quinta-feira, março 07, 2013

HANNAH ARENDT, ERIC HOBSBAWM, HISTÓRIA DO DIREITO, KAPLAN & A CONDUTA NA PESQUISA




ERIC HOBSBAWM – SOBRE HISTÓRIA - ERIC HOBSBAWM é um historiador marxista egípcio reconhecido internacionalmente e autor, dentre outras importantes obras, do livro “SOBRE HISTÓRIA”, um dos últimos trabalhos reunindo ensaios publicados pelo autor, onde ele analisa o significado e os compromissos envolvidos na tarefa da escrita da história. Com clareza e erudição, Hobsbawm, refletindo o papel do historiador, analisa problemas pertinentes para atualidade como a indefinição das identidades nacionais na Europa e o uso ideológico do discurso histórico naquela realidade. O livro também analisa o legado de 150 anos do Manifesto Comunista, a herança de Marx aos historiadores, a revolução bolchevique, as relações entre história e economia e a noção de progresso no conhecimento histórico, entre outras questões. Por fim, o livro que aborda a História e o sentido do passado, a sociedade contemporânea, a previsão do futuro, se os estudos históricos progrediram, da história social à história da sociedade, historiadores e economistas, engajamento, Karl Marx, todo povo tem história, pós-modernismo na floresta, a volta da narrativa, a história britânica e os Annales, a história de baixo para cima, o presente, história da Revolução Russa, barbárie, manual do usuário, não basta a história de identidade e o Manifesto Comunista. Veja mais aqui.

FONTE:
HOBSBAWM, Eric. Sobre historia. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.




HANNAH ARENDT – ENTRE O PASSADO E O FUTURO - A filosofa, pensadora da liberdade e teórica política alemã Hannah Arendt (1906-1973) abarcou temas sobre política, autoridade, totalitarismo, educação, condição laboral, violência e a condição da mulher. A sua obra é fundamental para entender e refletir sobre os tempos atuais, dilacerados por guerras localizadas e nacionalismos. Ela foi aluna do filósofo Heidegger - com quem teve um relacionamento amoroso - na universidade alemã de Marburgo, e formou-se em filosofia em Heidelberg. Quando o nacional-socialismo de Hitler subiu ao poder, em 1933, ela saiu da Alemanha e foi para Paris, a capital francesa, onde entrou em contato com intelectuais como o escritor Walter Benjamin. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo francês de Vichy colaborou com os invasores alemães e, por ser judia, Hannah foi enviada a um campo de concentração, em Gurs, como "estrangeira suspeita". Porém, conseguiu escapar e aportou em Nova York, em maio de 1941. Exilada, ficou sem direitos políticos até 1951, quando conseguiu a cidadania norte-americana. Ela se tornou a teórica do inconformismo, defendendo os direitos dos trabalhadores, a desobediência civil e atuou contra a Guerra do Vietnã (1961-1975). A sua obra “Entre o passado e o futuro” aborda questões conceituais de História, na ótica antiga e moderna, questionando autoridade, liberdade, crise na educação, crise na cultura e sua importância social e política, verdade e política, e a conquista do espaço e a estatura humana. Veja mais aqui e aqui.

FONTE:
ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 2005.





FUNDAMENTOS DE HISTÓRIA DO DIREITO – O livro “Fundamentos de História do Direito”, organiado por Antonio Carlos Wolkmer, traz uma série de temas como O Direito nas Sociedades Primitivas, Direito e Sociedade no Oriente Antigo: Mesopotamia e Egito por Cristiano Paixão Araujo Pinto, O Direto Hebraico Antigo por Marco Antonio de Souza, O Direito Grego Antigo por Raquel de Souza, A instituição da família em cidade antiga por Jenny Magnani de O. Nogueira, O direito romano clássico: seus institutos jurídicos e seu legado por Francisco Quintanilha Véras Neto, A natureza história da instituição do direito de propriedade por Valcir Gassen, O direito romano e seu ressurgimento no final da Idade Média por Argemiro Cardoso Moreira Matins, A institucionalização da dogmática jurídico-canonica medieval por Rogério Dutra dos Santos, Aspectos históricos, políticos e legais da Inquisição por Samyra Haydêe Naspolini, Da desconstrução do modelo jurídico inquisitorial por Salo de Carvalho, Da invasão da América dos sistemas penais de hoje: o discurso da inferioridade latino-americana por José Carlos Moreira da Silva Filho, O direito nas missões jesuíticas da América do Sul por Thaís Luzia Colaço, O direito no Brasil Colonial por Claudio Valentim Cristiani, Instituições, retórica e o bacharelismo no Brasil por José Wanderley Kozima, O escravo ante a lei civil e a lei penal no Império (1822-1871) por Arno Wehling e Uma introdução à história social e política do processo por José Reinaldo de Lima Lopes. Veja mais aqui.

FONTE:
WOLKMER, Antonio Carlos (Org). Fundamentos de história do direito. Belo Horizonte: Del Rey, 2008.




