terça-feira, janeiro 10, 2017

O VERBO NO CORAÇÃO DO SILÊNCIO


O VERBO NO CORAÇÃO DO SILÊNCIO - Imagem: art by Wassily Kandinsky (1866-1944) – Sempre quis além das minhas limitações e das fronteiras estreitas. Não sabia e queria mais além do que sequer previa. Com meu orgulho presunçoso, eu me achava maior do que era e do que podia ser, vazio de mim mesmo. Resistia com todas as forças, teimosamente arrebentava laços e grilhões que a mim foram imposto por mim e por todos, arrastados na marra até conseguir me desvencilhar do que pude e enfrentei meus moinhos de vento, no vai ou racha. A vigília e os pesadelos em confusão. Tanto fui podado no que pretendia quanto negado e rejeitado por parecer irreconhecível. Findei escravo do que não queria pelas imposições que me exigiam uma adaptação confortável. Meus fracassos e desilusões são resultantes do que negligenciei anos a fio de mim mesmo, escrupuloso por me encaixar nas convenções de que tudo estava no seu devido lugar e que assim devia ser no padrão da conformidade. Quase me perdi por inteiro e aprendi a sorrir do meu desconforto entre o exíguo, o inútil e o inaceitável. Estava pedra bruta no caos primordial com seus detritos e faíscas que emanavam e eu repudiava perdido pelo afluxo turvo das profundezas oceânicas do meu próprio ser. Havia muito mais a ser feito. Encarei o conflito e me reconheci no que verdadeiramente sou na trilha dos homens das palavras suaves: assim como em cima, é embaixo. Sigo em paz na minha caminhada ao Verbo no coração do silêncio. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.


Curtindo Las estaciones porteños, do bandoneonista e compositor argentino Ástor Piazzolla (1921-1992), na interpretação do violonista Eduardo Isaac. Veja mais aqui e aqui.

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É pra ela na Crônica de amor por ela, Heitor Villa-Lobos, Liev Tolstói, Ernesto Sábato, Pablo Neruda, Rosana Lamosa, Délia Maunás, Magali Biff, Aurélio D'Alincourt, Alipio Barrio & Michelle Ramos aqui.
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DESTAQUE:AS METADES DE ELIANE POTIGUARA
A mulher que ouve a sua intuição, que percebe os seu sonhos, que ouve a voz interior das velhas e das mulheres guerreiras de sua ancestralidade e que possui o olhar suspeito dos desconfiados, essa sim, é uma ameaça ao predador natural da história e da cultura. Por isso o predador tem medo dela quando ela percebe a violência de seu algoz. Para dominar esse predador que está dentro dela, e fora dela na sua cultura, ela precisa tomar posse de seu instinto selvagem, de seus poderes intuitivos, de seu ser resistente, ser guerreira, ser questionadora, ter insight, ter tenacidade e personalidade no amor que procura, ter percepção aguçada, ter audição apurada, ouvir os cantos dos mortos, ter sensibilidade, ter alcance de visão, cuidar de seu fogo criativo, ter espiritualidade, mesmo que para tudo isso ela sofra, ela sangre, ela trema, ela se rasgue e grite ou que vá ao fundo do poço do sofrimento humano para renascer mais bela !!!!! É UMA LUTA DELA CONTRA ELA MESMA. O predador natural da história faz com que ela se sinta ESGOTADA, mas mesmo assim ela vence, se quiser vencer. Ela renascida fará renascer também seus descendentes, inclusive os masculinos.
Trecho extraído da obra Metade cara, metade máscara (Global, 2004), da escritora, professora, ativista e empreendedora indígena Eliane Potiguara.

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