domingo, julho 31, 2016

SÓ A POESIA TORNA A VIDA SUPORTÁVEL


SÓ A POESIA TORNA A VIDA SUPORTÁVEL - Tudo nasce do amor, tudo é fruto do amor. Todos nós nascemos por um ato de amor: do olhar às carícias, do gozo ao embrião, da prenhez ao parto. É o amor a essência de tudo. O amor conduz à poesia: a poesia da vida, das coisas, de tudo. Há poesia em cada ato, gesto, realização: a poesia da Natureza, a poesia do design das máquinas, a poesia da moda, a poesia da culinária, há poesia em tudo. E nela a descoberta e o sentimento, o olhar penetrante a visualizar nas essências os seus antecedentes, as suas consequências: a compreensão dos caminhos nas linhas das mãos, a impressão digital, o caleidoscópio, o Aleph, as entrelinhas, os sutis detalhes do perceptível e as pistas do oculto, os interstícios, as sinapses, o dito e o inaudito, o belo e o doloroso, o suntuoso e o miserável, o mínimo de nada, o habitável e o ermo, um pingo da chuva, uma gota de água, um grão de areia; o guizo da cobra, o que se identifica e o desfocado, o calor humano e as intenções, a franja na testa e o segredo das saias, as surpresas da esquina, a memória da pedra, a sede do peixe, as peçonhas e os antídotos, o elixir, as nanocoisas, o que é e o que não é. Cada coisa, por mínima que seja, tem sua razão de existir e ser, nada há por acaso. Evidente que nas ações humanas há poesias maiores e expressivas, como as menores e descabidas: depende dos propósitos e da consciência de se cometê-la. Independente disso, ela é ubíqua, em todo momento e lugar: viver não basta, só a poesia torna a vida suportável. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


Imagem: a arte do pintor húngaro Károly Lotz (1833-1904).

Curtindo o álbum The Fire (2013), da cantora maltesa Ira Losco.

PESQUISA:
As obras criativas que circulam no interior dos sistemas informacionais do nosso tempo cada vez mais confirmam a identificação da poética contemporânea com o seu processo semiótico em si, independente das limitações da língua. A sua principalidade é desenvolver como sêmia (linguagem especifica) núcleos de invenção funcionando na articulação da ciência comunicacional da Semiologia. Assim, uma poética pode aparecer nocinema, nas artes gráficas, num objeto-poema, num ambiente, num ato conteudizante. [...].
Trecho extraído da obra Por uma vanguarda nordestina (Fundação José Augusto, 1976), do poeta multimídia internacional Anchieta Fernandes.

LEITURA
Na adolescência eu queria escrever poemas eternos. / Poemas que não envelhecessem. / Aspirava os pensamentos abstratos, as ideias transcendentes, / jogava palavras como anzóis atrás de uma baleia azul. / Eu queria a estação permanente dos fatos, / aquela zona de mistério que transforma os acontecimentos / em reflexos cíclicos / de uma realidade essência. / Eu desprezava a transitoriedade, dava-me engulhos o trivial, / pousava meu dente na polpa indizível da transcendência. / Hoje eu pouso o coração da poesia na bandeja das coisas que passam, / eu sei que, como todas as civilizações, / a nossa tem um fim, e já durou demais. / Eu sinto o cheiro de seu sangue congelado, / adivinho o pus acumulado sob sua pele túrgida. / Sei que seremos de repente uma sobrevivência arqueológica. / Porisso não ambiciono mais, para o meu poema, esta imaginária / duração, / esta idade virtual com pés de efêmero tato. / Não desejo para o gênero humano poemas capazes de sobreviver / à sua legítima história, / mergulho no cotidiano com um alívio e uma surpresa que me renovam / a vida. / Não quero mais fazer poemas que não se am tributo do instante, / quero tocar o perecível e segurar entre os dedos sua respiração / oscilante. Faço poemas transitórios e fugazes. / Os poemas eternos eu deixo para a vida eterna.
Poema Arte Poética, extraído da obra Estado de Choque: a poesia de Walmir Ayala (Galeria Parnaso/Massao Ohno, 1980), do poeta, teatrólogo, romancista e critico de arte Walmir Ayala (1933-1991).

