quinta-feira, outubro 31, 2013

MEMÓRIA E ESQUECIMENTO



MEMÓRIA E ESQUECIMENTO - O presente estudo se propõe a tratar acerca da temática da memória e do esquecimento sob os aspectos psicológicos.
Nesse sentido, entende-se que a memória é um processo psicológico básico que demonstra a capacidade do ser humano de armazenar os estímulos oriundos do universo ao seu redor.
Por outro lado, o esquecimento, em conformidade com o senso comum, é tido como um malefício ou enfermidade que acomete o processo de memorização, prejudicando o ser humano de lembrar-se de compromissos ou de eventos que são necessários para o desenvolvimento vital.
Tendo em vista o exposto, a pesquisa ora realizada pretende tratar à luz dos ensinamentos psicológicos de que forma são tratadas as memórias e o esquecimento, à luz das ideias, teorias e estudos realizados.
Justifica-se a realização do estudo, tendo em vista a importância da memória e procura incessante pelo ser humano de se evitar o esquecimento.
Trata-se, portanto, de importante tema para a sociedade em geral, tendo em virtude de envolver todo ser humano e o seu entendimento acerca da proposta temática.
Objetiva esta pesquisa efetuar uma abordagem histórica e teórica acerca dos processos, estruturas e medidas da memória, bem como da conceituação e tipologia de esquecimento detectada pelas mais diversas vertentes teóricas da psicologia.
A metodologia empregada para o desenvolvimento do estudo é de natureza descritiva e bibliográfica, baseada na revisão da literatura efetuada a partir de livros, publicações especializadas, artigos, dissertações de mestrado, teses de doutorado e sites da internet.
Na primeira parte do trabalho são abordadas as questões atinentes à memória, relativas a sua fundamentação conceitual, processos, estruturas e medidas.
A segunda parte aborda o esquecimento, sua conceituação e tipologia encontrada nos estudos e pesquisas científicas.
Por resultado, visualizou-se a importância de se abordar tais temas por serem de suma importância para todo ser humano na atualidade.

A MEMÓRIA: ABORDAGEM HISTÓRICA E TEÓRICA – O termo memória é oriundo do grego Mnemosyne com sentido de deusa da memória, e do adjetivo latino memor que significa aquele que se recorda ou se lembra.
Na mitologia grega, conforme Hesíodo (1991), Mnemosyne tem o sentido de memória pura. Contudo, ao conceber com Zeus as musas, ela além de ser a memória, possui o atributo lesmosyne, ou seja, do esquecimento. A partir disso, originário do seu nome surgem as musas da música, da História, da poesia épica, da dança, entre outras.
É exatamente a deusa Mnemosyne que, segundo Goff (2013), revela os segredos do passado para introduzir o ser humano nos mistérios do além, deixando claro o entendimento de que a memória é um dom e a anamsesis é a reminiscência como técnica mística e ascética.
Nas antigas doutrinas pitagóricas e órficas, segundo Gori (1998), a memória é o antídoto do esquecimento.
Já Hipona (1984), Goff (2013) e Gori (1998) registram que Platão metaforizava que a memória é um aviário, ou seja, pássaros capturados que formam as lembranças. Além disso, Platão (1973) desenvolvia uma prática para produzir conhecimento entre os seus alunos, por meio de técnicas de rememoração que visavam um saber enciclopédico.
Na visão de Aristóteles (2012), a memória possui distinções identificadas inicialmente na mnemê que é a memória propriamente dita e como faculdade de conservação do passado, e depois na mamnesi que é a reminiscência como faculdade de evocação voluntária do passado.
Na Idade Média, anota Goff (2013) que com a difusão monopolizadora do Cristianismo, adotou-se o sentido de memória litúrgica como dever da memória constituinte e da recordação, que compreendiam as memórias laicas e coletivas por meio do ensino oral e escrito dos santos e mortos, localizadas nos escritos do Deuteronômio, no Antigo Testamento. Tal condução será encaminhada por Hipona (1984), aprofundando o tema da memória na dialética cristã com perspectiva psicológica.
No séc. XVI, assinala Yates (2007) que a memória foi tratada por Giordano Bruno no seu hermetismo mnemônico, sob o entendimento que ela funcionava por magia, na ação dos poderes cósmicos e pela imaginação. Posteriormente, o entendimento de memória foi evidenciado no séc. XVII, quando Locke (1999) considerou a potencia da memória como cadeias que incluíam a percepção e a responsabilidade ligadas a uma pré-condição da identidade ligada ao presente pelas profundezas do passado.
Nesse pensamento, conforme Middleton e Brown (2006), a memória adquire o sentido a partir do eu forense, fundamentado na conceituação de identidade, Evidencia-se, portanto, que a memória, segundo os autores mencionados, é um lócus crucial relativa à identidade pessoal e ordenamento social. Aparecem, então, Bergson (1999) e James (1943) que no séc. XIX e XX aprofundam os questionamentos filosóficos e psicológicos acerca da memória.
