quarta-feira, maio 24, 2017

ESTABELECIDOS & OUTSIDERS DE NORBERT ELIAS, O APRENDIZ DE GERARDO MOURÃO, AS BAILARINAS DE ALEX KRIVTSOV, DIAS & NOITES A FIO

DIAS & NOITES A FIO – Noites e dias a fio, a minha teia de Penélope pelo fio de Ariadne, passo a passo inventando sonhos na urdidura dos dias, nos labirintos da noite, entre telhados e luas na procela das horas. Aos indiferentes minha saudação e muito obrigado. Aos renitentes, eu aceno: sigam em paz. Aos que não sabem com seus olhares perdidos e mãos à cabeça, sou solidário. Histórias sem fim emolduram o presente, vou entre sarcasmos e risos acanhados como quem estivesse pronto para dar conta do recado e não estava, como quem tivesse poupado quando todos necessitavam, como quem resistiu à tentação das seduções diabólicas de vender a alma e sair debulhando um a um dos que achava odientos ou praticantes nefandos de heresia, como quem resistisse às duras penas e mesmo sangrando escoriações do tempo, chegasse ao destino que jamais soubera, com a vida sobrecarregada de lugares-comuns na teimosia de competir contra o mundo inteiro, não logrando êxito e ainda conseguir sorrir. Tanto faz como tanto fez, quando o firme é mais que falso, não faz a menor diferença se entre ruínas e trivialidades, remorsos não saram feridas: é lamber os talhos e seguir adiante até o fim da linha, saindo ou não dos eixos, aos descompassos, fio de prumo no desnível, como quem vive no mundo da lua e à beira vertiginosa e abissal das iminentes quedas ao fundo do poço, cavernas que criei para inventar o Sol, porque toda ida é sempre volta no contorno das pedras. Se eu tivesse mais uma chance, seria mais que o improvável, não seria nada de mais ou de menos, o olho erra o alvo e acerto quando menos aprumo. Apenas vivo no presente, tudo passa e fiquei só dias e noites a fio. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

ESTABELECIDOS & OUTSIDERS DE NORBERT ELIAS
[...] O grupo estabelecido tende a atribuir ao conjunto do grupo outsider as características ‘ruins’ de sua porção ‘pior’ – de sua minoria anômica. Em contraste, a auto imagem do grupo estabelecido tende a se modelar em seu setor exemplar, mais ‘nômico’ ou normativo – na minoria de seus melhores membros [...] A peça central dessa figuração é um equilíbrio instável de poder, com as tensões que lhe são inerentes. Essa é também a pré-condição decisiva de qualquer estigmatização eficaz de um grupo outsider por um grupo estabelecido [...] quando o diferencial de poder é grande e a submissão inelutável, vivenciam afetivamente sua inferioridade de poder como um sinal de inferioridade humana [...].
Trechos de Os estabelecidos e os outsiders, do sociólogo alemão Norbert Elias (1897-1990), extraído da obra Os estabelecidos e os outsiders: sociologia das relações de poder a partir de uma pequena comunidade (Zahar, 2000), de Norbert Elias e Johan L. Scotson, abordando sobre as relações de poder em uma cidade interiorana da Inglaterra, com análise de questões como a violência, a discriminação e a exclusão social. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

Veja mais sobre:
Entre topadas e sonhos, A poesia completa de Ledo Ivo, Esferas de Peter Sloterdijk, Linguagem poética de Jean Cohen, a música de Miguel Álvarez-Fernández, a coreografia de Pina Bausch & a pintura de María Blanchard aqui.

