sábado, fevereiro 28, 2015

LISZTOMANIA, GULLAR, MALLE, MONTAIGNE, WILDE, VIRGINIA LANE, LUHAN & MAURÍCIO DA SILVA GOMES.


O PEDANTE NOS ENSAIOS – O jurista, filósofo, escritor e humanista francês Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592) inventou os ensaios pessoais ao conceber suas obras sob a denominação Ensaios (Abril Cultural, 1987) analisando as opiniões, instituições e costumes, bem como sobre os dogmas da sua época e observando a generalidade da humanidade como objeto de estudo. Dele destaco Pedantismo, no capítulo XXXV, do Livro I dos seus Ensaios: [...] Dionísio caçoava dos astrólogos que cuidavam de saber das desgraças de Ulisses mas ignoravam as próprias; dos músicos que afinam suas flautas mas não os seus costumes; dos oradores que estudam para discutir a justiça mas não a praticam. Se a sua alma não se aperfeiçoa, se seus juízos não se tornam mais lúcidos, melhor fora que o estudante gastasse o tempo a jogar péla, pois ao menos o corpo ele o teria mais ágil. Observai-o de volta após quinze ou dezesseis anos: nada se fará dele; o que trouxe a mais é o grego e o latim, que o fizeram mais tolo e presunçoso do que quando deixou a casa paterna. Devia voltar com o espírito cheio e voltou balofo; incharam-no e continuou vazio. Veja mais aqui.

Imagem: Erótico, do desenhista, ilustrador, quadrinista, caricaturista, animador e editor do blog RabisqueiraLuhan Dias.

Curtindo a comédia Lisztomania (1975), roteiro e direção de Ken Russel com músicas de Franz Liszt, Richard Wagner, Rick Wakeman & Roger Daltrey.



O MORTO E ALUA – Uma lenda recolha do gênese africano, recolhida duma seleção de Fernando Correia da Silva, (Maravilhas do conto africano - Cultrix, 1962), narra a relação de um morto com a lua: Um ancião vê um morto banhado pela claridade da lua. Reúne grande número de animais e diz-lhes: - Qual de vós bravos, quer encarregar-se de passar o morto ou a lua para a outra margem do rio? Apresentam-se duas tartarugas: a primeira que tem as patas compridas carrega a lua e chega sã e salva com ela à margem oposta; a outra que tem as patas curtas, carrega o morto e se afoga. Por isso a lua morte reaparece todos os dias e o homem que morre não volta nunca. Veja mais aqui.

MEU POVO, MEU POEMA – Uma das maiores personalidades vivas da poesia brasileiro é, sem dúvida, o premiado e aplaudidíssimo poeta, crítico de arte, tradutor e ensaísta maranhense Ferreira Gullar que foi um dos fundadores do Neoconcretismo e ocupante da cadeira 37 na Academia Brasileira de Letras. No seu livro Dentro da noite veloz (José Olympio, 1975), destaco Meu povo, meu poema: Meu povo e meu poema crescem juntos / como cresce no fruto / a árvore nova / No povo meu poema vai nascendo / como no canavial / nasce verde o açúcar / No povo meu poema está maduro / como o sol / na garganta do futuro / Meu povo em meu poema / se reflete / como a espiga se funde em terra fértil / Ao povo seu poema aqui devolvo / menos como quem canta / do que planta. Veja mais aqui e aqui.

