quarta-feira, maio 24, 2017

ESTABELECIDOS & OUTSIDERS DE NORBERT ELIAS, O APRENDIZ DE GERARDO MOURÃO, AS BAILARINAS DE ALEX KRIVTSOV, DIAS & NOITES A FIO

DIAS & NOITES A FIO – Noites e dias a fio, a minha teia de Penélope pelo fio de Ariadne, passo a passo inventando sonhos na urdidura dos dias, nos labirintos da noite, entre telhados e luas na procela das horas. Aos indiferentes minha saudação e muito obrigado. Aos renitentes, eu aceno: sigam em paz. Aos que não sabem com seus olhares perdidos e mãos à cabeça, sou solidário. Histórias sem fim emolduram o presente, vou entre sarcasmos e risos acanhados como quem estivesse pronto para dar conta do recado e não estava, como quem tivesse poupado quando todos necessitavam, como quem resistiu à tentação das seduções diabólicas de vender a alma e sair debulhando um a um dos que achava odientos ou praticantes nefandos de heresia, como quem resistisse às duras penas e mesmo sangrando escoriações do tempo, chegasse ao destino que jamais soubera, com a vida sobrecarregada de lugares-comuns na teimosia de competir contra o mundo inteiro, não logrando êxito e ainda conseguir sorrir. Tanto faz como tanto fez, quando o firme é mais que falso, não faz a menor diferença se entre ruínas e trivialidades, remorsos não saram feridas: é lamber os talhos e seguir adiante até o fim da linha, saindo ou não dos eixos, aos descompassos, fio de prumo no desnível, como quem vive no mundo da lua e à beira vertiginosa e abissal das iminentes quedas ao fundo do poço, cavernas que criei para inventar o Sol, porque toda ida é sempre volta no contorno das pedras. Se eu tivesse mais uma chance, seria mais que o improvável, não seria nada de mais ou de menos, o olho erra o alvo e acerto quando menos aprumo. Apenas vivo no presente, tudo passa e fiquei só dias e noites a fio. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

ESTABELECIDOS & OUTSIDERS DE NORBERT ELIAS
[...] O grupo estabelecido tende a atribuir ao conjunto do grupo outsider as características ‘ruins’ de sua porção ‘pior’ – de sua minoria anômica. Em contraste, a auto imagem do grupo estabelecido tende a se modelar em seu setor exemplar, mais ‘nômico’ ou normativo – na minoria de seus melhores membros [...] A peça central dessa figuração é um equilíbrio instável de poder, com as tensões que lhe são inerentes. Essa é também a pré-condição decisiva de qualquer estigmatização eficaz de um grupo outsider por um grupo estabelecido [...] quando o diferencial de poder é grande e a submissão inelutável, vivenciam afetivamente sua inferioridade de poder como um sinal de inferioridade humana [...].
Trechos de Os estabelecidos e os outsiders, do sociólogo alemão Norbert Elias (1897-1990), extraído da obra Os estabelecidos e os outsiders: sociologia das relações de poder a partir de uma pequena comunidade (Zahar, 2000), de Norbert Elias e Johan L. Scotson, abordando sobre as relações de poder em uma cidade interiorana da Inglaterra, com análise de questões como a violência, a discriminação e a exclusão social. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

Veja mais sobre:
Entre topadas e sonhos, A poesia completa de Ledo Ivo, Esferas de Peter Sloterdijk, Linguagem poética de Jean Cohen, a música de Miguel Álvarez-Fernández, a coreografia de Pina Bausch & a pintura de María Blanchard aqui.