E mais:
Brincarte do Nitolino, Holismo & evolução de Jan Christiaan Smuts, a poesia de Joseph Brodsky, a música de Bob Dylan, o teatro de Gianfracesco Guarnieri, o cinema de Leon Hirszman, a pintura de Jacopo Pontormo & a arte de Helena Ranaldi aqui.
Finanças públicas aqui.
Sulina, a opulência da beldade, Viventes das Alagoas de Graciliano Ramos, Mídia & cultura de Douglas Kellner, a música de Ronaldo Bastos, o pensamento de Horácio, Rede de Arame de Wanda Cristina da Cunha, o teatro de Lavinia Pannunzio & Regina França, o cinema de Andrew Niccol Uma Thurman, a pintura de André Derain & Cindy Sherman, Todo dia é dia da mulher & a arte de Thaís Motta aqui.
Todo dia é dia da mulher, a literatura de Mário Quintana, Os contos tradicionais de Luís da Câmara Cascudo, o pensamento de Voltaire, A comunicação de Juan Diaz Bordenave, o teatro de Sérgio Roveri & Tuna Dwek, o cinema de François Truffaut & Jeanne Moreau, a música de Daniela Spielmann, a poesia de Gerusa Leal, a pintura de Anita Malfatti & Hans Temple aqui.
A mulher na antiguidade, Berenice de Edgar Allan Poe, O fio da navalha de Louise Glück, A quântica de Max Planc, O diário de Adão & Eva de Mark Twain, Foco & sucesso de Daniel Goleman, a música de Shirley Horn, o cinema de Alain Berliner & Demi Moore, a arte de Alessandra Cavagna, a pintura de Edouard Manet & a gravura de Johann Theodor de Bry aqui.
Leolinda Daltro & Todo dia é dia da mulher aqui.
A mulher nos primórdios da humanidade, A mulher grega de Friedrich Engels, A época da inocência de Edith Wharton, Sou a flor de Maria Polydouri, Virginia Woolf & Paula Picarelli, a música de Sainkho Namtchylak, o pensamento de Horácio & Jean de La Fontaine, o cinema de Michael Haneke & Juliette Binoche, A instrução dos amantes de Inês Pedrosa, a pintura de Jean-Léon Gérôme & a arte de Hanna Cantora aqui.
Derluza & a saúde na Justiça, Jardim morto de Federico García Lorca, Filosofia na alcova de Marquês de Sade, a poesia de Robert Burns, O sexo na História de Reay Tannahill, a música de Radamés Gnatalli & Fernanda Chaves Canaud, o pensamento de Virgílio, o cinema de Jean-Luc Godard, a pintura de Sebastian Llobet Ribas, a arte de Jules Ralph Feiffer & Chilica Contadora de Histórias aqui.
A mulher na Roma Antiga, Uma rosa para Emily de William Faulkner, A mulher e o patriarcado Helena Iara Bongiovani Saffioti, a música de Jacqueline Du Pre, o pensamento de Victor Hugo, Elizabeth Short & Mia Kirshner, a arte de Carmen Tyrrel, a escultura de Jean-Baptiste Pigalle, Lenita Estrela de Sá & Lia Helena Giannechini aqui.
As duas mortes de Dona Zezé, Violência contra a mulher de Maria Amélia de Almeida Teles e Monica Melo, a música de Jane Birkin, o pensamento de Jacques-Antoine-Hyppolyte, a pintura de Rafael Hidalgo de Caviedes, a poesia de Diva Cunha, o teatro de João Caetano dos Santos, o cinema de Joel Coen & Frances McDormand, a arte de Frank Miller & Maria de Medeiros, Fernando Fiorese, Regina Souza Vieira & Deize Messias aqui.
A mulher no Cristianismo, O caso das camas de Fernando Sabino, A responsabilidade dos relacionamentos afetivos de Ana Cecília Parodi, a música de Francisco Mignone & Lilian Barreto, a poesia de Germana Zanettini, o teatro de Adrienne Lecouvreur, o cinema de Júlio Bressane & Bel Garcia, Teodora & Marózia, a arte de Rodrigo Luff & Manoela Afonso aqui.
As sombras de Gilvanícila, O barão de Itararé de Fernando de Brinkerhoff Torelly, a música de The Dresden Dolls, o pensamento de Juvenal & Voltaire, Heloisa de Paráclito, a poesia de Claudia Pastore, o teatro de Mademoiselle Clairon, o cinema de Rainer Werner Fassbinder & Rosel Zech, a pintura de Ângelo Cantú, a arte de Demócrito Borges & Isabela Morais aqui.
A mulher da Idade Média, A cidade de Ulisses de Teolinda Gersão, Mulher & gênero de Cecília Toledo, Ser humana de Marcia Moraes, a música de Johann Joachim Quantz & Verena Fischer, a literatura de Naoki Higashida, o teatro de Marie Dumesnil, o cinema de Fritz Lang & Anne Baxter, a pintura de Georges Rouault & Siron Franco, Benita Prieto & Maisa Vibancos aqui.
Mulher & Solidariedade, A mulher medieval de Andreé Michel, o teatro de Mademoiselle Mars, a música de Joyce, o pensamento de Sêneca, O florista de Nilza Amaral, O Tristão de Dilercy Adler, o cinema de Neil Jordan & Ruth Negga, a pintura de Paulo Paede, a arte de Julia Crystal & Claudinha Cabral aqui.
Fecamepa: quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
Cordel Tataritaritatá & livros infantis aqui.
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A croniqueta de antemão aqui.
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O APRENDIZ DE GERARDO MELLO MOURÃO
Não mais a Musa não mais
Teresa ou Isabel
e o príncipe devasso?
e o domador de fêmeas?
e o pretendente e o palácio
da mulher de Ulisses?
Galerias de cal
no hospital de Cleveland:
Enfermeiras e a neve e o ouro desses cabelos
e a bainha engomada dessa roupas de linho
por cama e câmara esvoaçam
aprendizes de anjo;
na boca morde termômetro de vidro
aprendiz de defunto.
O aprendiz, poema extraído da obra Cânon & fuga (Record, 1999), do poeta, jornalista, tradutor e biógrafo Gerardo Mello Mourão (1917-2007). Veja mais aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
As bailarinas do fotógrafo Alex Krivtsov.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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