / Então a multidão curiosa se junta ao passo sedado. / Ele elogia as modas de sua juventude, / E despreza todos os absurdos berrantes do dia; / No entanto, não foi mau o ponto de vista da banda brilhante, / E a mudança de tons com todos os tempos, / Nova medida para cobrir a cabeça de sua filha. / Agora vermelho, mas lânguido, o último fracamente / Do sol que sai, pelo gramado / Profundamente marrom o topo do cume varrido longo, / E jogue um brilho espalhado, brilhante mas triste / Entre as oportunidades das colinas rasgadas; / Que como os olhares de despedida de algum amigo querido, / Que fala gentilmente, mas triste ao sorrir / Mas eles servem apenas para aprofundar o vale baixo, / E faça as sombras da noite mais sombrias. / Os ruídos variados da aldeia alegre / Em graus lentos agora eles simplesmente morrem, / E mais diferente você ouve cada som fraco / Isso gentilmente rouba o anúncio do leito do rio, / Ou a madeira vem com a brisa cintilante. / A névoa branca nasce dos vales pantanosos, / E a mancha achatada do céu / Procure a estrela. / O amante escondido no bosque vizinho, / (Cuja forma semipreparada refletia o ar espesso, / Grande e majestoso, faz o tabuleiro de bordo começar, / E a história do bosque assombrado se estende,) / Maldita seja a coruja, cujo alto clamor de mau presságio / Com despeito incessante, roupas de seu ouvido atento / Os passos conhecidos do teu amado servo; / E inquieto, chaces de seu rosto a noite voam, / Quem zumbindo em torno de sua cabeça, muitas vezes desnatado, / Com a asa flutuante, através da bochecha brilhante: / Para todos, exceto ele em sono profundo e balsâmico / Esqueça as fadigas do dia opressivo; / O fechamento é a porta de todo o berço disperso, / E o silêncio habita no interior. Poema da poeta e dramaturga britânica Joanna Baillie (1762-1851).

A ARTE DE MARIA DO CARMO NINO
A arte da artista visual Maria do Carmo Nino.

DESTAQUE: ANELISE LORENA
DIANTE DA VERGONHA POLÍTICA, OS FOGOS DE ARTIFÍCIO, DEVERIAM SER SILENCIOSOS - O desrespeito dos políticos para com seus eleitores e com tudo, que vai além do seu 'próprio umbigo', começa no comício com uma enxurrada de fogos, disparados de forma exagerada. Esquecem eles, que nos arredores, existem idosos, crianças, animais, que se assustam com os fogos, que perdem seu habitual sono, que passam, até mal, diante de tal alvoroço. O que vocês querem anunciar com essa barulheira??..A cara lisa de vocês, já conhecida, por todos nós ou querem, encobrir com a zuada, a mesmice e falsidade de seus ultrapassados, discursos? Não tem ninguém, mais besta não! O papel de besta, agora é de vocês! Mas, se eu fosse uma política, (Que DEUS, me defenda), eu faria benfeitorias diárias, semanais, anuais.. Essa seria, minha propaganda! E, se porventura eu tivesse que subir em um palanque, seria como diz a canção.. "De faróis baixos", sem muito alarme, porque, quem faz bem feito, não precisa de 'farol de milha' pra ter sua cara lembrada ou seus feitos reconhecidos Nem precisa prometer nada, pois suas boas ações, já falariam, por si, só e por consequência, seriam aplaudidas em forma de voto no dia da eleição!. Mas, como tudo, nessa vida, tem os dois lados.. O lado bom, disso tudo é que os vendedores dos tais fogos de artifício foram beneficiados e garantiram, por um tempo, seu 'pão de cada dia'. Pena que, diante dos fatos, o futuro 'pão coletivo' dos Brasileiros, talvez não tenha a mesma sorte. E poderemos ser condenados a uma mesa de constante escassez!
Texto da escritora & empresária Anelise Lorena.

AGENDA
Impermanências: apenas recomeços contam, exposição da artista visual Maria do Carmo Nino & muito mais na Agenda aqui.
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Alto do Inglês, Oscar Wilde, Claude Lévi-Strauss, William Carlos Williams, Helen Keller, Victor Hugo, Vilmar Carvalho, Luiz Barreto, Lucia Gaspar, Microfisioterapia, Taiguara, Janine Jansen, Chico Mello & Consuelo de Paula aqui.
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Um dia & nunca mais, Carlos Heitor Cony, Oliver Sacks, Georges Braque, Michel Melamed, Fome & desnutrição de Bertoldo Kruse Grande de Arruda, Marcus Accioly & Admmauro Gommes, Heitor Pereira, Vânia Bastos, Flávio Guimarães & Jozi Lucka aqui.
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Mas o que é que é isso, minha gente?, Osman Lins, Joham Hölderlin, Proezas do Biritoaldo, Adelbert Von Chamisso, Edward Said, Jean-Michel Basquiat & Raymond Elstad, Elisa Fukuda, Duo Fênix, Leo Brouwer & Jane Monheit aqui.
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O espadachim do canavial, Julio Verne, João Gonçalves, Educação Inclusiva & Biblioteca Fenelon Barreto, Yo Yo Ma, Khatia Buniatishvili, Hélio Delmiro, Tatiana Cobbett & Marcoliva aqui.