segunda-feira, janeiro 05, 2015

DÜRRENMATT, ABELARDO DA HORA, UMBERTO ECO & HUMBERTO TEIXEIRA


DITOS E DESDITOS – A única convicção que tenho é a de que não tenho convicção nem certeza alguma.
Imagem: escultura do artista plástico, professor, poeta, escultor, gravurista e ceramista pernambucano Abelardo da Hora (1924-2014).

Ouvindo: Qui nem jiló, de Luís Gonzaga e Humberto Teixeira, numa interpretação de anos, apenas ao violão, da cantoramiga Eliane Ferraz.


O HOMEM QUE ENGARRAFAVA NUVENS – Belíssimo documentário de 2009, produzido pela filha do homenageado, Denise Dummont, e dirigido por Lírio ferreira, em homenagem ao advogado, poeta, político e compositor Humberto Cavalcanti Teixeira (1915-1979), grande parceiro de Luís Gonzaga, o Rei do Baião. O filme é tocante e maravilhoso, principalmente pela oportunidade de rever cenas de antanho e da lindíssima Denise homenageando seu pai. Veja mais aqui.


EXCESSO DE INFORMAÇÃO PROVOCA AMNÉSIA – Em uma entrevista concedida a um veículo da imprensa brasileira, o escritor e semiólogo Umberto Eco, esbravejou:  A internet é perigosa para o ignorante porque não filtra nada para ele. Ela só é boa para quem já conhece – e sabe onde está o conhecimento. A longo prazo, o resultado pedagógico será dramático. Veremos multidões de ignorantes usando a internet para as mais variadas bobagens: jogos, bate-papos e busca de notícias irrelevantes.[...] Seria preciso criar uma teoria da filtragem. Uma disciplina prática, baseada na experimentação cotidiana com a internet. Fica aí uma sugestão para as universidades: elaborar uma teoria e uma ferramenta de filtragem que funcionem para o bem do conhecimento. Conhecer é filtrar. Veja mais aqui.


A PANE DE DÜRRENMATT – Quando li A pane, do escritor e dramaturgo suíço Friedrich Dürrenmatt (1921-1990), tomei um susto! Veja como ele começa sua narrativa: Haverá, ainda, histórias possíveis! Temas para escritores? Aquele que não quiser falar em si, generalizar seu eu de modo romântico, lírico, que não quiser sentir a obrigação de relatar, com absoluta veracidade, suas esperanças e fracassos, dissertar sobre a sua maneira de agradas às mulheres, como se a veracidade transportasse tudo isso para o campo geral em vez de para o da medicina ou, quando muito, da psicologia; àquele que não quiser proceder assim, tendo o assunto diante de si como o escultor a seu material, trabalhar e se desenvolver nele e, como uma espécie de clássico, tentar não desesperar-se logo, embora seja quase impossível negar o absurdo que surge sempre; aí, então, o escrever se torna mais difícil, raro e também inútil. [...] E se o autor se recusar, mais e mais obstinadamente a uma produção dessas, por estar ciente de que o motivo de sua história existe nele, em seu consciente e inconsciente, dosado em relação a cada caso, em sua crença e dúvida, e pense também que justamente isso não é da conta do público, sendo suficiente o que escreve, realiza e dá forma; que mostre, de modo agradável, apenas a superfície e somente nela trabalhe; deverá calar-se quanto ao mais, sem comentários e conversa fiada? Se chegar a essa conclusão, irá deter-se, vacilar, sem saber como agir; isso por certo, é inevitável. Surge, então, a desconfiança de que não há mais nada a contar, e a renúncia é, seriamente, considerada. Talvez ainda sejam possíveis algumas sentenças. Alem delas, porem, apenas um giro no campo da biologia, com o intuito de, ao menos em pensamento, aproximar-se da explosão da humanidade, dos bilhões que avançam, da ininterrupta produção dos úteros; ou no da física, da astronomia, visando, a bem da ordem, prestar contas do andaime onde oscilamos. [...] Por este mundo de panes segue o nosso caminho, em cuja beira poeirenta, junto ao reclame de sapatos Bally, Studebaker, sorvete e de cruzes marcando acidentes, ainda existem algumas histórias possíveis, onde através de um rosto comum a humanidade espreita e azar sem propósito se generaliza, tribunal e justiça se tornam visíveis, talvez até clemência, refletida por acaso no monóculo de um ébrio (Friedrich Dürrenmatt, A pane. Rio de Janeiro: Globo, 1964). Veja mais aqui.


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