quarta-feira, março 01, 2017

CRÔNICA DE AMOR PARA ELA

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CRÔNICA DE AMOR PARA ELA – Foi ela, coração de mãe, quem me deu a vida quando eu não sabia nada, quem me deu sorriso quando eu tomava pé do mundo e das coisas, olhos grandes para tudo. Dela aprendi a lição do amor quando tudo era novo e eu dependente do seu jeito, agarrado ao cós da saia sem saber de onde vinha nem para onde ia. E me fiz menino atado ao seu estímulo, crescendo como dádiva dos que precisam. E virei garoto atento e fascínio aos 40 graus de curiosidade e perseguição. A nudez dela, alma de mulher, me levou pelas frestas das portas, olhos miúdos às fechaduras, escondido pelas brechas, entre combongós, pelas cumeeiras e basculantes, escondido por cima do muro no quintal da vizinha, até saber-me pronto para o deleite. Era ela sempre a minha festa com seus cabelos sedosos aos ventos, seus olhos de manha cheios de ternura, suas feições dóceis de pele macia, seus lábios salientes dos beijos mais expostos. Ela, meu porto seguro, sempre o meu refúgio nas horas perdidas por seus ombros aconchegantes, seus seios angelicais de todas as frutas do pomar, seu ventre de Sol alumiando meu destino e sina. Foi dela que recolhi todas as estrelas brilhantes que me encantavam os sonhos e a esperança, quando eu cantava Fonte como se não tivesse mais saída. Foi dela que aprendi a acolhida na cilada das horas, quando eu andava perdido saindo pra outra depois de um chega pra lá. Pra mim ela se fez meu tudo e eu grato dei meu coração e toda minha vida. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

UNA CANCIÓN PARA LA MAGDALENA
Si, a media noche, por la carretera que te conté,
detrás de una gasolinera donde llené,
te hacen un guiño unas bombillas azules, rojas y amarillas,
pórtate bien y frena.
Y, si la Magdalena pide un trago,
tú la invitas a cien que yo los pago.
Acércate a su puerta y llama si te mueres de sed
si ya no juegas a las damas ni con tu mujer.
Sólo te pido que me escribas, contándome si sigue viva
la virgen del pecado, la novia de la flor de la saliva,
el sexo con amor de los casados.
Dueña de un corazón, tan cinco estrellas,
que, hasta el hijo de un Dios, una vez que la vio, se fue con ella.
Y nunca le cobro la Magdalena.
Si estás más solo que la luna, déjate convencer,
brindando a mi salud, con uma que yo me sé.
Y, cuando suban las bebidas, el doble de lo que te pida
dale por sus favores, que, en casa de María de Magdala,
las malas compañías son las mejores.
Si llevas grasa en la guantera u un alma que perder,
aparca, junto a sus caderas de leche y miel.
Entre dos curvas redentoras la más prohibida de las frutas
te espera hasta la aurora, la más señora de todas las putas,
la más puta de todas las señoras.
Con ese corazón, tan cinco estrellas,
que, hasta el hijo de un Dios, una vez que la vio, se fue con ella.
Y nunca le cobro la Magdalena.
Música de Pablo Milanés & Joaquin Sabina, extraída do álbum 19 dias y 500 noches (BMG/Ariola, 1999), do cantautor espanhol Joaquín Sabina. Veja mais aqui.

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DESTAQUE: A VELHA SENHORA MAGDALA
[...] Estavam todos na sala de visitas, para onde foram levados os castiçais. Magdala sentia-se envolvida por um agradável torpor, em conseqüência do copo de vinho que havia bebido. Escutava, de uma das mulheres, a narrativa das aventuras da troupe ambulante. Há mais de três meses – contava a loura – que se encontravam fora do Rio, visitando cidades do interior de Minas Gerais e São Paulo. Regressavam agora ao ponto de partida. Era uma vida de sacrifícios. Fora um fracasso a temporada e voltavam mais pobres do que quando partiram. Acrescentou sua decisão firma de abandonar aquela existência errante e boêmia; já não era criança, precisava pensar no dia de amanhã. Foi interrompida pelas primeiras notas do acordeão. Uma polca. O homem cantava: Tive um amor na vida, / Um velho amor lá no sul. / E quando a tarde vem, Leontina... Todos entraram alegremente em coro. Magdala havia cerrado os olhos. O vento frio da noite atravessava as janelas abertas. E quando a tarde vem, Leontina... Magdala abre os olhos: bem à sua frente, sobre o consolo de jacarandá, parece contemplá-la a imagem do avô Felipe. Não o conhecera, é verdade. Mas pela descrição que dele costumava fazer o pai, facilmente lhe reconstituía os traços na memória. Via-o, assim, como nos velhos tempos, enchendo a fazenda de escravos, multiplicando as terras, arrancando riquezas do solo. Em poucos anos transformara os poucos alqueires de sua sesmaria, naquele mundo de serras, de vales e planícies  que as plantações de café e de cana-de-açúcar dominavam em dezenas e dezenas de léguas. A vasta casa-grande, quadrada, simples, fora erguida por ele. Também a capela. A música silenciara. – Que deseja ouvir agora? – indagou o homem do acordeão. Magdala pensou um pouco e pediu o Doce Amélia. Era uma cantiga triste e Magdala dançara muitas vezes. Também costumava cantá-la ao piano, acompanhada pela irmã Tereza. Oh! Doce Amélia / quem pode ver-te... Vieram-lhe lágrimas aos olhos. Sentia-se ainda tonta, e não sabia se era do vinho ou de emoção. Mentalmente, acompanhava a melodia, recordando os versos: a doce Amélia fora obrigada a casar-se com um velho conde, porque assim lhe ordenara o pai. Mas o grande amor de sua vida era o mancebo que todas as tardes passava à frente do sobrado e suspirava por lhe tocar nos longos cabelos negros. Um dia, por intermédio da mucama de confiança, conseguem ajustar a fuga para daí a três noites. O pai descobre o plano e manda assassinar o jovem. Amélia suicida-se, apertando entre os dedos o lenço de renda que o amado lhe remetera pouco antes de atingi-lo o punhal assassino. Oh! Doce Amélia / quem pode ver-te... As lágrimas escorrem pelas faces de Magdala. Não sabe se chora pela infeliz Amélia, ou por ela mesma – pelas suas lembranças. Soluça. Todo o seu corpo estremece como uma folha sacudida pelo vento. [...].
A velha senhora Magdala (1958), trecho de conto do escritor e jornalista José Condé (1917-1971). Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da pintora estadunidense Ruth Kligman (1930-2010), artista e musa de vários importantes artistas como Jackson Pollock e Willen de Kooning, entre outros.
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