segunda-feira, maio 26, 2014

A EXPLOSÃO DO PRAZER NO RECIFE & PROGRAMA TATARITARITATÁ!

A EXPLOSÃO DO PRAZER NO RECIFE - Voltei, Recife. Foi a saudade que me trouxe pelo braço. Quero ver novamente "Vassoura" na rua abafando, tomar umas e outras e cair no passo. Cadê "Toureiros"? Cadê "Bola de Ouro"? As "pás", os "lenhadores" O "Bloco Batutas de São José"? Quero sentir a embriaguez do frevo que entra na cabeça e depois toma o corpo e acaba no pé” (Voltei, Recife. Frevo de Luiz Bandeira) - Quando eu cheguei ainda era um menino na cidade. As retinas cheias de rios. O coração afogado de mar. Era o Recife. E eu gemia noites e dias de prazer quando adolescia em Maria de todos os nomes como se fosse a montada da bicicleta sonhada. Eu crescia e morria todos os dias gemendo Capiba e sonambulava como quem nada sabia. A cidade era em mim a agonia dos seios que me fartavam e que mais eu sabia Maria que nem nome tinha e que saciava a volúpia acertada. A cidade era em mim os braços de abraços apertados quando eu mais me explodia de força para viver. A cidade era em mim as pernas abertas da mais apetitosa das bagas que me embriagava e queria sempre mais. A cidade era em mim toda doação e eu usava e abusava sem um tostão da puta, a mulher que era a mãe e desconhecida, numa incestuosa loucura de órfão pagão. Um dia eu voltei e a cidade de novo era braços de frevos abertos de Luis Bandeira embalando a chegada de quem era só couro e osso e não podia chorar porque todos os seios, bocetas e beijos, carinhos e chupadas estavam ligadas eletrizando a minha libido e beliscando todo meu sexo que não sabia outra coisa senão sonhar de gozo por todos os dias, tardes e noites do Recife. Aí eu fiquei até me esgueirar por todas as ruas, becos, sarjetas, favelas da Maria Recife que sempre me agarrava e me alentava e me beijava e manhava para eu não mais fugir de seu dengo até que um dia eu fugi sob olheiras e zarpei por anos afora. Agora eu volto Recife, volto com o coração na mão, batendo biela e pernas qual menino de antes com todos os sonhos incinerados à procura da Maria para acender a vida e descansar meu coração sob sua acolhida e guarda que me surpreende desde menino com todas as poses, acrobacias, closes, cenas, trepadas, gozadas, chupadas que me fazem renascer pra vida. Eu voltei, Recife. Eu voltei pros seus braços. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


PROGRAMA TATARITARITATÁ – O programa Tataritaritatá que vai ao ar todas terças, a partir das 21 (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação deste domingo aqui. Na edição desta terça, 27 de maio, acontecerá mais uma edição do programa Tataritaritatá, com apresentação de Meimei Corrêa, a partir das 21hs, no blog do Programa Domingo Romântico. Na programação as seguintes atrações: Hermeto Pascoal, Quinteto Armorial, Chico Buarque, Yes, Edson Natale, Sônia Mello, Leureny Barbosa, Rose Morena, Santanna O Cantador, Marisa Ricco, Heitor Pedra Azul & muito mais. Conto com a presença de vocês. Veja mais aqui

SERVIÇO:
O que? Programa Tataritaritatá
Quando? 27 de maio, a partir das 21hs
Onde? No blog do Programa Domingo Romântico
Apresentação: Meimei Corrêa

A EDUCAÇÃO - Quando escrevi o artigo Educação por água abaixo que foi publicado numa das edições do jornal Gazeta de Alagoas, em 1998, fazia uma análise acerca da dificuldade de entendimento por parte dos profissionais da área do art. 205 da CF/88 e da LDB 9394/96. É que o problema educacional só enxerga a relação professor versus aluno, esquecendo-se das malfadadas gestões dos gabinetólogos de bunda quadrada do MEC, das secretarias estaduais e municipais de educação e, sobretido, das direções que comandam as escolas das redes pública e privada do país. Esses, sim, os principais responsáveis pela tragédia da educação brasileira. Esses precisam aprender a lição de Rubem Alves: “Todos os homens, enquanto criança, têm, por natureza, desejo de conhecer [...] É fácil obrigar o aluno a ir à escola. O difícil é convencê-lo a aprender aquilo que ele não quer aprender”. (Rubem Alves, O desejo de ensinar e a arte de aprender) Veja mais Rubem Alves aqui.

