quinta-feira, março 07, 2013

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA




PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA – Esse resumo observa que as proclamações da república é um texto que faz parte da obra A formação das almas: o imaginário da República no Brasil, escrito pelo professor mineiro, José Murilo de Carvalho, graduado em Sociologia e Política, pela UFMG e mestre e doutor em Ciência Política, pela Universidade de Stanford, Califórnia (USA). Por causa dessa obra, recebeu o Prêmio Jabuti, em 1991, tendo, posteriormente sido condecorado Comendador da Ordem de Rio Branco e da Ordem Nacional do Mérito Científico. Neste ensaio o autor discute as diversas proclamações da República e o conseqüente impasse simbólico - proveniente das lutas pela criação de um imaginário social entre as diferentes vertentes político-filosóficas - externado nas figuras-símbolo de Deodoro, Floriano Peixoto e Benjamim Constant. Aborda as questões da proclamação, considerando não só as disputas por poder entre Deodoro, Benjamim Constant, Quintino Bocaiúva, Floriano Peixoto, mas todos os atores, a exemplo da Guerra dos Vivas, envolvendo a participação desses personagens, notadamente os das escolas militares da Praia Vermelha e Superior de Guerra, até o que redundou num movimento pacífico a 15 de novembro de 1889.
A República Militar de Deodoro defendida pelos oficiais superiores que havia lutado no Paraguai e que buscavam posição de maior prestigio e poder, tornando o momento um ato estritamente militar, corporativo e executado sob a liderança de Deodoro da Fonseca, consolidando-se o ato final da Questão Militar com solução definitiva pela eliminação do regime dominado por uma elite bacharelesca infensa aos interesses castrenses, desrespeitosa dos brios militares.
A república sociocrática de um dos ícones da trindade cívica, o catequista, apóstolo, evangelizador, doutrinador, cabeça pensante, preceptor, mestre e ídolo da juventude militar, Benjamim Constant era representada por uma corrente política e ideológica que simbolizava o avanço da sociedade brasileira em direção do seu destino histórico em sua fase positivista, almejando a salvação da pátria. Positivistas não militarista, repugnava a força na política, predominando o pacifismo com o fim dos exércitos, com o recolhimento de todas as armas ao museu da história, apresentando, enfim, uma visão elaborada de república, implantando a ditadura para promover a república social, garantindo todas as liberdades espirituais e promovendo a incorporação do proletariado à sociedade mediante a eliminação dos privilégios da burguesia.
A república liberal de Quintino Bocaiúva representada pelos propagandistas civis. Enfim, nesta parte da obra, o autor discorre sobre várias Proclamações da República. Isto é, a busca de uma simbologia, - pois os embates já se evidenciavam entre as diferentes correntes político-filosóficas no sentido de a qualquer custo se criar uma simbologia no imaginário da nação. Daí a digladiação dos sujeitos históricos Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto e Benjamim Constant. Percebe-se que as tentativas de se construir o mito original da república revelam as contradições que marcam o início de regime, como afirma o próprio autor. Diante desse embate, surge um projeto militar que clama por “uma figura que não dividisse, que fosse o próprio símbolo não só da união militar mas da união da própria nação”. Veja mais aqui e aqui.

FONTE BIBLIOGRÁFICA:
CARVALHO, José Murilo de. As proclamações da republica. In: A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras,1990, p. 35-44.




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