E mais:
Brincarte do Nitolino, Holismo & evolução de Jan Christiaan Smuts, a poesia de Joseph Brodsky, a música de Bob Dylan, o teatro de Gianfracesco Guarnieri, o cinema de Leon Hirszman, a pintura de Jacopo Pontormo & a arte de Helena Ranaldi aqui.
Finanças públicas aqui.
Sulina, a opulência da beldade, Viventes das Alagoas de Graciliano Ramos, Mídia & cultura de Douglas Kellner, a música de Ronaldo Bastos, o pensamento de Horácio, Rede de Arame de Wanda Cristina da Cunha, o teatro de Lavinia Pannunzio & Regina França, o cinema de Andrew Niccol Uma Thurman, a pintura de André Derain & Cindy Sherman, Todo dia é dia da mulher & a arte de Thaís Motta aqui.
Todo dia é dia da mulher, a literatura de Mário Quintana, Os contos tradicionais de Luís da Câmara Cascudo, o pensamento de Voltaire, A comunicação de Juan Diaz Bordenave, o teatro de Sérgio Roveri & Tuna Dwek, o cinema de François Truffaut & Jeanne Moreau, a música de Daniela Spielmann, a poesia de Gerusa Leal, a pintura de Anita Malfatti & Hans Temple aqui.
A mulher na antiguidade, Berenice de Edgar Allan Poe, O fio da navalha de Louise Glück, A quântica de Max Planc, O diário de Adão & Eva de Mark Twain, Foco & sucesso de Daniel Goleman, a música de Shirley Horn, o cinema de Alain Berliner & Demi Moore, a arte de Alessandra Cavagna, a pintura de Edouard Manet & a gravura de Johann Theodor de Bry aqui.
Leolinda Daltro & Todo dia é dia da mulher aqui.
A mulher nos primórdios da humanidade, A mulher grega de Friedrich Engels, A época da inocência de Edith Wharton, Sou a flor de Maria Polydouri, Virginia Woolf & Paula Picarelli, a música de Sainkho Namtchylak, o pensamento de Horácio & Jean de La Fontaine, o cinema de Michael Haneke & Juliette Binoche, A instrução dos amantes de Inês Pedrosa, a pintura de Jean-Léon Gérôme & a arte de Hanna Cantora aqui.
Derluza & a saúde na Justiça, Jardim morto de Federico García Lorca, Filosofia na alcova de Marquês de Sade, a poesia de Robert Burns, O sexo na História de Reay Tannahill, a música de Radamés Gnatalli & Fernanda Chaves Canaud, o pensamento de Virgílio, o cinema de Jean-Luc Godard, a pintura de Sebastian Llobet Ribas, a arte de Jules Ralph Feiffer & Chilica Contadora de Histórias aqui.
A mulher na Roma Antiga, Uma rosa para Emily de William Faulkner, A mulher e o patriarcado Helena Iara Bongiovani Saffioti, a música de Jacqueline Du Pre, o pensamento de Victor Hugo, Elizabeth Short & Mia Kirshner, a arte de Carmen Tyrrel, a escultura de Jean-Baptiste Pigalle, Lenita Estrela de Sá & Lia Helena Giannechini aqui.
As duas mortes de Dona Zezé, Violência contra a mulher de Maria Amélia de Almeida Teles e Monica Melo, a música de Jane Birkin, o pensamento de Jacques-Antoine-Hyppolyte, a pintura de Rafael Hidalgo de Caviedes, a poesia de Diva Cunha, o teatro de João Caetano dos Santos, o cinema de Joel Coen & Frances McDormand, a arte de Frank Miller & Maria de Medeiros, Fernando Fiorese, Regina Souza Vieira & Deize Messias aqui.
A mulher no Cristianismo, O caso das camas de Fernando Sabino, A responsabilidade dos relacionamentos afetivos de Ana Cecília Parodi, a música de Francisco Mignone & Lilian Barreto, a poesia de Germana Zanettini, o teatro de Adrienne Lecouvreur, o cinema de Júlio Bressane & Bel Garcia, Teodora & Marózia, a arte de Rodrigo Luff & Manoela Afonso aqui.
As sombras de Gilvanícila, O barão de Itararé de Fernando de Brinkerhoff Torelly, a música de The Dresden Dolls, o pensamento de Juvenal & Voltaire, Heloisa de Paráclito, a poesia de Claudia Pastore, o teatro de Mademoiselle Clairon, o cinema de Rainer Werner Fassbinder & Rosel Zech, a pintura de Ângelo Cantú, a arte de Demócrito Borges & Isabela Morais aqui.
A mulher da Idade Média, A cidade de Ulisses de Teolinda Gersão, Mulher & gênero de Cecília Toledo, Ser humana de Marcia Moraes, a música de Johann Joachim Quantz & Verena Fischer, a literatura de Naoki Higashida, o teatro de Marie Dumesnil, o cinema de Fritz Lang & Anne Baxter, a pintura de Georges Rouault & Siron Franco, Benita Prieto & Maisa Vibancos aqui.
Mulher & Solidariedade, A mulher medieval de Andreé Michel, o teatro de Mademoiselle Mars, a música de Joyce, o pensamento de Sêneca, O florista de Nilza Amaral, O Tristão de Dilercy Adler, o cinema de Neil Jordan & Ruth Negga, a pintura de Paulo Paede, a arte de Julia Crystal & Claudinha Cabral aqui.
Fecamepa: quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
Cordel Tataritaritatá & livros infantis aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
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O APRENDIZ DE GERARDO MELLO MOURÃO
Não mais a Musa não mais
Teresa ou Isabel
e o príncipe devasso?
e o domador de fêmeas?
e o pretendente e o palácio
da mulher de Ulisses?
Galerias de cal
no hospital de Cleveland:
Enfermeiras e a neve e o ouro desses cabelos
e a bainha engomada dessa roupas de linho
por cama e câmara esvoaçam
aprendizes de anjo;
na boca morde termômetro de vidro
aprendiz de defunto.
O aprendiz, poema extraído da obra Cânon & fuga (Record, 1999), do poeta, jornalista, tradutor e biógrafo Gerardo Mello Mourão (1917-2007). Veja mais aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
As bailarinas do fotógrafo Alex Krivtsov.
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terça-feira, maio 23, 2017

