quarta-feira, julho 16, 2014

LACAN, LURIA, ELIZETH CARDOSO, ANIBAL BRAGANÇA & CLEVANE LOPES.


Ouvindo Elizeth interpreta Vinícius, a Divina Elizeth Cardoso (1920-1990)



ALEXANDER LURIA – O neuropsicólogo russo e especialista em psicologia do desenvolvimento, Alexander Romanovich Luria (1902-1977), foi um dos fundadores da psicologia cultural-histórica juntamente com Vygotsky e Leontiev, e que possuiu uma produção cientifica que se estende por mais de trezentos trabalhos publicados e trinta livros, entre eles A afasia traumática (1947), Funções corticais superiores do homem (1962) e Questões básicas de neurolinguistica (1975). Na sua obra póstuma Pensamento e linguagem: as últimas conferências de Luria, destacamos: “A atividade vital humana caracteriza-se pelo trabalho social e este, mediante a divisão de suas funções, origina novas formas de comportamento, independentes dos motivos biológicos elementares. A conduta já não está determina por objetivos instintivos diretos. Desde um ponto de vista biológico, não nenhum sentido em atirar sementes na terra em lugar de comê-las,, em espantar a presa ao invés de capturá-la diretamente ou afiar uma pedra se não se tem em conta que essas ações serão incluídas em uma atividade social complexa. O trabalho social e a divisão do trabalho provocam a aparição de motivos sociais de comportamento. É precisamente em relação com todos esses fatores que no homem criam-se novos motivos complexos para a ação e se constituem essas formas de atividadepsicquica especificas do homem. Nestas os motivos iniciais e os objetivos originam determinadas ações e essas ações se levam a cabo por meio de correspondentes operações especiais”. Veja mais aqui.

A FAMÍLIA, DE JACQUES LACAN - A família surge-nos como um grupo natural de indivíduos unidos por uma dupla relação biológica: por um lado a geração, que dá as componentes do grupo; por outro as condições de meio que postula o desenvolvimento dos jovens e que mantêm o grupo, enquanto os adultos geradores asseguram essa função. Nas espécies animais, esta função dá lugar a comportamentos instintivos, muitas vezes bastante complexos. Foi preciso renunciar a fazer derivar das relações familiares assim definidas os outros fenômenos sociais observados nos animais. Estes últimos aparecem pelo contrário tão distintos dos instintos familiares que os investigadores mais recentes relacionam-nos com um instinto original, dito de interatração. A espécie humana caracteriza-se por um desenvolvimento singular das relações sociais, que sustêm capacidades excepcionais de comunicação mental, e correlativamente por uma economia paradoxal dos instintos que aí se mostram essencialmente susceptíveis de conversão e de inversão não tendo efeito isolável senão de modo esporádico. São assim permitidos comportamentos adaptativos duma variedade infinita. A sua conservação e o seu progresso, por dependerem da sua comunicação, são antes de tudo obra coletiva e constituem a cultura; ela introduz uma nova dimensão na realidade social e na vida psíquica. Esta dimensão especifica a família humana tal como todos os fenômenos sociais no homem. Se, com efeito, a família humana permite observar, nas primeiras fases das funções maternais, por exemplo, alguns traços de comportamento instintivo, identificáveis aos da família biológica, basta refletir no que o sentimento da paternidade deve aos postulados espirituais que marcaram o seu desenvolvimento, para compreender que neste domínio as instâncias culturais dominam as naturais, ao ponto de não se poder ter como paradoxais os casos em Será esta estrutura cultural da família humana inteiramente acessível aos métodos da psicologia concreta: observação e análise? Sem dúvida estes métodos bastam para pôr em evidência alguns traços essenciais, tal como a estrutura hierárquica da família, e bastam para reconhecer nela o órgão privilegiado desta coação do adulto sobre a criança, coação à qual o homem deve uma etapa original e as bases arcaicas da sua formação moral [...]. A FAMÍLIA – O ensaio A família, do psicanalista francês Jacques-Marie Émile Lacan (1901-1981), trata da instituição familiar, a sua estrutura cultural, coação do adulto sobre a criança, hereditariedade psicológica, parentesco biológico, a família primitiva, o complexo como fator concreto da psicologia familiar, definição geral do complexo, o instinto, o complexo freudiano e a imago, complexo do desmame e este como ablactação, o desmame e a crise do psiquismo, a imago do seio materno, a forma exteroceptiva, satisfação proprioceptiva, mal-estar interoceptivo, a imago pré-natal, o desmame e a prematuração específica do nascimento, o apetite da morte, o laço domestico, a nostalgia do todo, o complexo da intrusão, o ciúme como arquétipo dos sentimentos sociais, identificação mental, a imago do semelhante, o sentido da agressividade primordial, o estádio do espelho, potência segunda da imagem especular, estrutura narcísica do eu, o drama do ciúme, o eu e o outrem, condições de fraternidade, complexo de Édipo, esquema e valor objetivo do complexo, a família segundo Freud, o complexo da castração, o mito parricida originário, as funções do complexo, maturação da sexualidade, constituição da realidade e a repressão da sexualidade, os fantasma do desmembramento, origem materna do super-eu arcaico, originalidade da identificação edipiana, a imago do pai, o complexo e a relatividade sociológica, matriarcado e patriarcado, abertura do vínculo social, o homem moderno e a família conjugal, papel de formação familiar, declínio da imago paterna, os complexos familiares em patologia, as psicoses de tema familiar, formas delirantes do conhecimento, funções dos complexos nos delírios, reações e temas familiares, determinismo da psicose, as nevroses familiares, sintoma nevrótico e drama individual, da expressão do recalcado à defesa contra a angustica, deformações específicas da realidade humana, a forma degrada de Édipo, nevroses de Transfert, a histeria, a nevrose obsessiva, incidência individual das causas familiares, neuroses de caráter, a nevrose de autopunição, a introversão da personalidade e esquizonoia, desarmonia do par parental, prevalência do complexo do desmame e a inversão da sexualidade. Veja mais aqui.