As ideias bergsonianas, conforme Andrade (2012), davam conta de que com a inclusão da dualidade de coisa e imagem, formar-se-iam as lembranças e recordações.
Por outro lado, James (1943) advogava a ideia de que a recordação humana é efetuada em virtude do sentido dado aos acontecimentos individuais, anotando que a memória é apreendida por meio do fluxo de consciência da autoconsciência humana. Quanto ao esquecimento, o autor define como função importante igualmente à de recordar.
Segundo Pavão (2013), Middleton e Brown (2006) e Schultz e Schutlz (2012), esse autor dividiu a memória em consciente primária e consciente secundária. Assim, entendem esses autores que o pensamento do funcionalismo pragmático jamesneano dá valor à questão da continuidade da consciência, tratada a partir da experiência implicando o processo de memorização numa forma de seleção e escolhas das conexões adotadas pelas recordações.
É quando surge Durkheim (1978) defendendo que nada é retido do passado, mas a ele se volta, graças aos índices fornecidos e o apoio proporcionado pela própria cultura. Assim, no dizer de Pollak (2013), a abordagem durkheimiana se desenvolve na ênfase à memória coletiva, bem como à sua duração, continuidade e estabilidade. Essa memória coletiva traz acentuadas funções positivas de reforço da coesão social pela adesão afetiva ao grupo, sendo, pois, a nação e a memória nacional as formas mais completas desse tipo de memória.
Registra, então, Costa (2013) que foi Herman Ebbinghaus quem primeiro utilizou experiências práticas destinadas aos estudados da memória, introduzindo a técnica das sílabas-sem-sentido e da economia. A técnica das sílabas-sem-sentido, no dizer de Costa (2013), objetivou reduzir a interferência do significado nos processos de retenção, dado que possibilitaria utilização de material rigorosamente homogêneo. A técnica da economia, segundo Costa (2013), procurou representar meio de se medir a memória através do reaprendizado, valendo como forma de evidenciar a distinção entre retenção e evocação que representam o desempenho. Ele se interessou pela analise do processo de participação dos motivos e valores do sujeito relativamente aos fenômenos de evocação que nele ocorrem. Também se concentrou na análise das variáveis sociais, procurando o sentido social da memória.
Em seguida, conforme Alves (2013) e Middleton e Brown (2006), foi Frederic Barlett quem propôs a ideia de que o ser humano não retém senão esquemas muitos gerais do que se experimenta no passado. Com isso, o processo de evocação é o trabalho de reconstrução, ou seja, só se retém os dados centrais, sugerindo a participação do sujeito intensa e altamente distorsiva.
Nesse mesmo período surge, conforme Middleton e Brown (2006), a tese de E. Cassirer defendendo que nunca se convive diretamente com as coisas, mas com os símbolos que as representam, resultando da transposição do plano perceptual para o da memória, ou seja, de modo como se lida com os objetos externos para o modo como se trabalham os conteúdos internalizados através da experiência prévia.
Também nesse contexto, em conformidade com Gunston (1987), aparecem os estudos desenvolvidos por Wilder Penfield defendendo a tese de que oculto no cérebro, existe um registro do fluxo de consciência. Esse registro parece reter todos os detalhes desse fluxo, conforme é este percebido durante todos os momentos de vigília ou consciência. Nesse registro estão contidas todas as coisas de que o individuo já tomou conhecimento, inclusive as impressões que dele pode lembrar instantes depois, mas que, em grande parte, ficam perdidas para a recordação volitiva depois disso.
Acrescenta Buletza(1984), que os estudos desenvolvido por Penfield demonstraram que a recordação pode iniciar-se numa estimulação lobo-temporal e, por consequência, haverá uma recordação tendo em vista que danos no sistema límbico resultam em prejuízo à capacidade de recordar.
É nesse ínterim que surgem as contribuições de Kurt Lewin e do Gestaltismo que, segundo Schultz e Schutlz (2012), passaram a entender a memória objeto produzidas em torno do fenômeno da fixação e retenção defendidas por Kohler e Restorff, além das produzidas relativamente à evocação, esta defendida por Kohler, Restorff e Kofka, e, finalmente, as realizada e fundadas na evolução do material retido, enfatizando-se o processamento das distorções, defendida por Wulf.
A tese gestaltista, nas observações de Schultz e Schutlz (2012),  é a de que sempre se favorecerá o material provido ou dotado de maior sentido ou organicidade. Nesse sentido, no domínio da memória, a evocação de certo material se deveria subordinar à organização do campo temporal, jogando-se com as noções de figura e fundo, introduzidas e fenomenologicamente descritas por E. Rubin. Assim, no entendimento dos autores supracitados, tanto Kohler como Kofka não excluem o papel do sujeito nos atos de memorização, mas concebem relevo maior às condições derivadas da organização do campo temporal, repetindo a posição que desenvolveram no domínio da percepção.
