domingo, agosto 14, 2016

MINHA NOSSA, QUANTA POLUIÇÃO!!!


MINHA NOSSA, QUANTA POLUIÇÃO!!! – Pronde me viro, não tem saída: é só sujeira. Parece mais que não fazemos outra coisa senão fabricar mais bosta! Sim, além de Fabos, aumentamos a merda na maior fedentina. É porqueira demais na patriamada: estrume das cagadas ministeriais, esterco e descartes industriais, detritos hospitalares, despejos comerciais, resíduos domésticos, pornografia, fotografias, glamour, celebridades e grifes; pastiche, sirenes, motores; odores, esgotos, monturos; nascituro, excrementos e venenos; escapamentos, políticos e reputações; medicações, imundícies e bulas; medula, rótulos e manuais de instruções; evacuações, santinhos e novenas; legislações, bisnagas e cachetes; maquetes, roldanas e utensílios; supercílios, bótons e chavões; escoriações, colchetes e simpatias; aleivosias, modas e tolotes; brebotes, imundícies e bagas; pragas, tampas e roscas, toucas, logomarcas e ligas, intrigas, parafusos e arruelas, sequelas, honras e cadarços, bagaços, arames e pantins; panelinhas, maleitas e molambos; escambos, catotas e tacos, pitacos, chacotas e retalhos, paspalhos, cunhas e perebas, amebas, fardos e tocos, cotocos, cabaços e bombons, cupons, pregas e arreatas, sapatas, maleitas e metralhas, gentalha, trapos e lajotas, pirocas na bandeja do congresso, começo a jogar pulha na rata, as latas, picotes e coletes, colchetes, odores e fivelas, favelas, cabides e arengas, merendas, tranqueiras e chués, babéis na tuia dos trejeitos, confeitos de bosta a granel, presilhas pra cus e bocetas, capetas de afanagens e surrupios, corrupios de costelas ineivadas, macacadas de trejeitos oficiais, ai Brasil, Breazil, da minha mãe e da puta que o pariu! Um discurso no parlamento e um papel higiênico usado, a gestão de um prefeito e um absorvente jogado, um bueiro de usina na Câmara de Vereadores, o lixão e a Assembleia Legislativa, um depósito dos dejetos nucleares e os laços entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Tudo lixo, lixo na terra, na água, no ar, lixo, lixo, lixo! Onde é que vamos parar? Que não seja na esterqueira de um golpe, nem na alfurja da injustiça, nem na lixeira da impunidade. Se a canoa não virar, olé, olé, olá! Entrando por uma perna de pinto e saindo por uma perna de pato, a vida não é novela pra ter só final feliz; um dia atrás do outro e o empeno só quebra nas costas do infeliz! Pelo menos uma boa parcela da população brasileira está bem acordada e persevera pro filme não reprisar, oxalá – do jeito que vai, ninguém sabe; infelizmente, o resto do nosso povo ainda vai na conversa pra boi dormir das manchetes teleguiadas! E vamos aprumar a conversa & tataritaritatá! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aquiaqui.


Curtindo cd/dvd Symphony - Live In Vienna (2009), do concerto ao vivo da atriz e cantora soprano inglesa Sarah Brightman, oriundo do seu álbum homonimo,