O CAPITALISMO DE JOHN GRAY, O TEATRO DE HERMILO, A PINTURA DE NELINA MOSHNIKOVA & CIRCO ITINERANTE

CIRCO ITINERANTE - Hoje tem espetáculo? Tem sim, senhor! Às oito horas da noite? Tem sim, senhor. Pé na estrada, rumo afora, o circo chegou! Ora, vambora! A vida é uma bola que rola sem parar. Respeitável público! E a música ataca, tudo é luz, tudo é mistério. Tem gente pendurado em todo espaço e lugar. Não pode chover, se chover a festa vai acabar! Quem não foi é porque ficou, não sabe o que vai perder! Prossegue o desfile de abertura, saltimbancos, palhaçadas, viva o domador! A vida é um sonho a se realizar. As feras metem medo até quem está no poleiro! E todos caem na gaitada com o maior dos clowns mais fuleiro! A moça bonita e a equitação, a malabarista jeitosa em exibição, a magia e o ilusionismo, saltadores exímios! No picadeiro os funâmbulos e os uniformes impecáveis, tudo acontece ao rufar dos tambores! Todas as acrobacias, palhaços impagáveis nas presepadas passam por lutadores! Lá vem o engolidor de espadas e a mulher que cospe fogo! Tudo é um jogo, vale jogar, ganhar ou perder. A vida é uma escola pra se aprender. É hora da linda equilibrista e o pas de deux a cavalo, ou da bailarina formosa no arame e o globo da morte! Tudo é pantomina, do gongo ao badalo: tudo é sonho, tudo é real. A contorcionista que se enrola, o faquir por cima das brasas, ou a moça e o rapaz trapezista nas cordas, prontos pros saltos mortais! Tudo isso é bom demais! E toda zoada vai do começo ao fim das funções, quem viu, viu; quem não viu, não vê mais. A trupe sumiu num quadro de Chagall. Foram proutras plagas, estrearam noutro arraial. Tudo parece uma lenda de Picasso, ou atração de Ópera Bufa. Na hora do vamos ver não tussa, nem vá atrapalhar. Mas arriaram a lona e zarparam, ficou na memória iluminada tudo que mostraram. A vida é uma brincadeira, só vale mesmo é brincar. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

O CAPITALISMO DE JOHN GRAY
[...] A espécie humana expandiu-se a tal ponto que ameaça a existência dos outros seres. Tornou-se uma praga que destrói e ameaça o equilíbrio do planeta. E a Terra reagiu. O processo de eliminação da humanidade já está em curso e, a meu ver, é inevitável. Vai se dar pela combinação do agravamento do efeito estufa com desastres climáticos e a escassez de recursos. [...] Os seres humanos diferem dos animais principalmente pela capacidade de acumular conhecimento. Mas não são capazes de controlar seu destino nem de utilizar a sabedoria acumulada para viver melhor. Nesses aspectos, somos como os demais seres. Através dos séculos, o ser humano não foi capaz de evoluir em termos de ética ou de uma lógica política. Não conseguiu eliminar seu instinto destruidor, predatório. No século XVIII, o Iluminismo imaginou que seria possível uma evolução através do conhecimento e da razão. Mas a alternância de períodos de avanços com declínios prosseguiu inalterada. Regimes tirânicos se sucederam. A história humana é como um ciclo que se repete, sem evoluir. [...] A crença moderna na possibilidade de melhoria gradual acompanha uma visão da história bastante diferente daquela do mundo antigo. Na Grécia e em Roma, na Índia e na China, por exemplo, a história era compreendida em termos cíclicos como a ascensão e a queda de civilizações. Avanços na ética e na política eram reais e valia a pena lutar por eles, mas eles sempre seriam perdidos no curso das próximas gerações – enquanto o conhecimento pode crescer ao longo do tempo, o ser humano permanece o mesmo. As falhas inerentes e incuráveis do animal humano sempre prevalecerão em qualquer civilização avançada. Como eu coloquei no The silence of animals, a civilização é natural para os seres humanos – mas também é a barbárie. [...].
Trechos extraídos de Como viver juntos (Temporada, 2015), do escritor e filósofo britânico John Gray, autor da obra Falso amanhecer: os equívocos do capitalismo global (Record, 1998), na qual sustenta que as sociedades de todo o mundo estão sendo forçadas a participar de uma experiência de engenharia social com as falsas expectativas de um livre mercado libertador, em particular a idéia de que só quando se permite que o mercado opere sem qualquer controle governamental é capaz de trazer prosperidade e estabilidade. Para o autor, este culto ao livre mercado sem obstáculos - como é promovido pelo FMI e o Banco Mundial - resultará, na maior parte dos países, em um misto de anarquia e concentração de riqueza e irresponsabilidade, criticando duramente as políticas neoliberais e a desregulamentação do mercado tida para ele como irreversível e cruel, levando a uma efetiva destruição dos estados nacionais e a uma catástrofe social. Foi o que aconteceu em países como a Inglaterra e a Nova Zelândia, onde aumentaram a miséria, a insegurança, a delinquüência e até mesmo o índice de dissolução de casamentos.

Veja mais sobre:
Renascido da segunda morte, João Ternura de Aníbal Machado, Modernidade líquida de Zygmunt Bauman, Comunicação em prosa moderna de Othon Moacir Garcia, a música de Jacob de Haan, a charge de Andy Singer, a arte de Niki de Saint Phalle & Chris Cozen aqui.