PRA QUEM VIVE DE NARIZ EMPINADO COM SEU UMBIGO – Já dizia o poeta Manoel de Barros, no seu belíssimo “Matéria de Poesia”: “A gente é rascunho de pássaro, não acabaram de fazer...”. Veja mais Manoel de Barros aqui.

O DILEMA ENTRE A PAIXÃO E A RAZÃO – Já dizia o filósofo e poeta francês Gaston Bachelard (1884-1962): “A arte e a literatura realizam sonhos; a ciência, não!”. O filósofo além de desenvolver o novo espírito científico, investigou a natureza do imaginário poético extraindo novos significados das obras de artes. Veja mais Momento de Reflexão.

MEU EXÍLIO – Sempre me senti um exilado em minha própria terra e em meu próprio país. Por isso, faço meus os versos do escritor e jornalista mineiro Luiz Ruffato: “Onde quer que estejas, em teu país ou em outro, és estrangeiro: ninguém tua língua compreende. Só, o deserto de estranhas veredas percorres. Conservas, no entanto, dos primeiros anos o albor, quando tua cidade, madrasta e mãe, teus sonhos na noite fresca velava. A grande mão que afagou-te esmaga o peito agora. Ah! Somos apenas o que somos. Apenas”.

JOHN DEWEY – Para o filósofo e pedagogo norte-americano John Dewey (1859-1952), unir modéstia e coragem na defesa de suas próprias ideias é o único caminho pelo qual “[...] o filosofo pode encarar seus semelhantes e de frente, com franqueza e humanidade”. A coragem é outra virtude filosófica exaltada, levando-o a defender as causas da liberdade universitária, do socialismo econômico, da democracia política e da integração racial. Em seu pensamento, tudo isso depende da transformação do homem desde os seus primeiros anos. Veja mais John Dewey aqui.

PRA QUE SERVE O LIXO? – Muito ouvi de práticas de reutilização do lixo. Seja por meio seletivo, seja por consciência do reaproveitamento mesmo. Tem-se a impressão de que o ser humano possui uma capacidade de fabricar além de bosta, muito lixo. E o problema das gestões públicas é administrar esse lixão todo que vai virando o país. Afinal, quem quer colocar a mão no imprestável? Mãos à obra. Trago, portanto, a receita do escritor Marcelino Freire, no seu livro Angu de Sangue: “Lixo? Lixo serve pra tudo. A gente encontra a mobília da casa, cadeira para pôr uns pregos e ajeitar, sentar. Lixo pra poder ter sofá, costurado, cama, colchão. Até televisão”.

HISTÓRIA DA LITERATURA OCIDENTAL, DE OTTO MARIA CARPEAUX – É do ensaísta, crítico literário e jornalista austríaco naturalizado brasileiro Ottto Maria Carpeaux (1900-1978), essa importante coleção de Literatura trazendo uma abordagem histórica acerca do desenvolvimento literário no ocidente. Confira detalhes aqui.

QUANDO O VERSO ACABA? – Versos de um poema do poeta e ensaísta Armando Freitas Filho: “Nunca nenhum poema acaba a não ser com um tranco com um corte brusco de luz”.


Veja mais sobre:
O viúvo do padre aqui.

E mais:
Max Weber & Norah Jones aqui.
John Keats & Bárbara Lia aqui.
Mario Quintana, Wang Tu, Tácita, Eduardo Souto Neto, Carlito Lima, Mike Leight & Vera Drake, Suzan Kaminga & Ansel Adams aqui.
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Yoram Kaniuk, Thelonious Monk, Robert E. Daniels, Eugene de Blaas, Meir Zarchi,, Luciana Vendramini, Camille Keaton, Tono Stano, Eliane Auer, Prefeituras do Brasil, Juizados Especiais & Responsabilidade civil das instituições bancárias aqui.
Crepúsculo dos Ídolos de Nietzsche & Projeto Tataritaritatá aqui.
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O mal-estar na civilização de Freud & Coisas de antonte e dantanho aqui.
Nomes-do-pai de Lacan & BBB & Outras tacadas no toitiço do momento aqui.
A ilusão da alma de Eduardo Giannetti & A poesia veio dos deuses aqui.
Troço bulindo nas catracas do quengo, Fernando Fiorese & Abel Fraga aqui.
O mistério da consciência de Antonio Damásio &Nó na Garganta de Eduardo Proffa & Jan Claudio aqui.
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terça-feira, maio 20, 2014