A IMPORTÂNCIA DE SER PRUDENTE – A comédia A importância de ser prudente (1895 - Aguilar, 1975), é a obra prima do escritor e dramaturgo britânico de origem irlandesa, Oscar Wilde (1854-1900), apresentando uma sátira da sociedade vitoriana nos seus estertores. Foi adaptada diversas vezes para o cinema, sendo a mais recente transformada em uma comédia romântica de 2002, dirigida por Oliver Parker, com título em português de Armadilhas do Coração. Do texto destaco os seguintes fragmentos em diálogos: [...] L. BRA. É satisfatório. Entre os deveres que esperam a gente no transcurso da vida e os deres que exigem da gente depois da morre, a terra deixou de ser, em todo caso, um benefício ou um prazer. Ela nos dá posição e nos impede de mantê-la. É tudo quanto se pode dizer a respeito de terras. JOÃO. Tenho uma casa de campo com algumas terras a ela anexas, é claro, cerca de mil e quinhentos acres, creio eu. Mas minha verdadeira renda não porém disto. De fato, pelo que tenho podido comprovar, os caçadores furtivos são as únicas pessoas que tiram alguma coisa dela. [...] ALGERNON. É um trabalho terrivelmente duro não fazer nada. Mas não me importo de trabalhar duramente, contanto que não haja objetivo definido. Veja mais aqui e aqui.

BATE PAPO VESPERTINO – Desde que nos conhecemos no Grupo de Pesquisa de Neurofilosofia e Neurociência Cognitiva que todas as tardes privo da oportunidade de estreitar tanto amizade como conhecimentos com o graduando de Psicologia e pesquisador, Maurício da Silva Gomes. Todas as tarde conversamos e, intermitentemente, contamos com a presença dos amigos João do curso de Direito e de amigos do curso de Psicologia, a exemplo do Darnley Tenório que também participa do nosso grupo de pesquisa, entre outros. Ontem o Maurício me chegou com duas laudas digitadas para ler.  Continha o título Um olhar sobre o homem. Li, gostei e destaco um trecho aqui: Outrora pensava outro sábio. — Viver é uma obra de arte, eu sou uma obra de arte, nós somos obras de arte! E não se equivoque, pois esta arte não possui criador além da potência, da sua vontade de potência, da nossa vontade de potência. E quando dizeis: encontrei a dor, porém, viver na dor é mais vantajoso do que viver no nada. Assim eu te pego niilista, pois mundo é perfeito! Mas saiba que ele pode te maltratar. E o que o homem deve fazer? O homem, como tal e qual, deve se superar. Não mais querer o não querer, querer apenas se superar. Veja o texto completo aqui e mais aqui.

PERDAS E DANOS – Um inesquecível filme, principalmente pela sempre maravilhosíssima atuação da atriz francesa Juliette Binoche, é o drama britânico-francês Perdas & Danos (Damage, 1992), dirigido pelo cineasta Louis Malle (1932-1995), com roteiro de David Hare e baseado no romance de Josephine Hart.  A dupla Binoche e Jeremy Irons vive um envolvimento entre nora e sogro, bem ao gosto do diretor de sempre trazer temas polêmicos e críticos dos valores burgueses, expressando as angustias sociais humanas com temática como suicídio, liberação feminina, pedofilia, incesto, entre outros. Veja mais aqui.
 

HOMENAGEM ESPECIAL
VIRGINIA LANE
Como todo dia é dia da mulher, hoje é dia de homenagear a atriz, cantora e vedete brasileira Virginia Lane (1920-2014). Veja mais aqui.


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Pode até ser, mas se não for, nunca será, Lina Cavalieri, Chris Maher & Eloir Amaro Júnior aqui.
A desmedida correria para perder o bom da vida, Heitor Villa Lobos, Francis Bacon & Fúlvio Pennnacchi aqui.
O maravilhoso mistério da vida, Ana Torroja, Rebecca West, Alan Bridges, Marie-Louise Garnavault & Julie Christie aqui.
Quem quer diferente tem que fazer diferente, Cândido Portinari, Xiomara Fortuna, Marcus Garvey & Emmanuel Villanis aqui.
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Todo dia um novo ano, Egberto Gismonti, John Poppleton, Sy Miller & Jill Jackson aqui.
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Adolfo Bécquer, Paulo Moura, Pedro Onofre, Antônio Miranda & Gárgula – Revista de Literatura, Marcos Rey & Marta Moyano, Mihaly von Zick, Associação de Blogs Literários do Nordeste (ABLNE), Virna Teixeira & Programa Tataritaritatá aqui.
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