E mais:
Em mim & Primeira Reunião, O anão de Pär Lagerkvist, Os últimos dias de Paupéria de Torquato Neto, a música de Camille Saint-Saëns & Waltraud Meier, A mais forte de August Strindberg, Gainsbourg de Joann Sfar & Lucy Gordon, a pintura de Carl Heinrich Bloch & a arte de Lena Nyman aqui.
Fecamepa & a corrupção ineivada aqui.
O culto da rosa & Crônica de amor por ela, As mil e uma noites, Figura de dança de Ezra Pound, A educação e o problema da inovação de Dermeval Saviani, a música de Almeida Prado, o pensamento de Heráclito de Êfeso, A Cleópatra de Vittorio Alfrieri, o cinema de Gilian Armstrong & Cate Blanchett, a fotografia de Alfred Cheney Johnston, a pintura de Washington Maguetas & a arte de Myrna Araújo aqui.
Eu te amo & Crônica de amor por ela, Filosofia da práxis de Adolfo Sánchez Vázquez, Futuro cidadão de José Craveirinha, A vida é um sonho de Calderón de la Barca, o cinema de Alejandro Amenábar & Nicole Kidman, a música de Laura Finocchiaro, a pintura de Darel Valença Lins, A pequena sábia, Rogério Manjate & a poesia de Moçambique, a arte de Fatima Maia, Doro & o dia de são nunca aqui.
Por você & Crônica de amor por ela, Do caos ao cérebro de Gilles Deleuze & Félix Guattari, a música de Khadja Nin, a poesia de Alexandre Dáskalos, Safo & Rodolfo Garcia Vázquez, a literatura de Erika Leonard James, a arte de Regina Silveira, O cinema de Sam Taylor-Wood & Dakota Johnson, a arte de Eduardo Schloesser & Kel Monalisa aqui.
Cobiça & Crônica de amor por ela, o pensamento de Buda, As moças de Montesquieu, A desconhecida de Ciro Alegría, A natureza de Lucrécio, a música de Magda Tagliaferro, A farsa quixotesca de Cervantes, o cinema de Vicente Escrivá & Millie Perkins, a arte de Jussanam Dejah, a pintura de Emerico Imre Toth & Charles Robert Leslie aqui.
Ponte sobre águas turvas & Crônica de amor por ela, Clara dos Anjos de Lima Barreto, A barca da América de Dario Fo, o teatro de Luigi Pirandello, Ciberarte de André Lemos, Presente de Regine Limaverde, o cinema de Bigas Luna & Aitana Sánchez, a fotogravura de Tracey Moffatt, a pintura de Rui Carruço, a música de Consuelo de Paula & Ana Terra aqui.
Poemas & canções da Crônica de amor por ela aqui.
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TEATRO DE HERMILO BORBA FILHO
A peça teatral Sobrados e Mocambos (Civilização Brasileira, 1972), do escritor e dramaturgo Hermilo Borba Filho (1917-1976), é uma transposição cênica da obra homônima de Gilberto Freyre, mostrando a formação e declínio da sociedade patriarcal. A peça foi encenada pela Cia. Teatro de Seraphim, com direção de Antônio Cadengue. Veja mais aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Imagens: arte da pintora ucraniana Nelina Trubach Moshnikova.
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segunda-feira, maio 22, 2017

A INFÂNCIA DE POSTMAN, PASTORAL DE PHILIP ROTH, A FOTOGRAFIA DE RALPH GIBSON & DAS COISAS QUE VÃO & VOLTAM


DAS COISAS QUE VÃO & VOLTAM - Ze Peiudo arrastava uma cachorra morta, sem ter nem onde cair morto, sujeito mais sem eira nem beira. Não se sabe como, se aviando chupeta com chicletes ou pregando peças na maior das presepadas, ele saiu da mendicância e angariou simpatia popular, não se sabendo mesmo ao certo como uma tuia de gente entoou o bordão do seu jingle publicitário com ar de vaticínios, levados por seus préstimos voluntaristas com pinóias na ponta língua, disfarçando seus interesses de se ajeitar na vida. Há quem diga que foi pela revolta geral da população com os gestores públicos e a completa falta de opção, não se sabe se de mesmo. Sabe-se que ele peitou o pleito pra vereança e lavou a jega: foi voto a dar com pau. Logo melhorou de vida e aplicando umas e outras, passou a ser tratado por boa praça, a ponto de na maior das emergências de acomodação, lançarem o nome dele pra prefeito, nem esperava. Oxe, sapecou ardis, enganou deus e o mundo, pocando as urnas. Eleito, mandou ver. Ficou rico do dia pra noite, comprando casas, fazendas, polícia e capangas, Judiciário e Legislativo, posses e acólitos, reinando soberano sobre desavenças e ajeitados, até cair na esparrela de pensar que tudo na vida é eterno. Um dia, enterro voltando, a vaca foi pro brejo e ele subiu no telhado, apagando o facho com os dedos alcaguetes no nervo da questão. Babau. Pé na bunda, pegou o corujão. Ninguém sabe, ninguém viu e era só: pode um negócio desse? Que coisa! Quem diria... a gente se enganou com a cor da chita. Ah, aconteceu isso em Ribigudo! Foi mesmo? Não viu na tevê? Não, eu vi em Serro Azul. Também? Oxe, a mesmíssima coisa. Minha nossa, isso é o fim do mundo! Maior esculhambação! Será que o Brasil tem jeito? Tudo ladrão! Eita, olha o gol da seleção! Menino, isso é que é jogada, né? Somos o melhor no futebol. Somos, mesmo. Você viu as promoções da Ladeira Móveis? Quando? Deu no rádio e o carro volante passou agorinha enquanto a gente estava vidrado no gol. Mesmo? Estão liquidando tudo com 100% de descontos! De graça. Vamos lá? Vambora. Assim passaram os anos, quase duas décadas. Novo pleito eleitoral e lá estava Zé Peiúdo todo inflado pronto pra destronar Zé-Corninho, seu adversário político, agora inimigo figadal. Quem é esse? Zé Peiúdo, não se lembra? Não. O cara está ricaço, distribuindo grana e fazendo e acontecendo. Oxe, ele é melhor que Zé-Corninho, vamos votar nele. Vambora. E aí viram de novo com quantos desaforos se faz uma campanha eleitoral. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