A partir dessa abordagem histórica, passa-se ao tratamento da fundamentação conceitual da memória.

A MEMÓRIA: FUNDAMENTAÇÃO CONCEITUAL –A memória, no dizer de Pinel (2005), lida com a maneira como as mudanças são armazenadas e subsequentemente reativadas.
Já para Alves (2013) a memória humana é considerada como um sistema de armazenamento e recuperação de informação, obtida através dos sentidos.
Gazzaniga e Heatherton (2005) ampliam esses conceitos definindo que a memória é a capacidade do sistema nervoso de adquirir e reter habilidade e conhecimentos utilizáveis, o que permite aos organismos vivos beneficiarem-se da experiência.
Nesse sentido, evidencia Pavão (2013) que a memória pode ser definida como a capacidade de um organismo alterar seu comportamento em decorrência de experiências prévias. Por esse entendimento, o autor mencionado chama atenção para o fato de que do ponto de vista fisiológico, essa capacidade é resultado de modificações nos circuitos neurais em função da interação do indivíduo com o ambiente. Entretanto, com a revisão da literatura procedida, encontrou-se que a definição da memória passa por seu entendimento tanto em sentido amplo, como em sentido restrito. Em sentido amplo a memória é a retenção de qualquer aprendizagem, não se distinguindo memória e hábito. Nesse sentido, refere-se a uma série de manifestações diversas identificadas na fixação, evocação, retenção, reconhecimento e esquecimento. Já em sentido restrito é a expressão que apenas cobre aquilo que pode ser objeto de evocação ou reconhecimento.
Para melhor entendimento da memória, Pinto (2001) observa a existência de muitas e diferentes perspectivas. Frequentemente, segundo o autor, as perspectivas mais usuais são a estrutural e a processual.
A perspectiva estrutural, conforme Pinto (2001), considera que a memória é constituída por vários sistemas responsáveis pelo armazenamento e retenção da informação quer seja a curto prazo, quer a longo prazo.
A perspectiva processual, segundo Pinto (2001), entende que a informação por meio da aquisição daria entrada na memória, permanecia por meio da retenção durante certo tempo e por meio da recordação seria lembrada ou recordada.
Nesse contexto, entende Davidoff (2001) que a memória traz referência aos processos variados e estruturas envolvidas no armazenamento e recuperação de experiências.
Já para Morris e Maisto (2004) a memória depende dos registros sensoriais. Esses registros sensoriais são as informações obtidas pelos sentidos, Os registros visuais e auditivos são os registros sensoriais mais estudados.
Segundo Bergson (1999), a memória se divide em hábito ou pura. Para ele, a memória-hábito é corpórea, orgânica, depende do cérebro e é adquirida por repetição, estruturada pelos mecanismos motores e orientada para a ação. Assim, para esse autor, na memória-hábito o passado se revela por inteiro na criação, com ausência da consciência e com definição do processo na repetição, identificado que o ato executado anteriormente seria de novo reproduzido.
A memória pura ou memória propriamente dita, conforme Bergson (1979), é espiritual, espontânea, representativa, reflexiva e desinteressada.
Nessa condução, entende Goff (2013) que foi Pierre Janet que retomou as conduções dadas por Bergson (1999), dividindo a memória em memória-repetição e memória-relato. A memória-repetição seria caracterizada pelo hábito. A memória-relato seria social e socializadora, sendo essa a memória propriamente dita.
Noutra perspectiva, encontrou-se em Pinel (2005) que ao se basear nas ideias de Brenda Milner, o hipocampo possui relação com a memória imediata. Para o autor mencionado, o hipocampo desempenha papel fundamental na memória para localização espacial. Há muitas teorias sobre a função do hipocampo, todas as quais reconhecem sua importante função na memória espacial.
Oriundo desse entendimento, várias teorias são encontradas, tais como a teoria do mapa cognitivo e da associação configural.
A teoria do mapa cognitivo, segundo Pinel (2005), defende a existência de vários sistemas no cérebro especializados na memória para diferentes informações e, uma delas, é a de que a função especifica do hipocampo é o armazenamento de memórias para localização espacial.
A teoria da associação configural, no dizer de Pinel (2005), defende que a memória espacial é uma manifestação especifica do hipocampo.
Também salienta Pinel (2005) que o papel do hipocampo é especifico no reconhecimento de objetos e de sua relação com o córtex rinal.
A partir disso, passa-se a discorrer acerca dos processos da memória no presente estudo.

OS PROCESSOS DA MEMÓRIA – Os processos da memória, segundo Goff (2013), Pollak (2013) e Pinto (2001), são entendidos como o motor central da aprendizagem, definidos por meio de vários processos distintos por função e área do cérebro associada.
Os processos da memória, segundo Davidoff (2001) são codificação, armazenamento e recuperação.