PESQUISA: A TEIA DA VIDA
[...] Nos ecossistemas, a complexidade da rede é uma consequência da sua biodiversidade e, desse modo, uma comunidade ecológica diversificada é uma comunidade elástica. Nas comunidades humanas, a diversidade étnica e cultural pode desempenhar o mesmo papel. Diversidade significa muitas relações diferentes, muitas abordagens diferentes do mesmo problema. Uma comunidade diversificada é uma comunidade elástica, capaz de se adaptar a situações mutáveis. No entanto, a diversidade só será uma vantagem estratégica se houver uma comunidade realmente vibrante, sustentada por uma teia de relações. Se a comunidade estiver fragmentada em grupos e em indivíduos isolados, a diversidade poderá, facilmente, tornar-se uma fonte de preconceitos e de atrito. Porém, se a comunidade estiver ciente da interdependência de todos os seus membros, a diversidade enriquecerá todas as relações e, desse modo, enriquecerá a comunidade como um todo, bem como cada um dos seus membros. Nessa comunidade, as informações e as idéias fluem livremente por toda a rede, e a diversidade de interpretações e de estilos de aprendizagem — até mesmo a diversidade de erros — enriquecerá toda a comunidade. São estes, então, alguns dos princípios básicos da ecologia — interdependência, reciclagem, parceria, flexibilidade, diversidade e, como consequência de todos estes, sustentabilidade. À medida que o nosso século se aproxima do seu término, e que nos aproximamos de um novo milênio, a sobrevivência da humanidade dependerá de nossa alfabetização ecológica, da nossa capacidade para entender esses princípios da ecologia e viver em conformidade com eles.
Trecho extraído da obra A teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos (Cultrix, 1997), do físico e escritor austríaco Fritjof Capra, propondo a visão de uma interligação ecologica de todos os eventos que ocorrem na Terra. Veja mais aqui e aqui.

LEITURA
Eles não sabem que o sonho / é uma constante da vida / tão concreta e definida / omo outra coisa qualquer, / como esta pedra cinzenta / em que me sento e descanso, / como este ribeiro manso / / rm serenos sobressaltos, / como estes pinheiros altos / que em verde e oiro se agitam, / como estas aves que gritam / em bebedeiras de azul. / Eles não sabem que o sonho / é vinho, é espuma, é fermento, / bichinho álacre e sedento, / de focinho pontiagudo, / que fossa através de tudo / num perpétuo movimento. / Eles não sabem que o sonho / é tela, é cor, é pincel, / base, fuste, capitel, / arco em ogiva, vitral, / pináculo de catedral, / contraponto, sinfonia, / máscara grega, magia, / que é retorta de alquimista, / mapa do mundo distante, / rosa-dos-ventos, Infante, / caravela quinhentista, / que é Cabo da Boa Esperança, / ouro, canela, marfim, / florete de espadachim, / bastidor, passo de dança, / Colombina e Arlequim, / passarola voadora, / pára-raios, locomotiva, / barco de proa festiva, / alto-forno, geradora, / cisão do átomo, radar, / ultra-som, televisão, / desembarque em foguetão / na superfície lunar. / Eles não sabem, nem sonham, / que o sonho comanda a vida. / Que sempre que um homem sonha / o mundo pula e avança / como bola colorida / entre as mãos de uma criança.
Pedra filosofal, poema extraído da obra Movimento perpétuo (1956), do poeta e professor português António Gedeão (1906-1997), poema este que se tornou hino e bandeira da resistência contra a ditadura.

PENSAMENTO DO DIA:
[...] nós, os seres vivos, somos sistemas autopoéticos moleculares, indicando que o que nos define como a classe particular de sistemas auopoiéticos que somos, isto é, o que nos define como seres vivos, é que somos sistemas auopoiéticos moleculares, e que entre tantos sistemas moleculares diferentes, somos sistemas autopoiéticos.
Trecho extraído da obra De máquinas e seres vivos – autopoiese: a organização do vivo (Artmed, 2002), do neurobiólogo chileno e criador da teoria da autopoiese e da biologia do conhecer, Humberto Maturana, e do biólogo e filósofo chileno Francisco Varela (1946-2001). Veja mais aqui, aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA: 
A arte do fotógrafo Stefan Kuhn.

Veja mais sobre Nascente Poético, Konstantínos Kaváfis. Herança de si mesmo de Raumsol, O Panchatantra, Patti Austin, Ingrid Koudela, Jonathan Glazer, Mário Villares Barboza, Scarlett Johansson & Ana Pirolo aqui.

DESTAQUE
A arte da artista visual Kézia Talisin.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Nude Woman – da artista plástica Patricia Awapara.
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra – The Peace Project by The Whole
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.



SKARMETA, MICHELET, ALDA LARA, IBERÊ CAMARGO & PANELAS

A PROFESSORA & A FESTA DO ESPALHAFATO - Acordei com uma surpresa: Carma estava ao meu lado, brincando com um Mané-Gostoso: - Cadê o me...