terça-feira, março 31, 2015

HAYDN, DESCARTES, PAZ, OSHIMA, TUFIC, HUNT, NÊNIA DE ABRIL & MUITO MAIS NO PROGRAMA TATARITARITATÁ!!!!


NÊNIA DE ABRIL – Quando recebi o livro Ciclo Amatório (Mundo Manual, 1986), do saudoso poeta Sérgio Campos, dei de cara com o poema Nênia de Abril e minha música nasceu na hora. Tempos difíceis aqueles, do sonho da redemocratização. Do poema fiz minha voz: Sou um poeta obscuro. / Os meus companheiros são poetas obscuros. / Nosso país é o amor subterrâneo em sagração de interiores catedrais. / Porquanto seja nosso pranto anônimo, choramos nossos mortos sozinhos. / Nosso embalar ainda é canto inaudível nas praças e nas avenidas do povo. / Lambemos nossas feridas ignoradas e nossos cantos codificam perdas. / Mas se o país é triste somos tristes porque é de nós sofrer a aflição geral. / Somos cidadãos de um trágico país cuja desgraça ataca sempre e cedo. / Antes que os nossos filhos denunciem o luto secular de seus abris. / O que é melhor em nós desfaz-se em perda. / O que tocamos nos trai com seus punhais. / Perpetramos nosso sonho coletivo e o velamos, mas quando tangemos é tarde demais. / Enfim quando se vai o que é do povo / Aqui na terra se depõe perto de nós. / É quando os obscuros cantam suas nênias / Para embalar o amado enquanto morto. / Sou um poeta obscuro. / Meus companheiros são poetas obscuros. / Nosso país é o amor.Luiz Alberto Machado. Direitos reservados). Veja mais aqui , aqui e aqui.

PROGRAMA TATARITARITATÁ – O programa Tataritaritatá que vai ao ar todas terças, a partir das 21 (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação desta terça aquiLogo mais, a partir das 21hs, acontecerá mais uma edição do programa Tataritaritatá, com muita festa e a apresentação da querida Meimei Corrêa. E com as seguintes atrações na programação: Joseph Haydn, Hermeto Pascoal, Francesco Durante, Milton Nascimento, Duofel, Gal Costa, Vinícius de Moraes, Chico Buarque & Tom Jobim, Lô Borges, MPB4 & Roberta Sá, Aracy Cortes, Virgínia Rodrigues, Orlando Morais, Jorge Vercilo, Pedro Mariano, Sonia Mello, Marianna Leporace, Tirso Florence de Biasi, Saulo, Ricardo Machado, Elisete Retter, Mazinho, Ozi dos Palmares, O Teatro Mágico, Chiko Queiroga & Ana Vitória, Herb Alpert, Monsyerrá Batista, Ju Mota, Paulo César de Barros, Casa das Máquinas, Thijs Van Leer, Decibéis 6-3, Ricardo Bonadie & muito mais! Veja mais aqui

SERVIÇO:
O que? Programa Tataritaritatá
Quando? Hoje, terça, 31 de março, a partir das 21hs
Onde? No MCLAM - blog do Programa Domingo Romântico
Apresentação: Meimei Corrêa

Imagem: Nude, do pintor estadunidense William Morris Hunt (1824-1879)

Ouvindo: Die Jahreszeiten (As estações), do compositor austríaco Joseph Haydn (1732-1809) com a Chor der Deutsches Oper, Berlin & Berliner Philharmoniker, regência do maestro austríaco Herbert von Karajan (1908-1989).

COGITO ERGO SUM – O filósofo e matemático francês René Descartes (1596-1650), revela na sua obra Discurso do Método: para bem conduzir a própria razão e procurar a verdade nas ciências (Abril, 1979), o que considera verdadeiro como sendo aquilo que for evidente, ou seja, o que for intuível com clareza e precisão, propondo outros preceitos metodológicos complementares ou preparatórios da evidência: o preceito da análise – dividir cada uma das dificuldades que se apresentem em tantas parcelas quantas sejam necessárias para serem resolvidas; o da síntese – conduzir com ordem os pensamentos, começando dos objetos mais simples e mais fáceis de serem conhecidos, para depois tentar gradativamente o conhecimento dos mais complexos; e o da enumeração – realizar enumerações de modo a verificar que nada foi omitido. Tais preceitos representam a submissão a exigências estritamente racionais, prescrevendo como recurso para a construção da ciência e também para a sabedoria da vida é seguir os imperativos da razão que, a exemplo de sua manifestação matemática, opera por intuições e por análise. Da obra destaco o trecho: O bom senso é a coisa do mundo melhor partilhada, pois cada qual pensa estar tão bem provido dele, que mesmo os que são mais difíceis de contentar em qualquer outra coisa não costumam desejar tê-lo mais do que o tem. [...] Pois já colhi dele tais frutos que, embora eu procure pender mais para o lado da desconfiança do que para o da presunção, e que mirando com um olhar de filósofo as diversas ações e empreendimentos de todos os homens, não haja quase nenhum que não me pareça vão e inútil, não deixo de obter extrema satisfação do progresso que penso já ter feito na busca da verdade e de conceber tais esperanças para o futuro que, se entre as ocupações dos homens puramente homens, já alguma que seja solidamente boa e importante, ouso crer que é aquela que escolhi. [...] E enfim, quanto às más doutrinas, pensava já conhecer bastante o que valiam, para não mais estar exposto a ser enganado, nem pelas promessas de um alquimista, nem pelas predições de um astrólogo, nem pelas imposturas de um mágico, nem pelos artifícios ou jactâncias de qualquer dos que fazem profissão de sabem mais do que sabem. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

