quinta-feira, dezembro 08, 2016

QUANDO TUDO SE DESAPRUMA A FARRA É SÓ PRO DESGOVERNO!


FESTA DO DIA 8 DE DEZEMBRO, LAVANDO A JEGA – Imagem: Festa da Padroeira, do pintor Militão dos Santos. - Era 8 de dezembro de mil novecentos e não me lembro, dia de festa da padroeira local. Tinha eu lá pelos treze ou catorze anos de idade, por aí, acho, todo metido pelas ruas da cidade apinhada de gente de tudo que é cato, cada qual se achando mais elegante na sua indumentária peculiar, tudo novinho em folha do penteado ao chulé. Deus meu, quantos ocrídios esnobes nas caricaturas jocosas dos curaus de todas as marcas e laias mais inesperadas! Procurava eu por beldades para paqueras, quando só me apareciam brucutus desinfelizes. Vôte! Era, a região inteira acorria para os festejos tradicionais, cada um mais lambido que o outro, pescando satisfação pessoal. Era gente como a praga da rua ficar estreita com os esfregados dos que vinham aos que iam. Achando pouco o volume estrondoso da efeméride, o prefeito inventou de, no mesmo dia, entregar algumas obras, fazendo sua promoção pessoal. Dentre as mais bestas e as mais despropositais, estava a principal: a rodoviária. Se tudo era um festejo, todo ano, neste dia a coisa estava maior: era pipôco desde as seis da manhã. No meio desse festeiro, comecei a bebericar numa barraca na praça da matriz desde as três da tarde só vendo o povo todo se mexendo pra lá e pra cá: uma multidão que mais parecia um mar de curaus e matutas! Quando deu lá pelas dez da noite, eu já estava bem bicado. Presenciei tudo: alvoroço, estardalhaço, mungangas, peiticas e apertões. A inauguração fora toda ruidosa. Mais tarde, deu vontade, pela bilionésima vez, de mijar: - vou inaugurar a rodoviária. E fui, isso depois de ter me aventurado a sapecar micções por locais insólitos e arranjados na hora. Fui lá. Quanta gente, meu Deus! Só para entrar nas dependências tive que transpor uma multidão de boquiabertos engolindo mosquito com sua leseira. Com a dificuldade de locomoção para sobrepujar a mundiça toda, o negócio apertou. Saí empurrando como pude e na primeira porta que encontrei aberta, adentrei. Não deu tempo nem de olhar a diferença, tudo muito limpo - porque, banheiro de homem, fede. E catinga mesmo com a peste! Tem nada mais chato que fedentina de mijadouro masculino, tem? Não obstante, ali tudo limpinho, imaginei porque era tudo novo, ainda por usar. Procurei onde e, não encontrando de primeira– novidade, hem? -, já fui arriando o zíper porque não aguentava mais segurar a aprtura e fui inaugurando logo no piso de azulejo branquinho, andando, até divisar uma porta e empurrei. Estava me aliviando quando tomei um baita susto! Eu com o pingulim derramando e uma moça loura e linda depositada no trono. O mijo, sem querer, respingou nela. Nossa, fiquei estatelado. Imaginava o escândalo. Paralisei-me. Como pedir desculpas? Procurei um buraco no chão e não encontrei como me safar daquilo. Não sabia se corria ou tentava enxugar a baboseira que fiz. Até a urina trancou na bexiga. Ainda consegui ver a carinha linda dela com seus olhos fechados, as mãos levantadas para não ser atingida e aquele corpo sentado na privada, quase nua. Sem saída, eu berrei: - Moça, a senhora está no banheiro errado! - Negativo! Você que está no sanitário errado, meu caro! Será? Fiquei nervoso, cocei o quengo. E agora? Foi aí que dei conta da mudança, da modernidade que apostava ter chegado à cidade, não era nada, era a toalete feminina que eu... Agoniei-me e fiz menção de sair o mais depressa daquela situação difícil, mas a porta havia se fechado atrás de mim: dei uma cabeçada de ficar zonzo. Voltei, me contorcendo, mas busquei o trinco, não achava, e a fechadura dificultava abrir. Foi quando ela, a moça loura do jeito de Cristina Berndt pegou-me pelo braço e puxou-me para perto de si. Fiquei com o meu membro rente ao seu rosto, imóvel. Não imaginei nada, só esperava pelo pior. Ela tateou, alisou e ficou admirando minha manjuba. Nossa, o que fazer? Ela remexeu carinhosamente e logo meu membro deu sinal de vida – oxe, já vivia se insinuando com besteira qualquer, imagine com uma daquela rente e disposta, hem? Oxe, a minha peia estirou-se toda, dura de esticar maior do que já vira. Ela remexeu mais, o negócio foi ficando bom e friccionando e eu apertando os olhos até que não aguentei e, depois da exímia manipulação dela, fiquei exaltado, duríssimo-da-silva, perigo e prazer se misturando na minha e ela acariciando, melando o meu pau-madeira-de-lei com uma carícia infinda e botou um palmo de língua