sexta-feira, janeiro 08, 2016

PAGU – PATRÍCIA GALVÃO & TODO DIA É DIA DA MULHER

PAGU - A escritora, diretora de teatro, desenhista, jornalista, militante comunista e musa do Modernismo brasileiro, Patrícia Galvão, ou simplesmente Pagu (1910-1962), foi a primeira mulher presa por motivações políticas no Brasil. Filha do advogado e jornalista Thiers Galvão de França e de Adélia Rehder Galvão, era ela a Zazá, a terceira de quatro irmãos de uma família conservadora e tradicional, extravagante e avançada para os padrões do seu tempo, fumando, usando blusas transparentes, cabelos curtos e falando palavrões. Em 1925, passou-se a assinar como Patsy, colaborando no Brás Jornal, passando a integrar o movimento antropofágico de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. Passando a se chamar Pagu, depois de um poema que lhe foi dedicado pelo poeta Raul Bopp, ela tornou-se o pivô de um escândalo que casou a separação de Tarsila e Oswald, quando este casa-se com ela e entram para a militância do Partido Comunista Brasileiro. Foi presa em 1931 ao participar da organização de uma greve de estivadores em Santos, sendo esta a primeira das vinte e três prisões a que fora submetida durante toda a sua vida. Abandonando tudo, resolve ela fazer uma viagem pelo mundo em 1933, quando publica o romance Parque Industrial, sob o pseudônimo de Mara Lobo. Em 1935 foi presa em Paris como comunista estrangeira, com identidade falsa e repatriada para o Brasil. Ao se separar do marido, retoma as atividades de jornalista, quando foi presa e torturada por cinco anos pelas forças da ditadura de Getúlio Vargas. Em 1940, sai da prisão e rompe com o Partido Comunista, defendendo o socialismo trotskista e integrando A Vanguarda Socialista. Casa-se novamente e lança o seu romance A Famosa Revista, escrito em parceria com o marido Geraldo Ferraz. Em 1952, depois de freqüentar a Escola de Arte Dramática de São Paulo, apresentou seus espetáculos de teatro de vanguarda, traduzindo A Cantora Careca, de Ionesco, Fando e Liz, de Fernando Arrabal, e poemas de Guilhaume Apollinaire, incentivando a carreira do jovem ator e dramaturgo à época, Plinio Marcos e do compositor Gilberto Mendes. Acometida com um câncer, tentou suicídio depois de uma cirurgia malograda em Paris. Durante sua trajetória artística adotou o pseudônimo de King Shelter para seus contos policiais, traduzindo obras de James Joyce e Octávio Paz. Ela foi tema de um filme de Carla Camuratti e dois documentários, além de ser homenageada em uma canção de Rita Lee e Zélia Duncan. Veja mais aqui e aqui.


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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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TODO DIA É DIA DA MULHER – Dando continuidade na campanha Todo dia é dia da mulher, trazemos hoje as homenageadas do mês de abril 2015.

DORA 
                                               KAREN HORNEY
NANA 

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