OS FILHOS DO BARRO – No livro Os filhos do barro: do romantismo à vanguarda (Nova Fronteira, 1984), o escritor e diplomata mexicano Octavio Paz (1914-1998), trata sobre a tradição da ruptura, a revolta do futuro, os filhos do barro, analogia e ironia, tradução e metáfora, o ocaso da vanguarda, revolução/Eros/Metaironia, o outro lado do desenho e o ponto de convergência. Da obra destaco: [...] A aceleração do tempo não só torna ociosas as distinções entre o que já se passou e o que está passando, como anula as diferenças entre velhice e juventude. Nossa época exaltou a juventude e seus valores com tal frenesi, que fez desse culto, não tanto uma religião, mas uma superstição; contudo, nunca se envelheceu tanto e tão rápido como agora. Nossas coleções de arte, nossas antologias de poesia e nossas bibliotecas estão cheias de estilos, movimentos, quadros, esculturas, romances e poemas prematuramente envelhecidos. Dupla e vertiginosa sensação: o que acaba de acontecer já pertence ao mundo do infinitamente distante e, ao mesmo tempo, a antiguidade milenar está infinitamente próxima... De tudo isso pode-se concluir que a tradição moderna, bem como as ideias e imagens contraditórias que esta expressão suscita não são mais que a consequência de um fenômeno ainda mais perturbador: a época moderna é a da alteração do tempo histórico [...]. Veja mais aqui e aqui.

FIOS DE LUZ, AROMAS VIVOS – O livro Fios de luz, aromas vivos: leitura de Retrato de Mãe, de Jorge Tufic (Expressão, 2012), do escritor, professor e webjornalista Rogel Samuel, traz uma reflexão literária dos sonetos do poeta e jornalista Jorge Tufic que, no dizer do autor: “[...] é um poeta excepcional, e não foi piegas com que realizou sua obra-prima, sonetos pós-modernos em que ele traça o perfil, o Retrato de Mãe, de sua verdadeira mãe, ou da personagem mãe”. Para se ter ideia desse excelente livro, trago o primeiro dos sonetos: Venham fios de luz, aromas vivos / misturar-se às palavras, à centelha / do louvor mais profundo deste filho / que se depura e sofre com tua ausência. / Venha o trigo do Líbano, a maçã / de que tanto falavas; venha a brisa / tecer mediterrânea esta saudade / que vem de ti quando por ti me alegro. / Que venha a primavera, saturando / vales, planícies, colorindo os montes, / noites de luar caiando os muros altos. / Venha a pedra da igreja onde ficaste / quando em febre te ardias. Venham lírios / rebrotados de ti, dos teus martírios. Veja mais aqui, aqui e aqui.


IMPÉRIO DOS SENTIDOS – O drama erótico Império dos Sentidos (Ai no Korida, 1976) do cineasta japonês Nagisa Oshima e com música de Minoru Miki, conta uma história ocorrida em 1936, é inspirando em um fato real envolvendo um caso de amor entre a ex-prostituta Saba Abe, contratada como empregada doméstica, e o seu patrão dono de uma propriedade. Tudo começa numa diversão de desejos e prazeres, se transformando numa paixão ilimitada, delicada e sensual. Cenas reais levam a trama ao clímax, transformando o filme em um clássico erótico cultuado até hoje. Veja mais aqui.



Veja mais sobre:
Um dia no meio das voltas que o mundo dá, o pensamento de Alan Watts, a música de Tatiana Catanzaro, a pintura de Joan Miró & Educação para paternidade/maternidade aqui.

