quinta-feira, novembro 12, 2015

MANGUABA, PSICOLOGIA & CONTAÇÃO DE HISTÓRIA, FLIMAR, NITOLINO & FLIMARZINHA!!!


VAMOS APRUMAR A CONVERSA? A MANHÃ DE MADALENA NA MANGUABA– É lindo ver o amanhecer nas paragens de Pilar ouvindo “Ontem vim de lá do Pilar com vontade de ir por aí”, fitando do alto do cruzeiro a lagoa Manguaba, acompanhando seu transcurso até a foz lá pras bandas do Francês, da terra de Madalena; É lá que pego a viola e canto: Manguaba lagoa, banhei-me lá de cetro e coroa só pra reinar no jugo momesco com meu parentesco das águas do mar. Manguaba nascente, vou navegar até o poente do carnaval, com vinco, adereço, sem ter endereço nem onde acabar. Vai ser o batismo do bagre decente, de são e doente, sem cor ou rival, Manguaba da gente banha docemente o povo de cá. Manguaba que banha a terra, a semente que faz diferente outro dia igual, Manguaba é que sente as dores da gente da Chã e do Pilar. Veja mais aqui.


CONVERSAS EM PSICOLOGIA: CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS – Aconteceu nesta quarta-feira, no auditório de Direito, do Centro Universitário Cesmac, Conversa em Psicologia: contação de histórias, promoção do Centro Academico de Psicologia Martin-Baró (Capsi), com o psicólogo, psicoterapeuta e professor Afonso Henrique Fonseca Lisboa, e com a psicóloga doutora em Letras e Linguística, Daniela Botti da Rosa. Na ocasião o professor Afonso Fonseca Lisboa palestrou sobre a temática na perspectiva existencial-fenomenológica, enquanto a professora Daniela Botti abordou o assunto sob a perspectiva da psicanálise. Veja mais aqui, aqui e aqui.

INSTITUIÇÃO, PODER E VIDA – No livro Em busca de vida: da terapia centrada no cliente à abordagem centrada na pessoa (Summus, 1983), encontro o artigo Instituição, poder e vida, ou da transação fascinada com a vida, de Afonso Henrique Fonseca, do qual destaco o trecho: Na condição do ser vivo, é fascinante o paradoxo entre a fragilidade e a incrível capacidade para a atualização e ampliação de potencialidades e para a reprodução. Fragilidade e um incrível potencial para exercer-se, criar-se e criar infinita e ininterruptamente. [...] O processo permanente de atualização e expansão de seus potenciais construtivos ocupa todos os espaços da atividade e da existência dos seres vivos. Cada ato, cada esforço de busca, cada realização é um fugaz, mas indissociável, momento o exercício de uma determinada tendência que gerou e gera o que somos e o universo em que temos existido. [...]. Veja mais aqui e aqui

