quarta-feira, julho 02, 2014

HERMAN HESSE, DANIELLA ALCARPE, WISLAWA SZYMBORSKA, GLUCK, EVELYN LAU E BÁRBARA ANGEL.


 Foto: Arpoador, de Bárbara Angel.
Ouvindo Danse of the Blessed Spirits, do compositor alemão Christoph Willibald Gluck (1714 – 1787), com a English Chamber Orchestra, regente: Raymond Leppard.


HERMANN HESSE – Li o escritor alemão Hermann Hesse (1877 – 1962) pela primeira vez lá por volta de 1977 quando ganhei de presente de uma colegamiga que cursava comigo Letras na faculdade: O lobo da estepe (1927). Fiquei maravilhado! Pouco tempo depois a mesma me presenteou com O jogo das contas de vidro (1943). E pelas mãos do poetamigo e artista plástico Ângelo Meyer, fui agraciado com Sidarta (1922). Não é à toa que este autor ganhou no mesmo ano de 1946 dois prêmios: o Goethe e o Nobel de Literatura. Impressionado com sua obra, dele guardei algumas palavras pinçadas de suas obras: “Não devemos fugir da vita activa para a vita contemplativa, nem vice-versa, mas variando entre as duas, estar sempre a caminho, nas duas ter a nossa morada, participar de ambas”. E mais essa: “Só me interessam os passos que tive de dar na vida para chegar a mim mesmo”. Veja mais aqui


WISLAWA SZYMBORSKA – A poeta polonesa Wislawa Szymborska (1923 – 2012), que ganhou Prêmio Nobel de Literatura, escreveu esse belíssimo poema: “Por que a palavra corça surge em meio a esse bosque escrito? Para bebericar água da primavera descrita cuja superfície copiará seu focinho mole? Por que ela levanta a cabeça; será que ouve alguma coisa? Debruçada sobre quatro pernas finas emprestadas da verdade, ela pica até as orelhas sob os meus dedos. Silêncio - esta palavra também se agita por toda a página e parte os ramos que surgiram a partir da palavra "bosque". De emboscada, definidas para atacar a página em branco, estão palavras não muito boas, garras de cláusulas tão subordinadas que nunca irão deixá-la ir embora. Cada gota de tinta contém um suprimento justo de caçadores, equipados com olhos apertados por trás de suas vistas, preparados para mergulhar a inclinada caneta a qualquer momento, cercar a corça e lentamente apontar as suas armas. Eles se esquecem de que o que está aqui não é vida. Outras leis, preto no branco, valem. O piscar de olhos vai demorar tanto quanto eu disser, e, se eu quiser, será dividido em pequenas eternidades cheias de balas, paradas em pleno voo. Nada vai acontecer, a menos que eu diga. Sem a minha bênção, nem uma folha cairá, nem uma lâmina de grama irá se dobrar sob aquele pequeno casco. Há então um mundo onde eu governe absolutamente o destino? Um tempo que eu ligue com cadeias de sinais? Uma existência tornada interminável sob meu lance?O prazer da escrita. O poder de preservação. Vingança de uma mão mortal. (O prazer da escrita, tradução de Josette Monzani e Augusto Cesar Cavalcanti)


EVELYN LAU – Essa é do livro A fugitiva: o diário de uma menina de rua, da escritora canadense Evelyn Lau: Você se tornou aquilo que todos os assistentes sociais que sempre se preocuparam com você temiam. Seu temor mais profundo. Uma prostituta viciada. [...] A verdade dói, não dói? [...] irônico que algumas pessoas a quem fomos ensinados a respeitar, os professores, os homens de negócios e as ‘figuras de autoridade’, são os mesmos homens que cruzam as ruas procurando por garotas novas para afirmar sua masculinidade, para se sentirem desejados [...]”. (LAU, Evelyn. A fugitiva: o diário de uma menina de rua. São Paulo: Scipione, 1997).


DANIELLA ALCARPE – Conheci o trabalho musical da cantora e atriz Daniella Alcarpe no Clube Caiubi de Compositores já há algum tempo. Acompanhei o lançamento do seu primeiro álbum Qué que cê qué?, em 2009, e fiquei na torcida com o lançamento do seu O tempo salta, de 2013. Cantora das melhores e atriz de primeira, Daniella vai se firmando cada vez mais como uma das vozes mais promissoras da música brasileira. Estou na torcida! E como hoje é aniversário dela, desejo todo sucesso do universo! Parabéns, Daniella, feliz aniversário. Veja mais dela aqui.


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