segunda-feira, março 28, 2016

MNEMÔNICAS ANEDOTAS


MNEMÔNICAS ANEDOTAS – Um mais um!... - Soltaram um pum! - Que coisa feia! - A calça está cheia. Todo mundo fazendo careta! – Essa é a pior bufa! Empiorou o efeito estufa! Se brincar acaba o planeta! Dois mais dois!... - O cocô vem depois! - Que é isso, menino? - Está ruim do intestino? Isso é um Fabo! Tá fazendo maior estrago! Isso não é rabo, é um ataque a Pearl Harbor! Se esse faz dieta, acabou de botar o cu na reta! Três mais três!... - Peidaroutraveiz!!! Tá vendo a merda que fez? Essa soltou o detonador! Chamem os bombeiros, por favor! Isso é que é peido homicida! Essa alma está perdida! Isso é um fidapeste, parêia! E vem com efeito em cadeia! Tem bronca na saída excretora! Isso é uma bomba devastadora! – Que falta de vergonha! - Foi a Tonha! (Ora, esta não está na história) - Que estória! Em mim a culpa não ponha. Quatro mais quatro!... - Queimaram o retrato!  - Foi o vizinho! Não. Quero ver quem sair de fininho! Vai virar guerra mundial! Tem bronca na saída proctal, só sendo no escape da borreia! Pior prosopopeia! Abriam a lata do lixo e a gente no suplício! Isso é que é imundície, chama a polícia! Valha-me, maior estrupício! Cinco mais cinco!... - Cadê o penico? - A coisa está braba! E o fedor não acaba. Isso é um vitupério! O negócio é sério... e conta e reconta, quem é que dá conta? Fedor encardido, inhaca arretada, catinga danada, esse tá mesmo perdido! Que cabra fuleiro capaz duma dessa? Apruma a conversa, infeliz bandoleiro! Se salvar, só a alma, o resto presta mais não! Isso não é gente, é infeliz dum cagão! Seis mais seis!... - Prende o freguês! Do jeito que vai, vai dar mais de mês. Só daqui trezentos anos pra avaliar todos os danos! - Vamos investigar!  O culpado não vai se entregar. Sete mais sete!... Acocharam pivete, maior implicância. E a sindicância virou só confete. Quem foi que foi? Foi a vaca ou o boi! Merece prisão perpétua essa alma sebosa! Só pena de morte pressa praga contagiosa! Oito mais oito!... Tocaia de afoitos, virou CPI. E de pernoite cobriram a gandaia, já não tá mais aqui. - Foi gente grande? Um vento no flandre! - Qual maloqueiro? - Ah, se pego o festeiro! Que coisa nojenta, eca! Com certeza, arrombou a cueca! Nove mais nove!... Inventaram: quem não foi, prove! Embananou tudo com a de Erasmo, caíram no riso, só sarcasmo. Réu era todo mundo. E era: - Eu, não! Nem eu! E a catinga bufou e fedeu. Dez mais dez!... - Estou vendo seus pés, fabricante de bosta! Queimou as pregas do cu e parece que gosta! Pior que arroto choco, maior lascação! Um sufoco! Isso é maldição dum bicho tosco! - Que negócio medonho! E fede o tolote, o dia vira noite, vôte! Ei, se avie, num é sonho! (Continua aqui). © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui e aqui.


Imagem: a arte do pintor francês Adolphe William Bouguereau (1825-1905). Veja mais aqui e aqui.

Veja mais o poema Maceió, uma elegia para os que ousam sonhar & mais Máximo Gorki, Mario Vargas Llosa, Autran Dourado, Luís da Câmara Cascudo, Carl Barks, Sarah Vaughan, Jannyne Barbosa, J. Lanzelloti, Suzana Amaral & Dianne Wiest aqui.


E VAMOS À LUTA
Luiz Gonzaga Júnior

Eu acredito é na rapaziada
Que segue em frente e segura o rojão,
Não negue não!
Eu ponho fé é na fé da moçada
Que não foge da fera, enfrenta o leão.
Eu vou à luta com essa juventude
Que não corre da raia a troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade
Que não tá na saudade e constrói
A manhã desejada
Aquele que sabe que é negro o coro da gente
E segura a batida da vida o ano inteiro
Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro
E apesar dos pesares ainda se orgulha de ser brasileiro
Aquele que sai da batalha
Entra no botequim, pede uma cerva gelada
E agita na mesa logo uma batucada
Aquele que manda o pagode
E sacode a poeira suada da luta e faz a brincadeira
Pois o resto é besteira
E nós estamos por aí...
Eu acredito é na rapaziada
Que segue em frente e segura o rojão, não negue não!
Eu ponho fé é na fé da moçada
Que não foge da fera e enfrenta o leão
Eu vou à luta com essa juventude
Que não corre da raia a troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade
Que não tá na saudade e constrói
A manhã desejada
Aquele que sabe que é negro o coro da gente
E segura a batida da vida o ano inteiro
Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro
E apesar dos pesares ainda se orgulha de ser brasileiro
Aquele que sai da batalha
Entra no botequim, pede uma cerva gelada
E agita na mesa logo uma batucada
Aquele que manda o pagode
E sacode a poeira suada da luta e faz a brincadeira
Pois o resto é besteira
E nós estamos pelaí...
Eu acredito é na rapaziada...



CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do artista plástico paraibano Bruno Steinbach.
Veja aqui e aqui.