sexta-feira, setembro 02, 2016

MAIS QUE TUDO O AMOR



MAIS QUE TUDO O AMOR (Imagem: foto da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez.) – Mais que o céu ela me deu o abrigo infinito de sua alma materna, maior que a imensidão de todos os tesouros da Terra no ventre e a me cercar com toda a grandeza de sua terna altivez emoldurada na assimetria de seu corpo de deusa a esbanjar altaneira sua benignidade mais natural a cada entrega, a me premiar como a um mortal predileto escolhido entre os seres humanos. Mais que o dia ela me deu seu sorriso refulgente, a me dá a alegria de toda espécie vivente em festa de cascatas de rios com todos os riachos, lagos e lagoas em confluência, para florescer todos os pomares na fartura dos dotes e em revoada de tudo que leve voa e levita por todos os campos, ares e vales, como se de súdito me fizesse depositário de todo seu reinado. Mais que a noite ela me deu duas luas no plenilúnio luzidio de todas as estrelas brilhando no olhar, para que eu pudesse me fartar com todos os sabores da natureza íntima do seu ser e mais nada escurecesse o espetáculo e maravilha de cada recanto do mundo encarnado em cada detalhe de sua compleição corporal. Mais que a vida ela me deu o amor mais que imenso brotando de todas as brisas com todos os aromas e pétalas de rosas que emanam do seu coração amante para que eu fosse envolvido no mais profundo e eterno sentimento de paz e felicidade. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.


Curtindo o álbum Expression (Croatia Records, 2012), da violoncelista croata Ana Rucner.

PESQUISA: 
Todas as nossas idéias sobre a vida devem ser retomadas numa época em que nada adere mais à vida. E esta penosa cisão é a causa de as coisas se vingarem, e a poesia que não está mais em nós e que não conseguimos mais encontrar nas coisas reaparece de repente, pelo lado mau das coisas; nunca se viram tantos crimes, cuja gratuita estranheza só se explica por nossa impotência para possuir a vida. Se o teatro é feito para permitir que nossos recalques adquiram vida, uma espécie de poesia atroz expressa-se através dos atos estranhos em que as alterações do fato de viver demonstram que a intensidade da vida está intacta e que bastaria dirigi-la melhor.
Trecho extraído da obra O teatro e seu duplo (Martins Fontes, 1993), do poeta, ator, dramaturgo e diretor de teatro francês Antonin Artaud (1896-1948). Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

LEITURA 
Não se pode viver toda uma vida com uma língua, puxá-la da esquerda para a direita, explorá-la e procurar em seus cabelos e em seu ventre. [...] O uso da língua, assim como o da pele e da roupa sobre o corpo, com suas mangas, seus remendos, suas transpirações e suas manchas de sangue ou suor, revela o escrito. Isto tem um nome: é o estilo.
Trecho extraído da obra Confesso que vivi (Difel, 1978), do poeta chileno e Prêmio Nobel de Literatura de 1971, Pablo Neruda (1904-1973). Veja mais aqui.

PENSAMENTO DO DIA: LE LABOURER DE VIN BOIT SOUVENT EAU
Quem faz o vinho, muita vez bebe água.
Expressão extraída da obra Notables enseignements, adages et proverbes, do poeta e dramaturgo francês Pierre Gringore (1475-1538), rifão que adverte que quem faz uma coisa para comercio ou para uso de terceiros, muitas vezes dele se priva. Corresponde ao dito popular casa de ferreiro, espeto de pau ou ao provérbio francês os sapateiros são sempre os mais mal calçados.

IMAGEM DO DIA; 
A arte do fotógrafo Daniel Ilinca.

Veja mais sobre Nascente & Beto Guedes, Théophile Gautier, Werner Herzog, Séraphine Louis, Pequeno Cidadão, Educação Ambiental, A mulher que veio do ovo, Psicodrama nas instituições & Egid Quirin Asam aqui.

E mais: Walter Benjamim, Sandie Shaw, Luís da Câmara Cascudo, Têmis, Marie Dorval, José Roberto Torero, Patrícia Melo, Iracema Macedo, Julia Bond & Ísis Nefelibata aqui.

DESTAQUE
de fora pra dentro: na pracinha duas menininhas de mãos dadas namoravam as passarinhas arrulhavam os passarinhos lamentavam a má sorte. inveja mata. gatos cachorros vagabundos proliferam nas ruas dormem sob as marquises tomam banho de sol no centro do coreto e trepam entre as rodas dos carros estacionados. eles são felizes. eu queria ser. o ciclista mandou o motorista à merda o motorista fechou o ciclista no cruzamento entre a rua tal e a avenida principal o ciclista caiu o motorista descarregou seu 'tresoitão' a esmo...
Considerações de uma passante ao acaso, da poeta, advogada e blogueira Mariza Lourenço. Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
___nem mesmo as águas de um lago refrescam da minha carne o desejo___olho de fogo a me queimar noite e dia santificando o amor que te reconhece amante nos vales situados por entre as minhas coxas. Eis-me aqui, vestal desnuda a querer-te, das mãos_____as carícias obscenas a contornar os meus seios, e a repartir o meu corpo em fogo e brasa no plenilúnio da lua nua. Eis-me aqui, cativa sua a espojar-te as carnes e banhar-me em tuas águas a bendizer-te o falo, cintilante de todos os matizes guardando em si, a nobreza do teu prazer ah, essa tortura de mais querer-te por dentro de mim açoitando-me com sua língua até que ao gozo meu corpo seja rendido e submissa ao teu desejo____eis- me aqui, sou sua e mesmo presa nessa dor de amor ainda assim, minh'alma beija a sua alma no estertor de mais um gozo___enfim.
Dor de amor, poema/imagens: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez.
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.

SKARMETA, MICHELET, ALDA LARA, IBERÊ CAMARGO & PANELAS

A PROFESSORA & A FESTA DO ESPALHAFATO - Acordei com uma surpresa: Carma estava ao meu lado, brincando com um Mané-Gostoso: - Cadê o me...