PENSAMENTO DO DIA:
[...] Cada dia, um maior número de pessoas no mundo inteiro toma conhecimento de que a aventura do homem, em que pese a sua aparente diversidade, é uma só, e que um maior número de pessoas assume a responsabilidade de participar dela. A arte é uma dessas formas de participação.
Trecho extraído da obra Vanguarda e subdesenvolvimento: ensaios sobre arte (Civilização Brasileira, 1984), do premiado e aplaudidíssimo poeta, crítico de arte, tradutor e ensaísta maranhense Ferreira Gullar. Veja mais aqui, aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
A arte bruta do pintor e escultor francês Jean Dubuffet (1901-1985).

Veja mais sobre Zine Nascente Poético, John R. Searle, Bob Dylan, Ignácio de Loyola Brandão, Antonio Machado, Fernando Arrabal, Emir Kusturica, Nataša Tapušković & Lil Dagover aqui.

DESTAQUE:
Pros filmes Que horas ela volta (2015) e Mãe só há uma (2016), da premiada roteirista e diretora de cinema e televisão Anna Muylaert.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Reclining nude female (2015), do artista plástico, fotógrafo e escultor estadunidense Michael Mapes.
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra – Peace on Earth
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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sábado, julho 30, 2016

AS OLIMPÍADAS DO BIG SHIT BÔBRAS


AS OLIMPÍADAS DO BIG SHIT BÔBRAS - Doro, como sempre, tem das suas. Aproveitando o embalo do momento, ele resolveu convocar o povaréu para mais uma de suas invencionices: as olimpíadas de Alagoinhanduba. Pronto, lá vem trupé! É cada uma! A novidade correu frouxa que só a má notícia e, nem cinco minutos depois que abriu a boca, já tinha uma fila do tamanho do mundo pra participar. E tudo apressado e aos gritos: - Eu quero! Eu quero! Reunida a mundiça, ele tascou em alto e bom som a abertura das inscrições. De quê mesmo, hem? Sei lá! Ah, quero ver, pode ser coisa do govermo e a gente ganha. Você sabe fazer o que? O que do quê? Esportes, atividades esportivas. Ah, eu sei jogar chimbra, tascar todos os palavrões e engalobo qualquer um que nem nota! Estou falando de esportes, traste! Ah, torço pelo do Recife. Próximo. Sabe o quê? Ah, eu sei atirar pedra, aprumar a conversa e me virar nos cem! Próximo! Assim foi, um por um. Lá pras tantas, a fila aumentando, ele perdendo a paciência. Horas e horas ali tentando descobrir algum talento e nada. Não tinha um da tuia toda que tivesse alguma habilidade esportiva. Aí ele chamou na grande com o megafone: - Gente, olimpíadas esportivas! -, e saiu explicando tintim por tintim. Deu-se a maior confusão: - Ah, isso não! Que porra! Soubesse que era isso nem tinha perdido meu tempo, caraca! Ora, ora, a gente num sabe não! -, gritou um da frente. – Por que num inventa? Democraticamente ele abriu a discusão e, depois de horas corridas e paciência arriada de virar o dia no bate boca, ficou acertada a realização das provas. Tinha que anunciá-las com o devido regulamento. Mas como tudo era zona, foi só anunciar e a populaça na maior torcida: de cuspe a distância, mijada do creu, muque ineivado, arroto amolestado, pulada de fogueira, língua espichada, bucho de mé, cintura de ovo, pingolin ajegado – o pintudo do ano! -, chulé respeitado, frieira danada, gangrena da gota, apetite de verme, pisada fuderosa, tomada na tarraqueta, topada aprumada, rela-bunda, enrola-nego, calo magoado, membro disminliguido, samboque incruado e, não podia faltar, o tradicional pau-de-sebo com algumas adaptações lá não muito connvencionais. – É isso que a gente sabe fazê! Vumo vê quem meió! Resultado: a desgraça estava feita. Doro enganchou os possuídos: - Isso não vai dar certo. E prevendo a bronca, ingicou-se todo, subiu no tamborete e tascou discurso inflado: - Gente desinfeliz das costas ocas! Como aqui no Brasil a gente não tem vergonha na cara mesmo, tudo mantendo a lata na base do óleo de peroba, tá na hora de aprumar a conversa! -, a turma do vuque-vuque na maior corda e apupo, - Com essa melecada toda, melhor a gente deixar algumas recomendações pro exercício do direito de ir e vir. Primeiro: quando sair de casa, nada de liso, levar 20 ou 50 no bolso pro ladrão, que eles, coitados, estão pobres de Jó pela concorrência dos graudões da Patriamada – e rezem pro Temeroso golpista não acabar de arrombar de vez com o restinho do Brasil; pelamordedeus, faço como o governo francês: aviso logo pra ninguém passar vexame nas provas. Segundo: os que não conseguirem ganhar a prova, não fiquem tristes: vão pra igreja rezar, quem sabe um milagre num cai do céu; ou chamem o Bolsonaro ou vão na dos pastores que eles resolvem tudo ou encaminham vocês de vez pros quintos dos infernos. Terceiro: pra identificar bandido, é só seguir as descrições do Lombroso, botou o olho, identificou, está escrito na testa: é! Se achar pouco, que tal abrir uma filial do Hesbollah ou de qualquer dessas fuderosas organizações de terroristas na Brazuca pra de repente você ficar rico e respeitado mais do que os mandões da mão invisível da terrinha, hem? Se alguém ficar mangando de sua derrota, mande tomar no cu ou vá se foder com ele. E se ficar desenturmado, tome cuidado pra não tornar invisível feito esmoler, presos e desgraças alheias. No mais, vou arrumar minha lavagem de pano que eu tenho mais o que fazer, seus porras! (E veja o resultado e quem ganhou o Tolote de Ouro nessas Olimpíadas aqui). © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.


Imagem: a arte do pintor estadunidense Brian Keeler.


Curtindo os álbuns Namah (Musica Slovaca, 2008) com Jon Anderson & The Immanent Velvet (Azyl Records, 2012), do compositor eslovaco Peter Machajdik.

PESQUISA:
Vários agentes causadores de doenças no homem podem ser transmitidos pelos alimentos: produtos químicos (metais pesados, pesticidas); toxinas naturais de plantas e de animais (alcalóides, histamina); vírus (hepatite, poliovírus), parasitas (amebas, helmintos); bactérias patogênicas; fungos toxigênicos. [...] Embora as estatísticas brasileiras sejam precárias, acredita-se que a incidência de doenças microbianas de origem alimentar em nosso país seja bastante elevada. [...].
Trecho extraído do artigo Microrganismos patogênicos de importância em alimentos, escrito por Bernadette D. G. M. Franco e Mariza Landgraf, integrante da obra Microbiologia dos alimentos (Atheneu. 2003), organizado Bernadette Franco e Maria Teresa Destro. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

LEITURA
O poeta declarou que toda criação é tributária de outras / criações no permanente processo de linguagem da poesia / O poeta afirmou que todo criador é tributário de outros no / processo de linguagem da poesia / O poeta se confessou um criador tributário de outros na / linguagem de sua poesia / O poeta não esconde que sua poesia é tributária da linguagem / de outros criadores / O poeta não esconde que sua poesia é influenciada pela / linguagem de outros criadores / O poeta não faz segredo de que se utiliza da linguagem de / outros poetas / O poeta fala abertamente que se apropria da linguagem de / outros poetas / O poeta é um deslavado apropriador de linguagens / O POETA É UM PLAGIÁRIO
Arte de furtar, poema extraído da obra O discurso da difamação do poeta (Summus, 1978), do pesquisador, ensaísta e poeta Affonso Ávila (1928-2012).