A codificação, no dizer de Davidoff (2001, p. 205) é “[...] o conteúdo destinado ao armazenamento”. Esse conteúdo armazenado, segundo Gazzaniga e Heatherton (2005) obedece ao princípio da especificidade de codificação proposto por Engel Tulvig, defendendo que pelo processo de codificação de uma experiência pode mais tarde desencadear memórias.
O armazenamento, para Gazzaniga e Heatherton (2005, p. 227), é o processo que se refere “[...] à retenção de representações codificadas ao longo do tempo e corresponde a alguma mudança no sistema nervoso que registra o evento. As representações armazenadas são referidas como memórias”.
Acrescenta Pinto (2001) que o processo de armazenamento ou retenção é aquele que é responsável pela conservação da informação na memória.
A recuperação, no dizer de Gazzaniga e Heatherton (2005, p. 227) “[...] é o ato de recordar ou lembrar a informação armazenada para poder utilizá-la”. Assim sendo, para os autores em comento, o ato de recuperação envolve um esforço explícito para acessar os conteúdos dos armazenamentos de memórias, envolvendo os sistemas de memória implícita e explícita.
A memória implícita, conforme Gazzaniga e Heatherton (2005), refere-se à intensificação da memória sem esforço ou consciência. Já a memória explícita, para esses autores, envolve o armazenamento e a recuperação consciente de memórias declarativas, a exemplo de experiências pessoais e significado das palavras.
Gazzaniga e Heatherton (2005) acrescentam o processo de repetição tanto de manutenção como elaborativa. A repetição de manutenção envolve repetir muitas vezes o item. Já a repetição elaborativa envolve codificar a informação de maneiras mais significativas. Ainda acrescenta Gazzaniga e Heatherton (2005) o processo de consolidação que é um processo hipotético que faz referencia à transferência de conteúdos da memória imediata para a memória de longo prazo, resultante das mudanças na força das conexões neurais que sustentam a memória. Para esses autores, a consolidação é a denominação técnica dada ao processo de amadurecimento, sob o argumento de que a existência desse período se manifesta pela ausência de retenção, sempre que o funcionamento cerebral é interrompido imediatamente após a aprendizagem processada.
Outros processos são identificados por Goff (2013), Pollak (2013) e Pinto (2001) como as memórias sensoriais, de curto prazo, semânticas, episódicas, entre outras apresentadas no tópico a seguir.

AS ESTRUTURAS DA MEMÓRIA – As estruturas da memória, conforme Gazzaniga e Heatherton (2005) são identificados por meio de esquemas definidos como estruturas cognitivas hipotéticas que possibilitam perceber, processar, organizar e usar as informações.
Para Morris e Maisto (2004, p. 202), as memórias “[...] são formadas por alterações nas conexões sinápticas existentes entre os neurônios”.
Por essa razão, observa Buletza (1984) que a memória possui duas classificações: a biológica e a de conteúdo. A biológica é aquela que se manifesta em conformidade com seu tempo de duração, sendo, pois dividia em memória de trabalho, de curta duração ou de longa duração.
Outras classificações da memória são encontradas por Galera e Oliveira (2004), como a memória de trabalho ou operacional, identificada como aquela usada para o entendimento da realidade possibilitando a formação ou evocação de outras memórias. Trata-se, portanto, para os autores mencionados, do instrumento de análise da realidade. Merece registro o fato de que a MCP e a MLP foram apresentadas pelos estudos realizados por Donald Olding Hebb.
Reunindo tais classificações encontram-se as estruturas da memória que, segundo Davidoff (2001) compreendem a memória sensorial, de curto prazo e de longo prazo.
A memória sensorial, conforme Davidoff (2001), contém sensações e pode ser icônica ou auditiva. A icônica é aquela sensorial visual que preenche os intervalos, conectando os quadros estáticos e possibilitando um fluxo regular de ação. A memória sensorial auditiva ou ecoica, segundo Davidoff (2001) possibilita a recordação imediata e precisa, retendo uma representação fiel e por tempo suficiente. Salientam Gazzaniga e Heatherton (2005, p. 218) que tanto a memória icônica como a ecoica possibilitam “[...] experienciar o mundo como um fluxo contínuo”. Nesse sentido, é a memória sensorial o processo em que ocorre a interação com o mundo por meio da capacidade de percepção das informações dos sentidos visuais e auditivos.
A memória de curto prazo (MCP), conforme Morris e Maisto (2004), é também denominada de memória imediata, cobre um curto período de tempo, independente da consolidação, consistindo numa pura atividade de reverberação. Essa MCP contém as informações que se está pensando ou das quais se está plenamente consciente. Para Gazzaniga e Heatherton (2005), a MCP, também identificada como memória imediata, sendo, por isso, um sistema de memória de capacidade limitada e que mantém informações por um breve período. Conforme Morris e Maisto (2004), como as MCP são efêmeras e duram poucos segundos, podem reter informações por períodos mais longos por meio da repetição mecânica, também denominada de ensaio de manutenção, consistindo no processo de repetir a informação de forma indefinida.
