sexta-feira, março 03, 2017

HISTÓRIA DA MULHER & O AMOR NO SALTO DAS SETE QUEDAS

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O AMOR NO SALTO DAS SETE QUEDAS - Imagem: foto/arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez. - Certa noite quase madrugada, ela sentada na rede me contou que treze luas já já haviam passado e precisava me levar até o Salto das Sete Quedas. Tomou minhas mãos e levou estrada afora até chegarmos, dia quase amanhecendo, a um local paradisíaco. Puxou-me a um canto e sentamos contemplando aquela lindeza,. Depois de longo silência contemplando aquelas paragens, ela falou tratar-se do local que, um dia ao se banhar, uma imensa luz celestial a fez sonhar de forma tão real a parecer que se encontrava em dois mundos distintos: o que se encontrava tomando banho e, um outro, ao mesmo tempo, em que  se via ela própria a se banhar. Estava nela em corpo e alma e, ao mesmo tempo, fora de si como se visse o que estava fazendo. Ela olhando a si própria. Nesse sonho aparecia um jovem índio que possuía uma singularidade especial que ela não me disse qual, mas que era um guerreiro que nunca havia tirado uma só vida de seu semelhante, mesmo tendo travado diversas lutas e guerras, e que mesmo ao ferir o outro em autodefesa com uma de suas flechas algum adversários, providenciava levá-lo para sua oca e ali curá-lo dos ferimentos, para, em seguida, o libertar. Disse e ficou me olhando demoradamente. Outras coisas mais falou, todavia, de tão hipnotizado só enxergava seus gestos, suas expressões faciais, seu riso de Sol, seus olhos de paraíso. O seu sonho nos envolveu e ela me trouxe à realidade com um beijo afetuoso. Fiquei atento a tudo que dissesse ou fizesse, chamando-me atenção a sua forma de me falar da vida e das coisas. Quebrou novamente o silêncio para dizer que no mesmo dia desse sonho, quando voltava para oca, repentinamente um forte clarão se produziu no céu com um estrondo formidável e uma faísca que se fez prolongar até o fim do caminho, lá longe. Quando tudo se acalmou, eu apareci caminho abaixo e ela disse que as feições do sonho eram as minhas, e o porte dele era o meu e o jeito dele era o meu, tudo de fato tal e qual havia sonhado naquele lugar. Lembrou-me que foi o dia que a vi deitada na relva, fitando meus passos. Sim lembro, um lindo dia, por sinal. E os olhos dela firmes nos meus, os meus imantados nos seus, minhas mãos nas suas. Depois levantou-se até as margens de granito, desceu pela areia e se banhou em plena alvorada nas Cataratas do Iguaçu. Enquanto isso, do inopinado, fomos surpreendidos por um feixe de luz que veio da Estrela d’Alva para iluminar seus olhos e todo azulado lindíssimo do céu sem nuvens, e dali reluzir pro meu coração. Senti-me envolvido por uma paz jamais sentida. Parecia haver uma festa ao redor, sete araras com suas plumagens multicores em algazarra entre as flores e frutas do Caá, pareciam mesmo festejando a nossa presença ali. Demoradamente mergulhou e ao findar o banho, abriu os braços aos céus em agradecimentos a Tupã por todas as graças e benesses celestes recebidas, pelas dádivas dos remédios das selvas pras curas dos doentes e pra prolongar a vida dos seus sem grandes sofrimentos, pela fartura das águas pra saciar a sede e pela grandeza das matas para alimentar seu povo. De repente ela se virou pra mim e com as mãos espalmadas, braços abertos, alcançou-me os ombros, olhos nos meus olhos, sussurrou: Tupã amogaraiba, iaué ara catu omehé peeme. E ternamente me beijou. Compreendi que ela pedia pra Tupã doravante me abençoar com o presente de tempos felizes. Depois de me beijar novamente, ela se afastou recolhendo uns galhos para fazermos fogo pro chá de folhas do Caá, e dele bebermos pela celebração da paz no mundo e selo da nossa união no amor. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui, aqui e aqui.

UNIVERSO NO TEU CORPO
Eu desisto, não existe essa manhã que eu perseguia
Um lugar que me dê trégua ou me sorria
E uma gente que não viva só pra si
Só encontro gente amarga mergulhada no passado
Procurando repartir seu mundo errado
Nessa vida sem amor que eu aprendi
Por uns velhos vãos motivos
Somos cegos e cativos
No deserto do universo sem amor
E é por isso que eu preciso
De você como eu preciso
Não me deixe um só minuto sem amor
Vem comigo, meu pedaço de universo é no teu corpo
Eu te abraço corpo imerso no teu corpo
E em teus braços se unem em versos à canção
Em que eu digo que estou morto pra esse triste mundo antigo
Que meu porto, meu destino, meu abrigo
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
Vem, vem comigo, meu pedaço de universo é no teu corpo
Eu te abraço corpo imerso no teu corpo
E em teus braços se unem em versos a canção
Em que eu digo que estou morto pra esse triste mundo antigo
Que meu porto, meu destino, meu abrigo
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
.
Universo no teu corpo, do álbum Teu sonho não acabou (EMI, 1995), do cantor e compositor uruguaio Taiguara (1945-1996).

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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
______quero as tuas sementes
em mim
jardim de sol todas as manhãs
acordando minh'alma
amanhecendo os meus olhos
na delicia de 
amar você 
Você, poema/foto/arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez.
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