DESAPARECIMENTO DA INFÂNCIA DE NEIL POSTMAN
[...] Crianças são mensagens vivas que enviamos a um tempo que não veremos [...]. Isto significa mais do que dizer que a “inocência” da infância está perdida, uma frase que tende a indicar unicamente uma diminuição do encanto da infância [...] Em resumo: não nos resta nenhuma criança [...]. A televisão não pode guardar segredos de espécie alguma. Isto resulta na impossibilidade de proteger as crianças da revelação mais completa e mais rude de violência inexorável [...]. O resultado disso é que as crianças desenvolvem o que podemos chamar de atitudes adultas... [...]. A televisão revela às crianças, na mais tenra idade, as alegrias do consumismo, o contentamento decorrente de comprar quase tudo. [...]. Isso significa que se tornaram adultos ou, pelo menos, semelhantes aos adultos. Significa – para usar uma metáfora minha – que ao ter acesso ao fruto, antes escondido da informação adulta, são expulsas do jardim da infância. [...].
Trechos extraídos da obra O Desaparecimento da Infância (Grafhia, 1999), do professor crítico social e teórico da comunicação estadunidense Neil Postman, tratando sobre o surgimento e desenvolvimento do conceito da infância no decorrer dos tempos e o seu desaparecimento na contemporaneidade. Na primeira parte do livro é tratada a invenção da infância discutindo as condições de comunicação que tornaram a infância desnecessária e, ao mesmo tempo, indispensável, enquanto que na segunda parte, aborda sobre o desaparecimento da infância, desde o surgimento da tipografia e do telégrafo à mídia eletrônica, que transformaram a infância insustentável e sem propósitos na estrutura social, defendendo que os meios de comunicação afetam diretamente o processo de socialização; levando ao seu desaparecimento. Veja mais aqui, aqui e aqui.

Veja mais sobre:
Forte e sadio que nem o povo do tempo do ronca, Geografia da fome de Josué de Castro, Proposta pro milênio de Ítalo Calvino, Poesia Moderna da Grécia, a música de Angela Gheorghiu, a fotografia de Evelyn Bencicova, a pintura de René Mels & Paul-Émile Bécat aqui.