ENSINO DE HISTÓRIA – O livro “Ensino de História: fundamentos e métodos”, da professora e doutora paulista Circe Maria Fernandes Bittencourt, aborda questões alusivas à história escolar, tratando de disciplina escolar, conteúdos e métodos de ensino, abordagem histórica, as atuais propostas curriculares, os métodos e conteúdos escolares, os conteúdos históricos, a aprendizagem em história, os procedimentos metodológicos, as praticas interdisciplinares, os materiais didáticos, as concepções e usos dos livros, o uso didático de documentos, documentos não escritos na sala de aula, fotografia, museu, musica, cinema, o processo de descobertas e interpretação dos objetos com propostas pedagógicas.

FONTE:
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de história: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004.



FERNAND BRAUDEL – ESCRITOS SOBRE A HISTÓRIA & UMA LIÇÃO DE HISTÓRIA

O livro “Escrito sobre a História” de Fernand Braudel (1902-1985) traz uma abordagem acerca dos tempos da História a partir do Mediterrâneo à época de Filipe II e as posições da História em 1950. Em seguida traz a história e as outras ciências do homem, a exemplo das Ciências Sociais, da unidade e diversidade das ciências do homem, historia e sociologia, economia histórica, história serial sobre Sevilha e o Atlântico (1504-1650), a história social e a demografia e as dimensões da ciência do homem. Por fim traz a história e o tempo presente considerando o Brasil baiano onde o presente explica o passado e a história das civilizações no contexto de que o passado explica o presente.
Outra obra de Fernand Braudel, “Uma lição de história” traz uma abordagem inicial acerca do Mediterrânio a partir da formação das culturas mediterrâneas, o homem biológico, o tempo bizantino, muçulmano, o Atlântico, a Europa, a galera, Salamina a Lepanto, séc. XIX e XX e as tensões, discutindo Veneza e Bizâncio, Istambul, Maomé e Carlos Magno, Biologia, Moscou, a autonomia dos povos mediterrâneos e a revolução francesa. Em seguida aborda o capitalismo considerando a economia política e a historia política, o capitalismo como um jogo de cartas marcadas, continuidade ou mutação, o capitalismo comercial e a produção industrial na Ásia antes de 1800, elementos endógenos do capitalismo indiano, brasileiro sob a ótica do crescimento ou desenvolvimento, técnica, ciência e sociedade e o capitalismo como inimigo do mercado, discutindo a história econômica, a revolução industrial da Idade Média, capitalismo com estrutura de camaleão, economia-mundo, estado e capitalismo, o exemplo indiano e viático para o futuro. Logo após aborda a França a partir da História, os primeiros camponeses, os países e a nação francesa, teoria ecológica das localizações industriais, a arvore dos cargos e funções da França e discutindo a historia, a geografia e o povoamento, o papel das finanças sob o antigo regime. Por fim traz as oficinas acerca da visão filmica da história, filme e contra-história, o filme agente da história, a França sob a ótica da demografia e da política e a antropologia da França.

FONTES:
BRAUDEL, Fernand. Uma lição de história. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1989.
______. Escritos sobre a história. São Paulo: Perspectiva, 1992.




ABRAHAM KAPLAN – A CONDUTA NA PESQUISA: METODOLOHIA PARA AS CINÊNCIAS DO COMPORTAMENTO. – O filósofo naturalizado norte-americano Abraham Kaplan (1918-1993) é autor do livro “A conduta na pesquisa: metodologia para as ciências do comportamento”, abrangendo metodologia, conceitos, medidas, estatística, modelos, teorias, explicações e valores, Na parte dedicada à metodologia aborda a questão da lógica em uso e reconstruída, autonomia científica e lógica, justificação e descoberta da lógica psicológica, a tarefa metodológica por meio de técnicas, titulo honorifico, epistemologia, métodos e mito, método cientifico e suas técnicas, escolas, dilemas, generalidade da ciência e peculiaridade das ciências do comportamento. Nos conceitos ele trata da base empírica abordando empirismo semântico e epistemológico, positivismo lógico, operacionismo, pragmatismo, funções dos conceitos com seus termos, concepções, classificações e teorias, os termos teóricos, a abertura do significado, especificação de significado e conceitos nas ciências do comportamento. Na parte concernente às leis ele trata das funções, identificação, supostos, pressupostos, recursos, presunções, hipóteses, fatos e leis, conteúdo, tipos a s leis nas ciências do comportamento. Na seção atinente ao experimento, ele traz o processo d observação, as funções do experimento, a estrutura do experimento nas ciências do comportamento. Na seção das medidas, aborda função, estrutura e escalas das medidas, validez, medida e linguagem quantitativa. Na seção de estatística trata do papel da estatística, probabilidade e indução, descrição estatística, hipótese e ciências do comportamento. Na parte dos modelos, ele traz a estrutura dos modelos, funções e deficiências nas ciências do comportamento. Na parte das teorias traz o confronto teorias e leis, funções e validação das teorias nas ciências do comportamento. Nas explicações ele traz o modelo padrão, dedutivo, explicação e predição, funções da explicação nas ciências do comportamento. Por fim, na seção dos valores aborda os valores d investigação, a teoria do valor e o futuro das ciências do comportamento.