ESSA NEGA FULÔ – A obra do médico, escritor, tradutor e pintor Jorge de Lima (1893-1953), é uma das mais representativas da literatura brasileira. Entre as suas principais obras, destaco o poema Essa Nega Fulô: Ora, se deu que chegou / (isso já faz muito tempo) /no bangUê dum meu avô / uma negra bonitinha, / chamada negra Fulô./ Essa negra Fulô! Essa negra Fulô! / Ó Fulô! Ó Fulô! / (Era a fala da Sinhá) / — Vai forrar a minha cama / pentear os meus cabelos, / vem ajudar a tirar / a minha roupa, Fulô! / Essa negra Fulô!/ Essa negrinha Fulô! / ficou logo pra mucama / pra vigiar a Sinhá, / pra engomar pro Sinhô! /Essa negra Fulô! / Essa negra Fulô! / Ó Fulô! Ó Fulô!/ (Era a fala da Sinhá) / vem me ajudar, ó Fulô, / vem abanar o meu corpo / que eu estou suada, Fulô! / vem coçar minha coceira, / vem me catar cafuné, / vem balançar minha rede, / vem me contar uma história, / que eu estou com sono, Fulô!/ Essa negra Fulô! / "Era um dia uma princesa / que vivia num castelo / que possuía um vestido / com os peixinhos do mar. / Entrou na perna dum pato / saiu na perna dum pinto / o Rei-Sinhô me mandou / que vos contasse mais cinco"./ Essa negra Fulô! / Essa negra Fulô! /Ó Fulô! Ó Fulô! / Vai botar para dormir / esses meninos, Fulô! / "minha mãe me penteou / minha madrasta me enterrou / pelos figos da figueira / que o Sabiá beliscou". / Essa negra Fulô! / Essa negra Fulô! / Ó Fulô! Ó Fulô! / (Era a fala da Sinhá / Chamando a negra Fulô!) / Cadê meu frasco de cheiro / Que teu Sinhô me mandou? / — Ah! Foi você que roubou! / Ah! Foi você que roubou! / Essa negra Fulô! / Essa negra Fulô! / O Sinhô foi ver a negra / levar couro do feitor. / A negra tirou a roupa, / O Sinhô disse: Fulô! / (A vista se escureceu / que nem a negra Fulô)./ Essa negra Fulô!/ Essa negra Fulô! / Ó Fulô! Ó Fulô! / Cadê meu lenço de rendas, / Cadê meu cinto, meu broche, / Cadê o meu terço de ouro / que teu Sinhô me mandou? / Ah! foi você que roubou! / Ah! foi você que roubou! / Essa negra Fulô! / Essa negra Fulô!/ O Sinhô foi açoitar / sozinho a negra Fulô. / A negra tirou a saia / e tirou o cabeção, / de dentro dêle pulou / nuinha a negra Fulô./ Essa negra Fulô! / Essa negra Fulô!/ Ó Fulô! Ó Fulô! / Cadê, cadê teu Sinhô / que Nosso Senhor me mandou? / Ah! Foi você que roubou, / foi você, negra fulô? / Essa negra Fulô! Veja mais aqui.

PAZ PELA PAZ – O cantor, compositor e instrumentista Nando Cordel possui uma trajetória de sucesso, tendo suas canções gravadas nas vozes de Elba Ramalho, Maria Bethânia, Zizi Possi, Fafá de Belém, Ivete Sangalo, entre outros. De sua vasta obra destaco Paz pela Paz: A paz do mundo / Começa em mim / Se eu tenho amor, / Com certeza sou feliz / Se eu faço o bem ao meu irmão, / Tenho a grandeza dentro do meu coração / Chegou a hora da gente construir a paz / Ninguém suporta mais o desamor / Paz pela paz - pelas crianças / Paz pela paz - pelas florestas / Paz pela paz - pela coragem de mudar. / Paz pela paz - pela justiça / Paz pela paz - a liberdade / Paz pela paz - pela beleza de te amar. Paz pela paz - pro mundo novo / Paz pela paz - a esperança / Paz pela paz - pela coragem de mudar. / Paz pela paz - pela justiça / Paz pela paz - a liberdade / Paz pela paz - pela beleza de te amar.

VI FILMAR – Teve inicio nesta quarta feira, a abertura solene da VI Festa Literária de Marechal Deodoro (FLIMAR), que se realizará até o próximo dia 15 com destaque nesta edição, para a literatura de Jorge de Lima e a música de Nando Cordel. No evento acontecerão palestras, oficinas, debates, mesas redondas, entre outras realizações. 

NITOLINO NA FLIMARZINHA – Em cima da hora e quase no apagar das luzes, a Secretaria de Educação de Marechal Deodoro anuncia que hoje haverá apresentação do Nitolino na Flimarzinha nos horários da manhã e da tarde, com a temática da literatura de Jorge de Lima e a música de Nando Cordel. 

IMAGEM DO DIA
Membros do Centro Acadêmico Martin-Baró (Capsi) com os professores Daniela Botti e Afonso Fonseca.


TODO DIA É DIA DO CORDEL, DA BANDEIRA & DO CANTARAU TATARITARITATÁ!

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