As funções da MCP, segundo Davidoff (2001), são as de armazenamento temporário e gerenciamento geral, quando seleciona o que será retido temporariamente, transferindo o conteúdo para a memória de longo prazo (MLP) como registros mais permanentes e, ao mesmo tempo, recupera dados dos depósitos sensoriais e de longo prazo.  Acrescenta a autora mencionada que a MCP é o centro da consciência humana, possuindo um sistema que é chamado de memória de trabalho.
A memória de trabalho, conforme Gazzaniga e Heatherton (2005, p. 221) é o “[...] sistema de processamento ativo que mantém as informações” para que sejam utilizadas nas atividades de solução de problemas, raciocínio e compreensão.
A memória de longo prazo (MLP), segundo Davidoff (2001), é a capacidade de recordar grande quantidade de informações por períodos substanciais de tempo.  Para Morris e Maisto (2004), a repetição mecânica também é útil para a MLP, como também a repetição elaborativa que exige um processamento mais profundo e significativo de novos dados. Nesse sentido, a MLP, supõe um período de consolidação, estendendo-se por um período de cerca de quinze minutos.
Há que se considerar que, para Bergson (1999) o ponto de partida é constituído pela distinção entre memória do passado e memória do presente, explicando a ideia paradoxal de memória do presente pelo fato de que as lembranças não se formam jamais após a vivência perceptual e sim concomitantemente. A partir disso, ocorreu a distinção entre MCP e MLP porque esta é superficial, defendida por A. W. Melton.
Dessa forma, conforme Andrade (2012) distingue-se a MCP da MLP por meio de duas teorias: monista e dualista. A teoria monista entende que a memória é originada nas conexões existentes entre os neurônios, por meio das sinapses que são ativadas fortalecendo temporariamente a formação de MCP que é efêmera. Por outro lado, na MLP as sinapses são permanentemente fortalecidas.
A perspectiva dualista, segundo Andrade (2012), é defendida por Donald Olding Hebb e Brenda Milner, considerando que os fatos recolhidos falam contra uma interpretação monista ou unifatorial da memória.
No entendimento de Gazzaniga e Heatherton (2005) a distinção ocorre por meio do efeito de posição serial que engloba os efeitos de primazia e de recentidade. O efeito de primazia faz referência à melhor memória para os itens apresentados, ou seja, dizem respeito à MLP. Por outro lado, o de recentidade é referente à melhor memória para os itens mais recentes, dizendo respeito à MCP.
A MLP, conforme Morris e Maisto (2004) pode ser classificada como episódicas, semânticas, emocionais e de procedimento.
As memórias episódicas, para Morris e Maisto (2004, p. 199), são “[...] lembranças de acontecimentos presenciados em um momento e lugar específicos”, identificadas como pessoais.
As memórias semânticas, conforme Morris e Maisto (2004, p. 199), “[...] são fatos e conceitos que não estão ligados a um determinado período de tempo”, sendo, pois, a reunião enciclopédica de fatos e conceitos.
As memórias emocionais, segundo Morris e Maisto (2004, p;200), “[...] são respostas emocionais aprendidas em relação a diversos estímulos”, identificando-se como as relações de amor e ódio, medos, repulsas e ansiedades.
As memórias de procedimento, para Morris e Maisto (2004, p. 199) “[...] são as habilidades e os hábitos motores”, como, por exemplo, o fato de andar de bicicleta, nadar, tocar um instrumento musical, entre outras atividades;
Outros processos da memória são acrescentados por Goff (2013), Pollak (2013) e Pinto (2001), tais como a memória processual, declarativa, associativa e Priming.
A memória processual, segundo Goff (2013), Pollak (2013) e Pinto (2001), possui a capacidade de guardar as aprendizagens automaticamente independente da consciência. Essa memória, também identificada como memória muscular, faz referência às capacidades de aptidões e de processos motores.
A memória declarativa, para Goff (2013), Pollak (2013) e Pinto (2001), é aquela que identifica fatos ou eventos e qualquer informação que possa ser expressa conscientemente.
A memória associativa, segundo, Schultz e Schutlz (2012), é aquela cuja associação entre estímulo e resposta, era usada para provar a existência de consciência nos animais.
A memória priming, conforme Goff (2013), Pollak (2013) e Pinto (2001), também denominada de representação perceptual, faz referencia às redes de conhecimento ativadas pelo cérebro diante de um estímulo, representando toda associação dos estímulos captados pelos sentidos. Esse tipo de memória é identificado como a essencial para a aprendizagem por estar presente na aquisição, aperfeiçoamento e manutenção das competências.