pra fora e começou a libar proficiente com aquela grunhideira doce - essa, com certeza, não tinha papas na língua -, e o meu cajado no seu eurístomo lépido de Elaine Mickeli, tomando no gargalo, calibrando, beijando, cheirando, lambendo, de não haver quem quisesse se desvencilhar do precipício. Justo eu um arolas franzino, quebra-freios, todo gamela, birrento, pimponete com a domingueira em dia, com a soberba machista da adolescência, beldroega ancho com aquilo, sem oficio nem benefício, o raio da celebrina dum graveto de gente, todo lambaio, exaltado, danou-se! É hoje! Medroso para não cair em alrotaria pelo flagra em local indevido, nossa! Perdi as estribeiras! Mas ela peitou, pegou no bico da chaleira-quente, aguentou o repuxo e me expôs o seu paladar, mordendo com os lábios, mastigando carinhosamente, inferindo, salivando, de alcançar sua abóbada palatina, por todos os cantos, eu morrendo, sapequei: - Isso tá bão demais de ótimo! E ela só felando gostosamente! Isso é que era milagre! Enquanto segurava meu pênis com uma das suas mãos, ela se alisava com a outra e parecia que ia se levantar de tão agitada, quando sussurrei: - Bota pra cá o agasalha-rola, vai! Vou te enfiar o meu pé-de-mesa! Hum... ela lambeu os lábios demonstrando uma carinha de anja safada doida pela foda, se remexendo que só, ficando de quatro e se apoiando na bacia sanitária mostrando aquela lindeza de bundinha. - Isso não é bunda, é uma verdadeira obra de arte! -, disse eu então empolgadíssimo com aquele pódice para lá de maravilhoso. Não podia ser diferente, com aquela belezura toda pronta para ser servida na minha frente, não fiz por menos, encanguei-me naquela garupa e quase estrompo a moça, todo malicioso e inclemente, enfiando até topar no canto. E tome e tome e tome e tome, vuque-vuque da porra, ela gemendo, se esgoelando, eu pior ainda, quanto mais eu enfiava mais ela requebrava gemente pedindo mais e mais e mais, enlouquecidos e ensopados de suor, mais caprichava nas estocadas, empurrando firme até que, em uníssono, gozamos agoniado. Esporrei tudo, ela urrava de prazer, enquanto molhávamos de suor e resfolegávamos satisfeitos, cansados, felizes. Ali, desfalecemos de prazer. Era a surpresa mais maravilhosa que já havia sentido até aquele momento da minha vida. Ela com a carinha mais linda foi deslizando pela parede até sentar-se no piso. Imitei-lhe e fiquei fitando sua beleza taful: era a glória de Deus! Fitamo-nos um tempão, até que, lá para as tantas, ela me disse: - Muito prazer, rola-doce! - Prazer é meu, boceta-gostosa -, respondi-lhe. Nisso, batem na porta, silenciamos e não nos mexemos. Ficamos algum tempo ali, trancados, silentes. A tesão já dava sinal de vidas. - Adoro foder em lugares assim, aperreados -, falou-me com seu jeito safado. - Também -, assenti.  - Vamos vasculhar outro lugar assim? -, surpreendeu-me com jeito putinha safada. - Agora? -, perguntei mais abestalhado que nunca. – Sim, bocó! -, assentiu. - Vamos. Quando não ouvimos mais nenhum barulho, saímos de mãos dadas e negociamos nossos quereres nas noites perdidas, achadas, desencontradas até o fim do nosso idílio no meio duma ressaca das brabas. © Luiz Alberto Machado. 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 Curtindo o álbum Amor amigo – canta Milton (Lua Music, 2008), da cantora e compositora Alaíde Costa.

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DESTAQUE:FLORBELA ESPANCA
Passam no teu olhar nobres cortejos,
Frotas, pendões ao vento sobranceiros,
Lindos versos de antigos romanceiros,
Céus do Oriente, em brasa, como beijos,
Mares onde não cabem teus desejos;
Passam no teu olhar mundos inteiros,
Todo um povo de heróis e marinheiros,
Lanças nuas em rútilos lampejos;
Passam lendas e sonhos e milagres!
Passa a Índia, a visão do Infante em Sagres,
Em centelhas de crença e de certeza!
E ao sentir-se tão grande, ao ver-te assim,
Amor, julgo trazer dentro de mim
Um pedaço da terra portuguesa!
O teu olhar, do livro A mensageira das violetas (L&PM, 1999), da poeta portuguesa Florbela Espanca (1894-1930). Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da escultora francesa Camille Claudel (1864-1943).
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: Espaço em branco entre quatro paredes, da escultora, gravadora e desenhista Tatiana Grinberg.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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O ESPADACHIM DO CANAVIAL – Imagem do artista plástico João Gonçalves - O que Zedonho tinha de ocrídio, tinha de trabalhador. Pense num su...