ONIOMANIA, SHOPAHOLIC, PÍNDARO, LEMINSKI & GILTON DELLA CELLA



PROGRAMA TATARITARITATÁ  Hoje é dia de estreia do programa Tataritaritatá, a partir das 21hs. PROGRAMA TATARITARITATÁ – O programa Tataritaritatá que vai ao ar todas as terças, a partir das 21hs (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação  aqui.


MOMENTOS DE REFLEXÃO – Nesse tempo de umbigocentrismo & muito voyeur, nada melhor que trazer o uma importante expressão do filósofo, médico e teólogo judeu Moisés Maimônides (1138-1204): “[...] grande capacidade exclusiva do homem: nosso discernimento, a mais nobre das capacidades das quais somos dotados. [...] Mediante a inteligência, o homem discernia o verdadeiro do falso, ele possuía esta capacidade perfeita e completa. Pois bem, a feiura e a beleza estão no campo da opinião, não da razão, pois não foi dito que o céu é esférico seja belo, nem que a terra é plana seja feio, mas que isto é, respectivamente, verdadeiro e falso”. (Maimônides, Guia dos perplexos). Veja mais Momento de Reflexão.

A ONIOMANIA & O SHOPAHOLIC -  A compulsão pelo consumo levou à descoberta do transtorno de comprar: a oniomania. Os acometidos por esse transtorno são os shopaholic, ou seja, aqueles que o Alceu Valença na música Fé na Perua: “[...] O povo tá comendo vrido”. Apesar de descoberta no início do século XX, hoje ela é bem visível. Confira detalhes a respeito aqui.

SÓ A POESIA TORNA A VIDA SUPORTÁVEL – Aos desavisados, já dizia o poeta grego Píndaro (522aC-443aC), também conhecido como Pindaro de Beozia ou Pindaro de Cinoscefale: “A glória dos mortais num só dia cresce, mas basta um só dia, contrario e funesto, para que o destino, impiedoso, num gesto a lance e por terra é ela, súbito, fenece”.



GILTON DELLA CELLA – O cantor e compositor baiano Gilton Della Cella lançará no próximo dia 23 de maio, o seu cd Mistura Brasileira. Veja detalhes no convite acima. Daqui os nossos parabéns & sucesso pro Gilton.

AS APARÊNCIAS NÃO ENGANAM TANTO ASSIM - Agora vou de Paulo Leminski, do seu maravilhoso Catatau: “As aparências enganam mas enfim aparecem, o que já é alguma coisa comparado com outras que nem isso”.

MISSÃO DE FÉ - “Eu sou um homem; portanto, é meu dever compartilhar isto com os outros homens” (Fragments, Mestre Eckhart).


Veja mais sobre:
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E mais:
As pernas no Cinema & o Seminário – A relação do objeto, de Jacques Lacan aqui.
As pernas de Úrsula de Claudia Tajes & Mil Platôes de Gilles Deleuze & Félix Guattari aqui.
Marlene Dietrich & Hannah Arendt aqui.
Diálogos sobre o conhecimento de Paul Feyerabend & a poesia de Lilian Maial aqui.
As pernas da repórter Gracinaura aqui.
A tragédia humana de Imre Madách, a música de Pierre Rode, o cinema de Robert Joseph Flaherty, a pintura de Franz West, a arte de Vera Ellen & Anne Chevalier & Sarah Clarke aqui.
Educação, orientação e prevenção do abuso sexual aqui.
Segmentação do mercado na área de serviços aqui.
Das bundas & outros estudos bundológicos aqui.
Aristóteles, Rachel de Queiroz, Chick Corea, Costa-Gavras,Aldemir Martins, Teresa Ann Savoy, José Terra Correia, Fernando & Isaura, Combate à Corrupção & Garantismo Penal aqui.
Presente dela todo dia e o dia todo aqui.
O caboclo, o padre e o estudante, Lendas Nordestinas & Luiz da Câmara Cascudo aqui.
As obras de Gandhi & Programa das Crianças aqui.
Os lábios da mulher amada aqui.
Ritual do prazer aqui.
Funções do superego e mecanismos de defesa aqui.
Memória e esquecimento aqui.
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domingo, maio 18, 2014