PENSAMENTO DO DIA: OS DRAGÕES DO ÉDEN
[...] Vivemos numa época em que nosso mundo se transforma em velcodiade sem precedentes. Embora essas transformações sejam feitas em grande parte por nós mesmo, não podemos ignorá-las. Temos de adaptar, ajustar e controlar, caso contrário pereceremos [...] a rápida e recente evolução da inteligência humana não é apenas a causa, mas também a única solução concebível para os problemas mais sérios que nos afligem. Uma melhor compreensão da natureza e da evolução da inteligência humana pode possivelmente ajudar-nos a encarar de forma inteligente nosso futuro desconhecido e perigoso. [...] Toda a história recente da biologia mostra que somos, até certo ponto, resultado das interações com arranjo extremamente complexo de moléculas; [...] Tem havido, porém, notável progresso na investigação tanto da anatomia comparada do cérebro quanto do comportamento animal e humano [...].
Trecho extraído da obra Os dragões do éden: especulações sobre a evolução da inteligência humana (Francisco Alves, 1980), do astrônomo e biólogo estadunidense Carl Sagan (1934-1996). Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA: RIO 2016

Veja mais sobre Circo Itinerante, John Cage, Aníbal Machado, Mário Quintana, Linguagem e Discriminação, Étienne Souriau, Bernardo Bertolucci, Eliseu Visconti & Eva Green aqui.

DESTAQUE:
Casa do Contador de Histórias, criada pela pela psicóloga Martha Teixeira e o educador José Mauro.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Art by Gray Artus
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra – World Peace
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sexta-feira, julho 29, 2016

ELA, MARÉS DE SIZÍGIA


ELA, MARÉS DE SIZÍGIA (Imagem: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez) - É ela lua nova, maré cheia quando Iaravi da Terra me oferta a abundância de todos os olores, cores, flores, humores, errâncias, para que me seja feita valhacouto de sua altaneira exuberância e eu rio corrente braços abertos sou coração na sua aura e sirvo-me por libação da opulência de todos os seus dotes. É ela lua cheia na preamar de sua magnificente estatura de deidade, quando noturna Freya carregada calipígia me enfeitiça com todos os poderes ubíquos de sua magia clarividente, a me fazer mar revolto rebentando na pedraria com todas as ondas impetuosas do prazer sedento, a avançar invasor inclemente por entre as vagas continentais de sua compleição robusta fenomenal. É nela transversalizada e superposta emergente Freyaravi toda a atração gravitacional nas mais altas dimensões imperceptíveis a me flagrar todo desídia para ser aurígia imantada ao meu comando, qual arquétipo da alteridade na pletora dos antípodas: a união estreita de Soloviev, a comunhão do amor. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.


Imagem: a arte da Privare Colletion Home do escritor e empresário estadunidense James Halperin.

AMANHÃ
Amanhã será um lindo dia, da mais louca alegria
Que se possa imaginar, amanhã redobrada a força
Pra cima que não cessa, há de vingar
Amanhã mais nenhum mistério, acima do ilusório
O astro rei vai brilhar, amanhã a luminosidade
Alheia a qualquer vontade, há de imperar, há de imperar
Amanhã está toda a esperança por menor que pareça
O que existe é pra vicejar, amanhã apesar de hoje
Será estrada que surge, pra se trilhar
Amanhã mesmo que uns não queiram será de outros que esperam
Ver o dia raiar, amanhã ódios aplacados temores abrandados sera pleno.
Curtindo os grandes sucessos do cantor e compositor Guilherme Arantes.