E mais:
Vamos aprumar a conversa: aquele abraço, A espada da deusa de Somadeva Suri, a música de Richard Wagner, Pigmaleão de Bernard Shaw, O perfume de Patrick Süskind, a pintura de Mary Cassatt, o cinema de Tom Tykwer & Karoline Herfurth, a arte de Susan Strasberg & a poesia de Pedro Du Bois aqui.
A educação no Brasil aqui.
O trabalho & a Filosofia de Ascenso Ferreira aqui.
A poesia de Greta Benitez aqui.
Marie Curie & Todo dia é dia da mulher aqui.
Convite & Crônica de amor por ela, Reflexões de Friedrich Hölderlin, A pós-modernidade de Zygmunt Bauman, a literatura de Sérgio Porto, a poesia de Oswald de Andrade, a música de George Gershwin & Kiri Te Kanawa, A casa de Anaïs Nin e Henry Miller, o teatro de Francisco Azevedo, o cinema de Pedro Almodóvar & Penélope Cruz, a arte musical de Sumi Jo, a pintura de Parmigiano & a arte de Luciah Lopez aqui.
Ah, esse olhar & Crônica de amor por ela, Os não-lugares de Marc Augé, A casa das mulheres de Rubem Braga, As coplas de Gabriela Mistral, a música de Mozart & Mitsuko Uchida, As polacas de Analy Alvarez, o cinema de David Nutter & Kate Holmes, a pintura de Francisco Ribera Gomez, a arte de Carmen Verônica & Iolita Domingos Barbosa Campos aqui.
Entrega & Crônica de amor por ela, a literatura de Cesare Pavese, Minima moralia de Theodor Adorno, O passado de Ítalo Calvino, a música de Vivaldi & Anne-Sophie Mutter, Soneto da iniciação de Ledo Ivo, o teatro de Maria Adelaide Amaral & Rosamaria Murtinho, Chiquinha Gonzaga, o cinema de Luchino Visconti & Annie Girardot, a pintura de William Etty, a arte de Julião Sarmento & Marize Sarmento aqui.
Ah, esses lábios & Crônica de amor por ela, Molière & Honoré de Balzac, a literatura de Pilar Lusarreta, O espectro do noivo de Washington Irving, a música de Eduardo Souto & Clara Sverner, o pensamento de Tácito, Meryl Streep & Renée Zellweger, a pintura de Gladys Nelson Smith, a arte de William Ward Hess, Sandra Fayad & Luciah Lopez aqui.
Cantilena & Crônica de amor por ela, a poesia de Goethe & José Régio, O anarquismo de Pierre-Joseph Proudhon, A ceifa de Fodéba Keïta, A dama das camélias de Alexandre Dumas, o cinema de Nick Cassavetes & Robin Wright, a pintura de Lev Tchistovsky, a música de Tears For Fears, a arte de Jean-Francois Painchaud & Graça Lins aqui.
Fecamepa: quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
Cordel Tataritaritatá & livros infantis aqui.
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PASTORAL AMERICANA DE PHILIP ROTH
[...] Ninguém passa pela vida isento de amarguras, desgostos, confusão e perda. Mesmo aqueles que tiveram tudo de melhor quando crianças, mais cedo ou mais tarde recebem sua cota regular de sofrimento, quando não recebem até mais do que isso. Deve ter havido consciência e deve ter havido decepção [...].
Trecho extraído do livro Pastoral americana (Companhia das Letras, 1998), do escritor estadunidense Philip Roth, narrando os esforços de um filho de imigrantes para manter de pé um paraíso feito de enganos, tentando comunicar um legado moral à terceira geração da família, enquanto é esmagado entre duas épocas que não se entendem e desejam destruir-se mutuamente, apegando-se até o fim às crenças que se mostram cada vez mais de forma irreal, demonstrando completa obstinação em defesa de uma causa perdida que lhe confere um caráter ao mesmo tempo heróico e louco. Em 2016, foi transformado em drama policial, dirigido por Ewan McGregor, com destaque para atuação da belíssima atriz estadunidense Dakota Fanning.

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Imagens: arte do premiadíssimo fotógrafo estadunidense Ralph Gibson.
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sábado, maio 20, 2017