POBREZA


POBREZA – O tema da pobreza tem sido objeto de atenção cada vez mais intensa por parte dos governos, organizações internacionais e, consequentemente, institutos de estatística, tendo em vista que o fenômeno da pobreza sempre existiu, mas sua interpretação tem variado muito ao longo do tempo.
Tradicionalmente, a condição de pobreza era entendida como algo natural, inevitável e inerente a uma parte grande, se não a maior, da humanidade, mas só se tornava objeto de preocupação de governantes e estudiosos dos fenômenos da economia e das populações quando os pobres, de alguma forma, saiam ou eram uma ameaça à ordem constituída, a pobreza era uma questão moral, consequência da falta de ética de trabalho e sentido de responsabilidade dos pobres, ou o efeito inevitável do desenvolvimento da economia industrial e de mercado.
Inicialmente convém conceituar pobreza para que esta possa ser observada dentro da problemática social, tendo em vista que a pobreza passa pelo problema econômico, biológico, educacional, cultural, dentre outros. Assim sendo, tradicionalmente definida como falta de poder econômico, a pobreza também significa carência de assistência médica, nutrição adequada, educação e emprego. Pessoas que não se alimentam apropriadamente são incapazes de se educar, aprender habilidades profissionais e conseguir ou manter ocupação rentável.
O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas enfatiza que cerca de 1,3 bilhão de pessoas, mais de um quinto da população mundial se sustentam com pouco mais de um dólar por dia e vivem, consequentemente, em pobreza absoluta; que aproximadamente 840 milhões de pessoas em todo mundo, em dados do início dos anos 2000, um em cada sete indivíduos sofrem de subnutrição; embora a produção mundial de alimentos seja significativa, os mais necessitados carecem de alimentação; quando os níveis de saúde e produtividade de uma nação declinam, esta torna-se vulnerável à instabilidade social, política e econômica. No entanto, é conveniente observar que as causas da pobreza não podem ser individuais, mas estruturais: a exploração do trabalho pelo capital, o poder das elites que parasitam o trabalho alheio saqueando recursos públicos, e a alienação das pessoas, criada pelo sistema de exploração, que impede que elas tenham consciência de seus próprios problemas e necessidades
A pobreza e a desigualdade, conforme Abranches (1985) e Codo (1996), são tão antigas quanto a humanidade, e sempre vieram acompanhadas de forte sentimentos morais. E conforme Oliveira (2000), para Malthus a causa principal da pobreza era a grande velocidade com que as pessoas se multiplicavam, em contraste com a pouca velocidade em que crescia a produção de alimentos. O problema se resolveria facilmente se os pobres controlassem seus impulsos sexuais e deixassem de ter tantos filhos. Ou melhor, a visão malthusiana da pobreza era extrema, e colidia com o valor da caridade, tão presente na tradição judaica, cristã e de outras religiões. Em todas as sociedades, sempre se reconheceu a virtude de ajudar aos pobres, ao mesmo tempo em que aceitava a inevitabilidade das diferenças sociais e da miséria humana.
A ideia de que as causas da pobreza e os caminhos para sua solução não dependem da vontade ou do caráter dos indivíduos, mas das relações entre as pessoas, sempre esteve presente nas formas mais radicais do cristianismo, e, na época moderna, nos escritos e movimentos políticos socialistas e comunistas. Para uns, a solução dependia ainda de uma regeneração moral, não mais dos pobres, mas dos ricos, cujo egoísmo e acaricia deveriam ser transformados em verdadeira caridade e sentimento de justiça.