AS MEDIDAS DA MEMÓRIA – As medidas das memórias, conforme Davidoff (2001) são identificadas nos três tipos de rememoração, quais sejam: reaprendizagem, reconhecimento e recordação.
A reaprendizagem, no dizer de Davidoff (2001), foi apresentada por Ebbinghaus como interligação das memórias sensoriais armazenadas na mente, por meio do sistema de sílabas sem sentido para comparação da aprendizagem de um conjunto de sílabas sem sentido sob um determinado conjunto de circunstâncias com a aprendizagem de outro conjunto sob diferentes condições.
O processo do reconhecimento, segundo Davidoff (2001), se refere ao processo de busca de duas fases, sendo a primeira da formação de uma representação daquilo que se busca e, a segunda, nas tentativas de emparelhar a representação interessada na memória. Esse processo, segundo Davidoff (2001) pode ser de familiaridade e de identificação. A familiaridade pode ocorrer sem identificação e as mesmas estarem fundidas. Além disso, para essa autora, o reconhecimento pode ser imediato quando a memória pode surgir a qualquer momento.
O processo de recordação, conforme Davidoff (2001), é a busca controlada pela memória e envolve três passos: colhem-se indícios da pergunta de recordação; usam-se os indícios para gerar alternativas plausíveis; e seleciona o objetivo. Também na recordação, como no reconhecimento, pode haver o envolvimento da familiaridade e da identificação.
Davidoff (2001) distingue a recordação do reconhecimento, considerando que na recordação se colhe os indícios, busca na memória a informação e aplica o teste de reconhecimento. Já no reconhecimento, a informação já está encontrada sem que se precise procurá-la, realizando apenas o teste de reconhecimento.
Tendo-se, pois, tratado acerca da memória, passa-se nesse momento para uma abordagem acerca do esquecimento, sua conceituação e tipologia.


ESQUECIMENTO: REVISÃO DA LITERATURA –Estudos sobre esquecimentos, conforme Pergher e Stein (2013), foram negligenciados por causa do fato de que a Psicologia Cognitiva, em seus primórdios, se voltava para o funcionamento cognitivo dos seres humanos por meio das metáforas computacionais. Contudo, nas últimas décadas ocorreram crescentes interesses sobre o assunto em função dos avanços das Neurociências. Essas mudanças permitiram o desenvolvimento de teorias sobre o esquecimento.
O esquecimento, conforme Hipona (1984) é a privação da memória. Enquanto Bergson (1999) entende como sendo uma condição indispensável de aprendizagem nova, adquirindo sentido estratégico conceitual tendo em vista que se realiza por um novo armazenamento informativo. Dessa forma, seria um fenômeno paralelo ao que se mostra no domínio perceptivo.
Já no dizer de Felinto (2013), o esquecimento tradicionalmente constituiu a contraparte perversa da memória, a destruição que ocorre por força do tempo e das distorções imprevisíveis da mente humana.
Para Pollak (2013), o esquecimento ocorre por diferentes razões por sua inerência e constância às diversas culturas.
As teorias do esquecimento, segundo Pollak (2013) compreendem o desuso, o recalcamento, a inibição retroativa, a consolidação, a repressão e a tese do esquecimento ativo.
A teoria do desuso, para Pollak (2013) está centrada na importância concedida ao fator tempo, como variável erosiva, se reduzindo à teoria da inibição retroativa.
A teoria do recalcamento foi desenvolvida por Freud (2013), como sendo o processo dinâmico que exige determinado dispêndio de energia para efetuar um contra-investimento na manutenção do recalque, tendo em vista que o desejo inconsciente se mantém forçando o regresso da consciência e da motilidade. Assim, o recalque é identificado como um tipo de defesa que se constitui de um mecanismo universal e necessário que consiste no afastamento de determinados elementos que se encontram no campo da consciência e mantidos na esfera do inconsciente. Esses conteúdos são inacessíveis ao domínio consciente sob a forma de uma negação.
A teoria da inibição retroativa, no dizer de Felinto (2013), traduz que a experiência comprova que certo aprendizado pode sofrer obstrução por outro que, imediatamente, se procure realiza.
A teoria da consolidação, segundo Paixão (2013), se desenvolve por meio da transferência dos engramas temporários do hipocampo que estabiliza os arquivos corticais da memória para outras regiões do neocórtex para serem consolidados e duradouros, tornando-os independentes e possibilitando a sua recuperação.
A teoria da repressão é a teoria do esquecimento ativo que, segundo Freud (2013) e Felinto (2013), resulta do exame de material clinico. Assim, conforme Felinto (201’3), essa tese do esquecimento ativo evidencia que se trata de um fenômeno essencialmente negativo devido à deficiência. Tal tese está baseada na afirmação de Nietzsche (2001): ”Fui eu quem fiz isto, diz minha memória; é impossível que o tenha feito, diz meu orgulho e fica irredutível. Afinal é a memória quem cede”.
