domingo, dezembro 22, 2013

ALICE WALKER, WENDY BROWN, MARK FISHER, SOLEDAD ALTAMIRANO, LACAN, FREUD & GILVAN LEMOS

 


TRAJETÓRIA AGRESTINA – Homenagem ao escritor Gilvan Lemos (1928-2015) - Lá o Una era bento e são, o nome do lugar. Menino de memórias adolesceu e quando ficou de maior arribou pra Recife, quase homem feito. Foi daí que nasceu Noturno sem Música o Jutaí Menino com os Emissários do diabo. Apareceu logo o Defunto aventureiro n’A noite dos abraçados. Os olhos da treva n’O anjo do quarto dia e os que se foram lutando. Como Os pardais estão voltando, Morte ao invasor, A inocente farça da vingança. No Espaço terrestre Cecília entre os leões, Neblinas e serenos. Vem então A lenda dos cem e o Morcego cego Na rua padre silva. Assim a premiada trajetória agrestina que se tornou Cavaleiro especial na Ordem do Mérito Militar para tomar posse por procuração da Academia Pernambucana de Letras. Veja mais aqui, aqui, aquiaqui.

 


DITOS & DESDITOS - O terrorismo conjuga-se com o neoliberalismo para aumentar um sentimento de insegurança e até mesmo um sentimento de que o Estado-nação não consegue agora garantir a segurança do povo. Dito isto, as probabilidades de ser morto num ataque terrorista continuam muito baixas na ordem dos possíveis perigos que um ser humano pode enfrentar. É mais provável que uma pessoa seja morta pelos seus próprios móveis do que por um terrorista. Portanto, temos medo e pânico relativamente a perigos improváveis, mas dramáticos e imprevisíveis, e é assim que funciona o terrorismo. É suposto deixá-lo assustado de forma rotineira por eventos não rotineiros, e é eficaz nesse sentido... O neoliberalismo é essencialmente uma forma de governar que vê a democracia como um obstáculo, na melhor das hipóteses, ou como uma intervenção ilegítima no domínio do mercado, na pior das hipóteses. Para o neoliberalismo, o domínio pelos mercados é entendido como uma forma de governação que deve ser aplicada em todo o lado, não apenas aos bens comercializados, mas à educação, às prisões, à organização do Estado, e assim por diante. Portanto, o neoliberalismo trata a soberania popular, ou as decisões baseadas no acordo e na deliberação humana, como uma interferência inadequada no mercado eficiente e no mecanismo de preços... Pensamento da professora estadunidense Wendy Brown.

 

