quinta-feira, março 07, 2013

NOAM CHOMSKY




Imagem: João Wainer / Folha Imagem


A ‘guerra contra o terrorismo’ serve, antes de mais nada, para encobrir 

outras políticas, como se fez com a ‘ameaça comunista’”.

O lingüista PhD pela Universidade da Pensilvânia, filósofo, escritor e teórico das comunicações norte-americano Noam Chomsky é um dos maiores intelectuais da contemporaneidade, autor de uma volumosa produção intelectual, adversário virulento do estruturalismo e do behaviorismo, voz condutora da esquerda e ativista contra a política externa norte-americana. Ele trabalha no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e já escreveu mais de 30 livros sobre temas como intervencionismo, direitos humanos e mídia, além de várias obras no campo da lingüística. Reconhecido pelos críticos como um socialista libertário, Chomsky destacou-se na década de 1990 por ser o principal crítico do mercado livre. Para ele, o caráter liberal do capitalismo é estruturalmente falho e moralmente maléfico.
Entre as suas obras estão “Aspectos da Teoria da Sintaxe”, onde o autor criou a Gramática Transformacional. Tendo criado anteriormente a gramática gerativa que visava descrever todas as frases de uma língua através de um número finito de regras que possibilita engendrar ou explicitar um número infinito de frases, e, também, a gramática sintagmática onde as palavras que compõem a frase são denominadas de constituintes últimos e a ordem ocupadas por estes, uns em relação aos outros, é designada pela expressão estrutura linear da frase. Na gramática transformacional, a sintaxe se desdobra em dois componentes: base da gramática, definindo as estruturas fundamentais; e o componente transformacional que é constituído pelas transformações graças às quais é possível chegar às estruturas das frases, tal como se apresentam na língua. Com isso, o sentido de cada frase é derivado, em grande parte, senão totalmente, de sua estrutura profunda, por meio de regras de interpretação semântica.
Também “O lucro ou as pessoas? Neoliberalismo e ordem global”, onde o autor faz uma análise profunda do sistema doutrinário das democracias capitalistas e da ameaça neoliberal, colocando-se como crítico do mercado livre e ao capitalismo, interpretado por ele como falho estruturalmente. Chomsky assinala que o neoliberalismo existe há tempo e a realidade hoje é que ele se configurou através de uma nova versão onde vigora a opressão sobre a maior parte da sociedade. Por esta razão ele entende que o Neoliberalismo é a causa da progressão das desigualdades sócio-econômicas, catastróficos e de irreversíveis desastres ecológicos, da instabilidade econômica global e do aumento da concentração de riqueza. Com isso ele traz um manifesto anti-neoliberal que denuncia as conseqüências originadas pela imposição dessa política de repercussão global. Portanto, o alvo das maiores críticas é o governo dos EUA e também declara oposição aos países ricos, descrevendo a geração de pobreza das nações adeptas aos ditames do Consenso de Washington.
Um outro livro, “Notas sobre o anarquismo”, Chomsky explicita o seu antidogmatismo: “(...) o anarquismo tem costas largas, e, como o papel, aceita qualquer coisa”, onde ele ressalta a pluralidade e a ponto de assinalar anarquismos, formulando sua concepção de socialismo libertário e anarquismo social que é a tendência anarquista que está preocupada com os problemas sociais, criticando a propriedade privada dos meios de produção, a opressão do Estado e do Capital, as múltiplas opressões que estão além da esfera política e econômica como a opressão de gênero, de raça, a discriminação dos homossexuais e assim por diante. No livro ele analisa a relevância do anarco-sindicalismo, trata acerca do arnarquismo frente o marxismo e as expectativas para o futuro, metas e projeto, os intelectuais e o Estado no arnarquismo, a reforma e revolução, o poder e os dilemas do socialismo libertário. Veja mais aqui e aqui.

BIBLIOGRAFIA:
CHOMSKY Noam. O lucro ou as pessoas? Neoliberalismo e ordem global. Tradução Pedro Jorgensen Jr. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
_____. Aspectos da teoria da sintaxe. São Paulo: Abril, 1978.
_____. Notas sobre o anarquismo. São Paulo: Imaginário, 2004.




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