E mais:
Alvoradinha, o curumim caeté, a literatura de Lygia Fagundes Telles, a poesia de Manuel Bandeira, o teatro de Qorpo Santo, o cinema de Tim Fywell & Ashley Judd, Marilyn Monroe & Jayne Mansfield, a pintura de Fernando Botero, a música de Roberto Carlos, Psicologia Social: infância, imagem & literatura aqui.
Eu & ela na festa do céu, Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores (AVSPE), Umbigocentrismo, Doro & a embromação do banco aqui.
O lance da minissaia, Derinha Rocha & Zine Tataritaritatá aqui.
Itinerância, O segredo das mulheres de Albertus Magnus, a literatura de Bruce Chatwin & Eça de Queiroz, o teatro de Elias Canetti, a pintura de Henri Rousseau, a música de Samantha Fox, Políticas Públicas, a arte de Ana Claudia Talancón & Nobuo Mitsunashi aqui.
Maceió, uma elegia para os que ousam sonhar, a literatura de Mario Vargas Llosa & Autran Dourado, o teatro de Máximo Gorki, a música de Sarah Vaughan, o cinema de Suzana Amaral, a pintura de Carl Barks, o folclore de Luís da Câmara Cascudo, a arte de Dianne Wiest, a fotografia de Jannyne Barbosa & A burrinha de padre aqui.
Pra tudo tem jeito, menos pro que não pode ou não quer, A consciência fragmentada de Renato Ortiz, A teoria e a prática de Adalberto Marson, o teatro de Rubens Rewald, o cinema de Wayne Wang & Gong Li, a pintura de Geraldo de Barros & Katia Almeida, a música de Paula Morelembaum, a escultura de Émile Antoine Bourdelle, a coreografia de Eugenio Scigliano, a entrevista de Ulisses Tavares, a arte de Lisa Yuskavage & Wanda Pepi, Baghavad Gita, Neuroeducação & Até tu, Zé Corninho aqui.
Tudo tem seu lado bom & ruim & vice-versa, a obra secreta de Hermes Trismegistus, A linguagem de Ludwig Wittgenstein, O homem criador e sensato de Alan Watts, a música de Mozart & Alicia De Larroch, a poesia de Mariana Ianelli, a coreografia de Merce Cunningham, o teatro de Maria Adelaide Amaral & Marília Pêra, o cinema de Don Ross & Christina Ricci, a escultura de Aristide Maillol, a pintura de Johfra Bosschart & Sharon Sieben, a fotografia de Luiz Cunha, a ilustração de Ana Starling, Flor do Una de Juarez Carlos, a entrevista de Valquiria Lins, a arte de Rodrigo Branco, A criança: Vygotsky e o Teatro & O evangelho segundo Padre Bidião aqui.
Precisamos discutir sobre os próximos 20 anos, As vitórias e derrotas de Zygmunt Bauman, A vida íntima e privada de Fernanda Bruno, a coreografia de Janice Garrett, a poesia de Carolina de Jesus, o teatro de Tennessee William, o cinema de Jules Dassin & Melina Mercouri, a entrevista de Rejane Souza, a arte de Arlinda Fernandes & Alessandra Tomazi, a música de Irina Costa, Brincarte & Literatura Infantil, Luciah Lopez & Canção de quem ama além da conta aqui.
Aprendi a voar nas páginas de um livro, o pensamento de Carl Gustav Jung, O homem e a sociedade de Wilfred Ruprecht Bion, A atualidade de Georg Simmel, a escultura de Wilhelm Lehmbruck, a literatura de Eduardo Caballero Calderón, o teatro de Oduvaldo Vianna Filho & Helena Varvaki, a arte de Tracey Emin & Samuel Szpigel, a entrevista de Katia Velo, a música de Tarita de Souza, a fotografia de Rebeka Barbosa, a arte de Karen Robinson & Luiz Paulo Baravelli, Cidadania nas Escolas, Por mais que a gente faça nunca será demais & Do que fui e o que não sou mais aqui.
O que deu, deu; o que não deu, só na outra, Platão, O afeto e o apego de Edward John Bowlby, Nascente & a entrevista de Geraldo Azevedo, Sociedade sem escolas de Ivan Illich, o teatro de Nelson Rodrigues, a pintura de Cândido Portinari, a música de Zap Mama & Marie Daulne, a coreografia de Katherine Lawrence, a fotografia de Ryan Galbrath & Mario Testino, a poesia de Bastinha Job, o cinema de Shohei Imamura & Misa Shimizu, A Notícia & Jamilton Barbosa Correia, a arte de Rachel Howard, Depois das eleições & De cara pro futuro, levando tudo nos peitos, munheca em dia & pé na tábua aqui.
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SE O MUNDO ACABAR, JÁ ACABA TARDE! - Pra todo lado que eu me virasse, a conversa era uma só. Bastou eu botar a cara na rua logo cedo, apar...