REFERÊNCIA
LACAN, Jacques. A família. Lisboa: Assírio e Alvin, 1981.



CLEVANE LOPES – A escritora, psicóloga, ilustradora, conferencista e consultora Clevane Pessoa de Araújo Lopes é uma das mais adoráveis pessoas humanas que conheci na rede. Há anos ela solidária, amiga, parceira. Hoje quero destacar um de seus belos poemar, Ver dor: “minha mão verde verdolenta verdolenga verdetensa verdoreira verdespera esperança lança sementeira de raízes futuras do que eclodirá. A messe mostrará o resultante do amor pela floresta primeva pelo templo aberto primitivo da deusa tríplice dos deuses temperamentais das dríades e hamadríades a zelar pelos troncos crescentes. Minha mão antes verdíssima, desbota ao sol implacável da modernidade. ressecada com sulcos  quais o da velhíssima Terra, sangra , mas quem quer ver dor? Passo pomadas ao compasso dos trinares de pássaros citadinos. Espero, reinventando a esperança de ver / ter...”. E como hoje é aniversário dela, trago uma homenagenzinha pra ela aqui.



ANIBAL BRAGANÇA – Hoje também é aniversário do professor Aníbal Bragança, do Departamento de Estudos Culturais e Mídia, do Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS) da Universidade Federal Fluminense. Ele é graduado em História, mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela USP, e foi o ganhador do Prêmio Jabuti (2011) pela obra Impresso no Brasil – Dois séuclos de livros brasileiros EdUnesp/FBN), em parceria com Marcia Abreu, analisando a produção editorial brasileira desde a instalação da Imprensa Régia,m em 1808, até então. É um pesquisador do livro, da leitura e da cultura letrada no Brasil, sendo autor de Livraria Ideal: do cordel à bibliofilia (Edusp, 2009). Daqui os nossos parabéns de feliz aniversário!


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