EDUCAÇÃO & TRIMEMBRAÇÃO DE STEINER, O MAGMA DE SAVARY & AS BAILARINAS DE MATISSE


QUANTO VALE UMA VIDA – Judilinho vivia desde menino na mesma ladainha: vencer a qualquer custo para ser gente na vida, não um fracassado. O pai carrancudo exprobrava: - Seja homem e vença na vida! O que é seu, é seu; o que é dos outros, é dos outros. Aprendeu? Achado não é roubado, cabeça de otário é marreta! De tanto ouvir a ranzinzice, aprendeu de cor e salteado todos os ditos e chistes do opróbrio popular. Na escola teve ampliado o seu repertório de descaramento: o sabido é que leva a melhor! Assim cresceu usurário e mão de figa, dando as costas pro que não lhe desse proveito: - O que ganho com isso? Ah, é? Então, 20%. A vida lhe ensinara a ser, a escola era só conversa mole, na prática não servia pra nada: - Se não tiver tirocínio, vive só de levar toque de arrodeio. Assim prosperou na base da agiotagem: - Caridade é na igreja, comigo é só ganhando nas costelas dos molengas! Fez um pé de meia, juntou uma meia água e passou a dormir com um olho fechado e outro aberto, pra não ser roubado e ter de voltar a ser pobre: - De novo, não! Vigilante inarredável, todo dia passava na porta do banco pra ver se estavam cuidando direito do seu suado dinheirinho: - Cuidem direitinho, seus cabras! Não bebia, não fumava, nem tinha lá tanta fé assim. Todavia, jogava, isso sim, do primeiro ao quinto, seca, do milhar ao terno, risco no chão e apostava por tudo: tinha o ganhador aberto. Diziam: - Esse nasceu de cu pra lua. Tinha lá suas superstições, cultivando pé de coelho, trevo de cinco pontas, mealheiro do lado, até cortava caminho dos azarados e dos pedintes: vai que a sorte se manda, avalie. Estava atento a tudo: telejornal, noticiário da rádio, telenovelas, manchetes de jornais, procurava entender de qualquer jeito a economia do país, a bolsa de valores, os investimentos, no frigir dos ovos, patavina por resultado. Que coisa! Contudo, uma coisa remoia no quengo: por que tanta violência? Pronde se virasse era assalto, furto, malversação, assassinato. Ficava aflito quando botava o pé na rua e ouvia do primeiro que encontrasse que agora mesmo uma senhora tivera sua bolsa roubada e um outro que reagiu levou um tiro entre os olhos e estava estendido no chão. Ele se arrepiava ao ver viaturas policiais pra cima e pra baixo aceleradas, só teatro, não diminuindo em nada os arrombamentos das casas, os furtos dos veículos, as mãos pro alto nas esquinas, andava temeroso. Tentava compreender a situação e não conseguia, foi aí que resolveu ter com o Doutor Zé Gulu, aboletado na mesa do canto de bar: - Doutor, por que tanta violência e roubalheira, hem? Gostava de ouvir as explicações do erudito, muito embora, muitas vezes saíra sem entender nada do que ele tinha dito. E insistiu na pergunta, sentando-se ao lado dele. De forma costumeira, o intelectual ajeitou os óculos no pau da venta, encostou-se mais na cadeira e começou o palavrório explicando que há milhares de anos haviam os aedos, os poetas da antiguidade, que cometiam seus ditirambos contando das façanhas dos vencedores! Que proezas eram essas? Tomadas de poder na marra, guerras usurpadoras, brigas familiares de reinados, violência de pai pra filho e vice-versa, ofensas e maledicências de todo tipo. Louros aos vencedores. Isso influenciou a vida de todo mundo e os escritores daquele tempo, criaram a Mitologia Grega para mostrar como se comportavam os ricos tidos como deuses e os pobres como humanos condenados aos caprichos deles. Tanto é que influenciou o Velho Testamento e outros livros religiosos. Pelo visto, desde a metáfora de Caim matar Abel e começar a acumulação, que a violência reina no mundo. Tudo sempre foi um conflito: Apolo versus Dioniso, razão versus emoção; Platão versus Aristóteles, fisicalistas versus animistas, Oriente versus Ocidente, bem versus mal, bom versus mau, ou lá ou cá, e a merda fedendo do mesmo jeito. Surgiu a lei pra reger a conduta humana, deu algum resultado? Sob a maior repressão, até o sexo era só para reprodução – e pelo que sei, salvo engano, foram os taoístas que alcançavam orgasmos sem ejaculação, valorizando ainda mais a reprodução. Adiantou alguma coisa? Passou-se o tempo e guerra pralí, invasão pracolá, violência crescente, intolerância, dissensão, golpes, invasões, desrespeito, servidão, privilégios para uns poucos, carestia para todos os demais, tanto matavam e, ao contrário, deu-se a superpopulação que os malthusianos tornaram escatalógica, surgindo a ideia do controle de natalidade. Alguém parou de pular a cerca? Quanto mais riqueza, maior miséria; do mesmo jeito, quanto mais lei e repressão, maior violência. O que tem haver o cu com as calças? Seguinte: alguma coisa mudou desde então? Hoje em dia, a mesma coisa. E o que estou tentando dizer é que de positivo por esses milhares de anos que existe gente na face da terra, só mesmo as extensões e próteses. Cuma? Sim, só isso. Esse homem está endoidando ou me fazendo de besta? Não, arrepare bem: aprendemos a escrita e a linguagem para nos comunicar, essa uma forma positiva pras nossas extensões, conversar, trocar ideias com o outro, dialogar, existir. Afora isso, só aprendemos mesmo a lascar a pedra por meio da técnica para as artes e tecnologias. Por isso, o que a gente fez de mesmo foi criar próteses, como automóveis, aviões, navios, computadores, celulares, óculos, armas, explorações, etc e o escambau, mais nada. De humano mesmo, tirante uma coisinha ou outra lá no meio do inventário de saúde pra doente, não avançamos nada: somos os mesmos e fazemos as mesmas coisas que nossos ancestrais há porrilhões de séculos e milênios faziam. Ainda hoje precisamos aprender a aprender no reino das dicotomias e paradoxos. Aos olhos vistos todo mundo parece hoje ser civilizado; porém, às escondidas, é o animal que prevalece. E quando a cabeça da piroca é quem pensa, vá ver: é merda certa! De fato, só nos tornamos mais hipócritas. Negamos ser preconceituosos, mas basta um espaço pra gente dizer uma frase e já se distingue o quanto somos dissimulados, arcaicos, conservadores, falsos e egoístas! Além do mais, a humanidade continua a mesma desde o tempo do ronca, tudo a mesma coisa com os podres de rico que usam de tudo e todas as formas escusas para manter e aumentar seus recursos, não precisam de leis porque são as próprias e tudo sob seu mando transnacional, pois o que ganham são só pra si e, quando muito, pros amigos e amigos dos amigos, ninguém mais: o resto que se foda; da mesma forma os mais ou menos de sempre que são espremidos, meio lá e meio cá, fazem de tudo pra ficar só lá temendo escorregar pra cá, medíocres burgueses que não se acham e não sabem como vivem ou como estão no meio de tantas ideologias; e a mundiça que somos nós pobres coitados, entre os sacrificados, os babaovos afilhados que são trampolineiros oportunistas, sectários cabeças de fósforos, os miseráveis e os Marias-vão-com-as-outras. Assim caminha a humanidade! Quando Judilinho ia abrindo a boca pra perguntar, entra esfuziante no recinto o folgado Gerdinaldo, riso largo, abraços pra todos, brinca com um, tira dedada em outro, acena pros demais, pede a bênção ao doutor Zé Gulu, faz uma mangação com Judilinho, toma uma pinga, chupa um caju e se despede. Com tudo voltando ao normal no ambiente, Judilinho tenta continuar o assunto, quando o doutor se levanta para ir ao mictório e, de repente, ouve-se um pipoco, gritos e correria. – Que é que houve? Todos saem pra ver e dão de cara com a cena: Gerdinaldo estirado entre a calçada e o meio fio, sangrando com um tiro na nuca. O rádio de pilha no bar anunciava cantarolando: Tá lá um corpo estendido no chão... © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui, aqui & aqui.