ALGUÉM FALOU: É mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo... Pensamento do filósofo, escritor e professor inglês, Mark Fisher (1968-2017), que na obra Capitalist Realism: Is There No Alternative? (Zero, 2009), expressa que: [...] A atual ontologia dominante nega qualquer possibilidade de causalidade social da doença mental. A químico-biologização da doença mental é, obviamente, estritamente proporcional à sua despolitização. Considerar a doença mental um problema químico-biológico individual traz enormes benefícios para o capitalismo. Primeiro, reforça o impulso do Capital no sentido da individualização atomística (você está doente por causa da química do seu cérebro). Em segundo lugar, proporciona um mercado extremamente lucrativo no qual as empresas farmacêuticas multinacionais podem comprar os seus produtos farmacêuticos (podemos curá-lo com os nossos ISRS). Escusado será dizer que todas as doenças mentais são instanciadas neurologicamente, mas isto não diz nada sobre a sua causa. Se for verdade, por exemplo, que a depressão é constituída por baixos níveis de serotonina, o que ainda precisa ser explicado é por que determinados indivíduos têm baixos níveis de serotonina. Isto requer uma explicação social e política; e a tarefa de repolitizar a doença mental é urgente se a esquerda quiser desafiar o realismo capitalista. [...] O realismo capitalista insiste em tratar a saúde mental como se fosse um facto natural, como o clima (mas, mais uma vez, o clima já não é um facto natural, mas sim um efeito político-económico). Nas décadas de 1960 e 1970, a teoria e a política radicais (Laing, Foucault, Deleuze e Guattari, etc.) fundiram-se em torno de condições mentais extremas, como a esquizofrenia, argumentando, por exemplo, que a loucura não era uma categoria natural, mas sim política. Mas o que é necessário agora é uma politização de doenças muito mais comuns. Na verdade, o problema é a sua própria banalidade: na Grã-Bretanha, a depressão é agora a doença mais tratada pelo NHS. No seu livro The Selfish Capitalist, Oliver James postulou de forma convincente uma correlação entre as taxas crescentes de sofrimento mental e o modo neoliberal de capitalismo praticado em países como a Grã-Bretanha, os EUA e a Austrália. Em linha com as afirmações de James, quero argumentar que é necessário reformular o problema crescente do stress (e da angústia) nas sociedades capitalistas. Em vez de tratarmos como uma responsabilidade dos indivíduos resolverem o seu próprio sofrimento psicológico, isto é, de aceitarmos a vasta privatização do stress que ocorreu ao longo dos últimos trinta anos, precisamos de perguntar: como é que se tornou aceitável que tantos pessoas, e especialmente tantos jovens, estão doentes? [...] O capital é um parasita abstrato, um vampiro insaciável e criador de zumbis; mas a carne viva que ele converte em trabalho morto é nossa, e os zumbis que ele transforma somos nós. [...] Na sua terrível lassidão e raiva sem objectivo, Cobain parecia ter dado voz desgastada ao desânimo da geração que veio depois da história, cujos movimentos foram antecipados, monitorizados, comprados e vendidos antes mesmo de terem acontecido. Cobain sabia que ele era apenas mais um espetáculo, que nada funciona melhor na MTV do que um protesto contra a MTV; ele sabia que cada movimento seu era um clichê planejado com antecedência, ele sabia que mesmo percebendo que era um clichê. O impasse que paralisou Cobain foi precisamente aquele que Fredric Jameson descreveu: tal como a cultura pós-moderna em geral, Cobain encontrou-se num mundo em que a inovação estilística já não é possível, onde tudo o que resta é imitar estilos mortos no museu imaginário. [...] A chantagem ideológica que tem estado em vigor desde os concertos originais do Live Aid em 1985 tem insistido que “indivíduos atenciosos” poderiam acabar directamente com a fome, sem a necessidade de qualquer tipo de solução política ou reorganização sistémica. É preciso agir imediatamente, disseram-nos; A política tem de ser suspensa em nome do imediatismo ético. A marca Product Red de Bono queria dispensar até mesmo o intermediário filantrópico. “A filantropia é como música hippie, de mãos dadas”, proclamou Bono. 'Red é mais parecido com punk rock, hip hop, isso deveria parecer um comércio pesado'. A questão não era oferecer uma alternativa ao capitalismo - pelo contrário, o carácter “punk rock” ou “hip hop” do Product Red consistia na sua aceitação “realista” de que o capitalismo é o único jogo disponível. Não, o objectivo era apenas garantir que algumas das receitas de determinadas transacções fossem destinadas a boas causas. A fantasia é que o consumismo ocidental, longe de estar intrinsecamente implicado nas desigualdades globais sistémicas, poderia ele próprio resolvê-las. Tudo o que precisamos fazer é comprar os produtos certos. [...] O papel da ideologia capitalista não é defender explicitamente algo da forma como a propaganda o faz, mas ocultar o facto de que as operações do capital não dependem de qualquer tipo de crença subjectivamente assumida. É impossível conceber o fascismo ou o estalinismo sem propaganda - mas o capitalismo pode prosseguir perfeitamente bem, em alguns aspectos melhor, sem que ninguém o defenda. [...] A pandemia de angústia mental que aflige o nosso tempo não pode ser devidamente compreendida, ou curada, se for vista como um problema privado sofrido por indivíduos feridos. [...]. A ele também é atribuída a frase: Apenas os prisioneiros têm tempo para ler, e se quiserem participar num projecto de investigação de vinte anos financiado pelo Estado, terão de matar alguém.