FONTE: KAPLAN, Abraham. A conduta na pesquisa. São Paulo: EPU/EDUSP, 1975.





BIBLIOGRAFIA HISTÓRICA

PATRICK GARDINER – TEORIAS DA HISTÓRIA – Livro que aborda do antologista como filósofo analista da historia, a sociedade, a escola e filosofia, o condicionamento sócio-cultural de um curriculum vitae, da antologia e do seu destino sócio-cultural, tudo envolvendo a problemática sócio-cultural de um curriculum filosófico.

FONTE: GARDINER, Patrick. Teorias da História. Lisboa: Fundação Calouste Gulnenkian, 1964.

PHILIPPE ARIÉS – O TEMPO DA HISTÓRIA - O livro “O tempo da História” de Philippe Áries traz uma abordagem a partir da descoberta da história por uma criança, o confronto entre a história marxista e a conservadora, p empenhamento do homem moderno na história, a atitude perante a história na Idade Média, do século XVII, a história científica e na civilização moderna.

FONTE:
ARIÉS, Philippe. O tempo da história. Lisboa: Relógio d´Agua, 1992.

G. J. WHITROW – O TEMPO NA HISTÓRIA - O livro “O tempo na História: concepção do tempo da pré-história aos nossos dias”, de G. J. Whitrow, traz uma abordagem a partir da consciência do tempo articulado com o tempo e vida civil, sentido do tempo e a humanidade, para definir o tempo, linguagem e número, as bases naturais de medição na sociedade contemporânea para, a partir daí, passar para uma abordagem sobre o tempo na antiguidade e na idade média, considerando o tempo nos primórdios da história, pré-história, Egito antigo, Suméria, Babilônia e Irã antigo, o tempo na antiguidade clássica envolvendo a Grécia e a civilização helênica, Israel antigo e Roma imperial, passando pelo tempo na Idade Média a partir da Europa medieval, o mundo islâmico, a periodização da história e o milenarismo, a medição do tempo, o tempo no Extremo Oriente e na Mesoamérica, Índia, China e os maias. Logo em seguida traz o tempo no mundo moderno, considerando o advento do relógio mecânico, a invenção do esapo de haste e a influencia social do relógio. Depois traz o tempo e história no Renascimento e a revolução científica, a Reforma do calendário, o relógio de pêndulo e a idéia do universo como um relógio, as atitude em face do tempo e da história nos séculos XVI e XVII, no séc. XVIII, a invenção do cronômetro marinho e a descoberta da perspectiva histórica, a evolução e revolução industrial, o universo evolucionário e o papel do tempo na sociedade industrial moderna, os conceitos concorrentes de tempo, instante e duração, tempo relativístico e cósmico, a relação do tempo com a história e o progresso, a crença e a sociedade computadorizada. Nos apêndices traz abordagem acerca dos anos bissextos, o ciclo calendário metonico e o calculo da páscoa.

FONTE:
WHITROW, G. J. O tempo na história: concepções da pré-história aos nossos dias. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.

AGNES HELLER – UMA TEORIA DA HISTÓRIA - O livro “Uma teoria da História” de Agner Heller traz uma abordagem cerca da Historicidade partindo dos estágios da consciência histórica, presente, passado e futuro, a consciência histórica cotidiana como fundamento da historiografia e da filosofia da história. Em seguida traz a Historiografia como episthémé, tratando das ressalvas introdutórias, o passado, presente e futuro na historiografia, os seus valores, os juízos morais, normas concretas para a pesquisa, teoria e método, princípios organizadores, explicativos e orientadores, a teoria mais elevada e aquela aplicada. Depois traz o sentido e verdade na história e a sua filosofia, abordando a especificidade da filosofia da história, a noção de desenvolvimento universal como categoria fundamental da filosofia da história, as leis históricas universais, objetivo, lei e necessidade, holismo e individualismo, a filosofia da história e a idéia de socialismo. Por fim, traz uma introdução a uma teoria da história observado a condição d resgate, do progresso se ilusão ou não, necessidade da utopia e algumas notas sobre o sentido da existência histórica.

FONTE:
HELLER, Agnes. Uma teoria da história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981.


MARC BLOCH – APOLOGIA DA HISTÓRIA OU O OFICIO DE HISTORIADOR, obra que aborda inicialmente a história, os homens e o tempo considerando a escolha do historiador, a historia e os homens, o tempo histórico, o ídolo das origens e o passado e presente. Em seguida trata sobre a observação histórica considerando as características gerais da observação histórica, os testemunhos e a transmissão dos testemunhos. Logo após a crítica considerando o esboço de uma historia do método critico, em busca da maestria e do erro e a tentativa de uma lógica do método crítico. Por fim a análise histórica tratando acerca de julgar ou compreender, da diversidade dos fatos humanos à unidade de Constancia e a nomenclatura.

FONTE:
BLOCH, Marc. Apologia da História ou o oficio de historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.



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