terça-feira, janeiro 24, 2017

PALHÁSSARO VOO NOS CAMINHUDOS DE FOGÁGUAS & TERRARES


PALHÁSSARO VOO NOS CAMINHUDOS DE FOGÁGUAS & TERRARES - Imagem: arte do pintor, desenhista e gravador Gustavo Rosa. - Palhássaro: choros de dentro, risos de fora: plateia feliz. Pois é, seu Zé. Máscaras tantas, milágrimas triunfantes. Barrocas mesuras: equilibrista mort&vida, malabarista guerr&paz. O show tem que continuar, vida afora na corda bamba, nó em pingo d’água, por galhos, fios, misérias. Foge do estilingue, pontarias de peteca, pedras ou tiro ao alvo. Não vacila, sabe o que é arame farpado, sabotagem & esculacho! Sonhos castelareias, vem o vento, noves fora nada. Se vira gato escaldado nos telhados da noite, fugitivo das broncas do dia. Tempespaço fugaz: o que pensa nada vale, se sonha ninguém quer saber. Sorri pra nenhum aceno, anseios esfregados no concreto bruto da indiferença. Ei, estou aqui. Veste a camisa e timbunga de quase morrer afogado, o que tem sobra só caindo os dentes. O presente, tanto faz como tanto fez, vai na fé de que tudo um dia dará certo. Boca forno, respeitável público! Se não entende do riscado, nem sempre vai como manda o figurino. Babau. O que é ou deixou de ser, não interessa, só aplauso que é da hora pra nunca mais. Quem mandou nenhuma serventia, quem não é jamais será. Quando é pai, não mais que um prato de papa. O que diz, menor valia. Quando chama, ninguém vem. Se é tom de sério, não passa de brincadeira. Se disser adeus, já vai tarde. Valer, não vale, coisa de gibi ou desenho animado. Tem mais por vestes de bolinha, cara pintada, adereço de nariz: bicho esquisito, fulaninho reles, a marca registrada do bobo da corte. A cena é de ninguém – tecendo fios de pensamentos vãos, não se sabe em que lugar do mundo. Fim do show, muafos a pé. Ilustranôninmo pelas ruas, poetávico. Se tiver um troço, pança insepulta, comida de verme, farra de insetos. Segura o tombo, arma presepada: se não tem graça, pé na bunda e seja lá o que Deus quiser. Palhássaro voo, se não for em frente, pega o beco, atrás vem gente, será sombra, luz apagada que nunca brilhou. Hoje, todo dia e o dia todo, tem espetáculo, sim, senhor! © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui

 Curtindo os álbuns Estradas (EMI-Odeon, 1976) e É marca ferrada (EMI Odeon, 1978), do cantor e compositor Paulo Diniz.

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A mulher nos primórdios da humanidade, Virginia Woolf, Friedrich Engels, Edith Wharton, Maria Polydouri, Sainkho Namtchylak, Paula Picarelli, Inês Pedrosa, Jean-Léon Gérôme, Hanna Cantora & Tudo no Brasil é um parto da montanha aqui.

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DESTAQUE:MEMÓRIAS DA NOITE E DO DIA
[...] Perguntou seu nome, grau de instrução e se estava com apetite. “Sim, senhor, capitão, estou com muito apetite”. “Arranje seu material e apresente-se lá na trincheira, ao sargento Rosas, no 1º pelotão. [...] Tempos depois, falando com Nelson, ele me disse: “Eu pensava que o capitão perguntava se eu estava com fome; por isso disse estava com apetite. Mas o homem referia-se à vontade de brigar. E eu tive que topar a parada”. [...]
Trecho extraído da obra Memórias da noite e do dia (Bagaço, 1987), do professor Brivaldo Leão.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA; TODO DIA É DIA DA MULHER
Nas ruas de Washington / Olhares atentos, / As mãos seguram cartazes: / Vozes unidas protestam / Chamam a atenção, / Usando gorros rosa / As mulheres em marcha / Protestam! / Solidárias reivindicam / Respeito às pessoas, / De todas as nacionalidades / Religiões e cores... / Mulheres em marcha: / América em Marcha!
Mulheres em marcha, da poeta e artista plástica Vanice Zimerman Ferreira, autora do livro Poemas&Imagens. Imagem: arte da autora extraída do Mulheres em Marcha.
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra!
Art by Spencer Tunick
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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O ESPADACHIM DO CANAVIAL – Imagem do artista plástico João Gonçalves - O que Zedonho tinha de ocrídio, tinha de trabalhador. Pense num su...