Entende a teoria marxista de que a desigualdade e a pobreza são produzidas inevitavelmente pelas sociedades capitalistas. Assim, para os marxistas, esta crença no poder transformador das convicções e da força moral era o que caracterizava o "socialismo utópico", que deveria ceder lugar a um "socialismo científico", que entendesse a verdadeira natureza dos conflitos sociais, e os levasse à sua conclusão natural. A história da humanidade, dizia o Manifesto Comunista, era a história da luta de classes, e era através dela que os problemas da pobreza encontrariam sua solução. No entanto, com o capitalismo, as antigas classes estavam desaparecendo, restando apenas a burguesia e o proletariado, que se confrontariam na luta final pelo fim da pobreza e da desigualdade social.
As suas consequências, para Bauman (1999), leva ao entendimento de que a pobreza leva ao processo de degradação social que nega as condições mínimas de vida humana. A soma do resultado “fome-pobreza”, derivam outros fatores que “enfraquecem os laços sociais” e passam a destruir também, os laços afetivos e familiares. Todas as tentativas de mudança encontram barreiras e sua eficiência é momentânea, pois, este sofrimento da sociedade humana tem como precedente, amaras, que são facilmente retraçadas e mutáveis pela globalização e pelo sistema de produção capitalista.
É preciso entender que definir e medir a pobreza a calcular as porcentagens dos pobres de um país ou de uma região não é uma questão só de cifras e médias. Certos fatores geográficos, biológicos, sociais, entre outros, multiplicam ou reduzem o impacto exercido pelos rendimentos sobre cada individuo. Entre os mais desfavorecidos faltam em geral determinados elementos, como instrução, acesso à terra, saúde e longevidade, justiça, apoio familiar e comunitário, crédito e outros recursos produtivos, voz nas instituições e acesso a oportunidades.
Entendem Abranches (1985) e Codo (1996) que é possível se obter duas formas para a identificação da pobreza. A primeira é o método direto, consistido este em classificar na faixa de pobreza todas as pessoas cujo nível de consumo de certos bens e serviços, aqueles considerados essenciais à sobrevivência, está abaixo de um certo mínimo; a segunda forma é chamada de método da renda, onde consiste em se calcular o nível de renda associado à satisfação mínima das necessidades básicas, estabelecendo assim uma linha de pobreza. Isto quer dizer que todo o indivíduo com rendimentos abaixo desta linha é considerado pobre. Das duas formas a de mais aceitação seria a de método da renda, pois, através dela é possível quantificar a renda mínima necessária para a sobrevivência, e todo que estivessem abaixo desta seria considerado pobre.
A pobreza aparece como um sigma, daí que os sociólogos afirmam que a pobreza evoca uma condição humana humilhante. Distingue–se, pois, três níveis de pobreza, que formam ciclos concêntricos: o maior inclui todos os pobres, qualificados em relação ao seu baixo nível de renda; o segundo, menor, reagrupa os pobres que se beneficiam de certa alocação social, mas ao mesmo tempo são considerados como pessoas depravadas e mal formadas. O terceiro reúne os que recebem ocasionalmente uma alocação (CODO, 1996).
O estigma da degradação, de maneira tradicional, confunde a pobreza com a pratica de atos ilícitos. Retrocede–se à ideia medieval dos bons e maus pobres. Neste sentido, destacam–se, também os reflexos de condenação que surge do espetáculo da pobreza. Essas atitudes e representações são interiorizadas pelos próprios pobres. Uma vida fundada sobre a exclusão social, constitui a verdadeira definição da pobreza.
Enfim, há que se entender que a pobreza é um mundo complexo e a descoberta de todas as suas dimensões exige uma análise clara. Ou seja, ser pobre não significa apenas viver abaixo de uma linha imaginaria de pobreza, mas é ter um nível de rendimento insuficiente para desenvolver determinadas funções básicas, levando em conta as circunstâncias e requisitos sociais circundantes, sem esquecer a interconexão de muitos fatores.