 

EM BUSCA DOS JARDINS DE NOSSAS MÃES: PROSA MULHERISTA - [...] Porém, o jovem que hoje sai da faculdade, principalmente se for mulher, deve considerar a possibilidade de que suas melhores ofertas sejam consideradas um incômodo para os homens que também ocupam sua área. E então, tendo considerado isso, ela faria bem em decidir lutar contra quem iria sufocar seu crescimento com tanta coragem e tenacidade quanto a Sra. Hudson luta contra a Klan. Se ela é negra e está saindo para o mundo, ela deve estar duplamente armada, duplamente preparada. Porque para ela não existe simplesmente um novo mundo a ser conquistado, existe um velho mundo que deve ser recuperado. [...]. Trecho extraídos da obra In Search of Our Mothers' Gardens (Mariner, 2003), da premiada escritora e ativista estadunidense Alice Walker. Veja mais aqui e aqui.

 

DOIS POEMAS - TUA CHEGADA - Você chegou com toda a cor da madrugada acorda; \ de volta ao preconceito e sozinho comigo você teceu meu corpo de luz, \ você encheu com pólen e você deu a ele um punhado do seu mar \ Você veio para minha vida encurtando distâncias um dia em abril. \ Eu te concedi tudo: terra, oceanos, correntes de ar e estações. TENHA PACIÊNCIA - Tenha paciência \ Um dia destes \ Eu vou te dar liberdade tremer entre minhas folhas \ para ver como seus veleiros \ você destaca os hieróglifos dos meus pores do sol. \ Você passará pela escuridão que gira sob as pedras \ e as montanhas vão queimar as chuvas \ que deixaram dos meus dedos. \ Então a lua oferecerá seus contornos ao seu sangue. Poema da escritora e professora hondurenha Soledad Altamirano Murillo.

 


O SEMINÁRIO: AS FORMAÇÕES DO INCONSCIENTE, DE JACQUES LACAN – O livro O seminário: as formações do inconsciente, de Jacques Lacan, trata na primeira das estruturas freudianas do espírito, tratando sobre o familianário, o fátuo-milionário, o miglionário, o bezerro de ouro, pouco-sentido e o passo-de-sentido, uma mulher de não-perber, abordando o esuema de Witz, o espírito e suas tradições nocionais, a sanção do outro, o que só se vê olhando para outro lugar, a substituição, ruínas e centelhas metonímicas, de Kant a Jakobson, a moça e o conde, a necessidade e a recusa, a diplopia de Maupassant, o descentramento de Fenéon, os nós da significação e do prazer, exorcizar o tema do pensamento, Queneau  me contou uma história, a duplicação do grafo, o riso fenômeno imaginário, um outro todo seu, o retorno ao gozo em Aristófanes e o amor cômico, entre outros assuntos. Na segunda parte trata da lógica da castração, abordando a foraclusão do nome-do-pai, a sra. Pankow expõe o Double bind, a tipografia do inconsciente, o outro dentro do outro, a psicose entre código e mensagem, triangulo simbólico e imaginário, a metáfora paterna, o supereu, a delicada qiestão do Édipo invertido, o falo como significado, as dimensões da outra coisa, os três tempos do Édipo, a criança assujeitada, o falo metonímico, o lindo bilhete de La Châtre, clinica da homossexualidade masculina, da imagem do significante no prazer e na realidade, o paradoxo de Winnicott, impasses do Kleinismo, da urbild ao ideal, a moça que quer se chicoteada, a fantasia para além do principio do prazer, o hieróglifo do chicote, a lei de Schlag, a reação terapêutica negativa e o pretenso masoquismo feminino. Na terceira parte trata do valor de significação do falo, abordando o desejo e o gozo, as máscaras de uma mulher, a perversão de André Gide, ideal do eu e perversão, O balcão de Jean Genet, a comedia e o falo, a menina e o falo, as aporias da via Kleiniana, o falo significante do desejo, a teoria da fase fálica, a crítica de Ernest Jones, as insígnias do ideal, Karen Horney e Helene Deutcsh, complexo de masculinidade e homossexualidade, o processo de identificação secundária, a mãe e a mulher, a metáfora do ideal do eu, as fórmulas do desejo, crítica do Édipo precoce, o desejo e a marca, sobre Totem e tabu, o signo da linguagem, o significante do outro barrado, as máscaras do sintoma, o caso de Elisabeth R., dissociação do amor e do desejo, o riso e a identificação, o significante, a barra e o falo, o desejo excêntrico à satisfação, esboço do grafo do desejo, a marca do pé de Sexta-feira, a aufhebung do falo e a castração do outro. Na quarta e última parte, trata a respeito da dialética do desejo e da demanda na clínica e no tratamento das neuroses, abordando o sonho da bela açogueira, os sonhos de água parada, o desejo do outro, o obsessivo e o seu desejo, transferência e sugestão, a significação do falo no tratamento, os circuitos do desejo, uma saída pelo sintoma e tu és aquele a quem odeias. Veja mais aqui e aqui.