Galera e Oliveira (2004) acrescenta a teoria da deterioração desenvolvida por Ebbinghaus e que, segundo Pergher e Stein (2013) trata do desaparecimento dos traços de memória, identificando-se a curva de esquecimento que demonstra que a maior parte do esquecimento se produz nos primeiros momentos logo após a aprendizagem.
Já a teoria da falha na recuperação, segundo Pergher e Stein (2013), propõe que o fato desse fenômeno ocorre em função de uma falha na recuperação das mesmas.
Middleton e Brown (2006) e Pergher e Stein (2013) trazem a teoria dos esquemas como um modelo de esquecimento desenvolvido por Frederic Bartlett baseado no fato de que a memória não poderia se dar por meio de restritos experimentos de laboratório, propondo mudanças em termos de procedimentos experimentais. Por essa teoria, verificou-se que geralmente uma recordação acurada era a exceção, e não a regra, tendo-se a certidão de que as informações não lembradas fazem parte do o processo de compreensão de uma situação gerando distorções e perdas de informações originais e gerador uma nova estrutura. Assim, no processo pode ocorrer perda ou distorção de informações já armazenadas, ou seja, esquecimento.
A teoria da interferência, conforme Pergher e Stein (2013), foi desenvolvida por J. A. McGeoch, ao postular que o esquecimento das informações se dá em virtude da influência de algumas memórias sobre outras, além de predizer que as informações mais antigas serão lembradas com mais dificuldade do que as informações mais recentes.

OS TIPOS DE ESQUECIMENTO –  Segundo Davidoff (2001), os tipos de esquecimento são falhas na codificação, no armazenamento e na recuperação.
As falhas na codificação, segundo Davidoff (2001), considera que o esquecimento ocorre porque originalmente os materiais deixam de ser representados por completo, tendo em vista que o ser humano tende a codificar somente os detalhes de que necessita para finalidades práticas.
As falhas no armazenamento, conforme Davidoff (2001) se dá por conta da teoria da deterioração, ou seja, enquanto o tempo passa, a memória desintegra-se mais completamente, até não restar nada para recupera.
As falhas na recuperação, no dizer de Davidoff (2001), ocorrem por considerar-se a interferência uma importante influencia exercida na recuperação das MS, MCP e MLP. Isso quer dizer que as falhas de recuperação podem depender de problemas com os indícios ou indicadores, assim, para ter significado, os conceitos precisam ser conectados a informações na memória.
Já a amnésia ou perda da memória, conforme Davidoff (2001), pode decorrer de vários incidentes ocorridos no cérebro, uma vez que ela varia em função de uma série de dimensões. Esse distúrbio pode ser temporário ou essencialmente irreversível. A amnésia pode ser retrógrada quando ocorre a perda da memória de eventos ocorridos antes do trauma. Também será retrógrada grave quando se manifestar como anterógrada, ou seja, o esquecimento de eventos ocorridos após o acidente. Assim, a amnésia retrógrada ocorre quando nenhuma evocação se produz em relação aos fatos que se desenrolam depois de um acidente. Em vista disso, as formas de esquecimento são extinção, repressão, não persistência das memórias de curta duração e o esquecimento real.
A extinção, segundo Pergher e Stein (2013), é o processo condicionado ou incondicionado que ocorre entre um estimulo e a sua lembrança, sendo, também, um comportamento adaptativo. É utilizada no tratamento de medos e fobias, bem como para afastar traumas.
A repressão, para Pergher e Stein (2013), é um postulado freudiano que se identifica pelo processo voluntário ou involuntário do cérebro de reprimir determinada memória.
A não persistência das MCP, segundo Pergher e Stein (2013), é a ausência de memorização de um fato.
O esquecimento real, conforme Pergher e Stein (2013), é o fato que se dá pela perda da memória.
Gazzaniga e Heatherton (2005) chamam atenção para a transitoriedade, bloqueio, desatenção e interferência que são identificados como os sete pecados da memória que possibilitam o esquecimento.
A transitoriedade da memória, segundo Gazzaniga e Heatherton (2005), faz referência ao padrão do esquecimento com o passar do tempo.
O bloqueio, segundo Gazzaniga e Heatherton (2005), ocorre por ocasião da incapacidade temporária da lembrança de alguma coisa que se sabe, a exemplo do fenômeno na ponta da língua quando ocorrem frustrações de lembranças.
A desatenção, conforme Gazzaniga e Heatherton (2005), ocorre por meio da codificação superficial ou desatenta de eventos, causada por falta de atenção suficiente.
A interferência, segundo Morris e Maisto (2004) é a aprendizagem inadequada provocando falhas de memória, quando as informações se misturam ou são postas de lado por outras informações. Esse tipo de esquecimento se dá de duas formas: proativa e retroativa.
Na interferência proativa, segundo Gazzaniga e Heatherton (2005), as informações anteriores inibem a capacidade de se lembrar de novas informações.