É preciso respeitar melhor a vida
no amor que traz a paz que é tão bem-vinda.
Amar para se ter além do passional
e o coração valer o ser humano universal.

É preciso respeitar as diferenças
e não se equiparar ao que é hostil nas desavenças.
Lutar contra a mantença desigual
que forja o algoz na força do poder irracional.

Se entregar agora, todo dia e a noite inteira,
testemunhar assim as coisas verdadeiras.
Colher a lágrima do olhar mais desolado
para irrigar a sede do carinho devastado.

É preciso ter no olhar a flor da vida,
trazer a luz do sol nas mãos amanhecidas.
E perceber o amor no menor gesto natural
para valer o sonho mais presente mais real.

E afinal poder sorrir
como quem vai feliz viver,
a manter a crença e o seu proceder na paz.
Semear a vida no ideal de colher
o que virá depois
pra ser alegria imensa para um mais dois, mais!
Viver a vida pelo que foi e será, é e será!
(CRENÇA, Luiz Alberto Machado)

REFERÊNCIAS
ABRANCHES, S. Os Despossuídos, Crescimento e Pobreza no País do Milagre, Rio de Janeiro, Atlas, 1985
BAUMAN, Zygmunt. Globalização: As consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999. 
BRASIL. Censo 2000. Brasília: IBGE, 2002
CODO, W. et al. Indivíduo, trabalho e sofrimento. Petrópolis: Vozes, 1996.
LIRA, Fernando José. Crise, privilégio e pobreza. Maceió: EDUFAL, 1997.
____. Realidade, desafios e possibilidades. Maceió: EDUFAL, 1998
OLIVEIRA, Pérsio Santos. Introdução á sociologia. São Paulo: Ática, 2000.


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O cis, o efêmero & eu aqui.

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Christiane Torloni & a Clínica de Freud aqui.
Paulo Moura, Pedro Onofre, Gustavo Adolfo Bécquer, Marcos Rey, Mihaly von Zick, Marta Moyano, Virna Teixeira aqui.
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A ambição do prazer aqui.
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sexta-feira, maio 16, 2014

BAUDELAIRE, KIERKEGAARD, GIANNI VATTIMO, IK, ADRIANO NUNES & ANTÍPODAS TROPICAIS



DO INDIVIDUALISMO POSSESSIVO AO UMBIGOCENTRISMO DA FUTILIDADE – Já dizia o filósofo e político italiano, um dos expoentes da pós-modernidade, Gianni Vattimo: “[...] significa que hoje temos laços comunitários menos fortes, enraizamentos menos profundos na família e com a comunidade do território, não acreditamos mais na raça”. Veja mais do Umbigocentrismo


A MULHER E A SORTE PARA SÖREN AABYE KIERKEGAARD (1813-1855) – “[...] A sorte não nos bafeja muitas vezes, devemos pois aproveitá-la o mais possível quando se apresenta; o mal está em que não é de modo algum difícil seduzir uma jovem, mas sim encontrar uma que valha a pena ser seduzida”. (Diário de um sedutor, Kierkegaard). Veja mais Filosofia.

A VIDA SEMPRE POR UM TRIZ – Já dizia Baudelaire: “Felizmente, essa imaginação interminável só durou um minuto, pois num intervalo de lucidez, às custas de um grande esforço, você conseguiu olhar para o relógio. Mas já outra corrente de ideias o está levando; por mais um minuto o fará rolar no seu redemoinho vivo, e esse outro minuto será uma eternidade. Pois as proporções do tempo e do ser estão totalmente distorcidas pela quantidade e intensidade das sensações e das ideias. Parece que se está vivendo várias vidas de homem no espaço de uma hora”. (Charles Baudelaire, O poema do haxixe. Rio de Janeiro: Newton Compton, 1996). Veja mais Baudelaire.

TRIBO IK – Por força de uma determinação governamental, a tribo Ik caçadores das montanhas do norte de Uganda, foi transferida das suas terras de caça para um território com solo árido e rochoso. O resultado dessa decisão provocou a fome entre esse povo montês, definhando por falta de alimento e deteriorando sua estrutura social. A fome predominava e, por causa disso, uns se voltaram contra os outros, abandonando os sentimentos de amor e afeição que havia entre eles. As crianças da tribo que não conseguiam encontrar comida eram deixadas em cercados à espera da morte, juntamente com os avós deixados à míngua.

ANTÍPODAS TROPICAIS, DE ADRIANO NUNES – Já tem data marcada para o lançamento do segundo livro do poeta alagoano Adriano Nunes, Antípodas Tropicais, pelo selo da Editora Vidráguas, da poetamiga e editora Carmen Presotto. Em Maceió, o lançamento ocorrerá no próximo dia 28/05, às 11hs, na Editora/Livraria Edufal, no campus da Ufal. Imperdível. Veja mais Adriano Nunes.


Veja mais sobre:
Da semente ao caos, Lasciva na Ginofagia & a arte de Vanice Zimerman aqui.

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VINICIUS, MIGUEL ASTURIAS, ORTEGA Y GASSET, CAMILLE CLAUDEL & RICHARD MARTIN

IARA, IARAVI – Um dia Fiietó se apaixonou. E ele com a sua força e firmeza no braço, altivez de porte e agudez de vista, dominava a matari...