REFERÊNCIA
LACAN, Jacques. O seminário: as formações do inconsciente. Rio de Janeiro: Zahar, 1999.

O CASO SCHREBER, DE SIGMUND FREUD - [...] a transferência, no tratamento analítico, invariavelmente nos aparece, desde o início, como a arma mais forte da resistência, e podemos concluir que a intensidade e persistência da transferência constituem efeito e expressão da resistência. Ocupamo-nos do mecanismo da transferência, é verdade, quando o remontamos ao estado de prontidão da libido, que conservou imagos infantis, mas o papel que a transferência desempenha no tratamento só pode ser explicado se entrarmos na consideração de suas relações com as resistências. [...] desejávamos sugerir que não se deve deixar desencorajar pela natureza amiúde repulsivamente suja e indecente deste material popular de nele buscar confirmação valiosa das opiniões psicanalíticas. Assim, nesta ocasião, pudemos estabelecer o fato de que o folclore interpreta os símbolos oníricos da mesma maneira que a psicanálise, e que, ao contrário da altamente proclamada opinião popular, deriva um grupo de sonhos de necessidades e desejos que se tornaram imediatos. Por outro lado, gostaríamos de expressar a opinião de que é cometer uma injustiça com o povo comum supor que emprega esta forma de entretenimento simplesmente para satisfazer os desejos mais grosseiros. Parece antes que por trás destas feias fachadas se acham ocultas reações mentais a impressões da vida que devem ser tomadas a sério, que até mesmo entristecem - reações a que o povo comum está pronto a entregar-se, desde que se façam acompanhar por uma produção de prazer grosseiro. [...] Na psicologia que se baseia na psicanálise, acostumamo-nos a tomar como ponto de partida os processos mentais inconscientes, com cujas peculiaridades nos tornamos familiarizados através da análise. Consideramos que são os processos mais antigos, primários, resíduos de uma fase de desenvolvimento em que eram o único tipo de processo mental. O propósito dominante obedecido por estes processos primários é fácil de reconhecer; ele é descrito como o princípio de prazer-desprazer [Lust-Unlust], ou, mais sucintamente, princípio de prazer. Estes processos esforçam-se por alcançar prazer; a atividade psíquica afasta-se de qualquer evento que possa despertar desprazer. (Aqui, temos a repressão.) Nossos sonhos à noite e, quando acordados, nossa tendência a afastar-nos de impressões aflitivas são resquícios do predomínio deste princípio e provas do seu poder. [...] Os pensamentos latentes do sonho não diferem em nenhum aspecto dos produtos de nossa atividade consciente habitual; merecem o nome de pensamentos pré-conscientes e, em verdade, podem ter sido conscientes em algum momento do estado de vigília. Entretanto, por entrarem em contato com as tendências inconscientes durante a noite, assimilaram-se a estas, degradaram-se, por assim dizer, à condição de pensamentos inconscientes, e ficaram sujeitos às leis pelas quais a atividade inconsciente é dirigida. E aqui temos a oportunidade de aprender o que não poderíamos ter adivinhado pela especulação, ou por outra fonte de informação empírica - que as leis da atividade inconsciente diferem amplamente daquelas da consciente. Inferimos pormenorizadamente quais são as peculiaridades do Inconsciente e podemos esperar aprender ainda mais sobre elas mediante investigação mais profunda dos processos da formação onírica. [...] A inconsciência pareceu-nos, a princípio, apenas uma característica enigmática de um ato psíquico definido. Atualmente ela significa mais para nós. É sinal de que este ato partilha da natureza de determinada categoria psíquica, que conhecemos por outras características mais importantes, e que ele pertence a um sistema de atividade psíquica merecedor de nossa plena atenção. O valor índice do inconsciente ultrapassou de muito sua importância como