sexta-feira, janeiro 09, 2015

JOAN BAEZ, BEAUVOIR, JOÃO CABRAL, RIGOBERTA & EDUARDO VIANA

O ÁUTÓGRAFO DE JOÃO CABRAL – No livro Museu de Tudo, o poeta e diplomata pernambucano, João Cabral de Melo Neto (1920-1999), deixa pra gente o seu autógrafo: Calma ao copiar estes versos / antigos: a mão já não treme /nem se inquieta; não é mais a asa / no voo interrogante do poema./ A mão já não devora / tanto papel; nem se refreia / na letra miúda e desenhada / com que canalizar sua explosão. / O tempo do poema não há mais; / há seu espaço, esta pedra / indestrutível, imóvel, mesma: / e ao alcance da memória / até o desespero, o tédio. (João Cabral de Melo Neto, O autógrafo. In: Museu de tudo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975).  Veja mais aqui.

Imagem: Nu, óleo sobre tela, 1925, do pintor do modernismo português Eduardo Viana (1881-1967)

Ouvindo o Full Show, ao vivo no Brasil, em 2014, da legendária cantora norte-americana Joan Baez.


TODO DIA É DIA DA MULHER: RIGOBERTA MENCHÚ – A indígena guatemalteca do grupo Quiché-Maia, Rigoberta Menchú Tum, participou da Guerra Civil da Guatemala, ocorrida entre os anos de 1962-1996, pela qual foi exilada no México, em 1981 – ano em que se pai foi assassinado. Em 1991, ela participou da elaboração da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas. Em seguida, foi contemplada com o Prêmio Nobel da Paz, 1992, por sua campanha pelos direitos humanos,pela desmilitarização e justiça social, respeito pela natureza, igualdade para as mulheres e reconciliação étnico-cultural no respeito aos povos indígenas. Foi vencedora do Prêmio Príncipe das Astúrias de Cooperação Internacional e tornou-se Embaixadora da Boa Vontade, da Unesco. Sua vida e luta estão na sua autobiografia Me llamo Rigoberta Menchú y así me nació la conciencia, escrito por Elisabeth Burgos com entrevistas da militante. Veja mais aqui.


OS MANDARINS DE BEAUVOIR - O livro Os mandarins, da escritora Simone de Beauvoir é um romance-ensaio do movimento existencialista, onde ela descreve o ambiente na França entre os anos 1944-1948, com as repercussões da guerra, da ocupação e da Resistência, a simultaneidade da corrupção moral e da vigorosa agitação intelectual, tonando-se um documento histórico que mereceu o prêmio Goncourt, em 1954. No final do livro está expresso pela autora: “Estou aqui. Eles vivem, falam comigo, estou viva. De novo, saltei na vida de pés juntos. As palavras me entram nos ouvidos, ganham pouco a pouco uma significação. [...] Será que eu não tenho uma ideia para o nome? Nenhum daqueles em que pensaram até agora agrada. Procuro um nome. Digo a mim mesma que, uma vez que eles foram fortes o bastante para arrancar-me à morte, talvez saibam ajudar-me a viver de novo. Com certeza saberão. Ou a gente soçobra na indiferença, ou a terra se repovoa. Não soçobrei. Já que meu coração continua batendo, será preciso que bata por alguma coisa, por alguém. Já que não sou surda, ouvirei chamarem-me de novo. Quem sabe? Talvez um dia eu seja novamente feliz. Quem sabe? (Simone de Beauvoir, Os mandarins. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983). Veja mais aqui.


Veja mais sobre:
O pensamento de Erich Fromm aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

E mais:
A poesia de Cruz e Souza aqui, aqui e aqui.
Amém e amem, Naná Vasconcelos & Lucélia D’ Roquet aqui.
O coração de Iaravi, Manifesto Appellatio, Edgar Degas, Ewa Kienko Gawlik & J. Lanzellotti aqui.
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Pesquisa & Cia, Fernando Sabino, Eliane Elias, Marcelo Gleiser, Minna Canth, Juno/Hera, Bigas Luna, Alonso Cano & Francesca Neri aqui.
Papa Highirte de Oduvaldo Vianna Filho aqui.
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A arte de Darel Valença Lins, A árvore do conhecimento de Humberto Maturana & Francisco Varela, A terra oca de Raymond Bernard, Luiz Melodia & Lady Francisco aqui.
Holística, Claude Debussy & Laurindo Almeida, Carl Rogers, Emily Greene Balch & Pierre Bonnard aqui.
Cassandra, Horácio, Christa Wolf, Woody Allen, Cassandra Wilson, Milena Moraes. Cassandra Peterson, Doro & Fidelia Cassandra aqui.
Sou da terra alma Caeté, a lenda indígena do Sol & Lua Ofaié de Darcy Ribeiro, Yasushi Akutagawa, Kent Williams & Renate Dartois aqui.
Dos desmantelos que deixam qualquer um de cangalha pro ar, John Ross Macduff, Salvador Dali, Stan Getz & Despina Stokou aqui.
A dança tangará festeja a pletora do amor, Robert Gibson, Kleiton & Kledir, Lenda do Itararé & Luciah Lopez aqui.
No reino do Fecamepa nada pode dar certo, Betty Friedan, Celia Mara, Peter Klashorst & OsGêmeos aqui.
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Wilson Monteiro & Cantarolando pé-de-serra, Legislação & Ambiental Virtual, Acidentes de Trânsito & Psicologia da Saúde aqui.
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