Já a interferência retroativa, conforme Gazzaniga e Heatherton (2005), as novas informações inibem a capacidade de lembrar antigas informações.
Os fatores situacionais, conforme Morris e Maisto (2004) consideram que a capacidade de recordar são influenciadas por detalhes do ambiente e são afetadas por fatores internos, ocorrendo o fenômeno de memória dependente do estado relacionado à descoberta de aprendizagens quando se encontram em determinado estado fisiológico para se lembrar melhor de certas informações. Além disso, observam Morris e Maisto (2004) que o esquecimento ocorre em razão da natureza reconstrutiva da lembrança. Esse processo reconstrutivo pode levar a enormes equívocos ao se realizar autodefesa social e pessoal.
Observou-se com a revisão da literatura efetuada que o esquecimento é compreendido sob determinadas perspectivas, entre elas, a da falha no acesso ao material percebido e retido, produto da interferência ocorrida entre as mais diferentes informações armazenadas e resultado das distorções mnemônicas ocorridas pelas influencias ativas oriundas dos conhecimentos esquematizados.
Nesse sentido, Morris e Maisto (2004) apresentam técnicas para melhoria da memória por meio do desenvolvimento da motivação, de exercícios de habilidades da memória, da confiança na capacidade de se lembrar das coisas, da minimização das distrações, da manutenção da concentração, do estabelecimento de conexões entre novas informações e outras que já estejam armazenadas na memória de longo prazo, utilização da imagética mental, utilização das pistas de recuperação, ativação por contação de algo além da memória e consciência do esquema pessoal para distorcer a recordação dos acontecimentos.
Com todo o exposto, passa-se às considerações finais do presente trabalho.

CONSIDERAÇÕES FINAIS –  O presente trabalho de pesquisa teve por objetivo efetuar uma abordagem acerca da memória e do esquecimento. Para tanto, tratou inicialmente da fundamentação conceitual, abordando as estruturas, processos e medidas para se ter uma dimensão aprofundada acerca dos mecanismos da memória. Em seguida procurou-se evidenciar as causas e tipos de esquecimento, procurando por meio da revisão da literatura identificar as formas de ativação da memória evitando-se esse fenômeno.
Procurou-se, portanto, fazer uma breve síntese das teorias que fazem parte dos modelos de entendimento acerca dos fenômenos identificados nos processos da memória e do esquecimento.
Por resultado deste estudo, observou-se que a memória é um processo psicológico básico que apesar de ser considerada deficiente ou limitada, possui a capacidade de acumulação de quantidades de informações e conhecimentos. Ela possui processos, medidas e estruturas que organizam o entendimento do ser humano acerca do mundo ao seu redor.
Já o esquecimento é uma forma de perda de memória que ocorre pela diminuição ou perda da faculdade de recordação ou de reprodução de aprendizagem, causada por alguma dificuldade do cérebro em resgatar as memórias, seja por lesões, enfermidades, tratamentos ou mesmo de mau funcionamento de áreas ligadas a esse setor. Por outro lado, a amnésia ocorre apenas no tocante a eventos que possuem certas especificidades, envolvendo inclusive o aprendizado e a memorização.
Revelaram-se com a realização da pesquisa as vantagens e desvantagens do esquecimento. Entre as vantagens detectou-se a função autoprotetora da memória na seleção dos estímulos captados do meio externo, para melhor desenvolvimento da atividade cognitiva, eliminando-se as informações de eventos de pouca relevância que são dispensáveis e inúteis para codificação e armazenamento. Essa função autoprotetora faz parte do processo adaptativo que distingue as informações relevantes que devem fazer parte do arcabouço da memória individual.
Tem-se, portanto, que o esquecimento é um fenômeno complexo, representando o fato de que são mantidas as informações que auxiliam o desenvolvimento humano, sendo descartadas por esse fenômeno aquelas que não cumprem a função de auxilio. Com isso, observou-se que o fenômeno do esquecimento é um procedimento natural e comum ao próprio processo de memorização.
Tal condução encontra-se amparada na teoria pós-moderna acerca da memória e do esquecimento defendida por Felinto (2013), explicitada a partir da observação da realidade transitória e do fluxo interminável da atualidade, tendo sua manifestação na repetição exaustiva, na preferência pela parodia e até pelo jogo do esquecimento intencional, fruto da grande capacidade da mente de adaptar a prospecção e desenvolvimento das informações e conhecimentos adquiridos.
Por conclusão, encontrou-se no presente estudo técnicas e procedimentos para prevenção e promoção da atividade de memorização, evitando-se o esquecimento.

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* Trabalho desenvolvido como exigência da disciplina Processos Psicológicos, ministrada pela Profª Jane Eyre Araujo de Melo Sarmento, na Faculdade de Psicologia do Centro Universitário Cesmac. Veja mais psicologia aquiaqui e aqui. E mais mais Temas de Psicologia


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