propriedade. O sistema assinalado pelo fato de seus atos isolados serem inconscientes é chamado ‘O Inconsciente’, por falta de termo melhor e menos ambíguo. Em alemão, proponho denotar esse sistema pelas letras Ubw, abreviatura da palavra ‘Unbewusst‘. E este é o terceiro e mais significativo sentido que o termo ‘inconsciente’ adquiriu na psicanálise. [...] O estado atual de nosso conhecimento leva-nos a concluir que o fator essencial na construção de sonhos é um desejo inconsciente - geralmente um desejo infantil, agora reprimido - que pode vir a se expressar nesse material somático ou psíquico (e também nos resíduos diurnos, portanto) e pode abastecer estes com uma força que os capacita a forçar seu caminho em direção à consciência, mesmo durante a suspensão do pensamento, à noite. O sonho é, em todos os casos, uma realização deste desejo inconsciente, seja o que for que possa conter mais - advertência, reflexão, admissão, ou qualquer outra parte do rico conteúdo do estado de vigília pré-consciente que continuou, sem ser tratado, noite adentro. É este desejo inconsciente que dá à elaboração onírica seu caráter peculiar, como revisão inconsciente do material pré-consciente. Um psicanalista pode caracterizar como sonhos apenas os produtos da elaboração onírica: apesar do fato de só se chegar aos pensamentos oníricos latentes a partir da interpretação do sonho, ele não pode considerá-los como parte deste, mas apenas como parte da reflexão pré-consciente. (A revisão secundária pela instância consciente é aqui considerada como parte da elaboração onírica. Mesmo que devêssemos separá-la, isto não envolveria nenhuma alteração em nossa concepção. Teríamos então de dizer: os sonhos, no sentido analítico, compreendem a elaboração onírica propriamente dita, juntamente com a revisão secundária de seus produtos.) A conclusão a ser tirada destas considerações é que não se pode colocar o caráter realizador de desejos dos sonhos no mesmo nível que seu caráter de advertência, admissão, tentativa de solução etc., sem negar o conceito de uma dimensão psíquica de profundidade, o que equivale a dizer, sem negar o ponto de vista da psicanálise. O CASO SCHREBER – O livro O caso Schreber, artigos sobre técnica e outros trabalhos, de Sigmund Freud, trata acerca da história clínica, o estado de beatitude, os delírios, a tentativa de interpretação, os delírios de perseguição, substituição, sobre o mecanismo da paranoia, delírios de ciúme, erotomania, repressão, fixação, o fracasso da depressão e a paranoia, com um pós-escrito a respeito do caso. Em seguida traz artigos sobre a técnica abordando sobre o manejo da interpretação de sonhos na psicanálise, a dinâmica de transferência, recomendações aos médicos que exercem a psicanálise, sobre o início do tratamento, recordar, refletir e elaborar, observações sobre o amor transferencial, os sonhos no folclore, o simbolismo do pênis em sonhos que ocorrem no folclore, um sonho mau, simbolismo das fezes e ações oníricas relacionadas, ouro de sonho, cagou na sepultura, a luz da vida, um sonho vivido, sonho e realidade, a ascensão do camponês ao céu, estúpido, medo, o anel da felicidade, não adianta chorar sobre o leite derramado, sobre a psicanálise, formulações sobre os dois princípios do funcionamento mental, tipos de desencadeamento da neurose, contribuições a um debate sobre a masturbação, uma nota sobre o inconsciente na psicanálise, um sonho probatório, a ocorrência em sonhos do material oriundo dos contos de fada, o tema dos três escrínios, duas mentiras contadas por crianças, a disposição à neurose obsessiva, breves escritos e a significação das sequências de vogas. 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REFERÊNCIA
FREUD, Sigmund. O caso Schreber, artigos sobre técnica e outros trabalhos. Rio de Janeiro: Imago, 1980.


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