A EDUCAÇÃO & TRIMEMBRAÇÃO SOCIAL DE STEINER
Educação e ensino devem tornar-se uma arte baseada no real conhecimento do homem.
Pensamento do filósofo e educador austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), autor das obras A arte da educação: I – O estudo geral do homem, uma base para a Pedagogia, II – Metodologia e didática do ensino Waldorf e III – Discussões pedagógicas (3 vols – Antroposófica, 1999), defendendo a Trimembração Social: Liberdade para o Espírito, a Igualdade perante o Direito e a Fraternidade na Economia. A pedagogia Waldorf tem por princípios a Antropologia Evolutiva, pela qual a educação deve ser totalmente dedicada às necessidades do desenvolvimento da criança; ênfase na importância das artes e o amor pela natureza; inteligência manual com ensinamentos práticos facilitando o diálogo da criança consigo mesma e o aprendizado por meio de imagens que estimulam a capacidade de representação; o papel dos contos de fadas na formação do patrimônio cultural e como instrumento essencial para o crescimento das crianças e compreensão das suas emoções; pedagogia curativa voltada para a educação terapêutica e terapia social, considerando as imperfeições físicas, psíquicas e espirituais dos indivíduos; emulação e experimentação, pelas quais as crianças aprendem por imitação; professores como educadores, entre outros princípios. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Quando renasci pra vida depois de morrer pela primeira vez, Moll Flanders de Daniel Defoe, Presenças de Otto Maria Carpeaux, o teatro de Hugo von Hofmannsthal, a música de El Hadj N'Diaye & Érica García, Hope 2050, a pintura de Antonio Dias & Xul Solar aqui.

E mais:
O pavor dos acrófobos à beira do abismo, o pensamento de Comenius, A jornada do poema de Margaret Edson, a música de Leoš Janáček & Kamila Stösslová, Toponimia pernambucana de José de Almeida Maciel, a poesia alemã de Olívio Caeiro, a pintura de Pierre Alechinsky & Philip Hallawell aqui.
As ideias do doutor Zé Gulu aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
A violência aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
O pensamento de Isaac Asimov aqui.
A arte do pintor e escultor Henri Matisse aqui, aqui, aqui & aqui.
Vamos aprumar a conversa: pedagogia & Brincarte do Nitolino, A mulher de trinta anos de Honoré de Balzac, o teatro de Nelson Rodrigues, Desenvolvimento psicossocial de Erik Erikson, Os doze gozos de Maria Teresa Horta, a música de Joe Cocker, a arte de Lucelia Santos, a pintura de Eugène Delacroix & Paul Nash aqui.
Vamos aprumar a conversa & George Kelly, A natureza do preconceito de Gordon Allport, a poesia de Alexander Pope, Capital Federal de Artur Azevedo, Repertório selvagem de Olga Savary, a música de Naná Vasconcelos & Uakti, a pintura de Henri Rousseau, a arte de Ana Botafogo, o cinema de Mike Nicholson & Natalie Portman aqui.
A oniomania & o shopaholic, o pensamento de Mestre Eckhart, Guia dos perplexos de Moisés Maimônides, a poesia de Píndaro, o Catatau de Paulo Leminski, a arte de Gilton Della Cella & Programa Tataritaritatá aqui.
O ritual do amor & a pintura de Jacqueline Ripstein aqui.
Tataritaritatá no Palco Aberto aqui.
Literatura de cordel: A mulher, de Oliveira de Panela aqui.
As trelas do Doro: A capotada do guarda aqui.
Proezas do Biritoaldo: Quando o muxôxo dá num engasgo, o peso enverga o espinhaço de chega ficar de venta esfolando no chão aqui.
Ada Rogato & Todo dia é dia da mulher aqui.
É pra ela & Crônica de amor por ela, Ofício de escritor de Ernesto Sábato, Guerra e paz de Liev Tolstói, Soneto de amor de Pablo Neruda, a música de Heitor Villa-Lobos & Rosana Lamosa, o pensamento de Horácio, o teatro de Délia Maunás & Magali Biff, o cinema de Aluizio Abranches, Julia Lemmertz & Alexandre Borges, a arte de Aurélio D'Alincourt & Alipio Barrio, Michelle Ramos & Zine Brasil aqui.
Fecamepa: quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
Cordel Tataritaritatá & livros infantis aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
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O NOME NO MAGMA DE OLGA SAVARY
Diria que amor não posso
dar-te de nome, arredia
é o que chamas de posse
à obsessão que te mostra
ao vale das minhas coxas
e maior é o apetite
com que te morde as entranhas
este fruto que se abre
e ele sim é que te come,
que te como por inteiro
mesmo não sendo repasto
o fruto teu que degluto,
que de semente me serve
à poesia.
Poema Nome, extraído da obra Magma (Massao Ohno/Roswitha Kempf, 1981), da escritora paraense Olga Savary. Veja mais aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
As bailarinas do pintor e escultor francês Henri Matisse (1869-1954).
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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