PESQUISA:
Pensamento crítico é o que nos habilita a determinar se nos devamos deixar persuadir que uma afirmação é verdadeira ou que estamos perante um bom argumento; é o que nos capacita também em saber formular bons argumentos.
Trecho extraído do livro Pensamento crítico: o poder da lógica e da argumentação (Ridel, 2011), de Walter A. Carnielli, Richard L. Epstein com Desidério Murcho.

LEITURA
E agora, mulher, / Que soltou seus freios, / Que saiu dos eixos. / E agora, camélia, / Sua carne manchada, / Transada, se salva? / E agora, o pecado / Tão moderno e quente / Vai ter Happy-end? /E agora, mulher, / Você vai poder / Pisar firme e reta? / Borboleta bêbada / De vinho e desejo, / Depois desta entrega. / Depois deste incêndio, / Cadê seu sossego, / Cadê seu roteiro? / E agora, mulher, / Que você aborta, / Que você desbunda. / E que arromba portas / Erguendo um revólver, / E que faz negócios. / E que puxa fumo, / Você desconfia / Que tudo é um gemido? / E agora, mulher, / Nordestina, escória, / Que virou carioca? / Que virou miragem, / Robô, operária, / Puta e favelada? / Tão trivial e exposta / Ao consumo e à sorte / De uma coisa morta?
Poema Mulher, extraído do livro Mulher (FCC, 1981), da premiada poeta e psicóloga Yone Giannetti Fonseca.

PENSAMENTO DO DIA: A PRESUNÇÃO
[...] a presunção de que a qualidade um ato manifesta a da pessoa que o pratiucou; a presunção da credulidade natural, que faz com que nosso primeiro movimento seja acolher como verdadeiro o que nos dizem e que é admita enquanto e na medida em que não tivemos motivo para desconfiar; a presunção do interesse, segundo a qual concluídos que todo enunciado levado ao nosso conhecimento supostamente nos interssa; a presunção referente ao caráter sensato de toda ação humana. As presunções estão vinculadas, em cada caso particular, ao normal e ao verossímil [...]
Trecho extraído do livro Tratado da argumentação: a nova retórica (Martins Fontes, 2000), de Chaïm Perelman e Lucie Olbrechts-Tyteca.

IMAGEM DO DIA: 
The Living Canvas: For the People!, espetáculo apresentado no National Pastime Theater: Art Stripped Down, da trupe Vaudezilla com Urban Jungle, um burlesque que imita um passeio em uma noite quennte usando corpos com uma tela, contando histórias de projetar imagens em formas humanas nuas, coreografado por Derek Van Barham.

Veja mais sobre Zine Nascente Poético, Moacir Santos, Roberto DaMatta, José J. Veiga, Joaquim Cardozo, Alexis de Tocqueville, Louis Jouvet, Bahman Ghobadi & Vilma Caccuri aqui.

DESTAQUE:
silêncio corre até onde os sonhos saem de suas cascas douradas. Na linha do horizonte as folhas secas me distraem e se vestem de cores enfeitando o meu vestido de noiva. E a outra metade da tarde se emborca sobre o ventre e anoitece enquanto escolho outro caminho, o vento vai levando um tranquilo olhar a embalar o sorriso do poeta em mil pedaços de estrelas azuis nos meus olhos/céu.
Infinito olhar de poeta, poema/imagens: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor Tom Pks Malucelli.
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Mother Earth, body painting by Time Honored Desins.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja aqui e aqui.



JAMES JOYCE, DELEUZE, JOAQUIM CARDOZO, AGAMBEN, RODOLFO AMOEDO, ARRIGO BARNABÉ & VÂNIA BASTOS, LUCIAH LOPEZ, NA ERA DO RADIO & BEZERROS

COMEÇAR, RECOMEÇAR & DOIS MILHÕES DE BEIJABRAÇÕES - Imagem: foto de Alexandre Buisse – A vida pra ser vivida é feita de ação, movimen...