quarta-feira, novembro 23, 2016

MIL SONHOS NA CABEÇA E O AMANHÃ NAS MÃOS


MIL SONHOS NA CABEÇA E O AMANHÃ NAS MÃOS - Imagem: Sunrise, by Gary Jackson - A cada amanhecer destranco todas as portas e sou a brisa branda que traz o aurirróseo horizonte na plenitude do dia, pra revolver a terra e semear a labuta na safra da vida. Sujeito a tudo, vou entre júbilos e desprazimentos na inexorabilidade do tempo. Supero-me, todos os desafios, esgares e má vontade. Alguns não se realizam no labor e o pior é a submissão: nunca o que sonhara ou quisera. Janelas fechadas, difíceis de abri-las. Dá-se ao infeliz atrapalho: gosto ruim no maná dos outros. Ah, existe gente pra tudo, eu que não sabia, como se não tivesse decorado o texto, sempre retardatário. Tinha dessas coisas e outras. Em legítima defesa: foda-se o texto, não ia rolar mesmo. Pulei pra outra, ficou pra depois noutros pinotes. Na sorte: o que tinha de ser, foi; o que não, será. Estar vivo e não ter que avaliar o que é devido ou não, o que se julga ou atribui. Cada um só paga o que tem de garrafa pra vender, o mais só presunções, fidalguia de enrolão. Sempre soube que a bola não corre por conta própria e não tenho nada mais além dos meus pensamentos. Sou o que penso. Se o que vejo são coisas embaraçosas, redundam violências, ludíbrios, impertinências, efeitos do que pensam os outros. Eu penso e tenho o coração disposto ao perdão. Sou feliz ou quase com o que sou e tenho, pelo menos. Na verdade, possuo mais do que mereço e me despi de todas as vaidades. Sou grato pelo que vivi e vivo. Sou apenas o que sou: por tudo e por todos. O que passei, sempre digo: lições inestimáveis. Em paz com o passado e disposto sempre a pagar por quaisquer erros cometidos, pro futuro me dou hoje: faço agora o que espero amanhã. É quando no final da tarde, aquela sensação da satisfação dos deveres, de missão cumprida, pronto pra próxima, refeito a cada dia, renasço do que fui. Fiz o que tinha que ser feito, face severa, cansaço. É no crepúsculo que se ensaia um novo dia. © Luiz Alberto Machado.. Veja mais aqui

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DESTAQUE: JOÃO CABRAL DE MELO NETO
O mar soprava sinos
Os sinos secavam as flores
As flores eram cabeças de santos.
Minha memória cheia de palavras
Meus pensamentos procurando fantasmas
Meus pesadelos atrasados de muitas noites.
De madrugada, meus pensamentos soltos
Voaram como telegramas
E nas janelas acesas toda a noite
O retrato da morta
Fez esforços desesperados para fugir.
Noturno, extraído do livro Pedra do sono (Autor, 1942), do poeta e diplomata João Cabral de Melo Neto (1920-1999). Veja mais aqui, aqui e aqui.

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