terça-feira, janeiro 31, 2017

REFLEXÕES DE JORNADA À SOMBRA DA AMENDOEIRA


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REFLEXÕES DE JORNADA À SOMBRA DA AMENDOEIRA – Imagem: Lonely, art by Jeff Kolker. - Para tudo há um outro lado: a chuva que cai atrapalha o trânsito de quem está com pressa nas ruas alagadas, o Sol radiante eleva a temperatura ao suor de calor de quase levar o juízo ao colapso de tão insuportável. O tempo não para e a distância entre o objetivo e a satisfação, cada vez mais se complica diante de tantas dificuldades. Assim caminha o racional mecanicista, determinista e positivista, unilateral na vontade férrea e devastadora em busca das recompensas que, por erro de planejamento ou de cálculo, malogra para conduzir apenas à angustia e ao desespero. Para evitar tudo isso busca-se a futilidade de atalhos evitando-se esforços, até receitas com métodos fáceis ou regra geral que, num passe de mágica, seguindo-se o manual de instruções, tenha tudo palatável e simples de dar certo. E não dá, mesmo assim, aí é o fim do mundo. É a hora que do chão não passa e, com maior ou menor grau de profundidade, percebe-se que há uma íntima relação entre a vida do ser humano com os paradoxos e a correlação dos contrários: tudo está em interconexão. É quando se vê que a chuva irriga a Terra pra festa da Natureza e o Sol ilumina tudo e todos da alvorada ao crepúsculo na lição real da vida. Vê-se que o relógio parou e com a chegada da noite nenhuma distância é visível. Ao anoitecer acende-se a vela apreendendo que a jornada se constrói passo a passo, por meio de períodos, fases e ciclos sucessivos e cumulativos, formado de vivências, atitudes, pensamentos, experiências, sentimentos, ações e aprendizagens, com os seus componentes cognitivos, afetivos e comportamentais. O que penso e sei não responde por tudo, dúvidas à estaca zero. Descubro-me finito na infinitude, menor que a mim mesmo, maior do que previra. Alguma coisa não me diz nada. Mais um, pode ser. E se não sei, também não quer dizer nada: compreendo, afinal. Penso e medito. Cada qual sua intuição: o fenômeno e a percepção -  a cabeça e o coração diante do perceptível e o invisível: tudo acontece, embora quase eu nem saiba. No trâmite da trajetória, os altos e baixos, momentos de extrema rapidez ou estagnação: a transitoriedade e instabilidade de tudo, coisas incompreensivelmente desconexas e subjacentes que se combinam e recombinam na continua renovação e transformação, como se não houvesse retorno ao passado nem presente estático. Vivo e voo para concatenar turbulências: autoconfiança exige coragem e responsabilidade para apreender que a impessoalidade não é frieza nem insensibilidade, mas fonte de compreensão e poder. Se fecho os olhos, não vejo nada: uma abordagem integradora, abrangente e orgânica de ver e pensar a vida e todas as coisas e, se possível, com uma atitude benestrófica: todos devemos responder ao pedido de auxílio - tratar dos enfermos, confortar os infelizes, proteger os necessitados, conhecidos ou desconhecidos, sem controle nem objetivo de sucesso. Isso contraria tudo que se aprendeu durante a vida com as quedas e remorsos. É preciso seguir. Persisto e persevero: é preciso agir com consciência elevada - como a radiação de uma vela acesa, o fruto na árvore, o conteúdo de um livro: indistintamente. Ah, qual melhor? Não sei. Todas são igualmente válidas, desde que se tenha a compreensão de que o querer universal se manifesta através do homem. Então, pra mim mesmo – e cada qual compreende por si – dou o primeiro passo: é só escolher o caminho, seguir adiante, degrau por degrau, passo a passo. Apesar de só, não há solidão: todos fazemos parte da criação. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui

 Curtindo The Three Masses (Hyperion Records, 2014) do compositor inglês William Byrd (1543-1623), com a Westminster Cathedral Choir & Martin Baker.

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